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    Quinta-feira, Maio 11, 2006

    AMARLIO, HOMEM PBLICO DE F

    ARTIGO ESPECIAL: por Carlos Alberto Penna 
    Presidente do Instituto Histrico e Geogrfico de Barbacena

    s margens do clebre Caminho Novo das Gerais, aberto pelos Bandeirantes no Sculo XVIII, em um dos mais antigos bairros da cidade de Barbacena, o Alto do Cangalheiro, mais tarde conhecido como Bairro de Santo Antnio, foi onde nasceu, em 10 de setembro de 1942, Amarlio Augusto de Andrade. Seus pais, Brasilino Alexandre de Andrade e Dona Ana Augusta de Assis, eram agricultores e viviam cuidando de uma pequena propriedade rural, donde retiravam o sustento para mantena de uma famlia numerosa, integrada por doze filhos.

    Profundamente religiosa, a famlia teve como referncia nica praticar no dia-a-dia os ensinamentos cristos, em toda sua plenitude, tendo como principal parmetro a tica do trabalho.
    A bondade, a honradez e a decncia foram exemplos adotados com naturalidade pelos filhos daquele lar, onde sobrava amor.

    O menino Amarlio Augusto de Andrade, distinguiu-se, desde cedo, de seus irmos, ao tornar-se o preferido de seu tio, o eminente Professor Amarlio Augusto de Paula, de quem recebera, como homenagem de batismo, o ilustre nome.

    Seu tio, o Professor Amarlio, iniciava, poca, as pesquisas para introduo do cultivo da soja no Brasil. Lecionava Tcnica Agrcola na importantssima Escola Agrotcnica Federal de Barbacena, ento conhecida como "Aprendizado Agrcola de Barbacena", jurisdicionada Superintendncia do Ensino Agrcola e Veterinrio do Ministrio da Agricultura.

    O Professor Amarlio Augusto de Paula veio a tornar-se uma das referncias nacionais no cultivo e multiutilizao da soja e par de sua condio de professor, cientista e pesquisador, era dotado do dom natural da poltica.

    Vereador Cmara Municipal de Barbacena, por seguidas legislaturas, at sua morte trgica, vtima de acidente, em 1973, o Professor Amarlio de Paula tomou a si a educao de seu sobrinho-afilhado, Amarlio Augusto de Andrade, que o acompanhava diariamente, depois de cumpridos seus deveres escolares, nas visitas aos amigos e eleitores do tio, na rea urbana e na zona rural de Barbacena.

    Comea a, verdadeiramente, a vida poltica de Amarlio Augusto de Andrade, ainda na primeira idade.

    Aos nove anos, foi colhido pela tragdia. Vtima de atropelamento, teve uma gravssima fratura em uma das pernas, que deixaria seqelas fsicas definitivas. A ortopedia, como especialidade mdica, ainda engatinhava no Brasil. Sucessivos tratamentos o prenderam ao leito hospitalar por quatro anos.

    Internou-se na Santa Casa de Misericrdia do Rio de Janeiro, donde saiu, anos depois, de um sofrimento extremo, com duas muletas, que o ampararam por doze anos. Tornou-se um deficiente fsico, fortemente dependente de prteses. custa de frrea crena em Deus, de uma vontade de ao de ser til humanidade e de superar-se a si prprio, Amarlio Augusto de Andrade, responsabilizou-se, desde criana, por si e por vrios familiares. Era o exemplo vivo do bairro onde morava. Adorado e querido por todos, o jovem Amarlio praticou todo tipo de trabalho compatvel com sua grave deficincia fsica. Muitos, em igual situao, "jogaram a toalha" e entregaram-se a uma sorte inglria. Amarlio, ao contrrio, traou e seguiu seu prprio destino. Sua f em si e na humanidade superou todos os obstculos.

    Terminando o curso primrio, teve que interromper, por muitos anos, seus estudos, durante as vrias internaes hospitalares a que foi submetido. Voltou s aulas de muletas, ingressando no turno da noite, na Escola Tcnica de Comrcio de Barbacena, posteriormente denominada com o nome de seu fundador e diretor, Escola Tcnica de Comrcio Plnio Alvarenga. L viveu e vivenciou ricos ensinamentos humansticos.

    Foi nesta escola tcnica que tornou-se amigo de vrios colegas. Um desses, o autor destas linhas, que cursava simultaneamente o Curso Cientfico no Colgio Estadual de Barbacena, seu amigo h mais de quarenta anos. Em dezembro de 1968, Amarlio diplomou-se, com distino acadmica, no Curso Tcnico em Contabilidade. Foi uma conquista muito comemorada. L estavam, em sua formatura, todos seus familiares.

    Desde 1961 Amarlio Augusto de Andrade havia ingressado, por concurso, na Agncia de Barbacena do Banco de Crdito Real de Minas Gerais, instituio estatal de crdito, fundada ainda no Imprio. Comeara, como contnuo, uma carreira profissional que concluiria trinta e cinco anos depois como Vice-Presidente da Diretoria Executiva deste importantssimo estabelecimento de crdito, depois de exercer as diretorias da Credireal Financeira e da Financeira do Banco do Estado de Minas Gerais-BEMGE e ter sido eleito Conselheiro de Administrao do Banco de Crdito Real.

    Enquanto estudante da Escola Tcnica, atuara na poltica estudantil, como Presidente do Grmio Escolar e na famosa UESB, Unio dos Estudantes Secundrios de Barbacena, como Diretor. Eram anos turbulentos na vida nacional. O Brasil engalfinhava-se em lutas intestinas para definir sua vocao. O jovem Amarlio defendia posies nacionalistas, com ardor de juventude.
    Ainda bancrio e estudante, Amarlio casara-se em 2 de maio de 1961 com Rosita Magalhes de Andrade e, desta unio, tiveram cinco filhos: Jlio Csar, Simone, Tony Marcos (falecido em 8 de abril de 1991, vtima de acidente automobilstico), Alex e Anabela. A esses filhos juntaram-se, de outras unies: Pablo, Lucas e Amarlio Jnior.

    Seu tio faleceu em 1973. Em 1976 Amarlio ingressou na vida pblica, filiando-se ao MDB-Movimento Democrtico Brasileiro, partido que fazia oposio ditadura militar. Elegeu-se, nesse ano, com 691 votos, Vereador Cmara Municipal de Barbacena, tornando-se logo, na primeira Sesso Legislativa, seu Presidente, cargo para o qual foi eleito e reeleito por onze vezes, por seus pares, em diversas legislaturas.

    Em 1976, diplomou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Conselheiro Lafayete. Fez o "exame de ordem" da OAB e ingressou na advocacia, praticando-a, desde ento, em proveito pblico e na assistncia jurdica, sem remunerao, aos necessitados e carentes. Fez da advocacia o mesmo apostolado que fizera, a partir de 1969, como professor secundrio de vrias escolas em Barbacena.

    Em verdade, o magistrio sempre foi sua primeira vocao, por influncia de seu tio. Hoje, conta em seu currculo milhares de ex-alunos, nos mais de 30 anos nos quais lecionou vrias disciplinas tcnicas.

    O ponto alto de sua nascente carreira parlamentar d-se, anos depois, na dcada de setenta, no auge da ditadura militar, quando a Amarlio enfrentou o ento General-Presidente Ernesto Geisel, negando, com voto de Minerva, a aprovao de uma esdrxula "Moo de Aplauso" ao fechamento do Congresso Nacional, proposta pelo bloco governista. Seu comportamente, neste herico episdio, valeu-lhe o respeito e admirao do Dr. Sobral Pinto, que afirmou, textualmente:
    "O Senhor, Dr. Amarlio Augusto de Andrade, muito digno e respeitvel Presidente da Cmara Municipal de Barbacena, me faz lembrar os meus anos de juventude, pela sua coragem, destemor e desassombro, expondo-se, com risco de perda de seus direitos polticos, de sua liberdade e at de retaliaes mais graves, ao reprovar, com muita veemncia, o gesto prepotente, desptico, ilegal e manifestamente inconstitucional do Excelentssimo Senhor Presidente da Repblica, General Ernesto Geisel, de decretar o fechamento do Congresso Nacional, votando contra a aprovao, na Cmara Municipal de Barbacena, justamente de uma absurda 'Moo de Aplauso' a este gesto presidencial tirnico. Essa coragem, em tempos de ditadura, fala por si s."

    Desde esta poca, o ento Deputado Federal, futuro senador, governador de Minas e Presidente eleito da Repblica, Tancredo Neves, sempre se referia ao Amarlio como: "O homem que enfrentou Geisel".

    A Cmara Municipal de Barbacena, sede do Poder Legislativo Municipal, onde atuava, estava instalada e funcionava desde 1791, no imponente e majestoso sobrado colonial, construdo em 1754, de linhas sbrias e elegantes, na praa principal de Barbacena, fronteiro Igreja-Matriz de Nossa Senhora da Piedade, idealizada a partir de 1725. Este prdio uma das mais importantes edificaes da histria de Minas Gerais e necessitava, poca, de uma restaurao artstico-arquitetnica. Amarlio, como presidente da Cmara, com profundas preocupaes com a defesa do patrimnio histrico e artstico, nomeou uma Comisso de Notveis, assim denominada, pela portaria que a instituiu, integrada pelos professores Carlos Alberto Penna Rodrigues de Carvalho (Presidente), Plnio Tostes de Alvarenga, Fernando Campos Duque-Estrada, Jos Mendes de Vasconcelos Jnior e Joacir Silva Concelos, comisso essa que coordenou o projeto de restaurao, sugerindo que fosse dada a denominao de Palcio da Revoluo Liberal ao edifcio, pois foi neste mesmo local, que, em 10 de junho de 1842, foi deflagrada a Revoluo Liberal e empossado, no cargo de Presidente Provisrio da Provncia de Minas Gerais, o Baro de Cocais.
    A Revoluo Liberal de 1842 foi o mais importante conflito interno armado ocorrido durante o Imprio, em Minas Gerais, com centenas de mortos e feridos. Minas, tendo em Barbacena seu quartel-general da Resistncia, reagia prepotncia, no Imprio, como fizera na Inconfidncia, no Brasil-Colnia,  e no claro apoio Independncia, por ocasio da Regncia do ento Prncipe Dom Pedro, filho de Dom Joo VI, Rei de Portugal.

    Barbacena, por sua elite pensante, tornar-se-ia, de fato, republicana, filosoficamente, muito antes da efetiva Proclamao da Repblica, ocorrida em 15 de novembro de 1889.

    Em momento grave de sua histria, Barbacena, representando Minas Gerais, ligava-se So Paulo, onde irrompera, simultaneamente, o Movimento Liberal de 1842, to bem retratado na clebre obra do Cnego Marinho: "Histria do Movimento Poltico, que teve lugar no ano de 1842, na Provncia de Minas Gerais".

    Noventa anos depois, em 1932, Minas, pela voz quase isolada do ento ex-Presidente da Repblica Arthur Bernardes, propusera, sem xito, a repetio dessa unio liberal na Revoluo Constitucionalista. O ponto culminante da voz de Minas, neste episdio, est expresso nesta declarao de Arthur Bernardes, honrado e venerando homem pblico, exemplo de decncia e nacionalismo, paradigma de Minas em sua melhor fase: "Quanto a mim, estou com So Paulo, pois para l se transportou a alma cvica da Nao brasileira".

    Na Presidncia da Cmara, Amarlio, como dissemos, deflagrara o resgate da memria histrica de Barbacena. Inmeros barbacenenses ilustres, mas esquecidos, foram sendo chamados cena e homenageados. O primeiro e mais importante destes, foi o jurista Herclito Fontoura Sobral Pinto, tido como o Patrono Cvico dos Direitos Humanos no Brasil. O Doutor Sobral Pinto teve seu ilustrssimo nome atribudo a uma Medalha que conferida, anualmente, a personalidades que se destacarem na defesa das liberdades pblicas, por um Conselho Permanente, presidido pelo Presidente da Cmara Municipal de Barbacena.

    Em 1982, o Brasil j estava adulto, aps 18 anos de ditadura, para a arrancada democrtica que, trs anos depois, em 1985, elegeria Tancredo Neves presidente da Repblica.
    O primeiro passo era levar o ento senador Tancredo Neves ao cargo de governador do Estado de Minas Gerais.

    Amarlio foi convocado, diretamente, por Tancredo Neves, de quem era amicssimo, para essa importantssima empreitada eleitoral.

    Foram mobilizadas todas as foras da Oposio, agrupadas no ento PMDB (Partido do Movimento Democrtico Brasileiro), e a regio de Barbacena, englobando 45 municpios vizinhos, partiu, literalmente, para o "tudo ou nada". Ao trmino da refrega eleitoral de 15 de novembro de 1982, o PMDB conseguira, na regio, uma vitria esmagadora e ajudara a eleger Tancredo governador de Minas.

    Em 15 de maro de 1983 Tancredo Neves assume o Governo de Minas e convoca Amarlio Augusto de Andrade para diretor da Credireal Financeira. Em agosto de 1984, Tancredo renuncia ao mandato de governador, desincompatilizando-se, para concorrer presidncia da Repblica, no Colgio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985.

    Eleito Presidente da Repblica, Tancredo Neves telefona para Amarlio e o avisa para preparar-se para um chamamento federal. Teria uma misso, para ele, em Braslia.

    Infelizmente, uma tragdia abateu, em pleno vo da vitria, o presidente eleito Tancredo Neves. Vtima de grave molstia, foi internado, em Braslia, no dia da posse, e faleceu em So Paulo em 21 de abril de 1985. O Pas tinha, ento, um novo presidente, que era o vice de Tancredo.

    Amarlio continuou diretor da Credireal no Governo Hlio Garcia (1984-1987), que sucedera, em Minas Gerais, ao Dr. Tancredo. Hlio Garcia cumpriu todos os compromissos de campanha do Dr. Tancredo, mantendo, nos cargos, as pessoas que os ocupavam.

    Em 1986 eleito Governador de Minas pelo PMDB o ex-prefeito de Contagem (MG), Newton Cardoso. Velho amigo e correligionrio de Amarlio, Newton o convoca em seqncia, para trs cargos importantes: Diretor da Financeira BEMGE, Conselheiro do Conselho de Administrao do Banco de Crdito Real e, finalmente, Vice-Presidente Executivo do Banco de Crdito Real.

    Amarlio atinge, neste cargo, o pice de sua carreira profissional, que comeara em 1961, quanto ingressara, como contnuo, na agncia de Barbacena, do mais tradicional e antigo banco de Minas Gerais.

    Em 1988, Amarlio deixa o PMDB e funda, em Barbacena, o Diretrio Municipal do PMB-Partido Municipalista Brasileiro. Nesta legenda, concorre a Vice-Prefeito de Barbacena, sendo eleito com expressiva votao.

    Em 1988 ocupou o cargo de Prefeito de Barbacena por vrias semanas, durante a licena de sade do titular.

    Entre 1992 e 1996 estrutura, pacientemente, na regio de Barbacena, dezenas de diretrios de seu atual partido poltico, o PSC-Partido Social Cristo, fundado pelo lder poltico Victor Nsseis.
    Em 1996, retoma seu mandato de vereador Cmara Municipal de Barbacena, obtendo 891 votos. Desde ento, reeleito, sucessivamente, em 2000, com 2.121 votos (o mais votado de Barbacena) e, em 2004, com 2.081 votos (o segundo mais votado).

    Durante sua vida pblica, Amarlio recebeu centenas de homenagens e distines, sendo condecorado com vrias medalhas, dentre as quais a Medalha da Inconfidncia (nos trs graus), a Medalha Santos Dumont (bronze, prata e ouro), a Medalha do Mrito do Poder Legislativo de Minas Gerais (graus mrito e mrito especial) e a Medalha do Mrito Aeronutico.
    Desde a primeira legislatura que participou como vereador (1977-1983), Amarlio foi eleito por seus pares onze vezes presidente da Cmara de Barbacena, sendo que, nas duas ltimas vezes (2004 e 2005), por unanimidade, um fato absolutamente raro na histria do legislativo, desde sua fundao em 1791.

    A superao de tragdias faz parte do cotidiano da vida pessoal de Amarlio. Ainda criana, como j dissemos, atropelado gravemente e fica semanas entre a vida e a morte. Este acidente o transforma em deficiente fsico. Durante quatro anos esteve internado em hospitais de Barbacena e do Rio de Janeiro, sofrendo dores atrozes.

    Sai do hospital amparado em duas muletas e s se livra delas doze anos depois, custa de uma vontade frrea de viver e de uma disciplina rigorosssima de comportamento. Supera tudo isso e faz desta experincia dolorosa o motivo principal para ajudar os necessitados.

    Em 2000 novamente colhido pelo destino para uma nova provao. diagnosticada a ocorrncia de um cncer em sua garganta, j em estgio avanado. Milagrosamente, salva-se aps uma cirurgia em que esteve entre a vida e a morte. custa de uma crena inabalvel em Deus e de longos e dolorosos tratamentos rdio e quimioterpicos, supera o cncer e retoma o uso da voz, que havia perdido.

    Eis, a, um novo Amarlio, vitorioso, que acredita e aposta na vida e no trabalho. Desde sua vitria contra o cncer, dedica-se, ainda mais, ao bem comum, com uma f inabalvel na capacidade de se superar em prol da coletividade.

    Fundou, com velhos e novos companheiros, o Ncleo Regional de Barbacena de Voluntrios de Preveno e Combate ao Cncer do Hospital Mrio Penna e, desde ento, passou a dedicar-se, de corpo e alma, a essa obra meritria, ajudando a salvar e melhorar as condies de sade de milhares de pacientes oncolgicos.

    Durante seus trinta anos de vida pblica, Amarlio Augusto de Andrade pode apresentar, claramente, um dossi de realizaes para as quais colaborou, ativamente, participando direta ou indiretamente, da consecuo de importantes obras pblicas e iniciativas que resultaram em medidas de interesse coletivo.

    Em seqncia, trs momentos principais conferem marca de excelncia sua entrada na vida pblica, na Legislatura iniciada em 1977: 

    1) Restaurao artstico-arquitetnica do prdio da Cmara Municipal de Barbacena, construdo em 1754 e adquirido para ser Edifcio-Sede do Poder Legislativo, em 1791, denominando-o, por Resoluo aprovada por unanimidade, como Palcio da Revoluo Liberal, acatando sugesto da Comisso de Notveis.

    2) Institucionalizao do conjunto de leis e normas municipais que conferiram a efetiva independncia administrativo-financeira Cmara Municipal de Barbacena, permitindo o pleno exerccio da soberania do Poder Legislativo.

    3) Resgate efetivo da memria histrico-poltico-sociolgica de Barbacena, por meio de aes objetivas de valorizao de nosso patrimnio cultural.

    A vida de Amarlio Augusto de Andrade, sua conduta pessoal ilibada, tanto na Oposio quanto no Governo, alm do vastssimo conjunto de realizaes em proveito pblico, como algumas de suas citadas posturas iniciais de vanguarda, do mostras da estatura de um homem pblico de f, que tem merecido, ao longo de trinta anos de vida pblica, o reconhecimento efetivo de seus concidados


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    Segunda-feira, Maio 15, 2006

    ARTIGO ESPECIAL de William Freire SOBRE MEIO AMBIENTE


    William Freire[i] - Advogado Especializado em
    DIREITO AMBIENTAL E MINERRIO.
    Leia Seu currculo Completo, Clique Aqui


    Nas Ordenaes Filipinas j constava[ii]:

    "O que cortar rvores frutferas, em qualquer lugar, pagar ao seu dono o valor estimado dela em triplo.

    "E se a rvore danificada valer quatro mil ris, ser aoitado e degredado para a frica por quatro anos.

    "Se a rvore danificada valer trinta cruzados ou mais, ser degredado para sempre para o Brasil".


    Mesmo a preocupao com o ambiente sendo antiga no mundo, o Brasil entra no Sculo XXI com problemas bsicos em matria de preservao ambiental. A ausncia de saneamento bsico, por exemplo, que transforma nossos rios em esgotos a cu aberto, faz com que o Pas enfrente, hoje, doenas h muito erradicadas dos Pases desenvolvidos[iii].

    Enquanto o mundo repudia a poltica dos Estados Unidos da Amrica, que se nega a ratificar o Tratado de Kyoto, no Brasil ocorrem grandes avanos em termos de conscincia e preservao ambiental.

    H um significativo esforo de doutrinadores, do Ministrio Pblico e do Judicirio para aprender e bem aplicar o Direito Ambiental.

    Isso torna a funo de todos os atores mais complexa diante da demanda ambiental: de um lado, devem tolher abusos, protegendo a livre iniciativa e a utilizao dos recursos naturais colocados pela natureza disposio da humanidade, que geram riqueza, crescimento econmico e bem-estar social; de outro, devem garantir a utilizao dos recursos naturais de forma ambientalmente sustentvel.

    O Promotor de Justia Lus Fernando Cabral[iv], em Ao Civil Pblica proposta na Comarca de Bacabal/MA, percebeu bem a importncia dos dois interesses envolvidos:

    "Com efeito, o desenvolvimento sustentvel nos leva convico de que a preservao do meio ambiente como prpria garantia de continuidade espcie humana deve ser equacionada s necessidades de desenvolvimento, gerao de emprego e movimentao de capital, mormente nos pases de terceiro mundo, onde perduram muitos rinces de subdesenvolvimento."

    O Direito no pode ser considerado algo abstrato, inatingvel, pois tem como funo regular situaes reais, muitas vezes compondo conflitos em que ideologias - sadias ou no - se confrontam.
    Num pas como o Brasil, onde mais da metade da populao vive abaixo da linha de pobreza, a realidade est longe das filigranas jurdicas e das discusses meramente acadmicas.

    A aplicao da lei ambiental tanto suscita paixes legtimas como oportunistas. Por isso, ao Judicirio toca, na tarefa, significativa responsabilidade: a de encontrar o ponto de equilbrio entre as tendncias contraditrias do desenvolvimento exasperado e a da preservao romntica. "Neste processo, submetido reviso do Tribunal, encontro as duas tendncias: a da indstria, inserida em regime capitalista de agressiva competio, degradando o meio ambiente em nome do desenvolvimento; e a da sociedade, representada por instituies para isso legitimadas, em reao talvez exagerada, expondo a risco o prprio desenvolvimento e os valores que ele suscita." [v]

    Da a importncia de o julgador manter-se sempre atento aos outros ramos do conhecimento e realidade sua volta, seja pela convivncia com seus semelhantes, seja pelo interesse por assuntos que extravasam as Cincias Jurdicas.

    A misso do juiz no simples. Eqidistando-se do conflito, deve perceber as paixes por trs de cada argumento para tornar-se protagonista do justo, da justia e do direito.

    Por isso, cabe trazer a lio do Tribunal de Justia gacho[vi]:

    "Embora louvvel o movimento ecologista, ao julgador impende, na apreciao das questes que dizem com o meio ambiente, retirar-lhes a carga de emoo e demagogia. No podemos pretender voltar idade das cavernas. E , com a devida vnia, incompreensvel tentar obstaculizar o crescimento do homem e da sociedade, no conjunto de sua evoluo espiritual e material, na explorao correta das potencialidades econmicas postas sua disposio pela natureza".

    Regras para a boa aplicao do Direito Ambiental

    A aplicao da lei ambiental segue algumas regras bsicas: 

                1) Lei Nacional de Poltica Ambiental. O primeiro princpio est estampado no artigo 4, inciso I: "A poltica do meio ambiente visar compatibilizao do desenvolvimento econmico-social com a preservao da qualidade do meio ambiente e do equilbrio ecolgico".

    O desenvolvimento econmico e social no s bem-vindo, como absolutamente necessrio[vii]. O esforo no sentido de criar mecanismos tecnolgicos, locacionais e financeiros para que se facilite a adequao do empreendimento sustentabilidade ambiental. 

                2) Princpio da Legalidade. Os atos administrativos ambientais so vinculados, no permitindo discricionariedade ou flexibilizao que afete a segurana do Administrado.

    3) Licena Ambiental vinculada aos resultados dos estudos ambientais. Se os estudos ambientais, apesar de toda tecnologia disponvel, das medidas mitigadoras e das medidas compensatrias possveis, conclurem que o empreendimento no ambientalmente sustentvel, nenhuma autoridade no mundo poder outorgar essa licena. Por outro lado, se os estudos ambientais demonstrarem que, usando a tecnologia disponvel, as medidas mitigadoras e as medidas compensatrias possveis, mais outros fatores, o empreendimento ambientalmente sustentvel, o empreendedor ter Direito Subjetivo sua obteno, com presteza e eficincia. 

                4) Limites Legais de Tolerabilidade. A sociedade necessita dos bens comerciais, industriais e de servios, mais as atividades sociais para viver, sobreviver e se relacionar. Ento, natural que algum incmodo deva tolerar: algum barulho, alguma fumaa, algum transtorno. At esse limite, h legalidade; acima dele, a ilegalidade[viii]. 

                5) Aplicao do Princpio da Precauo com responsabilidade. O princpio da Precauo deve ser utilizado como resposta a um problema identificado, mas, no como panacia que impea o desenvolvimento tecnolgico ou cientfico. 

                O Princpio da Precauo um valor importante, mas no o nico valor que deve ser levado em conta nas decises que envolvam a proteo do ambiente, o desenvolvimento tecnolgico e as necessidades materiais e imateriais da sociedade. 

                Por fim, todos devem estar atentos que esse Princpio da Precauo vem sendo desvirtuado a favor de interesses individuais que nenhum compromisso tm com a preservao ambiental. O Princpio da Precauo tambm vem sendo brandido como forma de ocultar escusos interesses de protecionismo comercial. 

                6) Ateno ao Princpio da Significncia. Princpio da Significncia aquele que estabelece que somente os fatos ou atos que sejam de relevncia para o ser humano merecem proteo jurdica. 

                Essa valorao, que atribui efeito a um fato, nada mais faz do que adjetiv-lo. Ao atribuir conseqncias jurdicas ao fato, cria direitos e obrigaes para os administrados, razo pela qual somente pode ocorrer por via de lei em sentido estrito, diretamente ou por norma emanada de rgo expressamente delegado (como o CONAMA). 

                O Princpio da Significncia estabelece que somente os fatos ou atos que tenham relevncia para o ser humano merecem proteo jurdica. A relevncia deve ser real. Uma estrela cadente bela, mas no tem significncia jurdica. No pode ser inserida numa estrutura normativa sob pena de ridculo, porque o Direito valora racionalmente os fatos antes de elev-los categoria de fatos jurdicos. 

                O mundo dos direitos constitudo pela relaes jurdicas. Compem-se dos acontecimentos do mundo ftico que sejam relevantes para a sociedade, somente as ocorrncias fundamentais aos valores de convivncia participam deste mundo. Podem ser construdos juzos positivos ou negativos, denominados juzos de valor. 

                O Direito forma de vida intencionalmente regida por valores, d garantia a uma situao de seguridade que deve ser justa. O fato, para ser juridicamente protegido, deve ter relevncia para o bem-estar da coletividade. Deve ter sido valorado em consonncia com  a regra jurdica e o suporte ftico. 

                O art. 225, IV, CR/88, exige que a instalao de obra ou atividade que possa causar significativa degradao ambiental seja precedida de prvio Estudo de Impacto Ambiental. 

                A Constituio Federal refora o Princpio da Significncia aplicado proteo ambiental ao mencionar aes que impliquem "significativa" degradao ao meio ambiente. Est admitindo a valorao da interferncia no ambiente. 

                O Princpio da Significncia aplicado proteo ambiental busca uma compatibilizao do desenvolvimento econmico-social do pas  com a preservao da natureza. O intuito evitar que uma obra ou atividade importante sob o ponto de vista econmico ou social seja impedida de realizar-se, baseada em degradao ambiental no relevante. 

                A Resoluo CONAMA 001/86 reafirma o Princpio da Significncia aplicado proteo ambiental, expondo de maneira exemplificativa  os casos em que haver necessidade do EIA, se e quando houver significativa possibilidade de degradao ambiental. Nas hipteses do art. 2 da citada Resoluo, o estudo obrigatrio, por consider-las, a partir de um juzo prvio de valor, significativamente impactantes ao meio ambiente. 

                A Conferncia das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1992, enfatizou o Princpio da Significncia aplicado proteo ambiental. Proclamou em seu Princpio XVII que todas as propostas que produzirem um impacto mais significante ao meio ambiente estariam sujeitas a decises de competncia da autoridade nacional. 

                7) Medidas extremas, como interdies sumrias, somente em caso de ocorrncia de risco qualificado ou desrespeito contumaz ordem jurdica ambiental. Esse princpio parte da percepo de que o setor produtivo - de servios, comercial ou industrial - que gera progresso e sustenta o Estado, e, por isso, deve ser respeitado. Esse conceito est estampado no Agravo de Instrumento n. 232.916-7.00[ix],  julgado pelo Tribunal de Justia de Minas Gerais, na equilibrada lio do Desembargador LCIO URBANO:

    "Nenhuma dvida que salutar a defesa do meio ambiente, em cuja messe o Ministrio Pblico de Minas Gerais, felizmente, anda empenhado, de modo vigoroso, impondo-se, por isso mesmo, o respeito de todos.

    "Se de um lado benfica a defesa do meio ambiente, de outro lado igualmente benfica a atividade empresarial, porque dela advm recursos traduzidos em impostos, como tambm a soluo do problema do desemprego.

    "Ambos, portanto, so muito importantes, sem se divisar supremacia de um sobre o outro.

    "No se deve alimentar conflito entre tais interesses, mas concili-los.

    "A suspenso imediata e liminar da atividade de uma empresa, em razo de poluio do meio ambiente, deve ser imposta somente diante de risco qualificado. (...)

    "Certo que se precisa de ambas as atividades: meio ambiente saudvel e empresa geradora de riqueza."

    Julgando Agravo de Instrumento originrio da Comarca de Guaruj, o Tribunal de Justia de So Paulo traz interessante lio no voto do Relator:[x] 

     "Embora louvvel, portanto, a tenacidade de quantos desfraldem a bandeira da defesa ecolgica, principalmente dos ilustres rgos do Ministrio Pblico integrantes da equipe de proteo do meio ambiente, a aplicao dessas leis, pelo Judicirio, reclama criteriosa anlise de cada caso concreto considerado, com minudente dissecao de todos os ngulos apresentados, a fim de que, aquilo que deve ser uma conquista no sentido do avano do Homem, rumo ao seu melhor destino, no venha a constituir empecilho sua caminhada".

    Busca do desenvolvimento e proteo ambiental sem demagogia

    A proteo do ambiente nunca foi excludente ou empecilho do desenvolvimento e do lucro. Ao contrrio, o racional aproveitamento dos recursos naturais potencializa os benefcios que podem ser extrados dos recursos que a natureza colocou disposio da humanidade.

    Os verdadeiros inimigos do ambiente so:

    1. Leis e regulamentos sem qualidade[xi]. Algumas regras jurdicas so elaboradas sem cuidado e ao sabor da presso ou mdia do momento. Criam polmica, dificuldade de aplicao e favorecem a judicializao da questo ambiental.

    2. Politizao da questo ambiental: a poltica toma lugar da viso tcnica, econmica e social em assunto to relevante para o destino da Nao;

    3. Ausncia de qualidade e agilidade na gesto ambiental pblica;

    4. Municpios que no investem em saneamento bsico. Nosso Pas consolida sua posio de esgoto a cu aberto, em flagrante prejuzo das comunidades mais pobres.

    A realidade que, em primeiro lugar, absoluto, aparece o Estado-Poluidor, que permite que milhes de toneladas de esgotos no tratados sejam jogados em nossos rios anualmente. As estatsticas so alarmantes. O jornal do Projeto Manuelzo, de novembro de 2004, p. 10, informa que "apenas 5,2% (isso mesmo, apenas 1/20 avos) de poluentes coletados em Minas Gerais so tratados antes de serem despejados nos rios".


    Dos 15 milhes de metros cbicos de esgotos produzidos no Brasil por dia, somente 5,1 milhes recebem algum tipo de tratamento (j considerando o tratamento primrio, quando se retira apenas a parte slida do esgoto). Se se considerar o tratamento secundrio, as estatsticas desabam ainda mais).

    Em segundo lugar, vem a atividade agropecuria descontrolada, que devasta um campo de futebol a cada quatro minutos. A partir da surgem as queimadas e a destruio da mata ciliar. Toneladas de solos removidos inadequadamente assoreiam os rios. Toneladas de agrotxicos poluem o lenol fretico e os cursos d'gua. Numa entrevista publicada no Jornal de Casa de 06.11.99, um representante de uma das mais conceituadas ONGs ambientais declarou: "P: Hoje o setor agrcola o mais atrasado em termos de poltica ambiental? R: A agricultura brasileira, nestes 500 anos, vem sendo feita na base da poltica de terra arrasada. (...) Aqui em Minas, onde conheo melhor, a agricultura malfeita  e predatria responde, no mnimo, por 60% da degradao ambiental".

    Concluso

    Nenhum cidado pode defender a interveno desregrada no meio ambiente. Mas, tambm, no pode fingir que no percebe a ineficincia, os desmandos e os oportunismos que ocorrem em torno da questo ambiental.

    Enquanto na Comunidade Europia a renda per capita cerca de US$ 34 mil, no Brasil cerca de R$ 3 mil (11 vezes menor). No Brasil, h 27 milhes de pessoas vivendo com menos de meio salrio mnimo mensais. H famlias inteiras tirando seu sustento de lixes - cerca de 25 mil pessoas - disputando a comida com os urubus. Dados recentes mostram que pelo menos 7,5 mil pessoas residem em lixes no Brasil. J h lixo em So Paulo para o qual h fila de espera.

    H necessidade urgente de afastar os mecanismos que impedem que a questo ambiental seja uma aliada do desenvolvimento.

    O Brasil caminha rpido para o ponto de equilbrio, em razo do amadurecimento acelerado que todos vm experimentando. A direo aponta para o aprimoramento do Princpio do Desenvolvimento Sustentvel, que nada mais do que o esforo de todos para a compatibilizao do desenvolvimento econmico e social com o uso racional dos recursos naturais.

    O momento de trabalho e cooperao de todos na busca da soluo dos conflitos ao invs de aliment-los. Isso, sim, em favor do Pas e das futuras geraes.

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    [i] Advogado formado pela UFMG. Especializado em Direito Ambiental. autor dos seguintes livros: Comentrios ao Cdigo de Minerao (2 Ed. Aide, 1996). Revista de Direito Minerrio (Editora Mineira, 1997- Coordenador). Direito Ambiental Brasileiro (Ed. Aide. 1998). Cdigo de Minerao Anotado e legislao complementar mineral e ambiental em vigor (2 Ed. Mandamentos, 2002). Dicionrio de Direito Minerrio. Ingls-Portugus (Ed. Revista de Direito Minerrio, 2002). Recurso Especial e Extraordinrio (Ed. Mineira, 2002). Os recursos cveis e seu processamento nos Tribunais. (Editora Mineira, 2003). Dicionrio de Direito Ambiental e Vocabulrio tcnico de Meio Ambiente  (Editora Mineira, 2003 - Coordenador). Direito Ambiental aplicado minerao (Ed. Mineira, 2005). Dentre outras atividades, Coordenador e orientador do Programa Formao e Aperfeioamento de Negociadores Ambientais e coordenador da Cmara de Avaliao de Indenizaes e Medidas Compensatrias Ambientais. Coordenador e instrutor do curso de Gesto de Crises Ambientais da TICA AMBIENTAL. www.williamfreire.com.br.
    [ii] Livro V, Ttulo LXXV.
    [iii] De uma maneira geral, pode-se afirmar que cerca de oitenta por cento de toda poluio nacional so produzidas pela ausncia de saneamento bsico e por atividades agropecurias irregulares. s demais atividades sociais e produtivas cabem os vinte por cento restantes.
    [iv] In Revista de Direito Ambiental, vol. 03, p.332.
    [v] Jurisprudncia Mineira 125/183.
    [vi] RJTJRS 133/364.
    [vii] Nessa linha de raciocnio, foroso reconhecer que ningum, em s conscincia, defende o descaso ambiental. Por outro lado, o Brasil necessita de avanar nas conquistas socioeconmicas. Isso impe, urgentemente, criar um modelo em que se favorea o desenvolvimento sustentvel e a eficincia na Administrao Pblica.
    [viii] A jurisprudncia j percebeu esse conceito: "A responsabilidade objetiva pelo dano ambiental deve ser contextualizada, pois sempre haver um custo ao ambiente com obras  como a ora atacada, mas, a, no cabe falar em dano ambiental, mas sim, em preo ambiental (TRF 4 Regio. Embargos de Declarao na Apelao Cvel n. 0422034-7. Acrdo RIP 04220347. 3 Turma. Unidade Federal: Santa Catarina. Data da deciso: 13/03/1997. DJ 21/05/97, p. 036077).
    [ix] TJMG. Agravo de Instrumento n. 232.916-7.00. Relator: Des. Lcio Urbano. DJMG 10.04.04.
    [x] TJSP. Agravo de Instrumento n 107.989-1. 5a Cmara Cvel. Julgado em 08/06/896. Leis e regulamentos malfeitos, gerando polmica, dificuldade na sua aplicao. in  RT 646/60.
    [xi] Otto Von Bismarck:"Se o povo soubesse como so feitas as leis e as salsichas, no dormiria tranqilo".


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    Tera-feira, Maio 16, 2006

    ARTIGO ESPECIAL: COMRCIO EXTERIOR DEPENDE DE MERCADO INTERNO FORTE.


    MERCADO INTERNO FORTE CONDIO PARA SUSTENTABILIDADE DO CRESCIMENTO DAS EXPORTAES 

    SLVIO ABREU CAMPOS
    Consultor de Comrcio Exterior da FECOMRCIO-MG. 
      
       
       
     
     
     

                                Diante da euforia com os resultados do nosso comrcio exterior, justificada por nmeros como a duplicao das exportaes no espao de apenas 3 anos , bom lembrar que para sustent-lo precisamos construir um mercado interno forte que d respostas adequada a esse crescimento. O mercado externo nunca deve ser visto como alternativa para um mercado consumidor interno fraco e inapto a absorver a produo nacional (em razo do baixo poder aquisitivo da maioria da populao, da queda na renda e das pfias taxas de crescimento experimentadas pelo pas nesses ltimos anos), mas deve ser encarado como forma de alocar os excedentes e desenvolver a produo interna.

                               Pases com o perfil do Brasil precisam crescer a taxas elevadas, como aquelas observadas nos pases do sudeste asitico. No podem ter qualquer receio de ostentar percentuais de crescimento prximos dos 10% e seguidamente, como est fazendo a Argentina, nosso vizinho e parceiro no Mercosul, para no falar em pases como a China e a ndia, que vm exibindo taxas mdias de crescimento exponenciais h quase meio sculo.

                              Entretanto, no h como crescer assim , desprezando deliberadamente os pr-requisitos para que isso de fato ocorra. No h como conceber uma perspectiva desta, num cenrio onde a taxa de juros descontada a inflao supera os doze pontos percentuais contra apenas 2 pontos de mdia mundial, a carga tributria se aproxime dos 40%, contra mdia de 16 a 17% na maioria dos pases emergentes. Nosso investimento no passa de 20% do PIB, contra quase o dobre desse percentual na China.

                               No podemos continuar a reboque do que acontece no mundo. Nosso comrcio externo cresce, mas o faz, sobretudo nas ondas de uma fase de duradoura liquidez internacional que vem acarretando expanso da economia e demanda mundiais. No entanto, se esse crescimento superlativo brecar de repente, onde alocaremos toda nossa produo?

                               H muito temos alertado para a necessidade de construirmos um mercado interno forte e inclusivo de uma horda de subconsumidores brasileiros que esto ainda margem. E isso se faz, sobretudo com forte investimento em educao, preparando e qualificando melhor os nossos trabalhadores, realizando melhorias na infra-estrutura ( energia, transporte, logstica, etc) e reformando os nossos anacrnicos sistemas de estruturao do Estado. verdade, que no faltam tambm pontos positivos, a comear pelo grande e privilegiado espao geogrfico com que fomos aquinhoados, denso de recursos naturais e pela criatividade e senso de inovao peculiar a nossa gente.

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    Sexta-feira, Maio 19, 2006

    ARTIGO ESPECIAL: COMO ESCAPAR DA FOME DO GOVERNO POR IMPOSTOS?

    Temos defendido, de maneira insistente, que a melhor soluo para sairmos do crculo vicioso de freqentes aumentos da carga tributria (j no seu limite) para cobrir as despesas dos Governos nos diversos nveis federativos, a necessidade um intenso ajuste pelo lado de suas respectivas despesas, racionalizando-as ao mximo, notadamente em face da descomunal gastana e desperdcio de recursos em atividades-meio e que deveriam ser canalizados para melhor aproveitamento nas atividades fins do Estado em seus diversos desdobramentos administrativos.
     
     

     preciso, com a maior urgncia , dotar a anacrnica ,burocrtica e  emperrada mquina estatal de instrumentos de controle e  mtodos de gesto mais modernos , eficientes e eficazes, como j bem apercebido por alguns administradores pblicos, com excelentes resultados prticos.  

    O excessivo peso da tributao no Brasil, fortemente calcada na produo e nos salrios, sabidamente um dos maiores entraves maior competitividade das nossas empresas e   proliferao de investimentos, funcionando como fator inibidor do crescimento, gerao de novos postos de trabalho e renda, de que tanto necessitamos para o resgate inadivel da enorme e histrica dvida social que vai se acumulando ao longo dos anos.
     
     

    O mtodo simplista e desgastado de se aumentar impostos, com enorme sacrifcio de toda sociedade, para cobrir despesas sem questionar a perdulria gerncia dos recursos arrecadados, fez com que a carga tributria chegasse a suplantar aos 38% do PIB, sem que se tenha uma contraprestao em servios pblicos de qualidade, que volume to descomunal de dinheiro a legitima exigir. Ao reverso, o que se observa, um Estado engessado na sua capacidade de investir, exibindo para os cidados e para as empresas que pagam a conta, uma relao custo-benefcio muito pobre e uma carncia crnica de recursos mesmo para a realizao do essencial. Que o digam aqueles que dependem da sade, segurana , transportes em todos os modais , etc.
     
     

     Para ilustrar a necessidade emergencial dessa mudana de enfoque no ajuste fiscal, ou seja, de cortar efetivamente gastos suprfluos e azeitar a mquina administrativa estatal para concreo eficiente dos resultados que dela se espera com o menor custo possvel, como de resto procede todo empresrio lcido, tomemos apenas um  dado  divulgado recentemente divulgado pelo Sistema Integrado de Administrao Financeira (Siafi),  que por sua vez  nos d  conta de que a Unio queimou em 2005, nada menos que  R$ 88,6 milhes somente com cpias cpias  reprogrficas, conhecidas como "xerox". Esse montante superior a todos os investimentos realizados no mesmo ano pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS) , que cuida dos principais programas sociais mais importantes do governo federal e daria para financiar nada menos que 10.000  unidades de moradias populares ou quase cinco mil veculos do tipo popular. Segundo o site "www.contas abertas.com.br", ao custo de R$ 0,15 cada cpia, isso significa que, por dia, 1.617.525 cpias, que d uma mdia diria de 46.215 xerox por rgo dos poderes Legislativo, Executivo e Judicirio. "Se revertidas em recursos, no ano passado, tais cpias poderiam ter arcado com todos os investimentos dos ministrios do Meio Ambiente, de Minas e Energia, dos Esportes, do Trabalho e Emprego e da Previdncia Social juntos. O melhor que, se isso tivesse ocorrido, ainda sobraria de troco para os cofres pblicos cerca de R$ 15,9 milhes"


     

    Fcil concluir, que no se trata de cantilena de empresrio, mas da necessidade que emerge de fatos como este, de promover um amplo processo de modernizao da gesto administrativa de todo o aparelho estatal buscando maior eficincia do controle de gastos, de sorte a que sobrem recursos para investir, sem necessidade de penalizar a sociedade com aumentos desnecessrios da carga tributria.


     

    Slvio Abreu Campos - Consultor de Comrcio Exterior da FECOMRCIO-MG.


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    Quinta-feira, Junho 29, 2006

    Artigo enviado pelo leitor Paulo Ely, que foi gerente do extinto Banco de Crdito Real em Barbacena, Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Ele pede apenas 5 minutos de nossa ateno. Vale conferir!

    CINCO MINUTOS

    No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.

    Ela disse:

    - Aquele ali meu filho, o de suter vermelho deslizando no escorregador.

    - Um bonito garoto - respondeu o homem. E completou: - Aquela de

    vestido branco, pedalando a bicicleta, minha filha.

    Ento, olhando o relgio, o homem chamou a sua filha.

    - Melissa, o que voc acha de irmos?

    - Mais cinco minutos, pai. Por favor. S mais cinco minutos!

    O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para

    alegria de seu corao.

    Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:

    - Hora de irmos, agora?

    Mas, outra vez Melissa pediu:

    - Mais cinco minutos, pai. S mais cinco minutos!

    O homem sorriu e disse:

    - Est certo!

    - O senhor certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu
    lado.

    O homem sorriu e disse:

    - O irmo mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um

    motorista bbado, quando montava sua bicicleta perto daqui.

    Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer

    coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

    Eu me prometi no cometer o mesmo erro com Melissa.

    Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.

    Na verdade, eu que tenho mais cinco minutos para v-la brincar...

    Em tudo na vida estabelecemos prioridades.

    Quais so as suas?

    Lembre-se:nem tudo o que importante prioritrio, e nem tudo o que

    necessrio indispensvel!

    D, hoje, a algum que voc ama mais cinco minutos de seu tempo.

    Eu parei 5 minutos para encaminhar esta mensagem a voc

    E voc, pode perder 5 minutos para pass-la adiante?


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    Segunda-feira, Junho 5, 2006

    ARTIGO ESPECIAL de Henrique Badar. Para pensar na cama!

    TOLERNCIA ZERO, VIGILNCIA 100%





    (*) Henrique Prado Badar

    Em 1993 quando foi eleito Prefeito de Nova York, Rudolph W. Giuliani implementou o mais famoso e eficaz programa de combate violncia urbana denominado "tolerncia zero". Ao criar um sistema informatizado de acompanhamento estatstico dos crimes e dando mais poder aos Delegados espalhados pelas vrias delegacias da cidade, para tomar decises rpidas e utilizarem as mais modernas tcnicas de combate violncia, o alcaide conseguiu reduzir, na sua gesto, os crimes de maneira geral em 57%, sendo que homicdios caram 65%.

    O acompanhamento semanal das estatsticas permitiu ao comando da Polcia de Nova York identificar "tendncias" de aumento de criminalidade antes que virassem "ondas de criminalidade".

    Numa visita pgina na internet da Polcia de Nova York, vamos ver coisas interessantes como a seo de "elementos mais procurados" com suas fotos estampadas para toda a populao ver[1], alm das estatsticas aqui mencionadas.

    Quero chamar ateno para o fato de que no basta as foras de segurana atuarem contra a violncia. A populao tem que participar ativamente.Como? Denunciando. A criao e o aumento de nmeros de disque-denncia j foi um grande avano, estabelecendo um canal para que a sociedade possa ajudar a polcia a capturar e trancafiar criminosos. Como dizem por a, quando a mulher est esperando o filho, no existe "meio grvida". Ou voc est do lado do crime ou do lado do bem. Vamos denunciar mesmo. Fique atento s movimentaes de sua rua. Qualquer situao suspeita comunique imediatamente polcia.

    Li nos jornais que So Paulo "produz" 500 presos por ms. Quantos no sero produzidos por aqui tambm?. Para se contrapor a esta situao, os Governos tm que atuar implementando ou incrementando programas voltados para os jovens, dando-lhes uma educao de qualidade, capacitao profissional, propiciando laser e tudo o mais que uma pessoa precisa nesta faixa etria.

    Vamos fazer nossa parte. A polcia impe "tolerncia Zero" e ns "Vigilncia 100%".

    (*) Economista MBA University of Saint Thomas USA Presidente da ONG Oportunidade.


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    Segunda-feira, Junho 26, 2006

    ARTIGO ESPECIAL do doutor WILLER PS para nosso BLOG. Compartilho com voc!

             MEIO AMBIENTE E DEMOCRACIA.

     
               Willer Pos* 
                 Diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti South-America.


    Os dados do PIB das melhores economias do planeta, publicados no ms passado, confirmam uma tese interessante. Quanto mais slidas forem as bases democrticas de um pas, melhor o seu desempenho ambiental.

    Em outras palavras, pases com fortes polticas nas reas de sade pblica, educao, equidade social e com fcil acesso aos mecanismos bsicos de cidadania (todos os indcios de uma democracia estabelecida), demonstram um melhor quadro de indicadores ambientais. Vale destacar que a tese no nova. Em 1998, o economista Amartya Sen ganhou Prmio Nobel de Economia, pela sua teoria "Desenvolvimento com Liberdade", na qual, resumidamente, tem-se que: "os fins e os meios do desenvolvimento exigem que a perspectiva da liberdade seja colocada no centro do palco". E os dados esto a para todos verem.

    Na sua maioria, os pases da comunidade europia, com democracias consolidadas, possuem timo desempenho na rea ambiental. O mesmo ocorre na Austrlia, Nova Zelndia, Estados Unidos e Japo. Todos esto entre os quinze primeiros na lista dos melhores PIBs, que se coadunam com elevados ndices de desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente equilibrado. No quarto e dcimo primeiro lugares da lista esto China e Brasil, respectivamente. Ambos com srios problemas no campo da justia social, que refletem e so reflexos de problemas destes pases no campo do desenvolvimento com o necessrio equilbrio ambiental.

    A China tem um desempenho ambiental medocre. Faltam a ela o combustvel que leva melhoria ambiental e a participao social, inexistente num regime autocrtico. A receita inicial para a melhoria das questes scio-ambientais na China no simples. O total controle estatal sobre a produo e as escolhas sociais so um impeditivo para a economia de mercado, para a distribuio de renda, para uma discusso pblica mais bem fundamentada sobre as questes ambientais, e, por conseqncia, um impeditivo competio. Sem esses elos, meio ambiente sequer entra em cena. 

    O Brasil, apesar de estar entre os onze melhores PIBs, tambm no desempenha um bom papel na rea ambiental. Mas os motivos so outros. Possumos um arcabouo legal, tanto para meio ambiente quanto para recursos hdricos, de fazer inveja a pases de primeiro mundo bem como uma jovem, mas slida, democracia. Mas falhamos nos aspectos institucionais. No temos visto, nos ltimos anos, iniciativas claras para o fortalecimento das nossas instituies pblicas. Alis, mais recentemente, o que assistimos no pas, so aes que parecem indicar o perigoso caminho do desconstrutivismo por um ideal utpico. Neste cenrio, h falta de planejamento poltico-estratgico em todos os campos (social, econmico e ambiental) e programas de execuo em longo prazo. Por outro lado, temos negligncia dos servios pblicos nos campos mais essenciais, como educao, sade e infra-estrutura. A participao social fica fortemente comprometida, pois um cenrio gerador de excluso.

    Assim, tanto a pobreza como a tirania so fontes de privao de liberdades. Marginalizam, retirando de cada um a oportunidade e a capacidade de debater sobre os valores nas escolha das suas prioridades e de real participao na seleo desses valores. De novo perde o meio ambiente.

    Nesta lgica, perde tambm o setor empresarial, que na sua maioria, por possuir uma poltica universalizada e coerente com seus fundamentos corporativos, acaba tendo que assumir funes pblicas para atuar de forma globalizada, com uniformidade de princpios. Em outras palavras, o setor empresarial, de forma anacrnica, que assume papel de estado provendo infra-estrutura bsica para municpios, educao e at participando no processo de reforma agrria, mesmo depois de recolher aos cofres pblicos a mais aviltante taxa de impostos e tributos do planeta. Vale dizer que no raro, tais aes so impostas pelos processos de licenciamento ambiental, como se para o bem da proteo e do cuidado com os nossos recursos naturais, valesse a moeda de troca do assistencialismo social.

    Aqui, talvez esteja uma das grandes diferenas entre os pases listados com melhores PIBs e o Brasil. 

    por isso que, no s a democracia, expressa na liberdade das escolhas dos governantes pelo voto -pois nessa somos campees- importante, mas tambm a democracia libertria que pressupe o fortalecimento da organizao republicana. Ou seja, uma democracia que traga cidadania, incluso social, respeito s instituies democrticas, cumprimento das leis e autonomia entre os trs poderes: Executivo, Legislativo e Judicirio. Esta sim, traz verdadeiro ganho ambiental.

    Tentar a soluo dos problemas ambientais brasileiros sem implementar instrumentos de planejamento que faam a conexo entre o social e econmico, como ajudar a coar o cachorro com pulgas. Alivia, mas no resolve. Pautar meio ambiente de forma isolada, no traz ganho ambiental. Tentar, por meio dos instrumentos da gesto ambiental, realizar os necessrios ajustes para a justia social, no far com que alcancemos o desejvel desenvolvimento sustentvel. E, apesar da expressiva participao do setor empresarial, no podemos esquecer que essa , por excelncia, uma atividade de estado.

    Nunca conseguiremos um meio ambiente ecologicamente equilibrado com as atuais taxas de desemprego, com a excluso social, com crianas fora da escola e uma sade pblica que ainda deixa brasileiros morrerem de dengue, malria e doenas de veiculao hdrica pela falta de saneamento bsico.

    Enfim, o Brasil ser uma grande e respeitada nao, quando varrermos desse pas a misria, a excluso social, dando dignidade ao nosso povo. Nada polui mais que a desesperana, que mata os sonhos e endurece os coraes. Para uma correta gesto ambiental no necessrio bravatas pseudo-ideolgicas, mas, fraternidade, educao, sade e equidade social, e, acima de tudo, desenvolvimento como liberdade. 
     

    PhD em Qumica Ambiental pela Georgia Tech-USA

    Diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti-South America


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    Segunda-feira, Julho 3, 2006

    Artigo Especial: A GESTO DO CONHECIMENTO. Compartilho com voc, principalmente empresrio e executivo. uma alerta sobre um procedimento que est mudando profundamente a maneira de como gerir os negcios no mundo!

         MAURO CARRUSCA
         - Eng (MCS Tecnologia e Negcios).
     

    Vivemos um momento sem precedentes 
     

    A histria do homem est ligada histria das mquinas, que nos ajudam a projetar e montar equipamentos, j falam, ouvem e agora esto ensinando a pensar, mas no raciocinar!  

    A tecnologia veio para ajudar na eliminao de riscos e grandes esforos. Est presente no nosso dia a dia, no telefonema, nos transportes, nas comunicaes, nos computadores, na sade, etc. Hoje seria impossvel imaginar a vida sem o uso constante da tecnologia. 

    Uma poca da "informao e da comunicao".  

    ... mas o

    progresso no pode prescindir da participao ativa do ser humano! Nada o substituir (suas emoes, seus sentimentos ...) mas dever sim, se adaptar aos avanos tecnolgicos, e estar em constante aperfeioamento. 

    Conhecer implica necessariamente postura crtica diante da cultura massificada, vulgarizada e banalizada. A pura armazenagem de conhecimentos uma erudio sem sentido, j que um clique do computador enche-nos a tela de informaes, porm transformar estas informaes em conhecimentos, s depende de ns!  

    Uma poca da "gesto do conhecimento". 

    O conhecimento tcito torna-se o grande vilo nas empresas! 
     

    Devemos procurar identificar como a tecnologia, no seu conceito mais amplo, e em particular a Tecnologia de Informao (TI), podem ser usadas como recurso estratgico, atuando como uma ferramenta de gesto empresarial na melhoria dos processos, para se obter informaes e gerar conhecimentos, contribuindo para melhorar o desempenho da empresa em relao sua gesto operacional e de negcios, nas relaes com os Clientes, Colaboradores, Fornecedores e Parceiros.


    Sob esta tica, teremos sim vantagens competitivas, mas se fizermos o uso correto da tecnologia, como uma atividade meio e no fim, com postura diferenciada na forma de encarar o negcio e, atravs de seus recursos, implantar uma  "gesto de relacionamento", que seja eficaz, que identifique e valorize a ao do ser humano em toda a cadeia de valor, do colaborador ao cliente. 
     maurolcarr@ig.com.br


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    Sexta-feira, Julho 7, 2006

    MEMRIAS DE REPRTER DE TV. Assistindo o programa gratuito do PMDB, pela TV, junto com o governador Tancredo Neves e dona Risoleta, no Palcio das Mangabeiras.

                                Voc j teve o privilgio de assistir TV, com nada mais, nada menos, que o dr. Tancredo Neves e sua simptica mulher a saudosa dona Risoleta? E sendo servido de salgadinhos e suco de laranja por ela? Se voc for parente ou amigo ntimo do casal no vale responder: sim! Pois  este reprter, agora tambm um blogueiro, teve este privilgio. Foi assim:
    noite fria, vento forte. 1984. Tancredo de olho no Colgio Eleitoral. Nosso diretor de jornalismo na Rede Globo Minas, Lauro Diniz, acertou com o J.D.Vital, chefe da Assessoria de Comunicao do governador Tancredo Neves, para que ns pudssemos produzir uma reportagem durante o Programa Nacional, gratuito, do PMDB em rede nacional, com o governador assistindo o programa.

                                L fomos ns. Eu e a equipe da Globo. O cinegrafista Alpio Martins, cmera no ombro, jeito discreto, mas atento a todos os gestos e reaes do dr. Tancredo. S que o governador pediu para que deixssemos para o final da transmiso da TV para fazermos as imagens e ento gravar a entrevista. claro que a contragosto, concordei. No havia outro jeito. Comea o programa. O saudodo deputado Ulysses Guimares, ancora o programa.  Aparece em cena no final e cada pronunciamento colhido pela equipe de TV do PMDB.  Dr. Ulysses iniciava cada aparrio com a palavra NO. No a esta poltica econmica, No ao Colgio Eleitoral, No ao regime militar e, assim foi durante os 60 minutos de programa televisivo. No, No, No...

                                 Dona Risoleta entra e sai a cada momento reabastecendo nossos pratinhos de salgadinhos e suco de laranja. Eu observo o ento governador Tancredo Neves. Ele coava a orellha, ora a direita, ora a esquerda. Acaricia o nariz, no fala nada. S resmunga. Eu espero. V que ele estava incomodado com a linha desenvolvida pelo programa do PMDB na TV. Olho para meu relgio. Ser que vai dar tempo para gravar a entrevista e mandar pelo satlite para o Jornal da Globo, no Rio? Olha, naquele tempo no havia ainda o celular, E-mail. ( penso hoje, como conseguia viver sem eles). 

                                Acaba o programa. Nos levantamos. Eu indago: vamos gravar dr. Tancredo?  A luz acesa, cmera ligada, microfone em ao. Mas o governador se atencipa e diz no vou gravar entrevista sobre este assunto. Por favor desligue o equipamento. Desligamos. A o dr. Tancredo disse: NO VOU GRAVAR  NENHUM COMENTRIO, EM SINAL DE PROTESTO, PORQUE NENHUM PEMEDEBISTA MINEIRO TEVE  ESPAO NO PROGRAMA. Obrigado meu filho, e boa noite.
                                 Mas, governador... E ele emendou: foi um prazer ter a sua companhia e de sua equipe e repetiu polidamente: boa noite para todos! Respond: boa noite! E voltei redao da Rede Globo. Sem a reportagem. Foi um " furo" ao contrrio.

                                 Assim era ele, o dr.Tancredo. Tinha a exata medida do momento de falar  e de se calar! Afinal, ns como reprter poltico, sabamos que o governador habilidosamente conduzia um processo de transio delicadssimo, que passaria pelo Colgio Eleitoral, aonde mais  tarde ele derrotou Paulo Maluf. Qualquer fala, gesto, aparentemente simples que fosse, poderia criar obstculo intransponvel, ainda mais num canal de TV como a Globo, lder de audincia. Na verdade, o adversrio dele, dr. Tancredo, era o prprio dr. Ulysses, o Sr. Diretas. Tancredo preferiu se calar. No por medo, mas por estratgia, hoje compreendendo!
                                Comentrio: se fosse hoje eu colocaria tudo no meu BLOG. S que estvamos em 1984. Ou seja, 22 anos atrs... que blog, que tecnologia, que nada.
                               


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    Segunda-feira, Julho 17, 2006

    IPVA em atraso pode ser parcelado a partide hoje. Fique atento!.

                         Os mais de 800 mil proprietrios e proprietrias de carros, em Minas, que esto com o IPVA atrasado, podem parcelar em at 12 vezes o seu dbito com o Estado. Mas, as parcelas no podem ser inferiores a 100 reais.UMa dica para ter mais informaes acessar o site da Asssemblia de Minas: www.almg.gov.br







    Plenrio

    O Plenrio da Assemblia Legislativa realiza reunies ordinrias s teras, quartas e quintas-feiras, s 14 horas, podendo ser convocado extraordinariamente, quando necessrio, em dias e horrios diversos dos fixados para as reunies ordinrias. So realizadas ainda reunies especiais, para homenagens e comemorao de datas festivas.

    Todas as reunies so pblicas e podem ser acompanhadas das galerias por qualquer pessoa.

    Consulte aqui a ordem do dia, os editais de convocao das reunies extraordinrias e especiais, assim como os resultados das reunies.



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    Quarta-feira, Setembro 6, 2006

    ARTIGO ESPECIAL, "Momento de Profunda Reflexo", escrito pelo presidente do SINPAPEL, Antnio Eduardo Baggio. Confira. Vale a pena!



        Momento de profunda reflexo

       Mais um semestre se encerra e com ele as esperanas de um ano de crescimento expressivo do mercado de celulose, papel, papelo ondulado e seus artefatos se v seriamente comprometido.A perversa poltica econmica em vigncia no pas, que mantm uma elevadataxa de juros, pagando um tributo escorchante e dissimulado banca internacional, a razo basilar dentre outras tantas, da nossa expectativa de crescimento pfio para este ano de 2006.

       Com o forte afluxo de dlares - via mercados especulativos como o da bolsa de valores - na nossa economia, contaminando os crditos em dlares duramente conquistados via produo industrial e agrcola, a indstria e o agronegcio deste pas se vem compelidos a ter que transformar estes crditos dentro de prazos fixados pelo Banco Central, para pagarmos nossos impostos, salrios e matrias-primas em reais, cada vez mais artificialmente valorizados, propiciando s autoridades monetrias a delcia do proselitismo arrostado do resgate dos ttulos cambiais s custas do trabalho das empresas Brasileiras.

       A economia do pas se beneficia de supervits na balana comercial s custas de contratos que os empresrios tem que honrar, de investimentos irreversveis maturados em anos de implantao, de cotaes de commodities favorveis episodicamente e da exportao de petrleo pesado.

       O mundo real no qual se inserem as indstrias siderrgicas, txteis, caladistas, automobilsticas e de auto-peas e as de base agrcola e muitas outras grandes empregadoras intensivas de mo-de-obra, tem que se contentar com o mercado interno. A cotao artificial do dlar - s custas do crescente endividamento via ttulos pblicos que so remunerados com as maiores taxas de juros do mundo no permite s empresas destes e de tantos outros setores, manter seus clientes duramente conquistados no exterior e por via de conseqncia acaba inibindo os investimentos e a criao de novos postos de trabalho dentro do pas, fazendo jorrar no mercado interno uma sobre-oferta de produtos que deprime os preos alm do necessrio, fazendo subsidiariamente a delcia dos ndices consolidados nos indicadores de inflao.

       esta produo excedente - com a cotao do dlar em nveis reais que deveria estar sendo carreada para o exterior, gerando mais divisas e postos de trabalho, num crculo virtuoso.Entretanto temos assistido nos ltimos tempos aos escrnios dos poderesconstitudos da nao que trata a indstria e a sociedade como alheios, ignorantes e impotentes ao perpetrarem verdadeiros assaltos aos cofres pblicos e s conscincias das cabeas iluminadas que deveriam ter o descortino, o dever tico e moral de defender a sociedade Brasileira.

       Reformas longamente ansiadas pela sociedade como as reformas das legislaes eleitoral, trabalhista, tributria e fiscal, com probidade administrativa e menor gasto pblico so somente miragens brandidas pelos polticos em poca de eleies.Enquanto remunerarmos os aplicadores nacionais e internacionais com as maiores taxas de juros do planeta, no haver ningum, em nenhum segmento da sociedade que conseguir mudar o atual status quo.E nossos filhos e netos continuaro pagando pelas nossas fraquezas, conluios e omisses.No devemos perder a capacidade de nos indignarmos sempre.

       Somente ns, enquanto eleitores, poderemos reunir foras para infringir-lhes a perda dos seus privilgios, indicando a todos o rumo da moralidade, tica, justia, competncia e respeito aos valores ansiados pela sociedade Brasileira.Por isso cidados e empresrios, devemos exercer o nosso direito sagrado do voto e no nos esquecermos nunca em quem votamos, para podermos acompanhar o seu desempenho e cobrar-lhe atitudes dignas de representante do povo.

       A verdadeira democracia impregna os atos de respeito s coisas diversas, como tem nos demonstrado um jovem Governador, e esse respeito antecedea moralidade, a tica e a probidade.Os prximos anos da nossa democracia sero de fundamental importncia para moldar o carter do povo Brasileiro e forjar uma verdadeira nao, e sua participao e seu voto consciente tem muito a ver com tudo isto com ou semreforma da atual e canhestra legislao eleitoral.


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    Tera-feira, Outubro 17, 2006

    O jornalista, escritor e vice-presidente da Associao Comercial de Minas, Lindolfo Paoliello , para nossa satisfao, o mais novo colaborador do nosso BLOG. Lindolfo uma das melhores e mais criativas cabeas destas Minas Gerais, alm de uma figura humana amena e instigante em suas observaes. Agradeo e recomendo ler a crnica dele, escrita especialmente para voc que nos prestigia com seu acesso ao BLOG do JOO. Bom proveito!


    FALANDO FRANCAMENTE

    Lindolfo Paoliello



    • Vamos trocar de idias?



    A pergunta foi feita pelo entrevistado de um humorista de TV, que respondeu:


    • Est bem. Desde que voc devolva as minhas...



    O uso equivocado de expresses como essa integra o festival de besteiras que assolam o Pas e teria deixado feliz da vida o cronista Srgio Porto, nos bons tempos em que criou o famoso "Febeap".

    Acho que tempo de advertir a nossa fina elite que so erradas expresses como:


    • Ir de encontro a Em frases assim: "Estou feliz porque vejo que o que fiz vai de encontro s suas idias". Frase na qual o que se queria dizer era exatamente o contrrio, isto : uma pessoa fez alguma coisa que estava de acordo com as idias de outra. O certo seria "ao encontro de".
    • Em frases assim: "Estou feliz porque vejo que o que fiz vai de encontro s suas idias". Frase na qual o que se queria dizer era exatamente o contrrio, isto : uma pessoa fez alguma coisa que estava de acordo com as idias de outra. O certo seria "ao encontro de".



    • Penso de que Se no me engano foi Lula quem lanou essa prola eu teve ampla aceitao. A preposio "de" no cabe, evidentemente, na frase.
    • Se no me engano foi Lula quem lanou essa prola eu teve ampla aceitao. A preposio "de" no cabe, evidentemente, na frase.



    • A nvel de Essa epidmica. Est presente em todos os projetos, entrevistas, conferncias, etc. "A nvel de projeto gostaramos de dizer que..." No d mesmo. Perguntem equipe do Aurlio.
    • Essa epidmica. Est presente em todos os projetos, entrevistas, conferncias, etc. "A nvel de projeto gostaramos de dizer que..." No d mesmo. Perguntem equipe do Aurlio.



    • De maneiras que Ai meu ouvido. Vamos maneirar, no singular.
    • Ai meu ouvido. Vamos maneirar, no singular.



    Essas so erradas de fato. Mas h outras que, apesar de certas, incomodam pelo uso repetitivo. Tudo "transparente" e se faz em "parceria", tudo se destina ao "social" menos, infelizmente, o dinheiro, e chique falar dos "diversos segmentos da sociedade". Todos esto unanimente praticando, sem saber do que se trata o bench-marking. Como ningum diz coisa com coisa e muito menos pratica, qualquer um que fale bonito ou tome alguma atitude "estadista". Em terra de Clodovil, quem tem um olho Roosevelt.

    Vou ficando por aqui para no chatear o leitor; j vi que no acordei em bom dia. Mas para que ningum se esquea, recorte a sntese que logo abaixo, tire cpias, d aos seus amigos. a corrente do "Febeap".

    A nvel de rpido comentrio penso de que o trem est feio. O trem de modo geral, sem querer particularizar ou ofender. De maneira que temos um governo bom beca, em que tudo o que faz vai de encontro ao que aspiramos. Todos os segmentos da sociedade trabalham em parceria, embora um dos parceiros sempre ganhe um pouquinho mais na brincadeira. Mas justia seja feita: so todos transparentes e tudo pelo social. Est a o Dr. Antnio Carlos Magalhes,que um estadista e no me deixa mentir.

    Adeuzinho. Arre! lindolfo@paoliello.com.br

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    Quinta-feira, Outubro 26, 2006

    Recomendo a coluna da jornalista barbacenenense, Paula de Oliveira Andrada, que j trabalhou conosco na TV Assemblia, aqui em BH. A coluna vem do site www.marciobertola.com.br E vale apena ler a estria do famoso Caldo de Mocot do Bar do Non. Confira!

                                                          Sede pelo Caldo
    "Morrer por falta de disciplina, e perder-se- pelo excesso da sua loucura"
    (Provrbios 5, 23)

                        Sem o mocot no haveria caldo, sem o caldo no haveria histrias. Mas no bar do Non a situao favorvel, o caldo de mocot farto e as histrias tambm. Por semana, so em mdia 300 mocots que garantem o caldo durante as 24 dirias de funcionamento do bar do Non, de segunda a sbado.
    O processo de produo comea na segunda-feira, quando os mocots chegam casa da dona Alades, viva do Non, na rua Pigmatita, no bairro Caiaras, zona oeste de Belo Horizonte. A fartura toma conta do ambiente, uma cozinha nos fundos da casa, familiar, aconchegante, exclusiva para a preparao dos mocots. Brevemente eles iro se transformar em caldo e sero saboreados por diferentes pessoas. Faro parte da vida delas, seja de dia ou noite, num intervalo para se pegar um nibus, ou num bate-papo acompanhado Caracu. Mas essas pessoas que consomem o caldo nem sempre imaginam o que est por trs da substncia pronta que encontram no caneco. 
                       De segunda para tera, os mocots ficam descongelando. s trs horas da manh de tera-feira, dona Alades, dois filhos e um ajudante comeam a limpeza dos ps. Dona Alades est sentada, vestindo o avental e uma touquinha de l na cabea. A faca em punho mostra a habilidade e a experincia na manipulao dos mocots. Com facilidade, ela corta, raspa e limpa os ps. Aps a limpeza so cortados em cinco partes: duas unhas, a panturrilha e a canela dividida ao meio. Depois de cortadas, as canelas so cerradas e o excesso de tutano - gordura que fica dentro do osso - retirada. Segundo Clelson Corra, um dos donos do bar, o excesso de tutano que deixa o caldo gorduroso e enjoativo, por isso ele deve ser retirado. As partes cortadas so lavadas, escorridas e salgadas. O prximo passo a fritura. As panelas com leo bem quente vo dando o tom dourado nas peas fateadas. O barulho da fritura vindo das panelas conjugado ao som da faca raspando o mocot preenchem o ambiente, somam-se ao cheiro forte dos elementos que vo resultar no caldo. O que sobra da produo, nem sempre vai para o lixo. O leo da fritura e o tutano so doados por Dona Alades aos conhecidos e amigos. Alguns aproveitam o tutano para fazer remdio de bronquite, outros para dar banho de brilho no cabelo. O leo pode ser reaproveitado para cozinhar. 
                        Depois de fritos, os mocots so embalados em sacos e resfriados. Resultado: o p do boi desfez-se em pedaos, ganhou nova cor, est prximo de transformar-se no lquido viscoso e temperado. Mas no to simples, agora comea a segunda etapa, o processo de produo passa para o bar do Non. Vamos voltar rua Tupis, ou se preferir avenida Amazonas. Tanto faz, qualquer uma das entradas d acesso ao bar. Os sacos com o mocot so mandados da casa de Dona Alades para o bar, de acordo com a demanda. Mas ela retruca: "L buteco, no bar", diz. Na cozinha, s trabalham os quatro irmos, com horrios revezados. Somente eles sabem o segredo do tempero, coisa de famlia. E l, no andar de cima, que a confeco do caldo continua. Subidas as escadas de madeira, panelas de alumnio, caixas de cerveja Caracu e muito cheiro de mocot compem o cenrio. No buteco, o mocot resfriado passa por um cozimento. Parte dele cozida at ficar com textura mais firme e reservada, o restante cozinha at desmanchar. Depois de frio, ele batido no liqidificador originando um caldo grosso. A substncia ento adicionada a uma panela com gua fervente temperada e medida que vai cozinhando mais, vai ganhando o sabor e a tonalidade amarelada. Ao chegar no ponto, as partes do mocot reservadas so colocadas no caldo.
                        Est pronto! Agora, as panelas de alumnio, redutos do caldo, vo descendo para o andar de baixo para satisfazer as bocas nervosas que esto ali no balco do Non, todas ansiosas para degustar aquela substncia cremosa com pedaos de mocot e satisfazer suas vontades. Pessoas diferentes, com histrias curiosas. o caso de Tnia. O cheiro do caldo de mocot, o barulho das colheres batendo no caneco, o vaivm das latas de caldo subindo e descendo por uma corda parecem incomod-la. Ela est ali, no balco do Non, conversando e lutando contra a vontade de sentir o sabor daquele caldo. A vaidade, at o momento, fala mais alto. "Estou tentando fazer regime, o caldo muito calrico", confessa. 
                        Tnia se sente em casa no Bar do Non, est com o marido e um amigo. A cerveja no copo mostra que a vaidade s vezes fracassa. Mas no dia-a-dia, ela faz Tnia cometer loucuras. Nos ltimos meses, ela conta ter gastado mais de R$ 100,00 com remdios e cremes carssimos. A culpa aparece em seguida: "Tem hora que eu pro e penso que isso pecado. Tenho outras prioridades e acabo gastando com a vaidade", revela. Pecado algo que faz parte da vida de Tnia. Segundo ela, a partir do momento que sabe-se que no pode e faz, como violar uma lei.

                        De acordo com o psicanalista Celso Renn, a vaidade algo que est diretamente ligada a imagem. E a vaidade estando relacionada com a imagem, estar relacionada com algum ideal. Tnia demonstra isso muito bem ao estabelecer para si mesma um ideal de dar conta do regime, muito mais do que o de ficar magra e bonita.
    O bate-papo no Bar do Non, regado a cerveja e ao "cheiro" do caldo, acompanha o ritmo do jogo de futebol que est sendo transmitido na TV. Como num jogo, revela surpresas, lances inesperados ...e foi assim que Tnia, embalada pela reflexo de si mesma, comea a descobrir um outro hbito freqente e pecaminoso na sua vida: a Gula. Este pecado ocorre quando o indivduo tem prazer atravs da comida e da bebida os elege elementos de satisfao pessoal. O guloso pode renunciar companhia de outras pessoas em detrimento companhia da comida e da bebida e isso tem implicaes morais, pessoais e tambm conseqncias sociais.
                         O olhar guloso que Tnia lana para um caldo que passa rapidamente reprimido pela alma vaidosa. Mas o ideal de Tnia vai contra a corrente de seus impulsos, daquilo que a psicanlise chama de pulso. Ela revela que, apesar de ser vaidosa, come demais, abre a geladeira constantemente procura de alento. Os lanches, que ela mesma compra para a filha levar para a escola, servem de isca para essa atitude, que ela confessa ser pecaminosa. "Abro a geladeira. Olho. Penso. Fecho e torno a abrir de novo. Como um pedacinho e depois no pro, um impulso", descreve. A gula, segundo o psicanalista Celso Renn, " uma pulso, digamos, oral, e como tal, ela s quer ser satisfeita". No caso de Tnia, por exemplo, segundo o psicanalista, ela pode estar sendo satisfeita pelo excesso de comida ou pelo excesso do uso de medicamentos.
                        Depois de comer, cresce-lhe no corao algo parecido com o remorso, uma ira de si. Ela lembra a cena como se a reproduzisse: "Depois que como, sento, fico irada por causa da vaidade. Para Renn, a associao de vaidade e gula, mediada pelo ideal de "dar conta do regime", acaba desenvolvendo uma frustrao, na medida em que, mesmo que no rompa seu propsito, Tnia est continuamente desejando. Esta idia de que ela no conseguiu abolir o desejo acaba por trazer tona um pequeno intervalo entre o que ela gostaria de fazer (ideal de dar conta do regime) e o que possvel (real). Tnia, segundo o psicanalista, parece suportar muito pouco estes limites da realidade e lidar mal com as suas prprias limitaes, fazendo com que ela busque aumentar ainda mais suas exigncias acerca do ideal almejado. Este intervalo produz a culpa e a ira por no ter sido possvel cumprir seu desejo.
                        Freqentadora da Igreja Metodista, Tnia tem o hbito de fazer oraes. noite, antes de dormir, ela pede a Deus para acabar com a gula que sente. Ao analisar a relao entre os pecados que a perseguem, ela percebe que o pedido que faz um pouco contraditrio. "Questiono se eu peo isso a Deus de corao mesmo, ou se por causa da vaidade", diz.
    Enquanto Tnia se sente culpada por tomar apenas um caldo, Orlando da Silva Cortes havia tomado quatro, enquanto aguardava o amigo no balco do Non para ir embora. Coisa natural na vida dele. "Ainda bem que voc chegou, se no eu ia ter que tomar mais caldo", disse ao amigo. F incontestvel do caldo de mocot do Non, Orlando conta que o que mais o atrai no caldo o tempero. "Se tivesse cadeira no Non, eles no iam conseguir me tirar da".
                        Os quatro caldos naquela quinta-feira noite eram apenas aperitivos. Orlando mora longe do bar do Non e com certeza iria jantar ainda naquela noite. Segundo ele, a panela de comida que encontra em cima do fogo quando chega em casa, nem sempre suficiente para satisfazer o seu apetite, mesmo com os caldos digeridos anteriormente. "Tomar quatro caldos pr mim o mesmo que um. Tomei e estou leve", conta. Segundo ele, quanto mais toma, mais aumenta a vontade. "Como igual frieira brava. Pareo menino agado, quanto mais d mais eu quero".
    Orlando mestre de obras, moreno e de grande porte: 130kg distribudos em 1,90 metro. A cada poca trabalha em locais diferentes, dependendo da obra. Mas o trabalho o nico lugar onde no gosta de comer. Ele conta que se comer no d conta de trabalhar depois. Uma marmita com comida para almoar na obra algo inconcebvel para ele. "Prefiro no levar, pois sei que no vai dar". esta a filosofia de Orlando. Ele diz preferir ficar sem comer nada a ter de comer pouco. Um caldo, um po, um prato de comida nunca bastam, segundo ele, s servem para assanhar o estmago.
                        Mas quatro caldos ainda no o recorde de Orlando. Renato Moreira da Silva, um dos vendedores do Non, j atendeu o mestre de obras numa dessas manhs da vida e fez a maior venda de todos os tempos para um nico cliente. Orlando tomou 24 doses de conhaque alcatro, o que corresponde a duas garrafas, oito coca-colas e oito caldos de mocot. Renato conta que ele ficou no bar das 10h da manh s 14h. "Me d mais um conhaque", a frase que ficou marcada para o vendedor. Crlio Corra, um dos filhos do Non, estava na gerncia do bar nesta tarde. Ele se lembra que Orlando estava acompanhado de um amigo magro, que tambm se encheu de caldo e conhaque. Eles falaram muito antes de ir embora e demoraram para pagar a conta. A sada dos dois ficou marcada na memria de Crlio. Orlando, que mal se agentava, carregou o amigo pelo brao. O sujeito magro se esforava para colocar os ps no cho, mas Orlando seguia atravessando a rua dos Tupis. Logo abaixo, perto da avenida Paran, os dois caram em cima de uma barraca de camel. "Deu polcia", recorda Crlio.
                        Histrias engraadas permeiam o cotidiano do mestre de obras. A fome constante e o impulso incontrolvel pela comida j resultaram em apelidos como "Jamanta" e "Lato". A relao com a famlia tambm guarda momentos engraados. A esposa e os filhos so evanglicos, s ele no aderiu religio. No comeo foi difcil aceitar, mas agora diz-se acostumado. A esposa se preocupa com ele, pensa que poder passar mal de tanto comer. Mas isso nunca aconteceu, nem mesmo os exames que fez, de sangue e colesterol, acusaram irregularidades.
    Orlando admite que come em excesso, por impulso incontrolvel, mas diz no sentir culpa por isso. De acordo com o psicanalista Celso Renn, a proibio a primeira condio para que uma pessoa cometa um pecado. Quando no h o sentimento de culpa, decorrente da proibio, no existe falta para esse sujeito. "Em diferentes culturas, por exemplo, o conceito de gula diferente. Um francs que for a uma churrascaria no Brasil vai achar um absurdo e identificar que todos os brasileiros so gulosos. Entretanto, como Orlando, as pessoas comem muito e no sentem culpa nenhuma, a no ser que passem mal. Se no, isso no as atinge", explica Renn . Ele diz que o que faz com que o sujeito tenha a sensao de pecado a transgresso da lei, fundamentalmente, porque h uma certa medida do limite: at aqui permitido, daqui para frente no .
                       Embora no se sinta culpado por comer compulsivamente, em alguns momentos Orlando questiona suas atitudes de comilana. Ele tenta buscar a origem do seu comportamento e acaba refletindo sobre os tempos de criana em que viveu em um orfanato e passou fome. "s vezes acho que como assim porque j passei fome", conta. Celso Renn diz que para Orlando no existe a proibio, porm o mal estar decorrente do excesso de comida que o leva a questionar o seu prprio comportamento. E o fato de Orlando dizer que no sente culpa mostra que ele quer dar conta do seu mal estar. Segundo Renn, a historia do orfanato, onde passou fome, tem certamente uma forte influncia no comportamento dele hoje, nos levando a pensar que uma gula nunca um simples pecado capital, mas se estrutura em elementos subjetivos que tem sua raiz na
    prpria historia de cada sujeito.
    Mas afirmar se Orlando guloso? "Por um lado sem duvidas, basta verificar, pelo seu relato, como ele come! Por outro lado, parece que Orlando j tem na
    comilana um ponto de identidade, algo assim como um sobrenome: ele
    Orlando, o comilo", afirma Celso Renn.
                        Orlando sente prazer atravs da comida e a elege elemento de satisfao pessoal. Como um verdadeiro "bom de prato", capaz de renunciar companhia de outras pessoas em detrimento companhia da comida. A sada da esposa para a igreja algo que o deixa feliz, no pelo fato em si, mas pela liberdade de comer sozinho, sem a presena de ningum para pod-lo. Quando se v sozinho, Orlando come feliz, sem parar, at no agentar mais.
    "Se tiver uma panela de galinhada, por exemplo, e o pessoal demorar a voltar, ficam sem", conta rindo. Com a barriga cheia, ele se deita no sof, preenchido e satisfeito. A preguia chega, toma conta, traz um sono pesado como a galinhada do jantar.


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    Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

    Mensagem que recebemos do senador Aelton Freitas do PL de Minas. Agradecemos!





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    Quarta-feira, Janeiro 3, 2007

    ARTIGO ESPECIAL: Dom WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte. Vale ler e REFLETIR!

                                         A Pessoa humana, corao da Paz


    O tempo que se conta o tempo que passa muito velozmente. Nenhuma contagem de tempo, no entanto, controla a velocidade do tempo que passa. A contagem do tempo uma medida que baliza minuto, hora, dia e ano. Esta velocidade do tempo que passa causa surpresa, expressada na admirao de se constatar que mais um ano deste tempo j se passou. Embora sem nenhuma influncia sobre o tempo que passa, a contagem do tempo torna-se uma referncia importante para avaliaes, medies, definio de metas, retomada de propsitos, abertura e fechamento de ciclos ou ateno que se deve prestar s dimenses importantes da vida de todos e de cada um. De novo, vai ser primeiro de janeiro. Na contagem do tempo o stimo ano deste terceiro milnio do tempo contado no tempo da era crist.

    Neste horizonte, o Papa Bento XVI faz ecoar sua mensagem para a celebrao do dia mundial da paz, dia do comeo da contagem do tempo de um novo ano, 2007, com esta pertinente temtica, a pessoa humana, corao da paz. A considerao da pessoa humana como corao da paz tem como objetivo recolocar o sentido e a necessidade do respeito permanente e incondicional a cada pessoa. Este respeito incondicional, em tudo e em todas as circunstncias, funcionar sempre como a grande alavanca sustentadora da promoo da paz. Isto significa compreender e adotar como princpio o respeito incondicional a cada pessoa como um compromisso intocvel. Cada pessoa h de ser vista sempre como referncia nica gerando no corao de cada outro um sentido profundo e fecundo de reverncia, o que por sua vez gera no corao daquela pessoa diante da outra, pela singularidade e importncia de cada qual, um sentido de respeito e querer bem. Neste sentido de respeito e querer bem que se fecundam as atitudes e compromissos para se alcanar um humanismo integral indispensvel no horizonte de todas as culturas, povos e naes. O Santo Padre o Papa Bento XVI, por isso mesmo, entre os destinatrios todos de sua mensagem de paz, convida a voltar o olhar especialmente para os que se encontram na tribulao e no sofrimento. Aqueles que vivem ameaados pela violncia e pela constrio das armas e todos os que so espezinhados na sua dignidade, no aguardo de um urgente resgate humano e social.

    Sem deixar de fazer esta mensagem chegar ao corao dos governantes e responsveis primeiros pelos destinos das naes, levando em conta sua fora de poder e deciso, bem assim s mulheres e homens de boa vontade, o Papa Bento XVI focaliza especialmente as pessoas em situao de risco. Sua mensagem considera particularmente os sofrimentos que atentam contra a segurana e a dignidade da pessoa. A est uma convico importante do quanto indispensvel para retraar o novo horizonte da humanidade em se considerando a necessidade urgente de exercitar-se no olhar a si mesmo e a cada pessoa como corao da paz. Sem desconsiderar os macros projetos que configuram os destinos da humanidade e a organizao mundial, indispensvel considerar cada pessoa, corao da paz, de novo e cada vez, no olhar sobre si mesmo e sobre o outro, de modo a gerar a insubstituvel sensibilidade que garante nos coraes este respeito e o sentido de compromisso com a vida de todos.

    A lembrana especial das crianas, particularmente aquelas cujo futuro est comprometido pela explorao e pela maldade de adultos sem escrpulos, recoloca a tnica importante de uma inocncia que no pode faltar humanidade. Esta tnica da inocncia , na verdade, a capacidade do corao de se compreender e agir como obreiro da justia e da paz. Sem esta inocncia prevalecero sempre, nos relacionamentos e na gerncia dos funcionamentos institucionais, as dinmicas perversas que envenenam e matam a vida. Aquelas que s conseguem priorizar os prprios interesses em detrimento da justia e da paz, comprometendo o bem maior e a considerao do conjunto das coisas. O ponto de partida , pois, a eleio e o compromisso com um humanismo integral que ter sempre seu ponto de partida no respeito a cada pessoa. no respeito a cada pessoa que se fecundam a promoo e a construo da paz. Esta construo e promoo da paz tm uma estreita relao com as premissas da compreenso da pessoa. central, pois, como fora de princpio, compreender e considerar em tudo e em todas as circunstncias que o indivduo humano possui a dignidade de pessoa, por ter sido criado imagem e semelhana de Deus. Cada indivduo no , pois, simplesmente alguma coisa. Cada pessoa algum, capaz de se conhecer, de se possuir e de se dar e para a comunho com os outros. Esta, continuar o Papa Bento XVI aprofundando, a admirvel perspectiva que hospeda a fonte que mostra o ser humano na sua capacidade de amar e de fazer progredir o mundo, renovando-o na justia e na paz. Este o ponto de partida na aposta pela e para a PAZ.
                                                Dom Walmor Oliveira de Azevedo
                                           Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte


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    Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

    Planejamento e ao, com tolerncia zero, mudam situao da violncia em Nanuque, divisa de Minas com o Esprito Santo e Bahia, no Vale do Mucuri. Leia o ARTIGO ESPECIAL que nos foi enviado pelo nosso amigo e leitor do BLOG, o delegado especial de Polcia, ROBERTO SOUZA CAMPOS. Para ler e pensar!

                        Quando chegamos em Nanuque, em 26 de julho de 2001, havia 41 presos na Cadeia Pblica local. Por outro lado, a cidade sofria com uma onda de assaltos mo armada, alguns at com vtimas fatais, furtos de veculos e roubos a caminhoneiros nas estradas. Num trabalho conjunto desta 40 DRPC, chefiada por este Delegado Regional, e da 95 CIA da PM, chefiada pelo Major Jorge Augusto, sem preocupao com qualquer arroubo com o vedetismo, tudo feito com o apoio das nossas chefias, mas bem discretamente, nestes cinco anos e meio, elevamos a nossa populao carcerria, sem a ocorrncia de nenhuma rebelio, a picos de at 150 presos na Cadeia Pblica desta Comarca, apesar de toda a movimentao carcerria normal do perodo, com sadas de presos para penitencirias, cadeias de outros estados, ou legalmente liberados pela Justia.
     
                       As quadrilhas, chefiadas por bandidos desumanos, cruis e sanguinrios, como Adriano, Chacal, Lol, Valdete, Isac, Juscelino, etc, todos, especializados em assaltos nos estados de Minas Gerais, Bahia e Esprito Santo, foram totalmente desbaratadas. Hoje, h mais de trs anos, no se registra sequer um furto de veculo nem nesta comarca, nem na rea desta Regional, que composta de dez municpios; a data do ltimo assalto a banco, e que foi devidamente apurado e os bandidos presos, perdeu-se de vista; a ltima tentativa de sequestro, da qual foram vtimas os gerentes da CEF e familiares seus, tambm foi devidamente apurada, e todos os marginais presos em menos de 72 horas, sendo que trs dos integrantes da quadrilha, foram presos na madrugada imediatamente seguinte ao dia do fato, na cidade de Serra dos Aimors, a cinco quilmetros deste municpio, por uma equipe, composta por policiais civis e militares, comandada diretamente por este DRPC, logo aps resgatarmos os refns.

                         Hoje, na comarca de Nanuque, que compreende tambm o municpio de Serra dos Aimors, a criminalidade est reduzida a um ndice baixssimo, perfeitamente tolervel. Os raros fatos criminosos, que aqui acontecem, so prprios da falibilidade da nossa natureza humana, apesar desta comarca se situar numa regio hipoteticamente vulnervel, por se limitar diretamente com os Estados da Bahia e do Esprito Santo.

                         Fazemos este registro, no por vaidade ou por desejo de promoo pessoal, mesmo porque o mrito de todos ns, Policiais Civis e Militares desta comarca, mas to somente para que tenhamos a conscincia de que, apesar da frouxido do nosso ordenamento jurdico penal, da sua ineficincia e absoluta condescendncia com a criminalidade, ainda se possvel fazer um trabalho virtuoso em prol da segurana das comunidades a que servimos. Aqui, meu caro amigo Joo Carlos, estaremos sempre a postos - e convenhamos nisto- plantando a semente de uma cidade onde se possa respirar e viver com amor.

                                                    ROBERTO SOUZA CAMPOS
                                              Delegado Regional de Polcia Civil
                                                              NANUQUE/MG.


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    Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo Assessor Judicirio do TTRIBUNAL DE JUSTIA de Minas Gerais. bom conferir o que ele escreveu! E ateno dr. Adriano: continue a nos acessar e mande-me mais artigos. Obrigado!

                                             Soluo de conflitos nos Juizados Especiais
                                                           *Adriano da Silva Ribeiro


    A Constituio da Repblica Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, prev na norma do artigo 98, inciso I, a criao, pelos estados e pela Unio, de Juizados Especiais, providos por juzes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliao, o julgamento e a execuo de causas cveis no valor de at 40 salrios mnimos e infraes penais de menor potencial ofensivo, mediante procedimentos oral e sumarssimo.

    Sete anos depois da promulgao da Constituio Federal, sobreveio a Lei Federal n 9.099, de 26 de setembro de 1995, dispondo sobre os Juizados Especiais Cveis e Criminais nos Estados. O objetivo a conciliao, na rea cvel, ou a transao penal, na criminal, a fim de se buscar, sempre, o acordo ou o consenso das partes. Portanto, o ato de conciliar pretende a harmonizao dos litigantes ou pessoas, mediante acordo homologado pelo juiz.

    Nesse sentido, se permitiu a participao de uma terceira pessoa, cuja funo intitula-se de Conciliador bacharel em direito ou no na soluo de conflitos. Exerce fundamental papel, pois seu desempenho conciliatrio resulta, muitas vezes, na composio amigvel da demanda.

    Lembro, a propsito da expresso "conciliador", o que afirma o Dicionrio Aurlio da Lngua Portuguesa: "Propenso a conciliar nimos, opinies; conciliante, conciliativo; homem conciliador, ele que resolve os dissdios em famlia".

    Alm de no haver necessidade de conhecimentos tcnicos em direito, a funo exige tendncia conciliatria e elevado interesse pelo fascinante instituto da conciliao. Este auxiliar, no caso da Justia, precisa entender a relevncia de sua funo.

    Na prtica, embora parea tarefa simples, no o , pois o conciliador o primeiro juiz da causa. O conciliador que se empenha, na atividade, ter o encargo de conter o animus das partes, s vezes alterados. Conduzir o ato processual, explicar o procedimento, provocar o dilogo, a fim de se obter a soluo do conflito.

    Nos Juizados Especiais, exercer a conciliao requer imparcialidade. A compreenso tambm importante, e para obt-la necessrio ouvir as partes. Sobretudo manter-se concentrado, de modo a tornar-se exemplo para que os envolvidos no conflito saibam como ouvir uns aos outros. Permitir s partes exporem os fatos, mediante justificativa do seu comportamento. Esta oportunidade franquear um acordo que, outrora impossvel, torna-se vivel.

    Importante listarmos as vantagens da conciliao: possibilita solues criativas; deixa nas mos das partes a deciso; no admite a ruptura entre os litigantes; permite uma relao de proximidade entre as partes e a Justia; favorece a economia e celeridade processual; viabliza a reconciliao entre inimigos minimizando a tenso social; ameniza o inconformismo da parte vencida e, principalmente, que o litgio permanea em estado latente; excelente alternativa da pacificao social; evita a sentena, considerada soluo imposta e, fundamentalmente, impede a sobrecarga nos tribunais.

    O recrutamento de conciliadores, para os Juizados Especiais Cveis e Criminais, est previsto na norma do artigo 7, da Lei n 9.099/95. Devem ser escolhidos, preferencialmente, entre bacharis em direito, portanto, nada impede que estagirios de direito aprovados com critrios previamente estabelecidos exeram esta funo. Em diversas audincias tambm atuam graduandos nos cursos de psicologia e servio social. H, para tanto, entre o Tribunal de Justia do Estado de Minas e algumas Universidades, convnios com a finalidade de cooperao tcnico-didtica na rea de estgio supervisionado.

    Alis, essa experincia beneficia ambas as partes: o estagirio exercita a prtica de teorias aprendidas por muitos semestres na faculdade e tem ainda a oportunidade de conviver e aprender diretamente com juzes, escrives, funcionrios das secretarias de juzo e advogados, alm das partes que atuam na disputa; para o Juizado Especial, a oportunidade de colher novas idias, flego, dedicao e disposio para o auxlio na prestao jurisdicional de qualidade e com mais eficincia.

    O Conselho Nacional de Justia, em recente enunciado administrativo, tambm aprimora a atuao do bacharel em direito na funo de conciliador, ao considerar atividade jurdica o exerccio como juiz leigo ou conciliador no Sistema dos Juizados Especiais Cveis e Criminais, desde que no inferior a 16 horas mensais.

    Portanto, sem empenho do conciliador, dificilmente o resultado obtido ser um acordo. As principais qualidades, naturalmente, so: ter boa comunicao; saber ouvir; perceber a comunicao no-verbal; ser emptico; aceitar as diferenas; possuir equilbrio emocional e preparar-se para a audincia. Mas o empenho e as qualidades do conciliador no podem significar forar as partes contra sua vontade, em situaes, s vezes, constrangedoras.

    A tarefa do conciliador ser, sempre, adubar as sementes da solidariedade, da justia e da paz. E, para isso, fundamental haver sintonia com a misso e com os valores defendidos pelo Juizado Especial de Minas e de outros estados do pas.

    No toa que o Conselho Nacional de Justia, sob a liderana da ministra Ellen Gracie Northfleet, presidente do Supremo Tribunal Federal, defende a conciliao como uma das prioridades para a Justia brasileira. Em movimento nacional, lanado dia 8 de dezembro do ano passado, o CNJ divulgou a campanha "Conciliar legal", slogan que vai permear diversas aes com foco na soluo de conflitos j distribudos ou no nos Juizados Especiais e nas varas Cveis e de Famlia da 1 Instncia, alm daqueles sob a responsabilidade dos informais Juizados de Conciliao.

    Minas Gerais novamente serve de exemplo para o pas. Como bem disse o desembargador Orlando Carvalho, presidente do Tribunal de Justia do Estado: "Minas est construindo sua prpria histria de promoo da cultura da paz, por meio da conciliao. Conciliar legal e faz bem. Nossos Juizados Especiais so exemplos disso".

     *Adriano da Silva Ribeiro  
      Assessor judicirio do Tribunal de Justia de Minas Gerais (TJMG);
      Graduando em Direito da PUC Minas Betim 
      e membro associado do Instituto de Hermenutica Jurdica
     









    REPERCUSSO do ARTIGO ESPECIAL
    do dr. Adriano Ribeiro:

    #1. Rodrigo Lott - (balondor@yahoo.com)
    Muito pertinente o artigo do dr. Adriano Ribeiro. A conciliao uma forma de evitar os litgios, onde no mais existiro vencedores e nem vencidos. Textos como estes devem ser amplamente divulgados, pois sempre tempo de conciliar. Parabns dr. Adriano, o TJMG deve orgulhar-se de funcionrios como o senhor.

    #2. Valria - (Email no informado)
    Parabns Dr. Adriano, o Sr. abordou o tema com louvor. Tambm penso que a conciliao o caminho no s para as partes mas tambm para a Justia. Aprecio muito seus textos, sempre profundos, ricos em contedo porm de fcil assimilao. O Sr. um exemplo para os servidores pblicos.

    #3. Rogrio Lisboa - (rogeriolisboa_adv@hotmail.com)
    Sbias palavras Dr. Adriano. atravs de gestos como esses que conciliaremos primeiro nossas atitudes e levaremos a paz social to desejada por todos.
    urgente a necessidade que todos tm de ver seu judicirio atuando de forma celere sem contudo perder seu carter conciliador e atravs da concincia da importante funo que exercem os conciliadores que seremos bem recebidos e de melhor forma conduzidos em nossas demandas.
    Espero que este artigo possa chegar s mos de cada conciliador, no s em Minas Gerais, mas em todo nosso querido e necessitado Brasil.
    Abraos!


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    Sbado, Julho 7, 2007

    ARTIGO ESPECIAL escrito pelo nosso amigo, o dr. Willer Ps, diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti. Vale observar os detalhes das informaes e das argumentaes da mente brilhante do dr. Willer sobre um assunto que mexe l no fundo de nossas conscincias. Vale conferir!.

                                                       MEIO AMBIENTE, PRESERVATIVOS
                                                                E POLTICAS PBLICAS.

                                                                           *Willer Ps

    Freqentemente, e at por dever de ofcio, o governo anuncia aes nas mais diversas reas de interesse pblico. Entretanto, seja na rea de segurana, educao, infra-estrutura ou sade pblica, raramente se observa nas iniciativas governamentais a interface com a vertente ambiental. Na verdade, a rea ambiental ainda vista muito mais como um setor agregado, no qual se dificulta e burocratiza os processos de implementao de projetos das reas pblica e/ou privada.

    Uma gesto integrada com o meio ambiente traz ganhos patentes para a sociedade. Dois bons exemplos disso so as polticas de limpeza pblica, em que a orientao para reciclagem faz do Brasil um dos pases que mais so reciclados plsticos e metais no mundo e, as aes da iniciativa privada, principalmente as mineradoras, mesmo em minoria, que implementam aes na rea de educao ambiental, com trabalhos realizados junto s escolas pblicas locais.

    Na rea de sade pblica, o descompasso com a rea ambiental marcante. Um dos exemplos mais flagrantes da desvinculao com as questes ambientais est associado s campanhas contra a Aids e doenas sexualmente transmissveis (DST). Desde 1985, tem-se preconizado que a melhor arma contra a contaminao pelo HIV, uma vez que a abstinncia impensvel, o uso de preservativos. S no Brasil, dados preliminares demonstram que cerca de um bilho de unidades de preservativos foram usados em 2003. A esse dado se computam a distribuio gratuita do governo, ONG's e vendas no varejo. As vendas so responsveis por mais de 50% dessa estimativa. Segundo informaes tomadas nos balces de farmcias e drogarias, os preservativos so os itens, por unidade, mais vendidos.

    Os EUA distriburam prximo de 1,8 bilhes de unidades em 2003. A China, com uma populao de aproximadamente 1,3 bilhes de habitantes, no s distribui preservativos, como tambm um dos maiores exportadores desse artefato para o mundo. Considerando que, em mdia, cada preservativo pesa 3 gramas, so milhares de toneladas de borracha natural de altssima qualidade (todo material usado na fabricao de preservativos de grau mdico) que no Brasil, no tido uma correta destinao final. E a vai um dado interessante, no Brasil, grande parte do material usado na fabricao de preservativos vem das reservas extrativistas do Acre, onde se tem o critrio da sustentabilidade como alma mater.

    Entretanto, grande parte desse material acaba nas tubulaes dos vasos sanitrios e, conseqentemente, nas estaes de tratamento de esgoto (caso exista), criando grandes dificuldades na operao, com sensvel aumento de custos. Isso tudo sem se levar em conta o potencial de contaminao j que todos os preservativos esto envoltos em lubrificantes base de silicone e alguns at com substncias espermicidas. Certamente, esses dados fariam Chico Mendes rolar na tumba.

    A nossa grande dificuldade est na busca de alternativas para reutilizao desse material. O prprio preconceito quando a esse resduo de uso sexual dificulta qualquer poltica de reciclagem. Imaginem, culos de natao ou mesmo luvas feitos com borrachas recicladas de preservativos: voc usaria? Obviamente, tudo isso no passa de exerccio mental. Na verdade, a mesma mdia, que sob orientao do Ministrio da Sade, preconiza com freqncia um ritual para uso dos preservativos com gestos e pessoas insinuantes, poderia, com a mesma naturalidade, orientar os usurios quanto ao descarte correto aps o uso.

    Outra sugesto seria a incluso junto embalagem de uma segunda embalagem, onde o preservativo, aps o uso, poderia ser devidamente embalado e descartado. Enquanto no acham soluo para este simples problema, inclusive a busca para reutilizao desse precioso material, digo a borracha, milhes de preservativos continuaro sendo descarregados em vasos sanitrios pelo Brasil a fora. Certamente, as vrias vertentes religiosas podero, com esses argumentos, ter mais um aliado contra este instrumento acessorio de prazer e coibio da fertilidade humana. Mas o assunto est longe de ser resolvido na esfera da justia divina e/ou por aes de cunho moralista-religioso.
     
    Cabe sim, ao poder publico, orientar os usurios para um descarte sadio e ambientalmente correto, com a mesma energia com que o fazem para o seu uso. E cabe, tambm, aos centros de pesquisas e universidades, principalmente as pblicas, que, hoje em regime de latncia econmica e conseqentemente de cabeas pensantes, ser imaginativas e trazer alternativas para a sociedade. Enquanto isso no ocorre, estaremos convivendo com a visualizao diria dessas "embalagens do amor" espalhadas por escuras praas publicas, dando trabalho aos varredores e operadores de estaes de tratamento de esgoto.
    Parece que ningum vai querer botar a mo nesse negcio.

    *WILLER PS:
    O autor PhD em Qumica Ambiental pela Georgia Institute of Technolog-USA,
    diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti para a Amrica Latina,
    Conselheiro da Associao Brasileira de Engenharia Sanitria - ABES-MG e
    Ex-Presidente da Fundao Estadual de Meio Ambiente - Feam-MG.
     whpos@hotmail.com


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    Segunda-feira, Agosto 6, 2007

    ARTIGO ESPECIAL. Vem do nosso colaborador o ex-superintendente do Banco do Brasil, em Minas, o montesclarense WAGNER GOMES.

                                                              Uma nova elite se consolida?



                                                                        Wagner Gomes



     

    Imagino que na concepo positivista, o termo elite, possa no ter qualquer conotao ideolgica. Creio mesmo que todas as elites so genunas, desde que se possa a elas conferir um apoiamento considervel da coletividade que representam. No entanto, o que percebemos ao ouvir o termo, citado por quantos o usam pejorativamente, que a elite representa uma coisa ruim, um movimento excludente e de estratificao social. Quem assim a percebe, tem uma viso que ela se encontra no alto da pirmide social, quase invariavelmente em uma posio de liderana e exercendo presso para ali se manter.

    Pareto, conhecido socilogo talo-francs elaborou um magistral tratado de sociologia, atravs do qual nos induzia a pensar, em todas as pocas e lugares, que o Estado dinamizado por dois setores sociais, ou seja, uma elite que governa e outra que governada.

    Nunca havia pensado, ento, nessa elite formadora de todas as outras elites, a que governada e que elege os seus representantes. Etimologicamente, elite pode ser o que h de melhor, assim como, tambm, pode ser eleger, ou escolher.

    Nesse contexto, a verdadeira elite essa que se forma margem das elites tradicionais, dos  polticos, burocratas, lderes empresariais e lderes sindicais. Racionalizando, em nosso Brasil, o povo, cansado de esperar por atitudes e valores polticos bsicos diretamente referidos a questes de justia e igualdade, percebeu que poderia destronar uma elite dirigente que, em sua viso coletiva, se tornara esclerosada e corrompida, identificando em Lula um movimento tendente a estabelecer uma nova ordem.

    E Lula, assimilando esse clima, consegue em seu primeiro mandato reunir programas de transferncia condicional de renda, que j existiam, antes, no Brasil. Em 1995, o ento governador do Distrito Federal, Cristvam Buarque, implementou o Bolsa Escola em Braslia, garantindo renda s famlias que realmente mantivessem seus filhos da escola. Durante o governo Fernando Henrique, foram criados programas com a mesma matriz, mas com alcance nacional: o Bolsa Escola o mais famoso deles. No governo Lula, aqueles programas (Bolsa Escola, Carto Alimentao, Bolsa Alimentao e Auxlio Gs) foram reunidos, ampliados e rebatizados com o pomposo nome de Bolsa Famlia, adquirindo, desta forma uma nova roupagem.

    Pois bem, nesse exato momento, o Presidente Lula com seu aguado senso de oportunidade, se deu conta de que estava, definitivamente, dando vida a mais extraordinria de todas as elites, constituda pelos seus governados e que, ao mesmo tempo, assim subliminarmente motivados,  elegeriam seus governantes nos prximos pleitos. Algo assim, muito parecido com a ditadura da maioria, antes silenciosa, se que ela exista.

    preciso reconhecer, hoje,  que grupos, antes desprivilegiados, argumentam que a negligencia na anlise, formulao e implementao de polticas sociais possam estar sendo sanadas. Assim, percebem nesse governo uma viso que vivencia e interpreta a pobreza e a desigualdade. A, com esse sentimento que os une, formou-se essa elite sob a gide daquilo que o candidato Lula apregoava, ou seja:  a esperana venceu o medo. Com esse movimento se torna, ento, possvel romper-se o fosso, antes intransponvel, entre a classe pobre, robustecida pelo achatamento da classe mdia, e as demais classes sociais.

    O povo mudou sua conscincia e hoje no mais assume passivamente o papel de massa de manobras de antigos formadores de opinio. Desta forma, pensam mais ou menos assim: cada um de ns, se coletivarmos decises, pode ser e fazer o que quiser.  E a grande pergunta que se apresenta, em cada eleio, diz respeito ao que se pode esperar nos prximos quatro anos. Ou quem sabe, cinco anos, em um futuro prximo. Afinal a reeleio vem sendo questionada de cima para baixo, sem que os governantes sequer pensem em promover um plebiscito. A elite poltica continua, como sempre fez, desprezando a opinio do povo.

    E quem descobrir essa resposta conseguir, tambm, descobrir o querer coletivo. Assimilar esse anseio meio caminho andado para obter o voto da elite eletiva. Sem sombra de dvida, o Presidente Lula  foi quem primeiro captou essa integrao do inconsciente coletivo, transformando-a em votos, e se tornando imune ao ambiente de corrupo detectado com nfase nas CPIs e veiculado, insistentemente,  pelos jornais e revistas de norte a sul do Pas, em pleno processo eleitoral.

    Tambm, em Minas Gerais, o Governador Acio Neves, tem demonstrado que descobriu esse caminho. Conseguiu formar um elo emocional entre coraes e mentes dos habitantes de nosso Estado, alinhando o seu pensamento poltico aos anseios de uma populao. Nesse particular enxergo, em nosso Governador Acio, um pouco de Winston Churchill quando dizia: Voc cria o seu prprio universo ao longo do caminho.

    Temas que, com certeza, pontuaro as prximas eleies, estaro sendo assimilados pela elite eletiva, e creio se destacaro os seguintes: expanso dos gastos sociais visando erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, implementar a participao do trabalhador nos lucros, desregulamentar a economia includo nesse bojo a reforma tributria, aumentar a eficincia dos servios pblicos, uma poltica sistematizada para o biodiesel como forma de proteger o meio ambiente, uma efetiva poltica de segurana com visveis resultados a serem alcanados no combate a criminalidade, tudo isso permeado por ampla reforma poltica.

    Millr Fernandes, por outro lado, apregoa que ser gnio fcil - difcil achar quem o reconhea. O nosso prximo Presidente, necessariamente, dever ser um gnio a ser reconhecido por essa mais fantstica elite, que o povo.

    Quem viver, ver!

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    Tera-feira, Setembro 25, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS por Fbio Caldeira, secretrio muncipal da Regional Oeste de Belo Horizonte. Confira!


    PROPOSTA PARA A REFORMA POLTICA
    Fbio Caldeira Castro Silva
    Advogado, diplomado em polticas pblicas para o desenvolvimento pelo BID, em Washington, mestre em cincia poltica, doutor em direito pela UFMG, professor universitrio, secretrio municipal da Regional Oeste em Belo Horizonte

    No obstante a reforma poltica praticamente ter ido para as calendas gregas, a OAB fez sua parte. Sempre presente nos momentos de crise, que trazem reflexos ordem pblica e ao sistema democrtico, a entidade apresentou ao Congresso Nacional sugestes para alterar o ordenamento poltico-eleitoral nacional. Segundo o seu presidente, Cezar Britto, "a reforma poltica fundamental para a nao como o ar que ns respiramos; ela tida como a rainha de todas as reformas, porque quem traa a vida da cidadania".
    Trs pontos merecem destaque, a saber: fidelidade partidria, financiamento pblico de campanha e sistemas proporcionais de votao. O instituto da fidelidade partidria est intimamente ligado ao fortalecimento dos partidos polticos e da democracia. Nosso sistema eleitoral no contm nenhuma medida que proba os detentores de mandato de mudarem de partido.
    Tambm no h vinculao da ao parlamentar dos deputados s questes programticas do partido. Deve ser ressaltado que no h nas democracias mais avanadas do mundo normas especficas de fidelidade partidria. O que h so, alm de aspectos culturais, regras inibidoras de migraes partidrias, como o voto distrital ou o sistema de listas fechadas.
    Nos Estados Unidos, o poder est dividido entre dois partidos, o democrata e o republicano, sendo que as bancadas regionais tm grande fora. Em alguns casos, os democratas do Sul votam com os republicanos em matrias sobre organizao social, enquanto estes, em alguns momentos, votam com aqueles em temas econmicos.
    Deve ser ressaltado que no h punio aos respectivos parlamentares. A troca de partidos entre os polticos quase nula, em decorrncia da longa tradio de democratas e republicanos. Em relao Alemanha, a questo da fidelidade partidria remetida ao estatuto partidrio. H um profundo comprometimento dos polticos com a legenda qual fazem parte. Portanto, na Alemanha, partidos slidos e sistema eleitoral (voto distrital misto) favorecem a estabilidade e intimidam a infidelidade partidria.
    de fcil percepo que o sistema brasileiro conduz a uma personificao eleitoral, em detrimento dos partidos polticos. O voto nominal em lista aberta dificulta a solidificao partidria. Alm disso, promove-se uma competio poltica desagregadora entre candidatos de um mesmo partido, fragilizando-o ainda mais.
    No sistema de lista fechada, o eleitor s pode votar no partido, na ordem determinada por este em conveno, no podendo manifestar sua preferncia por determinado candidato da lista. inegvel seu carter benfico ao fortalecimento dos partidos polticos. Sua adoo deve ser seguida de algumas regras, para evitar a chamada ditadura das direes partidrias.
    Como aspectos culturais e fraca institucionalizao do sistema brasileiro no recomendam a implementao de processo semelhante, uma boa e simptica alternativa seria a adoo do chamado "distrito", ou seja, eleies parlamentares pelo sistema majoritrio, em que seriam abolidos os fatdicos e medocres clculos do quociente eleitoral partidrio, sendo, no caso de Minas Gerais, eleitos os 53 deputados federais e os 77 deputados estaduais mais votados, independentemente do partido.
    J a relao entre dinheiro e eleio polmica e relevante em todas as democracias. No atual sistema ptrio, a Lei n 9.504/97 permite o financiamento privado, limitado, no caso de pessoa fsica, a 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior ao da eleio. Em relao pessoa jurdica, a lei fixou o limite de doaes em 2% do faturamento bruto do ano anterior eleio. J h um financiamento pblico das campanhas eleitorais, que a propaganda eleitoral gratuita no rdio e na TV, em que as emissoras abatem dos impostos a pagar o tempo disponibilizado aos partidos e coligaes.
    Uma proposta bem interessante seria a de introduo de um sistema de financiamento misto, em que a doao de recursos por pessoas fsicas e jurdicas ficaria permitida apenas a um fundo do TSE, que seria dividido entre os partidos, conforme a respectiva bancada federal escolhida por voto na eleio anterior. Ficariam proibidas, portanto, doaes feitas diretamente aos partidos e aos candidatos. Isso facilitaria a fiscalizao e a prestao de contas, alm, claro, de evitar o comprometimento de recursos federais para fins eleitorais, que poderiam ser aplicados em sade e educao.
    Disse Tancredo Neves, em 1981, referindo-se a mudanas na legislao eleitoral: "A hora grave. As decises tm que ser tomadas com grandeza, pensando no futuro do Brasil, ou ento, estaremos deixando escapar a grande oportunidade de lhe darmos os meios adequados de se estabilizar, legitimando o poder". Lamentavelmente, essas mesmas palavras ditas em perodo ditatorial servem para o momento atual. E mais uma oportunidade se foi.



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    Quinta-feira, Setembro 27, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo deputado federal do PSDB mineiro,PAULO ABI-ACLEL, vice-lder da minoria no Congresso Nacional.


    O VELHO CHICO AGONIZA 
     E PEDE SOCORRO!!!

    Em julho de 1994, o ento ministro de Estado da Integrao Social, Aluzio Alves, assinou a Portaria n. 505, que dispe sobre o funcionamento do Grupo de Coordenao de Aes Integradas para o desenvolvimento e superviso do Projeto de Transposio da guas do Rio So Francisco. Desde ento, o assunto vem se transformando em uma das mais polmicas questes nacionais.
    A realidade hdrica brasileira, principalmente no que se refere oferta e ao uso das guas, sempre foi assunto de interesse nos debates sobre as condies de vida da populao no semi-rido brasileiro. Incluem-se a regies sofridas do Norte mineiro. Contudo, com a crise no abastecimento, a gua passou a ser considerada "O ouro lquido do 3 milnio".
    nesse contexto que se discute a transposio do Rio So Francisco. Atualmente, existem dois cenrios bem definidos em relao ao tema. O primeiro o do imediatismo, caracterizado pela nsia de fazer aflorar gua, nos terrenos castigados pela constante seca que assola aquela regio to penalizada do pas. Tal cenrio esboa interesses polticos que devem, no entanto, ser repensados, visando analisar com responsabilidade as conseqncias impostas ao meio ambiente. Um dos problemas apontados pelos especialistas que as autoridades insistem em encarar o So Francisco como rio supridor de matria-prima, sendo que, segundo os tcnicos, ele atua apenas como condutor.
    O segundo o cenrio da ponderao, caracterizado por preocupaes tcnico-cientficas com relao s limitaes das fontes hdricas na conduo do processo de transposio. Talvez, o ideal seria conjugar uma parcela de cada um, visando alcanar um denominador comum, capaz de atender as expectativas da populao, sem, contudo, alterar o ecossistema local.
    A bacia do rio So Francisco tem rea aproximada de 640 mil km, onde se localizam 420 municpios. Nos 97 que esto em suas margens, residem cerca de 14 milhes de pessoas. Dos seus 168 afluentes, 99 so perenes e, desses, 12 correm em territrio mineiro, entre eles o rio das Velhas e o Paraopeba que recebem boa parte dos esgotos da Regio Metropolitana de Belo Horizonte. Cerca de 30% dos rejeitos dessas cidades e de outras 400 contribuem para poluir o Velho Chico com coliformes fecais, ferro, mangans, fenis, leos, graxas e at arsnico e mercrio, subprodutos da extrao do ouro e outros minerais.
    Outro problema enfrentado pelo So Francisco diz respeito aos desmatamentos. As siderrgicas mineiras consomem, anualmente, cerca de 6 milhes de toneladas de carvo vegetal, dos quais 40% so provenientes das derrubadas de matas nativas. Com isso, estima-se que foram destrudas, aproximadamente, 75% da vegetao regional e 95% das matas ciliares dos rios no seu alto curso.
    Em Minas Gerais, nos ltimos 30 anos, 50% da vegetao dos cerrados foram transformados em carvo. Nas regies onde so plantados soja e caf irrigados, a expanso das lavouras tem contribudo para o aumento dos desmatamentos, principalmente os efetuados prximos as nascentes.
    De acordo com a Declarao Universal dos Direitos da gua, esse recurso natural "faz parte do patrimnio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nao, cada regio, cada cidade, cada cidado plenamente responsvel aos olhos de todos". Contudo, na prtica, a situao tem sido bem diferente.
    Com o crescimento acelerado dos ncleos urbanos, o recurso hdrico vem sendo utilizado de forma no sustentvel. Alm da ameaa de esgotamento da quantidade disponvel, a qualidade da gua est cada vez mais comprometida, devido poluio de origem domstica e industrial. bem evidente que o recurso hdrico est se tornando um dos bens mais disputados do planeta, e, como tal, deve ser respeitado.
         Paulo Abi-Ackel
             Deputado Federal (PSDB)
              


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    Sbado, Outubro 6, 2007

    MEMRIAS DE UM REPRTER DE TV - captulo 1 - Joo Carlos Amaral.

    Assistindo o programa gratuito do PMDB, pela TV, junto com o governador Tancredo Neves e dona Risoleta, no Palcio das Mangabeiras.

                                Voc j teve o privilgio de assistir TV, com nada mais, nada menos, que o dr. Tancredo Neves e sua simptica mulher a saudosa dona Risoleta? E sendo servido de salgadinhos e suco de laranja por ela? Se voc for parente ou amigo ntimo do casal no vale responder: sim! Pois  este reprter, agora tambm um blogueiro, teve este privilgio. Foi assim:
    noite fria, vento forte. 1984. Tancredo de olho no Colgio Eleitoral. Nosso diretor de jornalismo na Rede Globo Minas, Lauro Diniz, acertou com o J.D.Vital, chefe da Assessoria de Comunicao do governador Tancredo Neves, para que ns pudssemos produzir uma reportagem durante o Programa Nacional, gratuito, do PMDB em rede nacional, com o governador assistindo o programa.

                               L fomos ns. Eu e a equipe da Globo. O cinegrafista Alpio Martins, cmera no ombro, jeito discreto, mas atento a todos os gestos e reaes do dr. Tancredo. S que o governador pediu para que deixssemos para o final da transmiso da TV para fazermos as imagens e ento gravar a entrevista. claro que a contragosto, concordei. No havia outro jeito. Comea o programa. O saudodo deputado Ulysses Guimares, ancora o programa.  Aparece em cena no final e cada pronunciamento colhido pela equipe de TV do PMDB.  Dr. Ulysses iniciava cada aparrio com a palavra NO. No a esta poltica econmica, No ao Colgio Eleitoral, No ao regime militar e, assim foi durante os 60 minutos de programa televisivo. No, No, No...

                               Dona Risoleta entra e sai a cada momento reabastecendo nossos pratinhos de salgadinhos e suco de laranja. Eu observo o ento governador Tancredo Neves. Ele coava a orellha, ora a direita, ora a esquerda. Acaricia o nariz, no fala nada. S resmunga. Eu espero. V que ele estava incomodado com a linha desenvolvida pelo programa do PMDB na TV. Olho para meu relgio. Ser que vai dar tempo para gravar a entrevista e mandar pelo satlite para o Jornal da Globo, no Rio? Olha, naquele tempo no havia ainda o celular, E-mail. ( penso hoje, como conseguia viver sem eles). 

                                Acaba o programa. Nos levantamos. Eu indago: vamos gravar dr. Tancredo?  A luz acesa, cmera ligada, microfone em ao. Mas o governador se atencipa e diz no vou gravar entrevista sobre este assunto. Por favor desligue o equipamento. Desligamos. A o dr. Tancredo disse: NO VOU GRAVAR  NENHUM COMENTRIO, EM SINAL DE PROTESTO, PORQUE NENHUM PEMEDEBISTA MINEIRO TEVE  ESPAO NO PROGRAMA. Obrigado meu filho, e boa noite.
                                 Mas, governador... E ele emendou: foi um prazer ter a sua companhia e de sua equipe e repetiu polidamente: boa noite para todos! Respond: boa noite! E voltei redao da Rede Globo. Sem a reportagem. Foi um " furo" ao contrrio.

                                Assim era ele, o dr.Tancredo. Tinha a exata medida do momento de falar  e de se calar! Afinal, ns como reprter poltico, sabamos que o governador habilidosamente conduzia um processo de transio delicadssimo, que passaria pelo Colgio Eleitoral, aonde mais  tarde ele derrotou Paulo Maluf. Qualquer fala, gesto, aparentemente simples que fosse, poderia criar obstculo intransponvel, ainda mais num canal de TV como a Globo, lder de audincia. Na verdade, o adversrio dele, dr. Tancredo, era o prprio dr. Ulysses, o Sr. Diretas. Tancredo preferiu se calar. No por medo, mas por estratgia, hoje compreendendo!
                                Comentrio: se fosse hoje eu colocaria tudo no meu BLOG. S que estvamos em 1984. Ou seja, 22 anos atrs... que blog, que tecnologia, que nada.
                               


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    Sbado, Outubro 6, 2007

    MEMRIAS DE UM REPRTER DE TV - captulo 2 - Joo Carlos Amaral.

                         Nas vrias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas ns estvamos l o entrevistado, como reprter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraadas, cheias de ironia que s Brizola sabia dar, ns acompanhvamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre ns, jornalistas de poltica, no deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversrios e/ou at mesmo inimigos polticos. 

                         O curioso que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matria no ia para o ar na Rede Globo. Como assim?. Era o seguinte: Brizola no perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. que Brizola no conseguia esconder, e nem fazia a menor fora para esconder sua mgoa, com os Marinho, a queme ele atribuia m vontade, na eleio dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da poca registrados pela mdia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleio ( verdade ou no, o que crnica poltica registrou  poca). 

                          Da, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declarao saa com um comentrio maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Ns, como reprter Poltico da Rede Globo, ficvamos de saia justa, sem o que dizer. Segurvamos firmes o microfone e no arredvamnos p, sempre com o corao na mo, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumprimos a nossa misso, j pensando: como que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mdia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo no vai por a entrevista no ar. E a, Joo Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditrio da Assemblia Legislativa de Minas. L estvamos ns. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones em coimna da mesa, lotando ma frente do ex-governador Leonel Brizola. Receb a orientao s para gravar. No fazer nenhuma pergunta para no provocar nenhum dos  corriqueiros comentrios mnaldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a reprter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado disposi~ao dos reprteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como que o sr. analisa a fala do presidente da Repblica?

                         Olha minha filha - disse Brizola irnico, com sua fala arrsatada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou, mesmo ele se4m o principal avalaista do governo Sarney!
    Reao imeadiata, a reprter de O Globo foicopu vermelha, sem o que dizer. E como eu era o reprter da TV Globo na coletiva todos olharam em minha direo, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver voc clocar est no ar! e riu...

                          Foi amaioir saia justa que j vesti, sem querer claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episdio. Confesso mque fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entend, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLTICA NO PARA AMADOR", preciso ter estmago.

                          Pensei: mesmo, poltico e reprter poltico tambm! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do brao e levei para nossa redao, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beag. 

                          Brizola foi "proftico": a entrevista, claro, no foi para o ar. Mas a fita foi gerada na ntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como que seria a reao dos formadores de opinio? E mais: reconheo que se eu fosse o dono da Globo no tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificvel ou no - no sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lio: sem sangue frio, sem tica, sem coragem de suportar saias justas no d para ser reprter, muito menos de TV.

                          Fao este registro, para dar uma fotografia da poca. Mostrar o estilo de um poltico, em um mundo sem globalizao, sem rede mundial de comunicao. De um mundo aonde o telex, sem E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rdios que eram porta-vozes das duas maiores naes do planeta eram a Voz da America, em Washington e a Rdio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histrico, que s ficou na minha memria e dos josrnalistas e polticos - muitos j mortos - que estavam naquele auditrio da Assemblia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, est nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar estria, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam s quatro canais de TV no Pas, com a Globo absolutamente na frente e, ns reprter polticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma no pequena". E a minha era grande! A nossa pacincia bem maior. Mas, valeu a pena!
                           


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    Sexta-feira, Outubro 12, 2007

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                    MEMRIAS DE UM REPRTER DE TV 
                                                                                        Joo Carlos Amaral.

                         Nas vrias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas ns estvamos l o entrevistando, como reprter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraadas, cheias de ironia que s Brizola sabia dar, ns acompanhvamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre ns, jornalistas de poltica, no deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversrios e/ou at mesmo inimigos polticos. 

                         O curioso que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matria no ia para o ar na Rede Globo. Como assim? Era o seguinte: Brizola no perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. que Brizola no conseguia esconder, e nem fazia a menor fora para esconder sua mgoa, com os Marinho, a quem ele atribuia m vontade na eleio dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da poca registrados pela mdia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleio ( verdade ou no, o que crnica poltica registrou  poca). 

                          Da, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declarao saa com um comentrio maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Ns, como reprter Poltico da Rede Globo, ficvamos de saia justa, sem o que dizer. Segurvamos firmes o microfone e no arredvamnos p, sempre com o corao na mo, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumprimos a nossa misso, j pensando: como que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mdia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo no vai por a entrevista no ar. E a, Joo Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditrio da Assemblia Legislativa de Minas. L estvamos ns. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones na mesa, lotando a frente do ex-governador Leonel Brizola. Receb a orientao s para gravar. No fazer nenhuma pergunta para no provocar nenhum dos  corriqueiros comentrios maldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a reprter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado disposiao dos reprteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como que o sr. analisa a fala do presidente da Repblica?

                         Olha minha filha - disse Brizola irnico, com sua fala arrastada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou: mesmo ele sendo o principal avalista do governo Sarney!
    Reao imediata: a reprter de O Globo focou vermelha, sem o que dizer. E como eu era o reprter da TV Globo na coletiva, todos olharam em minha direo, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver voc colocar est no ar! e riu...

                          Foi a maior saia justa que j vesti, sem querer claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episdio. Confesso que fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entend, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLTICA NO PARA AMADOR", preciso ter estmago.

                          Pensei: mesmo, poltico e reprter poltico tambm! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do brao e levei para nossa redao, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beag. 

                          Brizola foi "proftico": a entrevista, claro, no foi para o ar. Mas a fita foi gerada na ntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como que seria a reao dos formadores de opinio? E mais: reconheo que se eu fosse o dono da Globo no tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificvel ou no - no sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lio: sem sangue frio, sem tica, sem coragem de suportar saias justas no d para ser reprter, muito menos de TV.

                          Fao este registro, para dar uma fotografia da poca. Mostrar o estilo de um poltico, em um mundo sem globalizao, sem rede mundial de comunicao. De um mundo sem Internet,  E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rdios que eram porta-vozes das duas maiores naes do planeta eram a Voz da Amrica, em Washington e a Rdio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histrico, que s ficou na minha memria e dos josrnalistas e polticos - muitos j mortos - que estavam naquele auditrio da Assemblia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, est nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar histria, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam s quatro canais de TV no Pas, com a Globo absolutamente na frente e, ns reprter polticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma no pequena". E a minha era grande! A nossa pacincia bem maior. Mas, valeu a pena!
                           


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    Domingo, Outubro 21, 2007

    Daqui a um ano lanaremos o livro " Memrias de um Reprter de TV". Semanalmente vamos escrever os textos do futuro livro. Voc que acessa nosso BLOG DE NOTCIAS tem a oportunidade de ler cada pgina em primeira mo aqui no nosso espao. Confira!

                                                                                  ARTIGO ESPECIAL

                                                                 MEMRIAS DE UM REPRTER DE TV 
                                                                                   Joo Carlos Amaral.

                         Nas vrias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas ns estvamos l o entrevistando, como reprter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraadas, cheias de ironia que s Brizola sabia dar, ns acompanhvamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre ns, jornalistas de poltica, no deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversrios e/ou at mesmo inimigos polticos. 

                         O curioso que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matria no ia para o ar na Rede Globo. Como assim? Era o seguinte: Brizola no perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. que Brizola no conseguia esconder, e nem fazia a menor fora para esconder sua mgoa, com os Marinho, a quem ele atribuia m vontade na eleio dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da poca registrados pela mdia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleio ( verdade ou no, o que crnica poltica registrou  poca). 

                          Da, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declarao saa com um comentrio maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Ns, como reprter Poltico da Rede Globo, ficvamos de saia justa, sem o que dizer. Segurvamos firmes o microfone e no arredvamnos p, sempre com o corao na mo, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumprimos a nossa misso, j pensando: como que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mdia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo no vai por a entrevista no ar. E a, Joo Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditrio da Assemblia Legislativa de Minas. L estvamos ns. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones na mesa, lotando a frente do ex-governador Leonel Brizola. Receb a orientao s para gravar. No fazer nenhuma pergunta para no provocar nenhum dos  corriqueiros comentrios maldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a reprter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado disposiao dos reprteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como que o sr. analisa a fala do presidente da Repblica?

                         Olha minha filha - disse Brizola irnico, com sua fala arrastada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou: mesmo ele sendo o principal avalista do governo Sarney!
    Reao imediata: a reprter de O Globo focou vermelha, sem o que dizer. E como eu era o reprter da TV Globo na coletiva, todos olharam em minha direo, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver voc colocar est no ar! e riu...

                          Foi a maior saia justa que j vesti, sem querer claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episdio. Confesso que fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entend, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLTICA NO PARA AMADOR", preciso ter estmago.

                          Pensei: mesmo, poltico e reprter poltico tambm! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do brao e levei para nossa redao, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beag. 

                          Brizola foi "proftico": a entrevista, claro, no foi para o ar. Mas a fita foi gerada na ntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como que seria a reao dos formadores de opinio? E mais: reconheo que se eu fosse o dono da Globo no tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificvel ou no - no sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lio: sem sangue frio, sem tica, sem coragem de suportar saias justas no d para ser reprter, muito menos de TV.

                          Fao este registro, para dar uma fotografia da poca. Mostrar o estilo de um poltico, em um mundo sem globalizao, sem rede mundial de comunicao. De um mundo sem Internet,  E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rdios que eram porta-vozes das duas maiores naes do planeta eram a Voz da Amrica, em Washington e a Rdio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histrico, que s ficou na minha memria e dos josrnalistas e polticos - muitos j mortos - que estavam naquele auditrio da Assemblia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, est nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar histria, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam s quatro canais de TV no Pas, com a Globo absolutamente na frente e, ns reprter polticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma no pequena". E a minha era grande! A nossa pacincia bem maior. Mas, valeu a pena!
                           



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    Domingo, Outubro 28, 2007

    ARTIGO ESPECIAL, enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS por Wagner Gomes. Ele mineiro de Montes Claros e foi superintendente do Banco do Brasil em Minas.

                                                                        Norte de Minas:
                                                  Estariam aqui os Emirados rabes do futuro?

                                                                        Wagner Gomes


    Quando se l o noticirio mais recente, percebe-se que empresas de todo o mundo esto interessadas na construo de refinarias de biodiesel no Brasil. H menos de um ms,  o Primeiro Ministro da Itlia, Romano Prodi, firmou acordo com o Presidente Lula nesse sentido. O Brasil virou moda na bioenergia, pois detentor do mercado mais avanado do mundo, com mais de 30 mil postos de abastecimento que vendem etanol puro ou misturado com gasolina na proporo de 20 a 25 por cento do biocombustvel.  

    A partir de 2008, o Pas pretende determinar a mistura obrigatria  de 2 por cento de biodiesel no diesel comercial. Por conta de tudo isto, nosso mercado tornou-se um alvo de grandes investidores domsticos  e internacionais, nos ltimos anos. Players do porte de George Soros, Mitsui e Mitsubishi e, mais recentemente, interessados da gigante China, anunciam sua disposio de participar desse empreendimento monumental. 

    Recentemente, esteve em Minas Gerais, onde foi recebido pela Secretria de Estado Extraordinria para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, deputada Elbe Brando, e pelo Presidente do Indi, Reginaldo Arcuri, o Sr. Paul Bottril Director of Busines Development da D1 Oils Plc -, sediada no Reino Unido, acompanhado do empresrio sino-brasileiro Mike Lu da Curcas Diesel do Brasil, em visita exploratria que pode mudar o destino do Norte de Minas. Os prefeitos municipais de Capito Enas e Janaba estiveram tambm reunidos com aludidos empresrios, e puderam conhecer seus planos para a nossa regio. 

    Ambos possuem interesse especfico na obteno do biodiesel em larga escala, a partir do Jatropha curcas L, mais conhecido entre ns como pinho manso. A empresa britnica D1 Oils ( http://www.d1plc.com) necessita, a cada ano, agregar 140.000ha. de pinho manso ao seu processo produtivo, e oferece, para assegurar esse crescimento,  contratos de longo prazo para compra dessa matria prima, a quantos desejarem participar desse empreendimento. E no descarta a hiptese de investimentos na regio, caso a usina de beneficiamento que a Petrobrs se prope a montar, aqui, seja insuficiente para o escoamento da produo.  

    Desde a reunio em Kyoto de 1997, havia a recomendao das autoridades ambientais ali reunidas, para que se procurassem dirigir esforos para a substituio de fontes energticas fsseis, pelas fontes energticas renovveis. E nesse sentido, o Brasil lanou o seu programa Nacional de Biodiesel, cuja obteno pode se dar a partir do pinho manso, que j possui plantio experimental  em nossa regio, supervisionado pela Epamig e NNE Minas Agroflorestal, com apoio do Governo do Estado.  

    Outra regio que vem, em carter experimental, ensaiando seus primeiros passos para o cultivo em larga escala dessa oleaginosa a de Jales, em So Paulo, cuja infra-estrutura , sem sombra de dvidas, melhor que a nossa. L, a Universidade Federal de So Carlos mantm centro de pesquisas, j com estudos em estgio avanado sobre o pinho manso. 

    Nossa regio encontra-se diante do bonde da histria, podendo, se optar por nele embarcar, mudar radicalmente o seu futuro, fazendo daqui os Emirados rabes das fontes de energia renovvel. Creio que chegada a hora de nossas autoridades se reunirem sob os auspcios da Associao dos Municpios da rea Mineira da Adene Amans e estudarem essa perspectiva seriamente, em conjunto com os rgos de planejamento do Estado de Minas Gerais.


    A propsito, dentre as caractersticas apontadas pelos pesquisadores que distinguem o pinho manso das demais oleaginosas na obteno do biodiesel, destacam-se:

    a viscosidade do leo de pinho manso a que mais se aproxima da viscosidade do leo diesel convencional, constituindo esse aspecto grande vantagem sobre a mamona;

    est entre as oleaginosas de maior produtividade na obteno de leo (litros por hectare);

    a planta das mais resistentes a condies edafoclimticas pouco favorveis (baixa umidade, temperatura elevada);

    gera, como subproduto na obteno do leo, substrato ("torta") rico em produtos de fertilizao agrcola (clcio, fsforo e potssio). O Brasil carente em reservas de potssio;

    o pinho manso no tem, ao contrrio da soja, por exemplo, utilidade na indstria de alimentos, podendo estar seu cultivo destinado, portanto, totalmente fabricao de biodiesel. A unio europia condena a utilizao de produtos agrcolas alimentares na fabricao de combustveis. A postura da unio europia poder tornar-se uma tendncia mundial;

    trata-se de cultura permanente, que no exige, portanto, os ciclos de replantio tpicos das culturas temporrias;

    o pinho manso pode ser cultivado simultaneamente com outro produto agrcola em pequenas propriedades, viabilizando com seu rendimento, a manuteno de uma agricultura familiar. 

    Desta forma, por admitir a  coexistncia com outras culturas em pequenas propriedades, o plantio do pinho manso vem sendo considerado como atividade propcia para se desenvolver como se fora um conceito de desenvolvimento regional integrado e sustentado, em sintonia, portanto, com a preservao e equilbrio ambientais.  

    Nesse sentido, criticam-se, em contraposio, as grandes culturas como a da soja e da cana, que se constituem em monoculturas, incompatveis, portanto, com os princpios de desenvolvimento integrado e equilibrado, hoje valorizados em nvel mundial em face das ameaas que se apresentam preservao ambiental. Culturas como a do pinho manso tambm atenderiam ao objetivo de carter social de dar oportunidade de gerao de renda ao pequeno agricultor.  

    Importante ressaltar que a produo de biodiesel a partir de pinho manso encontra-se em processo de validao nos Ministrios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrrio, condio necessria para o deslanche de projetos nessa rea.


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    Tera-feira, Outubro 30, 2007

    "O PAS DE CHUTEIRAS!" Hotelaria. Repercute em BH a deciso da FIFA de conceder ao Brasil o privilgio de sediar a Copa de 2014. Hoje, o gerente-geral do CEASER BUSINESS Belvedere - fica em frente ao BH Shopping - Maarten Van Sluys enviou ARTIGO ESPECIAL ao nosso BLOG DE NOTCIAS falando do impacto da escolha do Brasil para ser a sede da Copa de 2014.

    Tenham a mais absoluta certeza que os destinos deste pas, em especial nosso segmento de negcios (turismo), ganha a partir de hoje (mrito inquestionvel de Ricardo Teixeira) a MAIOR oportunidade que j tivemos em fazer do Brasil uma potncia turstica de larga sustentabilidade.

    Agora depende de nossa capacidade organizativa, nossa capacidade poltica e uso de nossos recursos intelectuais. Sabemos receber bem as pessoas e isto j temos em nosso DNA.
    A contar de HOJE teremos milhares de minutos na mdia mundial nos quais nossos atuais aspectos negativos (como sempre foram) mas tambm positivos sero exibidos. Isto nos gerar um ganho de imagem incomensurvel.

    Digo isso pois estive em 2 copas (Itlia e Estados Unidos) e 1 Olimpada (Barcelona) e posso afirmar que, em especial no caso de Barcelona poderemos transformar para SEMPRE nosso pas como opo interessante para o turismo.

    Nossos recursos naturais dispensam comentrios. 

    No pensem que vamos ganhar por somente 30 dias (durao da Copa), vamos ter negcios desde j pois a Copa do mundo comea logo aps ser anunciada.

    Empregos, mdia, negociaes, entendimentos... Its Show time !!!

    Vamos usar deste bordo criado pelos "pais" do espetculo (os americanos) para fazer a coisa bem feita e do nosso jeito.

    Vamos ao trabalho amigos !!!

    Ainda escreverei e falarei muito sobre este tema para o qual tenho algumas teses muito consistentes.

                                                                                        Maarten Sluys,
                                                                                         gerente-geral
                                                                                  do Ceaser Park Hotel
                                                                        em Belo Horizonte - Minas Gerais.   


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    Tera-feira, Outubro 30, 2007

    ARTIGO ESPECIAL, enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS, pelo advogado tributarista Dalmar Pimenta. Confira!

                                                                   REFORMA TRIBUTRIA, UMA UTOPIA
                                                                                   *Dalmar Pimenta
    Nos ltimos 12 anos, vrias foram as propostas encaminhadas ao Congresso Nacional para realizao da Reforma Tributria. Nenhuma foi aprovada!
    Neste ano de 2007 (limiar de novas eleies) novamente um dos assuntos que vem dominando o discurso do Governo Federal , Reforma Tributria. Na verdade, com este discurso de "Zeca Loreno" o Governo Federal quer aprovar a emenda constitucional que prev a prorrogao da vigncia da CPMF e a desvinculao de 20% da arrecadao federal.
    Esta a verdadeira Reforma Tributria do Governo Federal. O resto mera utopia.
    Fato que o prprio Governo Federal reconhece, atravs do Secretrio de Poltica Econmica do Ministrio da Fazenda as dificuldades em se realizar a to sonhada e esperada Reforma Tributria ao dizer que: "o que queremos desburocratizar o sistema tributrio e, como conseqncia, aumentar a base de contribuintes". Tenham pacincia, isto Reforma Tributria????
    Como diz o Prof. Jos Souto Maior Borges, "enquanto existir este monstrengo chamado ICMS, vamos continuar a fazer remendos na legislao tributria". O grande problema do ICMS que ele de competncia dos Estados. So 27 legislaes diferentes e que concorrem entre si. Acabar com esta "balburdia" sim, realizar uma Reforma Tributria.
    Mas onde est a fora do Governo Federal para alterar este quadro? Infelizmente, para realizar a Reforma Tributria haver que ter o apoio de todos os Governadores, pois, afinal, somos uma Federao.
    O Governo Federal tambm reconhece (pelo menos nos discursos) a necessidade de uma reforma do sistema tributrio nacional, pois sabe que a nossa carga tributria bem superior a carga tributaria de outros Pases com economias similares que do a seus sditos um melhor retorno em questes fundamentais como sade, educao, infra-estrutura e saneamento bsico.
    Porm, teme em concordar com mudanas que possam colocar em risco o atual patamar de arrecadaes sucessivas. No se v um esforo claro e organizado para se alterar o atual cenrio.
    Entretanto, para no se imiscuir de sua obrigao, elabora, incentiva a discusso e encaminha projetos para o Congresso Nacional, com o nico objetivo de dizer sociedade tomou as iniciativas e apoiou as reformas, mas, o Congresso.... os Governadores....os Prefeitos. o velho novo ditado: "se collar, collou".
    Lembrem-se, que o ltimo projeto de reforma tributria proposto pelo Governo Federal, aps longos e insistentes debates resultou apenas e to somente na prorrogao da desvinculao da rendas da Unio (DRU) e da safada da CPMF.
    A parte do projeto que visava a efetiva reforma do sistema constitucional tributrio soou como verdadeiras palavras "jogadas ao vento".
    No nos iludamos mais uma vez! Na verdade, com esta nova proposta, querem apenas prorrogar a CPMF.
    Ingnuos so aqueles que acreditam ainda em uma Reforma Tributria.
    Acordem!!! Por favor, acordem!!!
    Reforma Tributria no mantm os cartes de plstico do Governo Federal (bolsa famlia, bolsa escola, etc.etc.). O que mantm este absurdo que vem criando uma verdadeira "bolha assassina" de endividamento das classes menos favorecidas a CPMF. Esta a verdadeira Reforma Tributria do Governo Federal.
    Tanto isto verdade que o Min. Guido Mantega j enviou o recado de que no havendo prorrogao da CPMF o Governo ser forado a aumentar tributos. A contrario sensu, porque no disse que realizaria a Reforma Tributria.
    Pelas entrelinhas da fala do Senhor Ministro, o Governo Federal quer dizer que no tem a menor inteno de reduzir de maneira significativa, no curto prazo, o tamanho da carga tributria que ns brasileiros pagamos. Traduzindo para o portugus: No haver Reforma Tributria.
    Novamente o antigo discurso da Reforma Tributaria se repete.
    Pensar em uma efetiva e real Reforma Tributria que reduza carga e simplifique o sistema utopia.
    Aprovada a prorrogao da CPMF, que com o Congresso Nacional que temos hoje, com certeza no h duvidas de sua aprovao, o Governo Federal vir com o velho discurso de que est fazendo o possvel, mas o Congresso... os Governadores.... os Prefeitos..., mas, porm, prorrogando e criando novos mecanismos que propiciem o aumento de sua arrecadao.
    No de se estranhar se a reforma tributria to desejada pela sociedade nunca sair do papel (se que ela exista no papel). Neste cipoal de normas que se tornou a legislao brasileira, necessitamos antes mudar a mentalidade de nossos governantes. Na verdade, o Brasil precisa rever toda a sua cultura tributria.
    O Grande jurista Jos Souto Maior Borges j dizia que: "Esperamos a reforma tributaria como se ela fosse instaurar o paraso na terra. No entanto, se for ver a essncia das propostas apresentadas, sempre aumento da carga tributria".
    Est cada vez mais evidente que a proposta do Governo Federal manter os supervits primrios, objetivando no assustar os investidores e, correndo na paralela, garantir as verbas necessrias para execuo do PAC e ampliar recursos para investimentos nos decisivos anos eleitorais que se aproximam atravs de seus programas sociais (bolsa famlia, etc. etc.).
    Em vista de tudo isto, brasileiros, melhor esquecermos de vez este sonho de Reforma Tributria e pensarmos em como rechear nossas burras para pagar a CPMF.
    Tambm ns em nossos devaneios, somos de opinio e qui tambm seja a de nossos Governantes, que estamos no melhor momento para se realizar uma Reforma Tributaria estruturada e com mudana de mentalidade, pois estamos com a economia e a arrecadao em vertiginosa expanso, sem que o Governo corra o risco de perder receita. Vamos ansiosamente aguardar!
                                                                                        Dalmar Pimenta
                                                                * Advogado tributarista em Belo Horizonte,
                                                                   scio do escritrio DALMAR PIMENTA 
                                                                         ADVOGADOS ASSOCIADOS.


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    Segunda-feira, Novembro 5, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo consultor empresarial, o mineiro de Montes Claros, Wagner Gomes. Ele foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Para PENSAR!


                                                                                Um amor do outro mundo 
                                                                                        Wagner Gomes                                                 
                            

    Sempre que me assalta a dvida se existe vida aps a vida, e pelo significado enigmtico e simblico, me lembro de um artigo do Professor Jos de Souza Martins - professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia na USP, publicado, h tempos, no "O Estado de So Paulo" e intitulado "ltimo Adeus", que se referia a uma escultura de Alfredo Oliani.
    O que me chamou a ateno, alm da histria, foi a foto de autoria de Srgio Castro, que ilustra a reportagem, retratando o conjunto escultrico ltimo Adeus, que est fincado no Cemitrio de So Paulo, logo  direita de quem entra pelo porto principal, na Rua Cardeal Arco Verde. Ali se localiza o tmulo de Antnio Cantarella, falecido prximo ao Natal de 1942, com 65 anos, e de sua esposa Maria Cantarella, dez anos mais nova, que somente veio a falecer em 1982.
    De uma ternura dilacerante, a escultura de Oliani foi descrita pelo Professor Jose de Souza Martins, como sendo uma das nossas mais finas e mais belas representaes da dor da separao, pois a nega na intensidade carnal do encontro entre um homem e uma mulher. Ainda nos dizeres do professor, o motivo principal do conjunto escultrico de Oliani uma comovente expresso de sentimento de amor na vida dos dois. Um homem atltico, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela, para beij-la.
    Ela est morta. A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentido profundo de sua unio com o marido, reconhecendo-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela prpria morta sem a companhia dele. No reluta na confisso de sua paixo.  A relao se inverte: a viva declara-se morta e declara o marido de seu imaginrio conjugal ainda vivo e no seu pleno vigor. A extraordinria beleza do tmulo do Casal Cantarella est na eloqente recusa da anulao do corpo e da sexualidade pela morte, e na comovente declarao de amor sem disfarce, de Maria por Antnio, o Antonino, o Nino.
    Por curiosidade, li os dizeres ali inscritos, que traziam essas informaes: " Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto. Tributo de Maria" e "Aqui repousa Maria Cantarella ao  lado de seu inseparvel e amado esposo". Isso me fez lembrar do autor Achille Campanile, que brincava com a morte em seus textos, dela extraindo momentos cmicos, mas tambm de ternura. Creio que, sob sua viso, Maria Cantarella, ao perder o amado, internalizou a sensao de que ele viveria por todo o resto de sua eternidade.
    Quando Maria morreu, pensava-se que sua morte colocaria um ponto final naquela histria, dissolvendo o encantamento daquele amor. Mas que nada, tornou-se um elemento mstico e lendrio na famlia, que ajuda a divulgar a crena, erigida no sangue que perderam, que aquele amor cresceu e fortificou, sobrepondo-se prpria morte.



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    Segunda-feira, Novembro 5, 2007

    Artigo Especial enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo jornalista e dramaturgo mineiro WESSERY ZAGO.

    Cartas ao Rei uma crnica escrita pelo jornalista Wessery Zago que assina com o pseudnimo lord Vasco Romano do Atade (Marqus do Abaet). Em cartas ao Rei o jornalista narra ao Prncipe Charles e Camila Paker os acontecimentos semanais no Brasil.


    Contato: 31 93424832



                                  Cartas ao Rei


    Senhor meu Rei,


    Senhor meu Rei,

    Senhor meu Rei,

    Do equidistante - e nem por isso menos seu - reinado de plancies e serras do sudeste do pas, transcrevo, novamente, os ltimos acontecimentos dessa terra - onde se plantando tudo d - e aproveitando a oportunidade que este humilde sdito de pele branca, corpo esguio, cabelos louros e olhos de cor prxima esmeralda tem, para lhe fazer um apelo.

    Primeiramente, espero que esta - que lhe escrevo de prprio punho - , o encontre bem e com sade. Rogo Deus que seu reino continue em pleno funcionamento e suas capacidades fsicas e morais permaneam em atividade.

    Alteza! com o corao partido, n na garganta e tristeza nos olhos - que parecem ter perdido um pouco do brilho no olhar - que vos digo que os homens dessa terra no tem mais respeito pelo seu prximo. Tudo, Alteza, por causa de dinheiro

    Vossa Alteza no vai acreditar mas, esses vossos escrupulosos sditos esto envenenando o leite brasileiro. Soda custica e acetona so incorporados ao principal alimento das crianas, dessa vossa provncia, simplesmente para alterar o prazo de validade do produto.

    Sei que essa notcia lhe abater a alma mas, infelizmente meu Rei, imploro que perdoe-me pela insolncia de expor minha opinio e minha viso pessoal do que meus olhos captaram: "acredito poderoso Rei que os derivados desse precioso "ouro branco" , tambm, estejam contaminados".

    Tento de todas as formas defender - com vontade, orgulho, unhas e dentes - esse vosso povo. E parece-me que toda minha angstia sentida, transforma-se em raiva e, minha vontade de enfiar com voracidade as mos nos peitos desses animais e arranca-lhes seus coraes que, ainda pulsando, passa eu esmag-los sem qualquer piedade.

    Este humilde, distante e no menos apaixonado sdito, em sua v percepo, conta-lhe que mantem-se calado e esperanoso, por compreender as dificuldades pelas quais esse seu povo passa no momento.

    Os dias so difceis, complicados e atribulados e com o anncio do aumento do gs brasileiro e uma nova promessa de soluo definitiva do apago areo por parte de do ConselheiroNelson Jobim, acredito que no auge de sua sabedoria real se assustar ao saber que nada se poder fazer para abrandar o sofrimento desse seu povo.

    Recebi sua carta informando-me sobre a internacionalizao do lcool brasileiro. Vossa Alteza tem mesmo razo: "a construo do alcooduto entre a provncia de Paulina (condado de So Paulo) e a provncia de Senador Canedo (condado de Gois) passando pela provncia do Uberaba uma obra fundamental para levar o combustvel at o porto e export-lo ao Japo e outros reinos, como nossa querida Inglaterra". Acredito Senhor meu Rei: "em 2011 o lcool brasileiro ganhar o mundo".

    A Copa do Mundo de 2014 ser mesmo aqui. Imploro Vossa Alteza que convide o Rei Pel.

    As boas novas, ainda, so as chuvas.

    Senhor meu Rei! Termino meu relato aqui, deixando-o com a certeza de que o amor de seu sdito e a vontade de ver vossa Alteza e Camila continuam vivas e sempre presentes, pois conto-lhe apenas o que v, presenciei e, como seu sincero e sempre servo, achei por bem narrar.


    Deus salve o Rei;


    De seu servo do Sudeste;

    Deus salve o Rei;


    De seu servo do Sudeste;

    De seu servo do Sudeste;


    Lord Vasco Romano do Atade

    Marqus do Abaet!

    Lord Vasco Romano do Atade

    Marqus do Abaet!

    Marqus do Abaet!



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    Quarta-feira, Novembro 21, 2007

    ARTIGO ESPECIAL. Vem do nosso amigo, Wagner Gomes, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. E mineiro de Montes Claros.

                                                                                    O PODER E O SONHO
                                                                                           Wagner Gomes
    Domingo, dia 07 de outubro, assisti em Montes Claros a uma cerimnia bem significativa. Tratava-se da beno das novssimas instalaes da Concessionria Honda, em estilo futurista e arrojado, espelho da mentalidade de seu idealizador.

    E enquanto o Padre Joo Batista cumpria o ritual litrgico, quatro palavras por ele citadas em seqncia me trouxeram lembrana toda a trajetria do Paulo Csar Mota Santiago: "caminho, vida, verdade e ressurreio".

    Cenas como o seu comeo - um pequeno negcio na rea de revenda de carros usados - trinta e trs anos atrs, creio eu, passando por sua evoluo lenta e gradual, quando comprou a boate Cogumelos e a transformou no eixo de sucesso Tropiclia-Roda Viva. Naqueles tempos, Nydia, sua esposa, o acompanhava pelas madrugadas, apoiando decididamente o Rei da Noite Montes-clarense, que se desdobrava como anfitrio, para atender uma clientela que foi transformada em grandes amigos.

    Essa mesma Nydia, que nos mostraria, mais tarde, o sereno comportamento de uma grande dama, no enfrentamento de crises, somente vencidas com a cumplicidade de seu companheirismo e demonstrao explcita de imensos laos de ternura. Sentindo seus horizontes limitados, Paulo Csar resolve enfrentar novos desafios. Em 1987 se muda para o Rio de Janeiro, l fincando, com garra e coragem, os pilares de uma pequena empresa especializada na intermediao e vendas de carros, novos e usados, cujo negcio foi prosperando. Era o incio efetivo de um caso de sucesso. Aquilo que os americanos denominam de "self made man".

    Em sua trajetria, apia o seu irmo rlen Santiago na carreira poltica. Este, por sua vez, com sua personalidade peculiar, ao contrariar alguns interesses, provoca iradas manifestaes de rancor, onde alguns chapas-brancas - que se julgavam Dons Quixotes de lugar nenhum -, tentaram corromper ativamente os fatos, transformando vtimas em alvos de uma conspirao de algo que jamais existiu.

    Por volta de 2000, os irmos Santiago enfrentam um perodo doloroso, onde gritava o silncio dos amigos, e as noites passavam sem que o sono chegasse. E ao raiar um novo dia, com ele vinha uma nova dor. Ao imitarem a trajetria clssica do heri mitolgico que desce ao limbo e volta para refazer a sua histria, ambos conseguem enriquecer suas prprias biografias fazendo com que suas convices e suas verdades desarmassem cada armadilha que encontraram. Claro que tudo aquilo poderia influenciar, negativamente, os negcios. Foi preciso fora e determinao para fazer com que aqueles percalos se transformassem em estmulos para novas conquistas.

    Lembro-me de, naquela poca, ter telefonado ao Paulo Csar para lhe transmitir minha solidariedade e, sobretudo, minha amizade. Dele, ento, ouvi: "jamais eu decepcionarei um amigo meu". Dito e feito. Paulo Csar, qual fnix, ressurgiria mais forte e destemido, tornando-se um empresrio de grande sucesso, enquanto rlen Santiago obteria estrondosa votao, sendo eleito Deputado Estadual, cargo a que foi reconduzido sucessivamente, desde ento. No ltimo pleito, por exemplo, obteve a maior votao da histria de um Deputado Estadual pelo Norte de Minas. J PCS sempre abraou as causas sociais, e utilizando-se de seu prestgio pessoal, ajudou a promover shows beneficentes em prol de vinte e cinco instituies filantrpicas de Montes Claros.

    Artistas renomados como Roberto Carlos, J Soares, Chico Ansio, Tom Cavalcanti e outros, aqui aterrissaram a seu convite e reuniram multides, cuja renda proveniente dos espetculos minorava o sofrimento dos menos favorecidos. Essa sua permanente preocupao com o aspecto social fez com que, recentemente, a Casa de Sade Santa Bernadete, que abriga pessoas carentes acometidas de cncer, passasse a ser beneficiada com um por cento do montante dos produtos e servios contratados junto aos seus fornecedores, durante a construo da Pirmide Veculos.

    Na cerimnia da beno das instalaes da Concessionria Honda, ouvi, com ateno, seu scio gestor dizer que sua motivao era buscada em modelos e casos exemplares de superao, citando Herbert Viana e o fenmeno Ronaldo. Falou de sua alegria pelo recorde na construo fsica das belssimas instalaes recm-inauguradas e da surpresa que isso provocou aos executivos da Honda.

    Emocionou-se e emocionou-nos ao falar em seu intento de adotar a praa em frente concessionria e que leva o nome de seu pai. Seu projeto empresarial no ramo automotivo, revelou-nos naquela oportunidade, abriga, hoje, quatorze familiares comprovadamente capazes, respaldando os seus valores de raiz. E conclama aos demais para que dele se aproximem. Tambm, em sua fala, expressou sua vontade de realizar algo maior, sua determinao em superar os limites, de alcanar o topo, e de quebra demonstrou seu imenso amor sua terra ao se manifestar sobre suas preocupaes com os rumos da gesto do municpio.

    Esse o retrato de Paulo Csar Mota Santiago, amigo de todos os amigos, que no se importa com a condio social, fama e prestgio de cada pessoa que conquista sua simpatia. A todos eles abre sua residncia e escancara o seu corao, com igual desprendimento. Mas passou despercebido ao nosso PCS, talvez pela sua humildade, que assim como Herbert Viana e o fenmeno Ronaldo, ele tambm se tornou um exemplo de superao a ser seguido, por todos ns, como fonte de motivao.



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    Quarta-feira, Dezembro 5, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS por Wagner Gomes, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Ele mineiro de Montes Claros no norte de Minas.

                                                                 SUSTENTABILIDADE: UM NOVO TEMPO

                                                                                        Wagner Gomes

    Um termo novo, aliado a uma prtica que passa a ser exigida pela conscincia de toda a coletividade, comea a eclodir pelos quatro cantos do planeta. Refiro-me ao desafio do crescimento econmico sustentvel, cuja prtica pode ser entendida como aquela que atende s necessidades da gerao atual, sem gerar um passivo ambiental para as geraes que nos sucederem.
    Ou seja, os resduos resultantes dos processos produtivos devem ser tratados, de tal forma que o ecossistema no sofra uma degradao contnua, como hoje, ainda, vem ocorrendo.
    Se olharmos todo o passado da humanidade, e pudermos visualizar a montanha de lixo produzida, em toda sua plenitude, capaz de gerar, a um s tempo, desastres ecolgicos com ameaas preservao de espcies, degradao do oxignio via extino de reservas florestais e poluentes jogados na atmosfera, iremos verificar que o quadro aterrador.
    O mundo perdeu uma boa oportunidade de dar a importncia merecida ao debate desse tema, quando na eleio americana um de seus principais defensores, o ambientalista Al Gore, foi derrotado pelo atual Presidente Bush, cuja irresponsabilidade ambiental beira a raia da loucura. Estimular que esse conceito seja absorvido pelo mundo empresarial e produtivo passa a ser imperioso por parte dos consumidores atentos ao nosso compromisso com o futuro.
    No se trata de iluso a formao de uma conscincia coletiva, pois de alguma maneira temos que criar situaes que modifiquem o ambiente de negcios das empresas. Elas devero, em um futuro bem prximo, abrir mo da busca desenfreada da lucratividade, para destinar parte do que arrecadam a aes que visem conferir, ao planeta, anticorpos a esse processo degenerativo que o corri.
    E os reflexos causados por essa irresponsabilidade, ampla e irrestrita, do processo produtivo, j podem ser mensurados. Na capital do poderoso estado de So Paulo, por exemplo, como fruto da poluio do ar, a mdia de vida j inferior, em dois anos, mdia nacional. Essa mesma conscincia coletiva dever estar atenta no processo eletivo de nossos governantes.
    O grande entrave que hoje se verifica a falsa premissa que orienta nossos executivos na hora da formulao das estratgias de longo prazo das empresas: "se for adotada uma poltica de sustentabilidade, que valor poderia vir a ser agregado ao produto"?
    A resposta, de imediato, tende para minimizar o lucro. No entanto, quando o mundo tiver conscincia de que se est matando, o boicote aos produtos, frutos de tamanha insensibilidade, provocar grandes falncias em organizaes poderosas. Interessante notar como as empresas do ramo petroqumico, papel e celulose, siderurgia, dentre outros, j esto a demonstrar o seu engajamento e sua busca de interagir com a populao da rea em que atuam, visando melhoria scio-ambiental.
    Ou algum duvida que a Vale do Rio Doce existiria, ainda hoje, caso no destinasse populao parte de sua receita em medidas que visaram reverter o estrago que provocou? Portanto, a perenidade das empresas passa pela adoo sistematizada do processo de sustentabilidade.
    O tema to importante, e to atual, que o Oitavo Congresso de Governana Corporativa promovido pelo Instituto Brasileiro de Governana Corporativa a ele se dedicou, no perodo de 12 a 13 de novembro de 2007. E ao participar desse Congresso pude perceber que nossas grandes empresas, ali representadas, comeam a ter noo das responsabilidades socioambientais que lhe sero cobradas.
    Ainda que sejam motivadas mais pela convenincia do que pela convico, acredito que, em breve, essas prticas se tornem corriqueiras em nossas corporaes. As empresas, doravante, atravs de seus Conselhos de Administrao, devero dirigir, para garantir o futuro de seus negcios, esforos no sentido de equilibrar as metas estabelecidas aos impactos causados no meio ambiente, com o fito de minimizar a resistncia da sociedade em que atuam.
    Essa postura, mais que um diferencial mercadolgico, dever balizar a estratgia dos negcios. Devemos estar atentos para que esses novos tempos sejam, efetivamente, implantados. E que no nos deixemos enganar pelas falsas aparncias, geradas pelo marketing barato de quem tenta se aproveitar dessa nova onda.
    O Professor de Polticas Pblicas da Universidade de Columbia, em New York, Geoffrey Heal lana, usando o sentido figurado da clivagem, sua viso categrica e abalizada sobre o tema: "A conservao ambiental, tradicionalmente justificada em base moral e tica, deve ser vista como uma vitria econmica".











    Comentrios

    #1. Ana Clarice - (annaclarice@hotmail.com)
    Um artigo muito bem escrito, claro, objetivo, sobre um tema de relevante importncia merecendo uma grande divulgao
    #2. Polati - (Antonio Polati)
    Wagner, muito oportuno e importante o seu artigo. Gostei muito. A conscientizao de todos a nica opo para revertermos o quadro atual.
    Parabns,
    Polati
    #3. Armando Simoes - (Armando Simoes)
    Wagner,
    Gostei muito. Na 2a. feira passada, participei no Rio
    de interessante seminrio sobre "ecoeficincia" e a
    linha geral foi bem semelhante do IBGC e sua.
    Parabns.
    Abrao.
    Armando Simes#
    4. Erico Furtado - (ecfurtado)
    Caro Wagner,
    Excelente esse seu artigo sobre a questo do crescimento econmico sustentvel. Voc captou e transmitiu aos seus leitores, de forma clara e precisa, o sentimento que prevaleceu, nos painis e debates, durante todo o Congresso do IBGC, realizado em So Paulo. Parabns!
    Abraos, rico
    #5. Ricardo Salerno - (ricardo.salerno)
    Wagner,
    Parabns pelo artigo! Alm de muito bem escrito, trata de um tema da maior relevncia. Outro detalhe importante que sua abordagem no foi romntica nem catastrfica. Foi objetiva e realista.




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    Tera-feira, Dezembro 11, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS, pelo conselheiro empresarial, WAGNER GOMES, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Ele mineiro de Montes Claros no norte de Minas e atua, principalmente na consultoria empresarial, em So Paulo. Vale ler o ARTIGO ESPECI(AL escrito poe ele, que bem poderia ser titulado como "Trocando em Midos". Confira!

     

    ARTIGO ESPECIAL

         Economia: Investment grade X Speculation Grade




     
                                                                   Wagner Gomes



     



     

    Quando se olha o noticirio econmico, nota-se o emprego de uma linguagem tcnica e rebuscada, para explicar um movimento relativamente fcil, que os economistas teimam em torn-lo de difcil compreenso.
    Afinal o que representa essa classificao e qual a razo de sua importncia? O chamado grau de investimento o reconhecimento, por parte de agncias de classificao de risco de crdito (Moodys, Standard & Poors e Fitch, so as principais), de que um pas tem probabilidade baixa de no honrar sua dvida pblica.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao. Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos.
    Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de default.
    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel.
    A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno. Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.). Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor.
    Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%. Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como Status de Investiment Grade.
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas.
    A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos. Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura.
    E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia. Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA.
    E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos. Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008.
    O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.
    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.
    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.
    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.



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    Tera-feira, Dezembro 18, 2007

    ARTIGO ESPECIAL. Foi enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo executivo WAGNER GOMES, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Hoje ele conselheiro empresarial, e dos bons. Vale ler o artigo dele - que poderia ter o ttulo "TROCANCO EM MIDOS". Confira!


                                                    Economia: Investment grade X Speculation Grade

                                                                               Wagner Gomes

    Quando se olha o noticirio econmico, nota-se o emprego de uma linguagem tcnica e rebuscada, para explicar um movimento relativamente fcil, que os economistas teimam em torn-lo de difcil compreenso. Afinal o que representa essa classificao e qual a razo de sua importncia?

    O chamado grau de investimento o reconhecimento, por parte de agncias de classificao de risco de crdito (Moody's, Standard & Poor's e Fitch, so as principais), de que um pas tem probabilidade baixa de no honrar sua dvida pblica. Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".

    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao.

    Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel. A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

    Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos
    uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008. O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.


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    Sexta-feira, Janeiro 4, 2008

    Economia...Economia...decifra-me ou te devoro!

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS,
    pelo conselheiro empresarial, WAGNER GOMES,
    que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas.
    Ele mineiro de Montes Claros no norte de Minas e atua, principalmente, na consultoria empresarial, em So Paulo. Vale ler o ARTIGO ESPECIAL escrito por ele, que bem poderia ser titulado como "Trocando em Midos". Confira!

     

    ARTIGO ESPECIAL

    Economia: Investment grade X Speculation Grade   
    Wagner Gomes

    Quando se olha o noticirio econmico, nota-se o emprego de uma linguagem tcnica e rebuscada, para explicar um movimento relativamente fcil, que os economistas teimam em torn-lo de difcil compreenso.

    Afinal o que representa essa classificao e qual a razo de sua importncia? O chamado grau de investimento o reconhecimento, por parte de agncias de classificao de risco de crdito (Moody's, Standard & Poor's e Fitch, so as principais), de que um pas tem probabilidade baixa de no honrar sua dvida pblica.
     
    Basicamente, as agncias classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulao. Enquanto no primeiro o risco de crdito muito baixo ou inexistente, no segundo, esto confinados os pases em que existe um maior risco de crdito, com maior probabilidade de no honrarem seus compromissos.

    Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beio ou calote) pelo pomposo nome de "default".
    Qualquer pas considerado como detentor de grau de investimento portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captao de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. como se fora um premio concedido aos pases que primam pela conduo de uma poltica econmica responsvel.

    A possibilidade de que essa classificao seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno. Estamos, de fato, muito prximo de alcanar essa classificao, j que todos os indicadores de solvncia tm apresentado melhoria sensvel nos ltimos anos (trajetria cadente de endividamento, elevao das reservas internacionais, melhora na composio do endividamento, etc.).

     Com a recente reviso da metodologia de clculo do PIB essa percepo se evidencia, ao constatarmos uma alterao em todas as variveis que eram expressas como percentagem desse valor.

    Com essa nova metodologia, no caso da dvida pblica, a razo dvida/PIB de 2006 que estava em 50%, recuou para perto de 45%. Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agncias de classificao de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o Pas quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".

    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficincias histricas que ainda precisam ser superadas.

    A precariedade das contas pblicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma poltica consistente de conteno de gastos, se torna o primeiro dos gargalos. Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatrio que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor eltrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura.

    E o que dizer da nossa justia, lenta, sonolenta e paquidrmica? Tudo isso reconhecido pelo prprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltaro recursos energticos suficientes para qualquer projeto de expanso em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logstica, em nosso Pas, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparao angustiante: 60% de nossa carga transportada rodoviria, contra 26% nos EUA.

    E o que mais preocupa que a idade mdia de nossa frota de caminhes de vinte anos. Enquanto o Brasil investiu, nos dois ltimos anos US$ 3,6 bilhes para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China est investindo US$ 70 bilhes de 2006 a 2008.

    O sistema porturio, tambm precisa, urgentemente, alm de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeam nomeaes polticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange precariedade dos acessos rodovirios e ferrovirios.
     
    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas reas poltica e tributria, se implementadas, podero agregar condies que nos conduziro, em futuro no muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.
     
    Ainda poderamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na rea da educao, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revoluo silenciosa, para realmente nos sentirmos cidados que caminham para o primeiro mundo
    .
     
    Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele vir em 2008, h que se tratar com a devida importncia todas essas questes, para que o imenso sacrifcio a ns imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estgio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equao capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases slidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizar como uma grande potncia.









        Comentrios

    #1. Roberto Martins - (robema@bol.com.br)
    Prezado blogueiro Joo Carlos:
    Finalmente, algum de bom senso e boa prosa consegue nos explicar algo dessa natureza, sem rabuscar no economs. Simples, objetivo e direto. Parabns ao articulista. Alis, no entendo porque a grande mdia no o contrata de imediato. Daria show nesses comentaristas que no sabem o que dizem por ai... Parabns a ambos. O blog se engrandece com coloboradores dessa magnitude.
    Atenciosamente,
    Roberto Martins

    #2. Benjamim Araujo - (baraujo@prover.com.br)
    Sou leitor assduo de suas magnficas, soldas, centficas e inteligentes matrias. Fao delas importantes referncias em em minhas escritas.

    Sou sempre seu aprediz.

    #3. Marcelo Reis - (Email no informado)
    Todo esse enredo dissecado, constitui em interao com o leitor. Enquanto alguns escrevem para si, o Wagner Gomes d aula de simplicidade, escrevendo para o povo. A iluso de quem se sente especialista se desfaz diante da singeleza desse texto.
    Foge do enfoque cientificista, nos oferecendo a oportunidade de pensarmos de maneira simples. No existe assunto rido para esse promissor analista da cena econmica. Parabens a ele e ao blog por nos propiciar tudo isso que nos tras ao debate e
    tambm a necessidade de uma viso mais simples do mundo, priorizando a inteligencia efetiva e no a artificial. J era hora de encerrarmos a viso de mundo dos deterministas que deixam de fora vrios aspectos ou ngulos de quem quer entender o ambiente, a sociedade ou a histria, sem que lhes sejam impingidas vises completas e fantsticas. Valeu pela lio de humildade e de respeito ao leitor.
    Marcelo Reis

    #4. Sant'Ana - (sanntana@oi.com.br)
    Joo Carlos,
    Todos os seus leitores agradecemos a oportunidade desta aula de economs em linguagem humana. O Wagner tem dois dons inigualveis:
    a facilidade de expresso associada a enorme competncia e a grande presena de esprito misturada com um incomparvel senso de humor.
    Parabns ao Wagner pelo artigo e a voc pelo acolhimento.
    Sant'Ana = BH
















    #5. Ozanam Godoy - (ozanam@uaivip.com.br)
    Sem dvida, jornalista Joo Carlos, a insero de comentrios de Wagner Gomes, enriquece imensamente o seu blog.Wagner, amigo e colega, sempre foi autamente competente, eis porque chegou Superintendncia do Banco do Brasil. Parabens para vocs dois.
    #7. Rigueira - (Alvimargr@yahoo.com)
    Adoro comentrios simples e objetivos sobre Economia, coisa rara de se ver. No caso presente, li e entendi com facilidade.Parabens Wagner pela autoria;parabens Joo Carlos, pela divulgao.

    #8. Bruno Davis - (Email no informado)
    Muito bom... impressionante como todas essas coisas so faladas quase diariamente e ainda assim nada sai do papel!!!
    Um abrao,
    Bruno
    #9. Polati - (Email no informado)
    Muito bom Wagner. Voc est no nvel dos melhores comentaristas. Vai em frente, que uma hora vo lhe descobrir.
    Um abrao,
    Toninho
    #10. Jos Emilio Afonso - (zeemilioafonso@yahoo.com.br)
    didtico e coloca todos entendendo de economia e suas consequncias. Mas se tratando de Wagner, no surpreende pois esse crak. V em frente grande moquense.

    #11. Rogrio Sottili - (Email no informado)
    Prezado Wagner,
    Parabns pelo artigo. Agregaria apenas uma sugesto e uma dica de leitura: a sugesto que, apesar da grande demanda em termos de infra estrutura, o importante que agora, pelo menos, temos uma poltica que aponta na busca de atender este problema: o PAC. Mesmo que possa ser questionado quanto a sua eficcia (se dar conta ou no de toda a demanda). evidente que uma demanda repremida de mais de 50 anos, no sero apenas com cinco ou seis anos que ir promover a infra estrutura necessria, mas a existncia dessa poltica j um indicador altamente positivo. Quanto a dica de leitura, trata-se do artigo da Mil villella, na Folha de So Paulo de hoje, pgina 3. Ela fala exatamente sobre educao, chamando de revoluo o que est sendo feito, o que vai ao encontro da sua legtima preocupao com relao a educao, tb abordado no seu artigo.
    um grande abrao
    e que venha 2008.
    rogerio sottili




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    Segunda-feira, Maro 10, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pela especialista em Meio Ambiente, MADALENA BAHIA CASCO. Vale conferir!

    Quando a chuva chega...
    by *Madalena Bahia Casco.

    A humanidade, feito suicida, emporcalha aquilo que a principal condio biolgica para a sua sobrevivncia - a gua.
    A situao pode ser vista nos crregos e em cursos d'agua que abastecem as cidades.
    O lixo acumulado faz com que as enchentes se avolumem e a tudo carreguem.
    O povo clama contra a natureza...
    Ali um caminho que se acidenta e a carga txica e poluente vai para o curso d'agua, outras vezes so as barragens de contenso das mineradoras que no suportam os volumes nelas contidos e saem arrastando tudo.
    De que adianta manuteno em bocas de lobo se a populao comporta-se como se a Educao Ambiental e a Gesto Ambiental atuassem em projetos apenas para os estudiosos, ou quando ha necessidade imperativa para cumprir com as exgencias da legialaao.
    Nosso Brasil, de tantas riquezas contemplado de norte a sul com a desfaatez do cidado,que por isso mesmo vem passando por situaes de calamidade quando as chuvas acontecem.
    Hoje as populaes urbanas se encontram equiparadas, no sofre somente o morador em reas de risco, sofre o cidado. Nas ultimas chuvas vimos carros das mais variadas marcas sendo varridos como brinquedos pelas guas, casas inundadas, barro entrando por todos os lados, muros de arrimo no cho, perdas da vida e dos bens.
    Todos os anos a mesma situao, o que feito apenas minimiza o evento.
    A primeira e mais importante questo saber como utilizar-se dos instrumentos ambientais para evitar-se tais situaes.
    A primeira e mais importante resposta, impressionante e assustadora, que a grande sujeira que muitas vezes se tenta esconder debaixo do imenso tapete de gua fruto da falta de conscincia.
    A formao do mega-entulho, de garrafas e sacos plsticos, lixo a revelia e inadequado para a gua, atribuda a dois fatores combinados: ao humana e ao da natureza.
    Um quinto dos resduos foi jogado por quem se diz consciente e inclui itens como carcaa de animais, bolas de futebol, carcaa de geladeiras, foges, colches, garrafas e sacolas plsticas, restos de material de construo e outros. O restante veio da terra, levado pelas enxurradas, causando o assoreamento do rio que sobe e arrasta tudo.
    De acordo com o Programa Ambiental da ONU, detritos de plstico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos rios e oceanos. Estima-se que 46 mil peas de plstico provoquem anualmente a morte de mais de um milho de aves, peixes e de outros 100 mil mamferos. Seringas, isqueiros e escovas j foram encontrados no estmago desses animais depois de mortos.
    A fiscalizao para evitar agresses ao meio ambiente em geral costuma ser fraca,
    e mais frgil ainda a fiscalizao que deveria proteger os recursos hdricos, por falta de pessoal.
    Uma vez boiando nos crregos e rios os resduos passam a ser sujeira sem dono - como ponta de cigarro na rua. Ainda que se saiba a sua procedncia, impossvel responsabilizar culpados.
    A fiscalizao terica e ineficaz, tcnicos capacitados se encontram desempregados, os concursos contemplam poucos profissionais, quantidade insuficiente para a demanda...
    E assim, de enchente em enchente, o Pais tenta ir em frente!

    *Madalena Bahia Casco especializou-se na UFMG
    em Gerenciamento de Recursos Hdricos Urbanos
    e na FUMEC em Gesto Ambiental.












        Comentrios

    #1. ana cristina - (anacristinaum@hotmail.com)
    Adorei seu artigo. Tudo q vc tiver relacionado pode me enviar, vou adorar.Parabns!!!
    Eu fiz o meu trabalho final de graduao em arquitetura em um edificio abandonado no hipercentro de BH utilizando tecnologias de baixo impacto ambiental. um retrofit buscando a sustentabilidade.
    Abraos, Ana Cristina.
    #2. Edna Rodrigues - (edrosilv@yahoo.com.br)
    H que se falar , escrever , documentar , uma , mil , milhes de vezes at que todos os seres humanos conscientizem deste auto suicdio e no necessitem mais ser fiscalizados , pois sero parte ativa da luta para preservao do que lhe fundamental para sua existncia. Parabns por sua luta constante para que esta conscientizao seja rpida e que acontea. Um grande abrao.
    #3. Grace Fleury - (g_fleury@comcast.net)
    Infelizmente o descaso do ser humano com o seu proprio meio ambiente e assustador. Seu artigo e mais um alerta a populacao. Seria excelente que pessoas como voce se unissem no sentido de alertarem e conscientizarem a humanidade sobre o grande mal que estamos fazendo a nossa curta existencia no Planeta Terra. Realmente valeu a pena ler e conferir o seu Alerta. Parabens e Obrigada por esta luta.

    #4. carmencosta - (carmencosta100@yahoo.com.br)
    Gostei muito da repotagem. Serve de alerta para a humanidade.E principalmente aos nossos governantes; de abrir os olhos enquanto tempo para corrigir estes erros.E no deixa tambm de ter mais bom senso os empresarios ,em mudar a consciNCIA TAMBM.













    #5. Denise - (denise.duarte@igam.mg.gov.br)
    Querida, PARABNS! Adorei seu artigo. Espero que muitos leiam e reflitem. O nosso planeta, h muitos anos, j clama por socorro. Precisamos realmente acordar enquanto tempo!Bjs.D

    #6. Maria Geralda - (mgcbahia@yahoo.com.br)
    Parabns,o artigo abrangente e convida a refletir sobre a responsabilidade e compromisso de cada um com o ambiente que nos cerca. Sem mudanas de hbitos e atitudes estamos nos condenando a um futuro prximo de privaes em todos os sentidos.

    #7. Maria Cristina - (carvalho25br@hotmail.com)
    Adorei o seu artigo. Voc, como sempre,demonstrou muita sensibilidade e profundo conhecimento!
    Irei imprimir e divulgar junto aos meus alunos.
    Aguardaremos ansiosos pelo prximo artigo.
     
    #8. Sebastio Ferreira Casco Jnior - (cascao@globo.com)
    Excelente artigo. Lembra e alerta para tudo o que escreveu e ainda mais: A necessidade preemente de se colocar no contedo da educao formal desde as primeiras letras a questo da Educao Ambiental para que internalizao desses valores fiquem inerentes aos brasileiros como a matemtica, a histria e todas as matrias. Lembrando da lgica da matemtica, percebe-se a lgica do seu artigo, gancho para um bom professor explorar. Acredito que s assim a ao humana ser apropriada e adequada a natureza , conscincia que fazemos parte dela e que somos vida juntos.
    Parabns por seus escritos, so sbios e teis sociedade.

    #9. Denis Felix Claudio - (dennis.felix@metalconsult.com.br)
    Sua matria foi brilhante. de pessoas com atitude como voce que temos que
    tomar como exemplo.
    Parabns.
    Atenciosamente
    Dennis Flix Claudio
    Planejamento
    Metalconsult Projetos e Consultoria Ltda.
    (031) 3441-0540 - Fax 3492-3355
    dennis.felix@metalconsult.com.br



















    #10. Elizabeth Bonomi - (bethbonomi_2008@globo.com)
    Muito feliz a matria escrita por Madalena, uma pessoa de altamente capacitada para dizer sobre tal assunto. Madalena voc sabe o quanto eu a admiro e vejo a sua luta pelo meio ambiente voc sempre sbia e dando-nos conselhos e abrilhantando com seus escritos.
    Um grande abrao
    bethbonomi_2008@globo.com

    #11. Maria de Lourdes Bahia - (lulude@gmail.com)
    Parabns! Espero que todos ao lerem este artigo faam uma reflexo, afinal todos temos nossa parcela de responsabilidade.....

    #12. Luisa Frana - (luisabahiafr@hotmail.com)
    Adorei a matria, principamente o alerta ao fato de que hoje TODAS as classes sofrem com esta falta de conscincia.

    #13. Thomaz Ferreira - (TCBAHIA@senado.gov.br)
    Este artigo trata da mais pura e concreta realidade brasileira um alerta do que esta acontecendo e do que pode ser feito em matria de conscientizao para assim podermos evitar perdas humanas, materiais e ambientais. O homem tem que se conscientizar que a natureza faz parte do seu meio e no simplesmente uma coisa a ser explorada com demasiada falta de coerncia e irresponsabilidade se esquecendo que certas aes podem no futuro prximo trazer conseqncias graves ao mesmo.

    #14. Dulcinea Mattar - (dulcineamattar@hotmail.com)
    Querida Madalena, voc expressou brilhantemente o que vai no corao de milhes de pessoas que esto conscientes da necessidade de medidas urgentes para com o nosso meio ambiente. Nosso planeta clama por harmonia e estamos em alerta. Parabns

    #15. Suzely Ortnzio - (suzely@hotmail.com)
    Este problema de chuva, "lixo" e "bocas-de-lobo" entupidas merece ateno especial tanto por parte da populao e, principalmente, das autoriades, por se tratar de um assunto srio! As consequncias tm sido devastadoras na maioria das mdias e grandes cidades do pas. Quantas vidas tm sido ceifadas pelas correntezas nas pocas de chuvas! A autora, cuja sensibilidade conheo bastante, retrata a situao muito bem em seu artigo. Merece ampla divulgao. Cumprimento autora e ao jornalista Joo Carlos Amaral, um reporter de raa!

    #16. Ademir Fialho - (coame@coame.com.br)
    1) Madalena, excelente !!!
    2) S no gostei da frase: "O povo clama contra a natureza"
    3) Darci Ribeiro um dia me disse: "Ecologia comer trs vezes por dia"
    Pense na profundidade.
    Abraos, Ademir Fialho









    #17. Tania Elizabeth - (tania@encontrar.com.br)
    E uma agonia perceber que esta luta contra a sujeira e a favor do meio ambiente parece sempre ser um grito solitrio em meio a uma multido de surdos imparciais e coniventes.
    Acho sempre que o que impera a preguia e o desleixo. Mas faamos a nossa parte.
    Parabns, pelo seu trabalho.
    Abraos
    Tnia


    #18. Plinio Melo - (plinio@mongue.org.br)
    Aproveitando o excelente gancho da nossa colega, que tao bem adverte sobre problemas ambientais,deixo o meu apelo.
    Ol colegas, amigos, estudantes, empresrios, politicos e pessoas em geral que se preocupam com nosso Meio Ambiente e com as prximas geraes.
    Esto em curso uma centena de novos projetos de infra-estrutura no Estado de Sao Paulo, porm quase todos eles sem os devidos requisitos ou cuidados com o equilibrio ecolgico.
    Nossa Mata Atlantica, nossos rios, nosso litoral, nosso ar e nossa biodiversidade esto severamente ameadas e correndo srio risco de desaparecem por completo.
    Tambm nossa gente, nosso povo esta mais uma vez relegado segundo plano, pois a sociedade novamente esta sendo excluida das formulaes das politicas pblicas que nos afetam diretamente e afetaro demais a vida de nossos filhos e netos.
    Para evitar que estes projetos sejam aprovados na forma em que esto, e que possam ser melhor examinados por todos ns, sociedade paulista e brasileira em nosso pleno exerciccio de cidadania, estamos convocando voce, para vir conosco (Movimento Ambientalista do Estado de So Paulo), s ruas, no dia 12 de Maro de 2008, as 10:00
    Ato pblico em manifesto licena prvia que o IBAMA concedeu ao projeto do grupo Votorantin/CBA para barrar o Rio Ribeira (um dos ltimos rios de grande porte do Brasil ainda no barrado) para a construo de uma Usina Hidroeltrica particular que ir apenas servir ao grupo Votorantin.
    Milhares de Hectares de Mata Atlantica sero inundados, cavernas e vilas de povos tradicionais tambm. Isto tudo para apenas enriquecer um grupo trilionrio.
    Local: IBAMA/ER So Paulo - Alameda Tiete, 637
    Organizadores deste evento
    MAB - Movimento dos Atingidos por barragens
    ISA - InstitutoSocioambiental
    Apoio - ONG's do Estado de So Paulo
    14:30
    Audiencia na Comisso de Defesa do Meio Ambiente na Assemblia Legislativa do Estado de So Paulo - ALESP.
    O Secretrio Estadual de Meio Ambiente, Francisco Graziano, estar presente.
    Local: ALESP - Av. Pedro Alvares Cabral, 201 - (em frente ao Parque do iBirapuera)
    18:00
    Reunio do movimento ambientalista do Estado de So Paulo para definir as estratgias para a regio de Perube e Itanham.
    PORTO BRASIL NO, PERUBE SUSTENTVEL SIM!
    Local: ALESP - Auditrio Teotnio Vilela
    No somos contra o progresso. S no queremos um progresso qualquer custo social e ambiental e queremos que sejam estudadas todas as alternativas possveis e que o desenvolvimento sustentvel seja o grande objetivo das polticas pblicas e dos investimentos das empresas privadas.
    Participem conosco nesta jornada ambientalista.
    Assinam este convite praticamente todas as ONG's ambientalistas do Estado de So Paulo, assim como diversos movimentos populares e socioambientais. No sero relacionadas pois cometeramos injustia ao esquecer de muitas.
    #19. Joao Lincoln de Almeida - (jlincoln@superig.com.br)
    Mag, somente hoje posso responder. No entanto, na data certa li a sua matria e como sempre gostei muito. Parabns.
    Joo Lincoln


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    Domingo, Maro 16, 2008

    ARTIGO ESPECIAL - CORRUPO: PRAGA NACIONAL - enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo executivo WAGNER GOMES, que atou como Superintendente do Branco do Brasil em Minas. E que hoje preta servio de consultoria empresarial em So Paulo. PR LER e PENSAR!

                                           
     

                                                                                       Wagner Gomes

    Corrupo, palavra derivado do latim "corruptus", significa quebrado em pedaos, apodrecido, ptrido. Suborno ou propina so as mais comuns, valendo-se do trfico de influncias.
    Nepotismo, extorses, compra e venda de sentenas judicirias, recebimento de presentes de alto valor por autoridades, tambm elencam sua lista. Quando ocorre a corrupo poltica, objetivando-se transferir o que se chama de "nosso dinheiro", obtido atravs dos impostos, taxas e tributos que pagamos, caracteriza-se uma transferncia do bem pblico, de maneira criminosa, para indivduos que se especializam na montagem de quadrilhas visando lesar o errio.
    Quem assim age, desrespeita as leis no exclusivo intuito de obter vantagens pessoais de forma ilcita, praticando crimes contra a sociedade como um todo. Esse fenmeno existe aqui e em qualquer parte do mundo. No se trata de uma exclusividade brasileira.
    Mas onde quer que ocorra, ele deve ser combatido com todas as armas, visando abortar essa praga que aniquila com a alma de uma nao, pois ela gera mudanas de polticas pblicas, a ponto de direcionar investimentos para reas em que as propinas sejam maiores que as conseguidas atravs de projetos de sude e educao, por exemplo.
    A corrupo se manifesta, pois, em dois nveis: ativo (que suborna e paga) e passivo (que subornado e recebe vantagem ilcita, em dinheiro ou o que seja mais conveniente).
    Recentemente, o Banco Mundial fez uma pesquisa e concluiu que a corrupo no Brasil aumentou. Honestamente, no confio nessa pesquisa. O Pas tem, demonstrado uma enorme disposio de combater, principalmente, o crime do colarinho branco, tornando o seu praticante alvo de uma visibilidade impressionante.
    A Polcia Federal tem desenvolvido prticas de investigao dignas de primeiro mundo, e apresentado resultados que desmontam esquemas seculares arraigados na antiga cultura do jeitinho brasileiro.
    Exemplos so fornecidos a todo momento de que a sociedade no mais permite uma postura leniente de nossos Governantes. A qualquer suspeita de que o pretendente de um cargo pblico seja corrupto, ele praticamente j est vetado para ocup-lo, e quando ocorre que assume o posto, logo em seguida surge uma saraivada de denncias que ou ele desiste ou o convidam a desistir do cargo que passou a ocupar.
    Passa quase a ser estigmatizado como um atentado aos novos tempos, uma nova ordem que tenta se impor. Por tudo isso, e com a recente criao da Super Receita e da Controladoria Geral da Unio, percebe-se claramente uma evoluo notvel nas ltimas dcadas.
    Por incrivel que parea, Fernando Collor de Mello deu o primeiro passo ao tornar o cheque, acima de cem reais, exclusivamente nominal. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi, tambm, um importante passo, nesse sentido. E a evoluo do sistema bancrio, com os Docs, Teds e outras transferncias eletrnicas est a infernizar a vida dos corruptos, que se tornam facilmente desmascarados.
    Esse bom combate est se tornando uma questo cultural e vem sendo introduzido, subliminarmente, em nosso cotidiano de maneira francamente progressiva. O consciente coletivo est se formando mais ou menos assim:
    "Muitos caracteres psicolgicos das multides lhes so comuns com indivduos isolados ; outros, ao contrrio, s se encontram nas coletividades. O fato mais importante apresentado por uma turba psicolgica o seguinte: quaisquer que sejam os indivduos que a compem, por muito semelhantes ou diferentes que possam ser o seu gnero de vida, as suas ocupaes, o seu carter ou a sua  inteligncia, s o fato de serem transformados em multido dota-os de uma espcie de alma coletiva.
    Essa alma os faz sentir, pensar e proceder de uma maneira diferente daquela pela qual sentiria, pensaria e procederia cada um deles isoladamente. Certas idias, certos sentimentos s surgem ou se transformam em atos nos indivduos em multido."
    Dr. Gustavo Le Bon (1841-1931), in "Psicologia das Multides".
    (1841-1931).
    bem verdade que, no campo da justia propriamente dita, as punies nao tm acompanhado as descobertas. Sempre existem firulas jurdicas capazes de procrastinar resultados.
    No entanto, a repulso pblica tem cuidado de blindar a sociedade, ao varrer da vida poltica os seus maus agentes. Mesmo que eles no estejam prestando ateno no povo, o povo est prestando muita ateno neles, notadamente com relao ao seu compartamento no passado.
    E nas prximas eleies, esse fenmeno estar, mais que nunca, no inconsciente coletivo. "Alea jacta est".









                        Comentrios

    #1. Helosa Netto de Castro - (heloisanetto@terra.com.br)
    Wagner,
    Muito bom seus comentrios sobre corrupo, todavia, gostaria de levantar que no so apenas firulas jurdicas que proporcionam impunidades, h
    ,salvo melhor juzo,absurdos
    no legislativo que tomam todo
    o tempo da Cmara e do Senado,.CPIS acumulam evidncias da existncias de
    quadrilhas, desvio rodo de
    dinheiro e no entanto os relatrios so arquivados
    Paira a impunidade no bero expledido. Continue proporcionando-nos seus excelentes artigos Abrao
    Heloisa Netto

    #2. Renato Aleixo de Oliveira - (renatoaleixocapitao@gmail.com)
    Dirijo-me a este jovem, chamado Wagner, que presta grandes servios sociedade brasileira, como diretor e conselheiro de instituio finaceira, como amigo, como primo, como cidado. Seus artigos so interessantes e merecem nossa reflexo. Parabns! Lendo o mesmo parei para, em alguns minutos me orgulhar da Instituio da qual integro, o Exrcito, de onde essa prtica, corrupo, inexiste. Graas a Deus ainda tem instituies no pas que prezam pelo bem de nosso povo. Contineu a escrever e publicar seus conhecimentos a fim de nos possibilitar mais informaes e cultura.



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    Sexta-feira, Maro 14, 2008

    MEMRIAS DE REPRTER de TV!!!

                               Daqui a um ano lanaremos o livro " Memrias de um Reprter de TV".
                                         Semanalmente vamos escrever os textos do futuro livro.
                                              Voc que acessa nosso BLOG DE NOTCIAS
                                           tem a oportunidade de ler cada pgina em primeira mo
                                                            aqui no nosso espao. Confira!

                                                                    ARTIGO ESPECIAL

                                                   MEMRIAS DE UM REPRTER DE TV 
                                                                    Joo Carlos Amaral.

                         Nas vrias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas ns estvamos l o entrevistando, como reprter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraadas, cheias de ironia que s Brizola sabia dar, ns acompanhvamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre ns, jornalistas de poltica, no deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversrios e/ou at mesmo inimigos polticos. 

                         O curioso que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matria no ia para o ar na Rede Globo. Como assim? Era o seguinte: Brizola no perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. que Brizola no conseguia esconder, e nem fazia a menor fora para esconder sua mgoa, com os Marinho, a quem ele atribuia m vontade na eleio dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da poca registrados pela mdia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleio ( verdade ou no, o que crnica poltica registrou  poca). 

                          Da, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declarao saa com um comentrio maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Ns, como reprter Poltico da Rede Globo, ficvamos de saia justa, sem o que dizer. Segurvamos firmes o microfone e no arredvamnos p, sempre com o corao na mo, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumprimos a nossa misso, j pensando: como que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mdia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo no vai por a entrevista no ar. E a, Joo Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditrio da Assemblia Legislativa de Minas. L estvamos ns. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones na mesa, lotando a frente do ex-governador Leonel Brizola. Receb a orientao s para gravar. No fazer nenhuma pergunta para no provocar nenhum dos  corriqueiros comentrios maldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a reprter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado disposiao dos reprteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como que o sr. analisa a fala do presidente da Repblica?

                         Olha minha filha - disse Brizola irnico, com sua fala arrastada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou: mesmo ele sendo o principal avalista do governo Sarney!
    Reao imediata: a reprter de O Globo focou vermelha, sem o que dizer. E como eu era o reprter da TV Globo na coletiva, todos olharam em minha direo, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver voc colocar est no ar! e riu...

                          Foi a maior saia justa que j vesti, sem querer claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episdio. Confesso que fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entend, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLTICA NO PARA AMADOR", preciso ter estmago.

                          Pensei: mesmo, poltico e reprter poltico tambm! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do brao e levei para nossa redao, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beag. 

                          Brizola foi "proftico": a entrevista, claro, no foi para o ar. Mas a fita foi gerada na ntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como que seria a reao dos formadores de opinio? E mais: reconheo que se eu fosse o dono da Globo no tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificvel ou no - no sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lio: sem sangue frio, sem tica, sem coragem de suportar saias justas no d para ser reprter, muito menos de TV.

                          Fao este registro, para dar uma fotografia da poca. Mostrar o estilo de um poltico, em um mundo sem globalizao, sem rede mundial de comunicao. De um mundo sem Internet,  E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rdios que eram porta-vozes das duas maiores naes do planeta eram a Voz da Amrica, em Washington e a Rdio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histrico, que s ficou na minha memria e dos josrnalistas e polticos - muitos j mortos - que estavam naquele auditrio da Assemblia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, est nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar histria, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam s quatro canais de TV no Pas, com a Globo absolutamente na frente e, ns reprter polticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma no pequena". E a minha era grande! A nossa pacincia bem maior. Mas, valeu a pena!
                           









                       Comentrios

    #1. Renato Alves - (renatoalvesp@yahoo.com.br)
    Joo Carlos,

    Parabns pela iniciativa do livro.

    Seu Blog formidvel e de leitura obrigatria. E tem um grande detalhe a leitura ao longo do dia devido as suas constantes atualizaes.

    A idia do livro "Memrias de um Reprter de TV" fantstica. E a oportunidade de ler cada pgina no seu blog antes de editado sensacional. O livro depois de publicado ter lugar especial na estante.

    Vamos aprender com seus ensinamentos nesse futuro livro. Ensinamentos de quem vivenciou a poca anterior, quase sem tecnologia, e vivencia a atual com as evolues tecnolgicas no meio poltico. Fazendo parte dele como profissional de extrema competncia, lisura e sabedoria.

    Abraos,

    Renato Alves


    #2. Onofre Ferreira do Prado - (of.prado@bol.com.br)
    Caro amigo jornalista Joo:
    Parabns pela obra "Memrias de um Reprter de TV" que voc vem escrevendo com categoria e, que em breve ser editada e disponibilizada ao leitor. Tenho certeza que ser muito bem recebida, com amplo reconhecimento e sucesso de pblico.



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    Domingo, Maro 23, 2008

    ARTIGO ESPECIAL: "Memrias de um Reprter de TV". Uma plula que vai compor nosso livro e que voc tem a oportunidade de ler em primeira mo.

    Praa da Estao, em BH. Eleio presidencial de 1989. Era comeo da noite. Como reprter poltico da Rede Globo, l estava eu participando e ajudando a fazer histria da democracia em nosso pas.
    No palanque estava todo o batalho de choque do PT, tendo frente seu comandante, o ex-operrio pernambucano Luiz Incio Lula da Silva. Era um momento importantssimo para os rumos da campanha,afinal Minas era e , o segundo maior colgio eleitoral do pas, poca com mais 10 milhes de votos. Tudo ia bem.
    De repente, uma supresa, que ia ajudar a mudar todo o roteiro da campanha presidencialdaquele ano. Foi assim: receb um recado, via rdio (celular ainda era um produto que no existia). O recado era do diretor de jornalismo, Lauro Diniz. Pedia que repercutisse com om candidato Lula, a denncia, que o seu adversrio Collor de Melo mostraria no horrio eleitoral - onde a ex-namoada de Lula, Mriam Cordeiro dizia que tinha uma filha com Lula, a LURIAM.
    Fiz a pergunta ao candiato petista. Lula ficou perplexo. Se recomps, tentou argumentar que era um golpe baixo de seu adversrio, uma apelao covarde... O restante da fala no me recordo mais. S o que ficou daquele momento histrico, que acabou pesando e muito para a derrota de Lula, foi expresso do rosto dele. Refletindo a amargura que se instalou na alma dele. Raiva, decepo, perplexidade, revolta... Um estado de esprito que prevaleceu na campanha e que culminou no debate com Collor pela Globo no final da disputa, antes da eleio.
    Olha bem, Lula chegou para o debate decisivo -j que a Globo detinha a audincia de 80 milhes de pessoas - parecendo ausente, titubeante em muitos momentos e com a cabea no outro mundo. O mundo psicolgico. Mundo abalado pela denncia de Mriam Cordeiro.
    Estava to preocupado,traumatizado, que no ouviu e nem rebateu a fala de Collor, que o acusou de ter adquirido um aparelho de som muito caro,que nem ele, Collor tinha recursos para comprar. Perplexidade geral! Lembram-se? Pois . Ele poderia -diriam os chamados "profetas do fato consumado" - como Brizola fazia. Chamar o candidato do PRN, Collor de Melo, de "filhote da ditadura".
    E dizer mais. Afinal era Collor e no ele Lula que tinha origem pobre. Pois : Lula ficou doladoruim da espingarda - como diz meu amigo o cientista poltico Carlos Alberto Penna - eno conseguiu reagir. O trauma no deixou. Lula perdeu a eleio - claro que no s por causa disso - mas que pesou, ah! pesou.
    Concluso: como reprter tenho a obrigao profissional de contar aquilo que ocorreu nos bastidores, que no coloquei no ar e que morreria comigo.Mostrar que era uma outra poca, com pouca tecnologia  e bota pouca nisso. O jornalista no contava com celular, notebook, blog de notcias.
    O espelho s tinha uma face. Nos restava a memria seletiva que se perde com o tempo, que levamos para o tmulo. Afinal,o reprter apenas um coadjuvante, uma escada para que os poderosos cheguem populao. Mas, o sentimento dele um fato, que s fica na cabea dele. Aqui passo o que v e ouv de um flash da nossa democracia que comeava a se firmar  l pelo comeo dos anos 90. isso!


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    Quarta-feira, Julho 30, 2008

    ARTIGO ESPECIAL.

     Enviado pelo consultor empresarial Wagner Gomes.
    Ele fala sobre " ECONOMIA & ELEIO "


                                                     Economia e Eleio 

                       

                                                        Wagner Gomes

    Em um primeiro momento, lderes mundiais tentaram atrelar a inflao, que est subindo no mundo inteiro, ao etanol brasileiro.
    Aquela entidade difusa, conhecida pelo pomposo nome de "agentes econmicos", tenta descobrir a causa desse fenmeno que se alastra, puxado pela alta nos alimentos. H cem anos acabava-se o ciclo do carvo e iniciava-se o ciclo do petrleo como motor da economia.
    Estamos no limiar de uma nova era, e o petrleo tende a ser substitudo por mais de uma fonte de energia. Seguramente o biocombustvel ser uma delas. Por esse motivo, partindo de falsas premissas, pensam os lderes mundiais que o crescimento da rea agricultvel para atender essa nova demanda ocorre em detrimento de que se plantem mais alimentos.
    A alta do petrleo, fator determinante na formao dos custos de todo e qualquer produto que precise ser escoado, a verdadeira razo de que a inflao esteja se alastrando pelo planeta. Internamente, a oposio explora, de maneira inocente, que a inflao seja um fenmeno exclusivamente nacional.
    E essa estratgia reside no fato de que as eleies municipais deste ano constituiro um ensaio geral, quase uma preliminar, para 2010. Por mais que neguem, os partidos polticos e os candidatos s pensam nisso.
    como se fora uma batalha global, onde cada um dos generais-candidatos posta seus exrcitos estrategicamente, visando a grande batalha que se avizinha no horizonte. Se por um lado o Presidente se posta fortalecendo a aliana governista, por outro deixa bem clara sua condio de grande eleitor, a exemplo do Cardeal Camerlengo na conduo da sucesso de um papa.
    Ainda que no primeiro turno ele pose de magistrado, no segundo turno haver sempre um palanque rogando a sua presena e em no a conseguindo, apregoando sua orfandade.
                                                   Vejamos seus movimentos:
    em So Paulo costura a adeso do PC do B a Marta Suplicy, fazendo de Aldo Rebelo o seu vice.
    Em Belo Horizonte, no se tem dvida de que liquida a fatura no primeiro turno e explicita sua simpatia pela aliana de Acio Neves com Fernando Pimentel.
    No Rio, anotem: to logo o quadro se delineie adotar, sem rodeios, aquele que sempre quis - Marcelo Crivella.
    E desta forma proceder por todo o Pas, com o claro objetivo de conquistar o mximo de prefeituras, fazendo-as serem ocupadas por polticos que integrem a base aliada. Se conseguir o seu intento, estaria derrotando a dupla dinmica, tal qual Batmam e Robin, nesse caso DEM e PSDB.
    A nica exceo que foge a essa regra e, por isso mesmo est na ala de mira do PT, o indisfarvel namoro do Presidente Lula com o Governador Acio Neves.
    Esse quadro tem deixado a oposio sem norte e o prprio PT ressabiado. No por outro motivo, a oposio, quando consegue uma paz, ela se forma nos moldes da que ocorreu em So Paulo.
    As turmas de Alckmin e de Kassab dentro do PSDB firmaram um armistcio. Dez dos doze vereadores tucanos no compareceram na conveno, pois estavam reunidos em local diferente torrando o candidato da unidade do PSDB, que quela altura estava sendo ungido.
    Ainda assim, essa rixa certamente vai respingar no Governador Jos Serra.
    E no ser surpresa se, no futuro, o DEM partir para uma candidatura solo Presidncia da Repblica, em funo desse racha e dessa rixa.
    A fogueira das vaidades oposicionistas pretende ser alimentada pelo fogo da inflao. S que, cada vez mais, a inflao se torna um problema mundial. E no Brasil, O Presidente Lula d todo poder ao BACEN, onde o seu mandatrio
    Henrique de Campos Meirelles tem-se mostrado um xerife implacvel.
    Com isso fica distante o quadro ansiado pelos que pretendem retornar ao poder, qual seja: inflao acelerada at 2010, corroendo a popularidade do Presidente Lula.
    Caso necessrio se faa, agravando-se o cenrio, h indcios de que medidas sero tomadas, de tal forma que a economia entrar novamente nos eixos a tempo da me de todas as batalhas, que ser a de 2010...
    Encontrar a linha do equilbrio e bem conduzir a economia, enquanto se intercalam duas eleies, forma a equao do sucesso poltico.
    E isso os oponentes j se deram conta. Enquanto isso, um aumentozinho de 8% no valor do Bolsa Famlia aquece a popularidade do Presidente, ao tempo em que turbina a inteno de votos em seus candidatos. 
    Ainda que bote uma lenhazinha na inflao interna ...



















    Comentrios

    #1. Marcelo Reis
    Blogueiro Joo Carlos e Articulista Wagner Gomes:
    Por quais razes deixaram de nos brindar com artigos deste nvel? Ainda bem que esto de volta. Ns leitores, agradecemos.
    Marcelo Reis

    #2. Joo Batista Gimenez Gomes
    Que artigo lcido, em termos econmicos e polticos. Lucidez dgna de que o escreve: executivo altamente preparado e com elevada sensibilidade.

    #3. C.Paiva
    Muito bom! Analise profunda e ao mesmo tempo simples.
    Parabens.
    Carlos A.C.Paiva

    #4. mauro machado borges
    Prezado Wagner: como sempre, leio seus artigos com muita ateno e interesse, no smente pelo conteudo,mas principalmente, pela objetividade, clareza e argumentos slidos, baseados em fatos insofismveis. Continue com seus artigos que alm de esclarecedores so, sobretudo, coerentes e corretos.Parabns e o meu abrao.

    #5. Luiz C.Ortiga
    As observaes so sensatas e procedentes. A m vontade com a alternativa do etanol brasileiro, demonstra bem um posicionamento poltico/econmico das grandes corporaes contra os anseios do Brasil.

    #6. Adolpho Nogueira
    "Caro Jornalista Amaral,
    Feliz aquele profissional da mdia sria que tem um Wagner Gomes como seu articulista. Os comentrios do Dr. Wagner so de uma consistncia, de uma viso, de uma lucidez invejvel. Prprio de quem foi forjado pelas lides das dificuldades, passando - e vencendo, como gestor, por planos de governo os mais audaciosos e estapafrdios, que requereram muita tcnica e sangue-frio de quem tinha a responsabilidade de administrar recursos governamentais e, por conseguinte, nossos.
    Parabns, Jornalista Amaral. Parabns, Professor Wagner."

    #7. Arthur. Jose Diniz
    Parabns pela lucidez e conciso! Muito bom mesmo. Arthur.







    #9. Fabiano Oliveira
    Parabens Jornalista Joo Carlos Amaral e nosso caro Wagner Gomes. A um pela abertura do espao e ao outro pela forma de anlise e exposio simples, objetiva e clarificante!

    #10. Vera Laponez
    Meu Amigo!
    a nica via essa: 'a corrida fogueira das vaidades oposicionistas'...
    Onde urge a queima dos enfadados argumentos inflacionrios do ento Presidente, que nunca sabe...


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    Segunda-feira, Abril 7, 2008

    POLTICA. Artigo Especial enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo Administrador e Conselheiro Fiscal de Empresas, Wagner Gomes, mineiro de Montes Claros no norte de Minas.

                                      Acio Neves, o Peripattico...

                              "aquele que ensina enquanto caminha", 
                                   como fazia o filsofo Aristteles
                                             na Antiga Grcia.

                                   

                                                    *Wagner Gomes


     

    No que eu tenha vises de acontecimentos futuros, mas torna-se cada vez mais interessante exercitar a criatividade, procurando imaginar como ser o cenrio das prximas eleies presidenciais. No nosso pas, reina a perspectiva do mais absoluto inter-relacionamento de interesses pessoais, para pautar as convenincias polticas.
    O que agora est na mira de nossos polticos bombardear o instituto da reeleio. No interessa a eles saberem o que pensa o povo de tudo isso. J decidiram que devem encaminhar ao parlamento um projeto de lei revogando a reeleio.
    No passa pela cabea de nenhum deles fazer um plebiscito sobre o tema. Creio que eles se surpreenderiam com o resultado. A esperteza do candidato Jos Serra tanta que ao se manifestar contrrio reeleio, tenta cooptar os demais candidatos para somar esforos em diversas frentes no Congresso, defendendo um nico mandato de cinco anos.
    Ele se julga, dentre os pr-candidatos, o mais preparado para exercer a Presidncia. Com habilidade, e cacifado por ter sido o primeiro governador eleito no primeiro turno pelo voto direto no Estado de So Paulo, apresenta a tese de um nico mandato sem reeleio, tentando cooptar o atual mandatrio mineiro, que assim sairia para o sacrifcio do confronto, com o imbatvel Lula, em 2014 ou 2015, s Deus sabe.
    Recentemente foi contra o renascimento da Sudene, ampliando sua rejeio no Nordeste. Ainda nesse embate, outro presidencivel, Ciro Gomes, embora possua um perfil qualificado, notadamente no ramo econmico, revela, com alguma dose de ingenuidade, uma certa incontinncia verbal no campo poltico.
    Mas uma liderana importante, e tem excelente trnsito no Nordeste. Avesso ao Jos Serra, tem sido visto com freqncia em Minas Gerais. Recentemente, fala-se tambm na executiva do poder pblico, Dilma Rousseff, que vem acumulando prestgio no governo Lula desde que montou o novo modelo do sistema eltrico do Brasil, visando garantir o suprimento de energia para os prximos anos.
    Muitos asseguram que a ministra uma pessoa enrgica, mas aberta a discusses. Por isso mesmo, o Presidente Lula ensaia alguns passos no sentido de lhe conferir maior visibilidade no Pas. Da a conseguir jog-la nos braos do povo, outra histria...
    Enquanto isso, comendo mineiramente pelas bordas, o Governador Acio Neves comea a exercitar o seu peripatetismo, incorporando, ao seu modo de ser e de agir, muito do estilo de seu av.
    Alm da romaria de visitas polticas que vem recebendo, tem-se apresentado, por onde anda, com um arguto sentido de medida e bom senso, sedimentando, pouco a pouco, sua ampla imagem de pr-candidato com esprito aglutinador. Por direcionar suas viagens recentes, com uma boa freqncia, aos quatro cantos do Pas, da extraio minha comparao ao movimento filosfico denominado peripattico.
    E o governador mineiro vai ter que ensinar ao Brasil que ele, efetivamente, possa se tornar a melhor opo na sucesso do Presidente Lula, com um estilo acessvel a todos os eleitores.
    Vem disparando recados aos aliados tucanos e ao mundo poltico. A aliana com o PT das alterosas, mais que algo domstico, revela ao Pas a velha raposice mineira e escancara Nao a verdadeira dimenso de dois de seus grandes lderes atuais, que assim demonstram enxergar que o PT e o PSDB possam se encontrar antes do infinito. Notem que essa aliana se d em torno de um nome ligado ao ex-ministro Ciro Gomes.
    No precisa ser nenhum futurlogo para enxergar no Prefeito Fernando Pimentel um potencial candidato ao Governo de Minas em 2010, com o apoio de Acio, que receberia, em reciprocidade, o apoio do PT Presidncia do Brasil.
    Resta cooptar para essa engenharia poltica o maior lder do PT mineiro, Ministro Patrus Ananias, que tem a gravitar por sua volta, extensa densidade eleitoral. Estimulou Geraldo Alckmin a sair candidato a Prefeito de So Paulo, opondo-se ao que pretendia o Governador Jos Serra.
    Costurou, sem alarde, a vitria de Jos Anbal que, ao se tornar o novo lder da bancada tucana, interrompe anos de domnio da ala serrista na Cmara.
    Outro recado, j transmitido, sem tergiversao, o de que, caso se sinta obstacularizado, deslealmente, em seu partido, outra via partidria surgir naturalmente. A mineiridade que herdou de seu av (ou seria a mineirice?), no lhe permite dar murro em ponta de faca.
    Sua imagem de jovem dinmico e manhoso ao mesmo tempo, soma-se de excelente administrador, e isso j vem despertando o interesse de sagazes lderes polticos, a exemplo de Lula, Delfin Neto, Michel Temer e do prprio Ciro Gomes, que vm nele enxergando o Admirvel Homem dos Neves.
    E o governador mineiro no de atropelar calendrio. Por isso mesmo, como diria o j velho Presidente Collor, o tempo o senhor da razo.
    Assim, Acio Neves, com mais potencial de crescimento nas pesquisas de intenes de voto, enxerga que as prvias para a escolha do candidato do PSDB tendem a se materializar, beneficiando a coerncia de se tentar viabilizar como candidato por seu prprio partido.
    E em Minas, fincada no Sudeste, pode estar sendo germinada aquela que seria a soluo sntese para a Presidncia do Brasil, em 2010, ano em que se comemorar o centenrio de nascimento de Tancredo Neves.
    A propsito, se algum dos senhores ainda no digeriu o termo peripattico, informo-lhes que significa, grosso modo, aquele que ensina caminhando. O termo surgiu do hbito dos mestres (professores) da poca da Grcia antiga de realizar, com seus estudantes, discusses enquanto passeavam.
    Ento, metaforicamente, ouso substituir mestre por candidato, e estudantes por eleitores. S falta agora ao candidato Acio passear bastante pelo Pas. E discutir suas idias com os eleitores.







                          Comentrios

    #1. Marco Antonio - (mamsr@uai.com.br)
    Tambm toro para que o Acio seja o prximo Presidente do Brasil ,pricipalmente pela tica com que conduz sua trajetria poltica...Em quase 6 anos, ainda no tivemos um escndalo em Minas Gerais, o que convenhamos, no comum no Brasil de hoje.
    Penso, entretanto, que h um longo caminho a percorrer....Acho ,inclusive que nosso Governador tem andado pouco pelo Brasil.Ele tem que se mostrar mais, sem cair no risco de uma exposio extempornea e excessiva.Vamos torcer para que tudo d certo!!!

    Parabns pelo excelente artigo.#2. Marcelo Reis - (Email no informado)
    Vi seu artigo e depois ele sumiu. Muito bom como sempre. Parece que voce vive e respira poltica, para estar por dentro de tantos detalhes. Parabns. E d-lhe Acio.

    #3. Mrio Alaor - (marioalaor@yahoo.com.br)
    Parabens pelo artigo, o assunto foi muito bem delineado.Todavia, acho muito dificil a viabilizao da sua candidatura pelo PSDB. Acredito que ela possa ocorrer pelo PMDB com apoio de Lula.








    #4. J. Sant ' Ana - (Email no informado)
    Wagner,
    Li o seu artigo no blog e o vi no Hoje em Dia. Parabns mais uma vez. A cada artigo voc se supera. Foi uma anlise perfeita da situao
    poltica atual.
    Um abrao,
    Sant'Ana
    #5. rico - (ecfurtado@terra.com.br) - (Email no informado)
    Suas qualidades de administrador e escritor j esto consolidadas e plenamente reconhecidas, mas, nesse artigo, nosso estimado Wagner Gomes revel-se um exmio analista poltio. Parabns!





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    Sbado, Abril 26, 2008

    Para LER e PENSAR!!!

                                     ARTIGO ESPECIAL escrito pelo nosso amigo, o dr. Willer Ps,
                                                 diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti.
                                                     Vale observar os detalhes das informaes
                                               e das argumentaes da mente brilhante do dr. Willer
                                    sobre um assunto que mexe l no fundo de nossas conscincias.
                                                                           Vale conferir!.

                                                       MEIO AMBIENTE, PRESERVATIVOS
                                                                E POLTICAS PBLICAS.

                                                                           *Willer Ps

    Freqentemente, e at por dever de ofcio, o governo anuncia aes nas mais diversas reas de interesse pblico. Entretanto, seja na rea de segurana, educao, infra-estrutura ou sade pblica, raramente se observa nas iniciativas governamentais a interface com a vertente ambiental. Na verdade, a rea ambiental ainda vista muito mais como um setor agregado, no qual se dificulta e burocratiza os processos de implementao de projetos das reas pblica e/ou privada.

    Uma gesto integrada com o meio ambiente traz ganhos patentes para a sociedade. Dois bons exemplos disso so as polticas de limpeza pblica, em que a orientao para reciclagem faz do Brasil um dos pases que mais so reciclados plsticos e metais no mundo e, as aes da iniciativa privada, principalmente as mineradoras, mesmo em minoria, que implementam aes na rea de educao ambiental, com trabalhos realizados junto s escolas pblicas locais.

    Na rea de sade pblica, o descompasso com a rea ambiental marcante. Um dos exemplos mais flagrantes da desvinculao com as questes ambientais est associado s campanhas contra a Aids e doenas sexualmente transmissveis (DST). Desde 1985, tem-se preconizado que a melhor arma contra a contaminao pelo HIV, uma vez que a abstinncia impensvel, o uso de preservativos. S no Brasil, dados preliminares demonstram que cerca de um bilho de unidades de preservativos foram usados em 2003. A esse dado se computam a distribuio gratuita do governo, ONG's e vendas no varejo. As vendas so responsveis por mais de 50% dessa estimativa. Segundo informaes tomadas nos balces de farmcias e drogarias, os preservativos so os itens, por unidade, mais vendidos.

    Os EUA distriburam prximo de 1,8 bilhes de unidades em 2003. A China, com uma populao de aproximadamente 1,3 bilhes de habitantes, no s distribui preservativos, como tambm um dos maiores exportadores desse artefato para o mundo. Considerando que, em mdia, cada preservativo pesa 3 gramas, so milhares de toneladas de borracha natural de altssima qualidade (todo material usado na fabricao de preservativos de grau mdico) que no Brasil, no tido uma correta destinao final. E a vai um dado interessante, no Brasil, grande parte do material usado na fabricao de preservativos vem das reservas extrativistas do Acre, onde se tem o critrio da sustentabilidade como alma mater.

    Entretanto, grande parte desse material acaba nas tubulaes dos vasos sanitrios e, conseqentemente, nas estaes de tratamento de esgoto (caso exista), criando grandes dificuldades na operao, com sensvel aumento de custos. Isso tudo sem se levar em conta o potencial de contaminao j que todos os preservativos esto envoltos em lubrificantes base de silicone e alguns at com substncias espermicidas. Certamente, esses dados fariam Chico Mendes rolar na tumba.

    A nossa grande dificuldade est na busca de alternativas para reutilizao desse material. O prprio preconceito quando a esse resduo de uso sexual dificulta qualquer poltica de reciclagem. Imaginem, culos de natao ou mesmo luvas feitos com borrachas recicladas de preservativos: voc usaria? Obviamente, tudo isso no passa de exerccio mental. Na verdade, a mesma mdia, que sob orientao do Ministrio da Sade, preconiza com freqncia um ritual para uso dos preservativos com gestos e pessoas insinuantes, poderia, com a mesma naturalidade, orientar os usurios quanto ao descarte correto aps o uso.

    Outra sugesto seria a incluso junto embalagem de uma segunda embalagem, onde o preservativo, aps o uso, poderia ser devidamente embalado e descartado. Enquanto no acham soluo para este simples problema, inclusive a busca para reutilizao desse precioso material, digo a borracha, milhes de preservativos continuaro sendo descarregados em vasos sanitrios pelo Brasil a fora. Certamente, as vrias vertentes religiosas podero, com esses argumentos, ter mais um aliado contra este instrumento acessorio de prazer e coibio da fertilidade humana. Mas o assunto est longe de ser resolvido na esfera da justia divina e/ou por aes de cunho moralista-religioso.
     
    Cabe sim, ao poder publico, orientar os usurios para um descarte sadio e ambientalmente correto, com a mesma energia com que o fazem para o seu uso. E cabe, tambm, aos centros de pesquisas e universidades, principalmente as pblicas, que, hoje em regime de latncia econmica e conseqentemente de cabeas pensantes, ser imaginativas e trazer alternativas para a sociedade. Enquanto isso no ocorre, estaremos convivendo com a visualizao diria dessas "embalagens do amor" espalhadas por escuras praas publicas, dando trabalho aos varredores e operadores de estaes de tratamento de esgoto.
    Parece que ningum vai querer botar a mo nesse negcio.

    *WILLER PS:
    O autor PhD em Qumica Ambiental pela Georgia Institute of Technolog-USA,
    diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti para a Amrica Latina,
    Conselheiro da Associao Brasileira de Engenharia Sanitria - ABES-MG e
    Ex-Presidente da Fundao Estadual de Meio Ambiente - Feam-MG.
     whpos@hotmail.com







                        Comentrios

    #1. Murilo Prado Badar - (murilo@engenhariaecologica.com.br)
    Muito bom o artigo. redundncia elogiar Willer.Parabns e abraos.
    #2. celsocastilhodesouza - (celsocastilho@ccbe.com.br)
    Caro Joo.

    Parabns pela publicao do artigo do Willer.Willer continua sempre atento e atualizado, sobre as questes maiores do Brasil.
    Celso Castilho de Souza



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    Tera-feira, Abril 29, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. O montesclarense, Wagner Gomes, consultor empresarial, nos enviou artigo sobre os 75 anos do ex-deputado e advogado Genival Tourinho, tambm mineiro de Montes Claros no norte de Minas.


                                                                             A Linha do Tempo
                                                                               Wagner Gomes

    "Acreditar em algo e no viv-lo desonesto."
    -
    Mahatma Gandhi, religioso indiano

    Mrio Genival Tourinho completa 75 anos em 04.05.2008. Trs quartos de sculo, vividos por inteiro. E hoje sua imagem est sacralizada e o seu vulto paira como um dos heris da Nao.
    S que esses heris modernos, de to modestos, levam uma vida bem diferente daquela de quando se projetaram e se agigantaram aos olhos de todos ns. Houve um tempo em que a brutalidade do regime militar massacrava quase toda a esquerda brasileira, principalmente aqueles que sonhavam h quarenta anos.
    Neste ano, 2008, comemora-se 40 anos de 1968, o ano dourado em que nada aconteceu ou tudo aconteceu.
    O ano que se tornou encantado no mundo inteiro. No Brasil, as grandes passeatas e os grandes festivais de msica assustavam o regime ento vigente, clamando por liberdade, culminando com a monumental passeata dos cem mil que fez o Rio de Janeiro pulsar de civismo e entusiasmo, em 26.06.1968.
    Acuado, o regime de ento escancarou a ditadura militar, com a edio do Ato Institucional No. 5, em 13 de dezembro de 1968. Um jovem montes-clarense, de bravura indmita, assistia a tudo aquilo com uma enorme indignao, pois era o primeiro suplente de Deputado Federal, em um ambiente propcio a cassaes de mandatos.
    Destemido e corajoso, Genival Tourinho assume em 1969, pela primeira vez, o mandato que a suplncia lhe reservava, com a f inquebrantvel de quem luta por um sonho. O ambiente era hostil, mas sua figura transcendia ao do poltico comum, pois desde aquela poca entendia que o homem pblico no aquele que orbita em torno do governo, mas sim aquele que se posta de tal forma comprometido aos anseios do seu eleitorado, aos quais ele dever sacrificar at sua integridade fsica, se necessrio for.
    Assim, a luta contra a radicalizao poltica brotada em 1968 se tornou o ponto de partida de Genival, e a principal bandeira de toda sua trajetria pblica. Esse homem sem medo sacrifica sua prpria reeleio em 1970, para pregar abertamente a campanha "Anule o Seu Voto" em represlia aos anos de chumbo.
    Por tudo isso, sua imagem se fortaleceu e ele retoma a vida parlamentar em 1974, seguindo sua cruzada em defesa da abertura poltica e da anistia geral, ampla e irrestrita.
    Segundo relatos daquela poca, tal qual um paladino, botava a boca no mundo, denunciando ameaas integridade fsica de diversos polticos, a exemplo de Brizola e Juscelino, aos quais sempre defendeu.
    Reconhecido e respeitado, sua fama extrapola e chega ao exterior como um dos cones que imaginavam um Brasil e um mundo mais justos, menos violentos, mais democrticos e livres. Ganhou de vez a antipatia do regime ao denunciar a Operao Cristal, acusando o General Bandeira - um militar polmico, de instigar a colocao de bombas nas bancas de jornais e na OAB -, com quem, corajosamente, travou spera discusso, ao afirmar que o mesmo havia perdido sua capacidade de saber diferenciar entre o que autntico e o que fraude.
    As denncias incluam, ainda, o nome do General Milton Tavares (So Paulo). Claro que, nessa luta, Genival no estava sozinho. Muitos brasileiros ilustres tambm pressionavam de suas tribunas pela abertura.
    A certa altura, por volta de 1980, Golbery do Couto e Silva, rendendo-se s evidncias, sentenciava que a abertura s estava sendo possvel aps a diviso da frente oposicionista. Centrando foras na liquidao de movimentos grevistas, dizia ser necessrio coibir manifestaes agressivas e imprprias (referindo-se aos parlamentares).
    E em lugar de atender a chamada ala dura do regime, apela para o caminho da "lei e da justia que foram institudas pelo governo militar". Assim, enquadram o atual Presidente Lula na Lei de Segurana Nacional por ter comandado a greve metalrgica de maro de 1980 e Genival Tourinho por "ofensas" s Foras Armadas, imaginando deix-lo sem voz. Posteriormente, o Almirante de Esquadra Jlio de S Bierrenbach sacudiu o Tribunal Militar em 2 de outubro de 1981 ao votar contra o arquivamento do caso da exploso das bombas no Rio Centro, alegando que se tivessem apurado as denncias do Genival aquele ato terrorista no teria acontecido.
    Por tudo isso, Genival Tourinho merece ser festejado e homenageado. Devemos relembrar e celebrar sua luta em um tempo que se foi mas que estar sempre presente na histria da Nao -, pois ela era dirigida memria dos irmos que caram e visava cessar as atrocidades denunciadas.
    Sua trajetria tem inegvel riqueza, e por isso hoje o reverenciamos. Sade, Genival Tourinho! Receba, em seu aniversrio, o reconhecimento de todos os brasileiros. Voc nos ensinou que precisamos identificar e desarticular as redes de iluses que se formam ao nosso redor. Deus lhe proteja e lhe faa feliz.



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    Tera-feira, Maio 6, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo secretrio geral do Tribunal de Contas de Minas, Marconi Braga. Ateno prefeitos!!!

    LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL:
    AVALIAO DOS OITO ANOS DE VIGNCIA
    EM MINAS GERAIS

    Marconi Augusto F. de C. Braga,
    Secretrio Geral do TCEMG,
    Mestre em Administrao Pblica, Advogado,
    Economista e Prof. de Direito Financeiro.

    A Lei Complementar n. 101, de 04.05.2000 Lei de Responsabilidade Fiscal, est completando oito anos de vigncia. A leitura de sua ementa mostra que, do ponto de vista do contedo, h o estabelecimento de normas de finanas pblicas voltadas para a responsabilidade na gesto fiscal. Est consolidado na doutrina relativa ao Direito Financeiro o entendimento no sentido de que por gesto fiscal deve ser compreendida a relao entre receitas e despesas pblicas. Em poucas palavras, a gesto fiscal responsvel a que mantm o equilbrio dessa relao, ou seja, o equilbrio das contas pblicas.

    Estruturada em dez captulos com setenta e cinco artigos, essa Lei contem orientaes principiolgicas que se encontram num nvel de hierarquia mais elevado, bem como aquelas de menor importncia, que so meramente procedimentais. Verifica-se que, mediante uma leitura atenta e cuidadosa anlise, somando-se os artigos, pargrafos, incisos, alneas e itens, na LRF h mais de 400 (quatrocentos) normas, que vo desde princpios que definem grandes enunciados e diretrizes gerais at procedimentos minuciosos de execuo contbil, financeira e administrativa, que proporcionam muitas dificuldades na sua interpretao e aplicabilidade, principalmente para os quinhentos e dezoito municpios mineiros com populao abaixo de dez mil habitantes.

    Observa-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal, alm de reforar institutos e procedimentos de elaborao, execuo e controle oramentrio, introduz na ordem jurdica, novos mecanismos de planejamento, transparncia, controle e responsabilidade. Na doutrina, esses mecanismos so rotulados como fundamentos, pilares de sustentao, pontos bsicos ou eixos de apoio da Lei.

    Como uma das condicionalidades legais estabelecidas para a responsabilidade na gesto fiscal, a transparncia destaca-se como uma das principais novidades criadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Nota-se um crescimento nas repercusses provocadas pela atividade financeira estatal, no intuito de provocar estmulos participao e ao controle social sobre os atos do gestor pblico, notadamente aqueles referentes estruturao do processo oramentrio.

    Desde 2000, com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal esses estmulos foram viabilizados mediante a institucionalizao dos instrumentos de transparncia: Relatrio de Gesto Fiscal (publicao e disponibilizao quadrimestral ou semestral) e Relatrio Resumido da Execuo Oramentria (publicao e disponiblizao bimestral).

    Para cumprimento da determinao legal de fiscalizao da gesto fiscal, o Tribunal de Contas de MG recebe, no decorrer do exerccio financeiro, os referidos relatrios com dados e informaes fiscais dos municpios mineiros e do Estado.

    Conforme decises publicadas no Dirio Oficial do Estado, tem-se que no mbito do Executivo Estadual a regra de envio peridico dos relatrios vem sendo cumprida, nesses oito anos de vigncia da Lei de Responsabilidade Fiscal. E mais, o exame do contedo desses instrumentos de transparncia na gesto fiscal mostra que o ambiente de restrio oramentria criado pela Lei e muito bem aplicado pelo atual Governo, permitiu eliminar a ocorrncia de sucessivos dficits oramentrios, que provocavam, tambm, a elevao da dvida pblica. Vale destacar que, em 2006, o supervit oramentrio aferido foi da ordem de R$ 81,1 milhes. A Dvida Consolidada perfazia um total de R$ 48,083 bilhes, representando um aumento de 5,06% em comparao com o exerccio anterior. de conhecimento pblico, principalmente pelos profissionais que atuam no campo das finanas pblicas, que o aumento significativo da Dvida Pblica e do Servio da Dvida tem como causa precpua as bases do acordo firmado entre a Unio e o Estado de Minas Gerais, no qual o Servio da Dvida est limitado a 13% da Receita Lquida Real e a parte que no foi paga incorporada principal e corrigida pelo IGP-DI, indicador de preos que apresenta um crescimento maior que os outros na economia brasileira.

    A pergunta que o leitor lana, nesse contexto, a seguinte: por que o Governo Estadual se endividou e quais as razes e causas desse endividamento? Do ponto de vista macroeconmico, tem-se que o endividamento pblico representa um instrumento de gesto administrativa e financeira. O Governo Estadual se endividou, nas ltimas dcadas, para fazer face aos gastos pblicos com suas atividades econmicas e financeiras. As razes para isso so os motivos e fins que o levaram a buscar os emprstimos. As causas do endividamento dizem respeito aos meios, instrumentos e aes governamentais adotados e que proporcionaram o endividamento, estando relacionados ao carter poltico, administrativo, financeiro ou cultural, especfico de cada Governo, naquela poca.

    A Lei de Responsabilidade Fiscal, infelizmente, foi editada com pelo menos uma dcada de atraso. Se tivesse sido aprovada no final de dcada de oitenta, provavelmente a Dvida Pblica de Minas Gerais no estaria to elevada. Mas, o que importa que vindo cedo ou tarde ela est em pleno vigor. E, principalmente, na sua essncia d o norte para uma boa gesto dos recursos pblicos, com base nos conceitos de accountability (necessidade de avaliaes posteriores das aes governamentais, pelos cidados) e responsiveness (respeito vontade manifestada pelos governados).

    Quanto disponibilizao do Relatrio de Gesto Fiscal (RGF) e do Relatrio Resumido da Execuo Oramentria (RREO) e sua remessa, via INTERNET, na data-base 31.12, ao Tribunal de Contas de MG pelos 853 municpios mineiros, verificou-se que:


    • Em 2003, sessenta e seis Chefes do Poder Executivo no enviaram o RGF;


    • Em 2003, sessenta e trs Chefes do Poder Executivo no enviaram o RREO;


    • Em 2003, noventa e um Chefes do Poder Legislativo no enviaram o RGF;


    • Em 2003, trs municpios extrapolaram o limite da Dvida Consolidada Lquida


    • Em 2006, apenas trs Chefes de Poder Executivo no enviaram o RGF;


    • Em 2006, apenas trs Chefes de Poder Executivo no enviaram o RGF;


    • Em 2006, todos os Chefes de Poder Legislativo enviaram o RGF;


    • Em 2006, um municpio extrapolou o limite da Dvida Consolidada Lquida.

    A situao apresentada acima mostra que no decorrer desse tempo de existncia da Lei de Responsabilidade, quase todos municpios mineiros esto observando o princpio da transparncia e disponibilizando os referidos relatrios ao TCEMG, para que este possa cumprir a sua misso de controle da gesto fiscal.

    Em sntese, o acesso aos dados da gesto fiscal desses entes federados, municpios e Estado, permite a criao de informao e de conhecimento, que so elementos essenciais transparncia, cidadania e democracia.

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    Tera-feira, Maio 20, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. Foi enviada ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo consultor empresarial Wagner Gomes. Vale conferir!

     

    PATRUS ANANIAS. 
    O Fator Surpresa?

    Wagner Gomes

                                                  
     

    Na poltica, no existem movimentos espontneos. O que se observa, nas escaramuas tornadas pblicas, um jogo de bastidores que se transforma em um xadrez de grandes mestres.

    O Governador Jos Serra percebeu a engenharia poltica orquestrada em Minas (a aproximao do Governador com o Prefeito Fernando Pimentel), e contra-atacou costurando o apoio de Orestes Qurcia ao seu candidato "in pectoris" Gilberto Kassab em So Paulo, deixando irritado o candidato de seu partido, Geraldo Alckim, aliado natural de Acio Neves.

    Cada vez mais a sucesso poltica ganha contornos de um grande jogo, que agua os articulistas de planto e provoca a imaginao pblica ao instigar suas preferncias, em pesquisas dirigidas a forjar candidatos imbatveis. Mas uma coisa parece convergir na anlise dos acontecimentos polticos: O Presidente Lula e os Governadores Jos Serra e Acio Neves so, indubitavelmente, os principais jogadores no momento.

    No entanto, de maneira incipiente, dois novos jogadores - os Ministros Patrus Ananias e Dilma Rousseff -, podem emergir nesse cenrio, cada vez mais controlado pelo instinto poltico do Presidente.
    Diante do quadro que j est colocado, o maior novo jogador o Ministro Patrus Ananias, e a que sua oposio ao acordo poltico entre o Governador Acio Neves e o Prefeito Fernando Pimentel fica mais clara.

    Esse acordo s faz sentido se visar uma perspectiva de Pimentel e Acio caminharem juntos rumo ao Governo de Minas e do Brasil, em 2010.
    Porm, a dinmica poltica no pode alijar o voraz apetite do Presidente mais popular que o Brasil j teve, depois de Getlio Vargas e Juscelino
    Kubitschek, que se mostra muito atento a sua crescente popularidade, difcil de ser estancada com tantas e to boas notcias geradas pela economia em sua administrao.

    O fato que, tanto Acio Neves como Jos Serra j perceberam que a luta a ser travada agora, pois tero que encarar a rara oportunidade da ausncia de Lula em 2010 para viabilizarem o sonho da Presidncia.
    Os movimentos gerados pelos dois principais candidatos do PSDB deixaram fraturas expostas que extrapolam o PSDB e se irradiam aos componentes das alianas em andamento, com feridas cujas cicatrizaes, certamente, demandaro um pouco mais de tempo.

    A Ministra Dilma, pouco afeita vida poltica, embora j tenha demonstrado competncia como executiva do poder pblico, no consegue ser popular.

    J Patrus Ananias, membro da Academia Mineira de Letras, que se tornou o Deputado Federal mais votado da histria de Minas Gerais, tem forte apelo poltico.
    Integridade acima de qualquer suspeita, o Ministro do Desenvolvimento Social e Combate Fome pode, facilmente, com uma boa mdia e com o apoio do Presidente Lula, se tornar o Pai do Bolsa Famlia, com chances reais de se eleger atravs de um raciocnio bastante simplista: atualmente o programa beneficia onze milhes de famlias e, a partir deste ano, pretende incorporar a esse universo os adolescentes maiores de dezesseis anos.

    E olhe que o acordo selado em Minas poderia ser implodido se o Ministro Patrus assumisse a sua prpria candidatura. Ao se recolher, guardou-se para uma eleio bem mais importante.
    Lembram-se de que o Bolsa Famlia, antes que o Patrus assumisse o Ministrio, vivia nas manchetes, pejorativamente?

    Pois bem, ele ps o programa para andar e o tornou a vedete do atual Governo. Nada mais natural que ele se torne o herdeiro da popularidade de Lula em todo o Pas. E a igreja catlica que, ultimamente, anda to recolhida, teria nele, pela notria identidade de princpios, o seu melhor candidato.

    Quem sabe, na cabea do Presidente que tanto seduz, e ao mesmo tempo intimida os presidenciveis Acio Neves e Jos Serra, essa equao j no esteja montada, espera do momento adequado para se tornar pblica?

    Quem melhor guardaria a Presidncia da Repblica at o seu retorno em 2015, talve






                      Comentrios

    #1. Roberto M. - (robema@bol.com.br)
    Grande Wagner:

    Voc est se revelando um analista poltico dos melhores. E sua linha de raciocnio, alm da coerncia, fcil de assimilar. Continue a nos brindar com seus artigos. Quem sabe produzidos com uma bola de cristal?
    Abrao
    Matheus









    #2. Helosa Netto de Castro - (heloisanetto@terra.com.br)

    Wagner ---Excelente partida de Xadrez No h o que acrescentar Parabns
    Helosa
    #3. Jos Luiz Gomes Rlo - (grandaze@ig.com.br)
    Nobre amigo: No sabia de suas potencialidades como analista poltico. Carlos Chagas e Numane que se cuidem. Abraos
    Jos Luiz Gomes Rlo
    #4. Elder - (Email no informado)
    Wagner,
    Parabns pelo artigo.
    Como sempre brilhante.
    Um abrao.
    Elder.







    #5. Rawlinson - (rawlinso@uaigiga.com.br)
    Agora vemos melhor qual sua praia, primo.
    V em frente!

    #6. Andr - (andrersvp@hotmail.com)
    Prezado Wagner:
    Ao ler o seu artigo, me lembrei de um poema do Affonso Romano de SantAnna,
    que termina assim: "Algo j est em movimento e no h jeito de estancar. A isto uns chamam de sorte, azar ou destino. A isto os gregos chamavam de tragdia: Aquilo que foi posto em movimento com a ajuda dos Deuses e Deus algum pode alterar."
    Creio ser essa a ilao extraida de seu artigo. Tomara que assim seja.
    Abrao
    Andr







    #7. Vicente de Paulo Zica - (zicavicente@yahoo.com.br)
    Como sempre, suas percepes detm uma lgica inquestionvel. Se fosse para apostar, eu apostaria. Abrao. Zica
    #8. Mrio Alaor - (marioalaor@yahoo.com.br)
    Wagner,
    Sobre o seu artigo eu digo apenas o seguinte: No h controvrsia.(Embora eu tora contra). Parabns!
    Mrio Alaor.

    #9. Ricardo - (ricardorj7@hotmail.com)
    Wagner:
    Interessante notar que, diferentemente de tantos outros analistas que escrevem sobre a temtica poltica, voc costuma imprimir aos seus artigos um estilo que d sustentao ao que argumenta. O seu texto amparado por aspectos objetivos, que conquista a ns leitores, e lhe confere a necessria
    credibilidade,que caracteriza o articulista isento. No preciso concordar contigo, mas simplesmente acreditar que abordando vrios spectos, induz o leitor ao raciocnio e conclues prprias. Parabns. Algo de novo est surgindo atravs de voce.
    Ricardo






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    Sexta-feira, Maio 30, 2008

    ARTIGO ESPECIAL

    Sobre a sociedade da competio
    (o totalitarismo sorrateiro)



    Jos Luiz Quadros de Magalhes
    Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela UFMG.

    Desaprendemos a conviver com a diferena. Na sociedade de consumo contempornea somos levados a sempre escolher "o melhor". Nos programas de televiso no se escuta simplesmente uma musica. Este prazer de ouvir uma musica vem acompanhada quase sempre com a escolha do melhor cantor, a melhor musica, o melhor calouro.
    A competio alimentada em todo momento, em todas as atividades. Na escola escolhido o melhor aluno, a melhor composio, a melhor monografia, a melhor nota em cada matria. Esta competio permanente nos leva inconscientemente a reproduo da lgica do melhor em quase tudo: quem o nosso melhor amigo?
    Qual a melhor pizza da cidade? Qual o melhor churrasco? E o melhor tempero? A melhor cerveja, o melhor escritor, o melhor livro, o melhor argumento, o melhor candidato, o melhor professor, o melhor samba enredo e a melhor escola de samba, o melhor...
    No necessrio mencionar que o que melhor para um no o para o outro e essa impossibilidade momentnea de construir um consenso sobre o que melhor que ainda nos salva do totalitarismo. O problema ser o dia quando todos acordarem sobre o que o melhor.
    Uma sociedade que sempre escolhe o melhor corre o risco de no final ficar com uma nica pizza, um nico estilo de musica, uma nica cerveja, um nico argumento e etc. A diversidade muito rica e se construmos uma sociedade onde s h espao para os melhores negamos a diferena, a diversidade e nos submetemos ao conceito majoritrio do que melhor. Porque tem que ter sempre o melhor?
    Podemos comer uma pizza hoje e outra amanh, ou ouvir uma musica hoje e outra amanh. Se sempre escolhemos o melhor escolhemos um vencedor, o que faz do outro perdedor, categoria que desqualifica e tende a excluir. O diferente, perdedor, desta sociedade do numero 1 tende a desaparecer, ou no mnimo ser esquecido.
    Este ensaio publicado neste espao tem que se conformar aos padres do que melhor. Tem que ter uma introduo, por isto escrevi a em cima INTRODUO, um desenvolvimento, e uma concluso. Em muitas publicaes exige-se um resumo, um abstract, palavras chave, bibliografia, seguir as regras da ABNT, ser escrito em "Times New Roman", citar outros autores e repetir o que eles disseram, etc, etc, etc... E se no citar um monte de autores considerados os melhores pensadores, a acabou tudo. No vale nada.
    J que para citar, o filosofo Jean Claude Milner em entrevista ao Le Monde (Le Monde des livres, 28.02.2008, mis a jour le 06.03.08) se pergunta: Quando vamos parar de nos fixarmos na finalidade de dizer bem o que j foi dito?
    Por este exemplo, possvel notar a superficialidade, a limitao, o aprisionamento do pensamento, e como nos obrigam, por meio de um consenso minoritrio, diante do qual a maioria se cala, a nos enquadrarmos s regras que devem ser utilizadas para ensinar crianas e adolescentes a pensarem com lgica.
    O imprio da forma sobre o contedo e o livre pensar. Esta uma forma de como a escolha do melhor, no caso da melhor publicao, pode impedir que tenhamos acesso ao novo, ao livre, ao diferente.
    A histria do pensamento cientfico tem nos mostrado nos ltimos sculos que uma idia, uma teoria que se tornar majoritria nasce minoritria e quando se torna amplamente aceita como sendo a melhor porque j est no momento de ser superada. Podemos citar muitos exemplos conhecidos como Galileu, Newton, Kant, Marx, Freud e muitos outros.
    No estamos afirmando que a maioria burra (a unanimidade com certeza irrefletida), mas a maioria nunca esteve na vanguarda de nada. As novas teorias, as novas idias filosficas, polticas, econmicas tm que envelhecer para serem compreendidas e aceitas, o que significa que j esto no momento de renovao, de superao ou transformao.
    Uma sociedade que aprende a conviver com a diversidade, com a incerteza, com a pluralidade pode fazer com que estes processos de transformao sejam menos dolorosos, tenham um custo social e pessoal menor. As pessoas no deveriam ter que morrer ou serem condenadas ao isolamento para que as coisas mudem.
    Ao contrrio, uma sociedade que vive sempre em torno da idia de escolha do melhor corre o risco de se tornar monocromtica, montona, lenta e conservadora.
    Voltemos idia do que melhor? Quando uma idia poltica se torna hegemnica como o liberalismo hoje ou o nazismo na Alemanha de 1933, significa que esta idia vitoriosa a melhor? Os seus argumentos foram capazes de convencer e envolver milhes. Como? Por qu?
    Efetivamente porque foram percebidos como sendo os melhores. O importante entender como ocorreu esta percepo do que melhor. Os consensos ou as maiorias histricas so construdos sobre verdades reveladas ou sobre encobrimentos estratgicos? possvel imaginar que nas sociedades complexas contemporneas o jogo poltico construdo sobre uma honestidade de intenes?
    A questo no esta embora a pergunta continue pertinente. O problema reside no fato de que as condies de percepo do mundo, das idias, das pessoas, so variadas, diversas, so mundos de percepo distintos reforados pelas grandes metrpoles, pela sociedade cosmopolita dos grandes centros urbanos.
    A massificao, a busca da homogeneidade como forma de construo de consensos tem repercusses perigosamente totalitrias como a hegemonia irrefletida, fundada no desejo, da sociedade de consumo neoliberal contempornea.
    Slavoj Zizek nos traz uma importante reflexo sobre esta questo. Visitando Freud e o livro dos sonhos o pensador nos mostra que o processo de construo de maiorias polticas pode ter em diversos momentos histricos (inclusive na hegemonia neoliberal atual) um perturbador e sofisticado processo ideolgico de distoro do real com conseqncias poderosas.
    Zizek nos mostra por meio de um dilogo com Freud, que os sonhos so manifestaes, muitas vezes, de medos e desejos presentes em uma estria que reflete experincias dirias que muitas vezes no tm relao direta com o desejo e o medo que se esconde ali. Em outras palavras, ns construmos uma estria na qual esto presentes os nossos medos e desejos que se escondem naquele desenrolar de fatos criados muitas vezes em uma estria que se perde no seu desenvolvimento.
    Para encontrar estes desejos e medos necessrio encontr-los escondidos nas entrelinhas desta estria.
    Trazendo isto para a poltica, podemos exemplificar, como faz Zizek, com o nazismo: a sociedade alem vivia o desemprego, a violncia, o caos e a humilhao, o Partido Nacional Socialista Operrio Alemo (que no era nem socialista nem operrio) construiu uma estria na qual cabiam os medos e desejos daquela sociedade naquele momento. Como fazer milhes de pessoas seguirem suas idias? Criando uma estria onde os desejos e medos de milhes de alemes estejam presentes.
    Esta estria ter ento o condo de levar as pessoas, na busca da realizao de seus desejos e superao de seus medos, na direo dos interesses de quem criou a estria. Nesta estria o estrangeiro, o judeu responsvel pelo desemprego; o operrio to alemo quanto o empresrio e o inimigo responsvel pelo desemprego e insegurana so as potncias estrangeiras. Mesmo sendo falsa a estria, a crena na estria construda, mostra que a soluo dos problemas que os afligem est na expulso dos estrangeiros e especialmente os judeus.
    A estria contada repetidas vezes legitima aes que em nada podem efetivamente solucionar os seus medos e satisfazer os seus desejos, mas o importante que a maioria acredite nisto. Enquanto milhes se mobilizam em torno desta estria, aqueles que detm o poder realizam seu desejos e se protegem dos seus medos.
    Transferindo para a contemporaneidade brasileira, a construo da estria hoje hegemnica na imprensa conservadora, de que podemos resolver o problema da insegurana nas grandes cidades com mais polcia, mais direito penal, com o encarceramento em massa, criando personagens que fogem da noo de humanidade como o bandido, o monstro violento, o menor infrator e outras nomeaes simplificadoras, toda uma poltica estatal justificada e defendida pela maioria, que incapaz de perceber que est agindo contra seus prprios interesses.
    Esta construo de estrias pode ajudar a explicar porque milhes de pessoas agem contra seus prprios interesses, repetidas vezes na histria da humanidade: uma minoria que constri as estrias que absorvem desejos e medos de uma maioria, direcionando estes para outras finalidades que correspondem obviamente aos interesses desta minoria.
    Este jogo de construes de "verdades" ideologizadas, distorcidas, faz com que a percepo do melhor seja comprometida pela vontade de poucos.
    Como dito, o grupo que assume o poder do Estado (e no s o poder do Estado mas o poder econmico) cria uma estria para coordenar. Invade este espao pessoal de construo de sentidos, de coordenadas e impe suas prprias coordenadas. Zizek se refere ao totalitarismo nazista desta forma.
    Este poder toma os medos e desejos da populao e d um sentido, constri uma estria. Para isto Zizek usa o exemplo de Freud no livro dos sonhos: os desejos e medos esto contidos em uma estria, um sentido que nossos sonhos criam. Para descobrir estes desejos necessrio encontr-los em meio estria. A estria criada encobre os desejos. A estria no tem relao direta com os desejos ali escondidos.
    Nas palavras de Zizek, quando este se pergunta por qual razo as idias dominantes no so as idias dos dominantes: "... cada universalidade hegemnica deve incorporar ao menos dois componentes particulares, o componente popular 'autntico' e sua 'distoro' do fato das relaes de dominao e explorao." (Pladoyer en faveur de l'intolerence", editions Climats, Castelnau le Lez, 2004, page 25)
    Zizek observa que o fascismo manipula os autnticos desejos populares de busca de comunidade e de solidariedade social contra a competio feroz e a explorao deformando a expresso deste desejo com a finalidade de legitimar a perpetuao das relaes de dominao e de explorao social.
    Logo a hegemonia ideolgica no se constitui no caso onde um componente particular ocupa o vcuo de um universal vazio, mas sim, antes, a universalidade ideolgica testemunha a luta entre ao menos dois componentes particulares: o popular exprimindo os desejos secretos da maioria dominada e o especfico exprimindo os interesses das foras de dominao.
    Zizek menciona como exemplo o cinema demonstrando como este pode despertar um desejo e ao mesmo tempo nos diz como desejar. tudo que o poder dominante quer: no s dar um sentido, construir coordenadas a partir dos desejos existentes, mas tambm criar desejos e dizer como desejar. O que o nazismo fez foi oferecer uma estria, dar um sentido que atende aos interesses da classe dominante aos desejos inconscientes das pessoas.
    Retomando Freud, Zizek explica que h uma distino entre pensamentos "latentes" do sonho e o desejo inconsciente expresso em um sonho. FUNDAMENTAL DIFERENCIAR A ESTORIA DO SONHO, O TEXTO EXPLCITO DESTE, DOS PENSAMENTOS LATENTES MANIFESTADOS NESTA ESTRIA.
    De uma maneira semelhante no h nada de fascista ou de reacionrio no pensamento latente (do sonho) da ideologia fascista, no desejo de comunidade e na solidariedade social. O que explica o carter propriamente fascista da ideologia a maneira como este pensamento latente transformado e elaborado pelo (trabalho do sonho) texto ideolgico explcito que procura legitimar as relaes sociais de dominao e explorao.
    O mesmo pode ser aplicar ao populismo direitista de Sarkozy ou Berlusconi ou o neoliberalismo dos anos 90 at hoje, ou o ultra-conservadorismo de Bush, etc, etc...

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    Tera-feira, Junho 3, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. Para LER e PENSAR!!!




         ARTIGO ESPECIAL

    Convergncia, eletricidade e TV Legislativa Digital
        * Rodrigo Lucena
    Quais seriam os prximos passos das assemblias legislativas estaduais neste caminho de dilogo com a sociedade?
    A pergunta me foi dirigida por ocasio de um seminrio sobre convergncia digital. Expresso do momento, a convergncia de mdias mais um desafio do que uma realidade. Mas ser uma realidade, inequivocamente, quando todo esse grande bolo de informao, equacionada numericamente, estiver disponvel a partir de um simples aperto de boto.
    E como as assemblias legislativas esto se posicionando ante essa perspectiva?
    Arrisco-me a dizer que vamos bem obrigado, mas precisamos avanar.
    Se verdade que a convergncia s se dar, de fato, quando os meios de acesso forem to simples como ligar uma luz, da a expresso "informaticidade", cunhada pelo engenheiro Slvio Meira, um grande especialista nesta rea, a televiso tem enorme vantagem sobre todos os outros meios, por ser uma velha conhecida das famlias brasileiras, em 99% dos lares.
    Depois da grande conquista para a comunicao do Parlamento que foi a incluso das televises legislativas no servio de TV a Cabo, isso h 13 anos, e com o avano dessas emissoras para um pblico significativamente mais amplo, com a outorga de canais geradores abertos para algumas assemblias e sua exposio na Internet, nos colocamos, agora, diante do maior desafio: a TV Digital.
    Este o momento de definirmos como as casas legislativas vo se posicionar no futuro que se avizinha, quando acontecer a popularizao dos meios digitais de comunicao de massa. o ponto de partida para pensarmos na convergncia, de fato, e na criao das inmeras possibilidades de dilogo com a sociedade que essas ferramentas vo nos proporcionar.
    Pensar a participao das assemblias neste modelo uma tarefa que exige desprendimento por parte dos seus atuais dirigentes. O agente poltico sobrevive de resultados imediatos. Mas no h qualquer sinal de que a popularizao da televiso digital seja uma realidade em menos do que 5 ou at 10 anos. O problema que no d para esperar. O sistema analgico nos ensinou que quando um canal de televiso torna-se um grande ativo financeiro, o interesse pblico se torna refm de outros interesses e, no obstante a lei, passa a um segundo plano.
    O que est na pauta dos tcnicos responsveis pelas emissoras legislativas a construo de um modelo de implantao de TV Digital que seja capaz de atender a todos. Contudo, um modelo que seja vivel economicamente, a ponto de alimentar o sonho de se construir uma rede de transmissores digitais com capilaridade suficiente para atingir a grande massa de pessoas que continuam desprovidas da informao de boa qualidade que transmitida hoje pelos veculos de comunicao do parlamento brasileiro, em todas os nveis e esferas.
    Em termos de convergncia, o fato que precisamos agir, hoje, pensando num horizonte de mais de 10 anos. Restar classe poltica e aos atuais presidentes das assemblias o registro histrico da inovao. 

    *Rodrigo Lucena.
    Diretor da Associao Brasileira 
    de Televises e Rdios Legislativas Astral
    Diretor de Rdio e TV 
    da Assemblia Legislativa de Minas Gerais


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    Sexta-feira, Agosto 15, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado aonosso BLOG pelo consultor empresarial Wagner Gomes.



                 O Professor do Tempo 
                 Wagner Gomes

    "Mas que a vida seno uma combinao de astros e poos, enlevos e precipcios? O melhor meio de escapar aos precipcios fugir aos enlevos." Machado de Assis

    Conheci o Dr. Ivo Pitangui h mais de uma dcada, em sua residncia na Gvea, quando ofereceu um coquetel aos integrantes de um congresso de cirurgia plstica, ocorrido no Rio de Janeiro.
    O mesmo e comum amigo que poca nos apresentou, Dr. Sebastio Nelson Guerra, hoje Secretrio Geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plstica, sabendo de minha admirao pelo Professor, brindou-me com novo encontro, em evento que promoveu na qualidade de principal dirigente do Servio de Cirurgia Plstica do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.
    Nessa oportunidade fui distinguido com a honra de receber, do prprio autor, o livro Aprendiz do Tempo, no qual condensa suas Histrias Vividas, com amvel dedicatria. Percebe-se em sua leitura que o autor consegue nos envolver em sua narrativa autobiogrfica, com tanta coerncia e tantos detalhes entrelaados de tal forma, que tudo ocorre naturalmente.
    Personagens entram e saem enquanto conta suas histrias que, em paralelo, ainda celebra a arte em todos os seus seguimentos, como coadjuvante de seu trabalho cientfico, que se vai consolidando ao longo do tempo.
    E o mestre se mostra perfeito ao produzir relatos de situaes ao contar idas e vindas, sem deixar o leitor perdido. Emprega, sem pudor, recursos da sinestesia ao cruzar sensaes que misturam realidades e suas percepes nicas, que se tornam mltiplas na mente de quem as l.
    Por dominar um estilo potico, presenteia-nos com textos de grande beleza, at quando materializa a profanao de um corpo com o bisturi, ou quando descreve os procedimentos de uma interveno nos queimados de grande porte, dando vida leitura, ao conseguir explicitar que procura, com essas intervenes, a harmonizao da alma com sua forma.
    Trajetria cientfica instigante, essa que nos relata, atravs de seus passos que se iniciam em Cincinnati(1948-Ohio), nos Estados Unidos, passando por Minnesota e Nova Iorque, para retornar ao Brasil em 1949 e criar o Servio de Cirurgia da Santa Casa de Misericrdia do Rio de Janeiro, dando alento aos carentes que sofriam de deformidades fsicas.
    Comea a tomar forma a vocao desse baluarte da medicina, em busca da perfeio, na arte em que se envolve e que desenvolve. Em 1950, torna-se visiting fellow de Marc Iselin, ocasio em que freqenta cursos na Frana e Inglaterra.
    No Brasil, atua no Servio de Queimaduras e de Cirurgia Reparadora do Miguel Couto e se torna o Chefe de Cirurgia Plstica e Reparadora da Santa Casa. Cria o curso de ps-graduao na Pontifica Universidade Catlica do Rio de Janeiro, integrado enfermaria da Santa Casa, comeando ento a formar turmas que disseminam sua tcnica por mais de quarenta pases.
    Tudo isso e muito mais se percebe na leitura desse livro, que traz, ainda, sua comovente histria de amor por Marilu, sua musa e companheira por todo o sempre, desde que se conheceram. E quem se dedicar a essa leitura ir perceber que a dimenso do Professor Ivo Pitangui, tambm, se revela na solidariedade e na tica.
    Sua conscincia ecolgica se faz presente no povoamento de sua ilha em Angra dos Reis, promovendo a interao do ser humano e dos animais com a natureza. Antecipar algo mais soa como uma indelicadeza a quantos ainda iro ter o prazer de ler esse livro que, por si s, j justificaria a imortalidade do autor, conquistada atravs da ocupao da cadeira de nmero 22 da Academia Brasileira de Letras, em 1990.
    Um homem frente de seu tempo, que se torna cidado do mundo sem deixar de ser mineiro na vida, s pode, assim, ser definido: "Tanto nomini nullum par elogium".







    Comentrios

    #1. Angela Maria da Silva
    E onde consigo encontrar esse livro? Est a venda nas livrarias? Pela crtica to bem articulada, pelo autor que verdadeido cone brasileiro e por todas as demais circunstncias que o crticio deixa nas entrelinhas, parece-me que esse livro logo se tornar em verdadeiro fennemo de vendas.










    #3. Patricia
    Conheo e admiro , como todo brasileiro, o mestre Ivo Pitanguy. E conheo bem, e admiro muito, meu primo Wagner.
    E por conhecer e admirar os dois, devorei a crtica com os olhos, na esperana de logo devorar o livro tambm!

    #4. Heloisa Netto de Castro
    Parabns Wagner
    Voc revelou,com brilhantismo,a arte de julgar o mrito da obra cientfica e literria do Prof. Ivo Pitanguy

    #5. Virginia Abreu de Paula
    Fiquei com a impresso de que eu tambm gostaria de ler esse livro. Onde ele nasceu? Seu pai residiu em Pirapora por algum tempo, poca em que meu pai o conheceu.



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    Tera-feira, Agosto 26, 2008

    Coluna do nosso parceiro de blogosfera, o vice-prefeito de Bh, Ronaldo Vasconcellos. Vale conferir!











































    Vice-presidente PV/ BH, engenheiro eletricista (1973), professor universitrio, vice-prefeito de B.H.
    Fale com o Ronaldo: ambito@terra.com.br




    Fumo I: ataque.
    Aps 24 horas sem fumar, diminui muito o risco de um ataque cardaco (Sociedade Americana do Cncer).


    Fumo II: dispnia.
    Se voc deixar de fumar entre um e nove meses, acontece a diminuio da tosse, da congesto nasal, da fadiga e da dispnia. O movimento ciliar dos brnquios volta ao normal, limpando os pulmes e reduzindo os riscos de infeces respiratrias. H ainda um aumento da capacidade fsica e da energia corporal (Sociedade Americana do Cncer).

    Fumo III: data comemorativa.
    No prximo 29 de agosto (sexta-feira) vamos "comemorar" o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Precisa dizer mais alguma coisa?

    Economia Verde: Econologia.
    na realidade, uma tomada de conscincia do fato de que as medidas ecolgicas podem ser rentveis. Resultado: vrias indstrias tm modificado seu comportamento nesse sentido.


    Um bom exemplo.
    Foi dado no VII Frum de Postos de Combustveis do Leste Mineiro e Vales do Ao e do Mucuri, realizado em Ipatinga no dia 22 de agosto (sexta-feira). O tema principal da programao foi a preservao do meio ambiente, que j se tornou lema e at slogan do Minaspetro "Responsabilidade socioambiental, uma bandeira do Minaspetro". Presenas da Feam, da Supram e desse colunista ambiental. Exemplo a ser seguido / copiado por outros setores da economia mineira, no caminho de econologia (ver item 4). Bola Verde!


    Meio Ambiente: conceito legal.
    o conjunto de condies, leis, influncias e interaes de ordem fsica, qumica e biolgica, que permite, abriga e rege a vida em todas suas formas (Lei 6938/81, da Poltica Nacional do Meio Ambiental).


    Outro conceito: direito ambiental.
    O Direito Ambiental, como o meio ambiente, no possui um conceito preciso acerca de sua definio. Contudo, pode-se afirmar que o Direito Ambiental trabalha as normas jurdicas dos vrios ramos do direito, bem como se relaciona com outras reas do saber humano como a biologia, a fsica, a engenharia, o servio social, etc. , portanto o Direito Ambiental uma matria multidisciplinar que busca adequar o comportamento humano com o meio ambiente que o rodeia. Outra importante constatao o fato de ser um direito difuso, ou seja, pertence a todos os cidados e no a uma ou outra pessoa ou conjunto de pessoas discriminadas.


    Empreendimento: cronograma x licenciamento.
    O processo de licenciamento ambiental ocorre em trs etapas, separadas e sucessivas, em simetria com a trplice seqncia do cronograma do empreendimento, isto :
    1) planejamento: licena prvia (LP);
    2) implantao: licena de instalao (LI) e
    3) operao: licena de operao (LO).


    Pra voc refletir.
    Sem ser apocalptico, mas sendo realista bom sabermos que apesar de nossos sentimentos de invencibilidade e imortalidade, nossa existncia muito mais frgil do que podemos imaginar. Preocupemo-nos. Ajamos!


    Essa voc no conhece.
    Voc j ouviu falar de tecamebas? Eu j. Aprendi com a biloga Beatriz Souza, em seu livro Guia das Tecamebas: Bacia do Rio Peruau (MG). 

     

    Coluna Verde
    Divulgue esta idia. Envie a coluna para os seus contatos.
    Fale com a mbito Consultoria Ambiental Ltda.
    e-mail: ambito@terra.com.br
    site: www.ambitoconsultoria.com.br



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    Tera-feira, Setembro 9, 2008

    ARTIGO ESPECIAL do economista Srgio Birchal para nosso BOG. Ele atuou como economista-chefe da FIEMG. Atualmente professor do IBMEC em Minas. Vale conferir o artigo dele.


    QUE BOM SERIA SE PORCOS-ESPINHOS
     NO TIVESSEM ESPINHOS!

    O ser humano por definio um ser social. Precisamos de nossos semelhantes para sobreviver. Quando bebs ns no podemos prescindir do outro para o atendimento das necessidades mais bsicas.
    A convivncia social nos garante proteo, companhia e melhores condies de vida. Nosso padro de vida material atual, por exemplo, seria inalcanvel se tivssemos que produzir tudo o que necessitamos.
    Segundo o ponto de vista econmico, estamos sempre enfrentando tradeoffs (escolhas excludentes). Um dos mais importantes deles a vida em sociedade. O quanto temos que abdicar de nosso livre-arbtrio para usufruir as benesses da vida em sociedade? Como no h nada de graa, viver em sociedade implica em abrir mo de viver em liberdade "total".
    no ser dono do prprio nariz. Segundo a histria econmica contempornea, a escolha entre ter um padro de vida material afluente ou viver prximo do nvel de subsistncia.
    Mas no so apenas os economistas a ressaltarem que a vida em sociedade pode ter um alto custo para o indivduo. Arthur Schopenhauer, um filsofo alemo do sculo XIX, traduziu esta dificuldade atravs da metfora do porco-espinho:


    "Um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. Para no congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. Mas, no momento em que ficavam suficientemente prximos para se aquecer, comeavam a se espetar com seus espinhos. Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefcio do convvio prximo e recomeavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distncia confortvel entre o emaranhamento e o enregelamento."


    Um sculo depois o fundador da psicanlise voltava ao mesmo tema. Segundo Freud, todo indivduo inimigo da civilizao, pois em todos ns existem tendncias destrutivas, anti-sociais e anti-culturais.
    Portanto, travamos constantemente com a civilizao uma luta entre nosso isolamento e nossa liberdade. Seja por que ngulo que analisemos a questo, a concluso sempre a mesma: h uma contradio intrnseca na vida em sociedade.
    Essas contradies ficam mais evidentes e agudas em tempos de transformaes scio-econmicas significativas, rpidas e prolongadas com nos dias de hoje.
    Elas nos foram a mudar a nossa forma de pensar, a nossa mentalidade e o nosso posicionamento diante da sociedade e das relaes sociais (as relaes de trabalho, de famlia, as relaes amorosas e assim por diante).
    Nos ltimos duzentos anos houve pelo menos duas transformaes de amplitude semelhante de nossa poca, que sacudiram no somente a base material do mundo (principalmente, o Ocidental), mas, tambm, as estruturas sociais.
    A primeira foi quando do surgimento do vapor como fonte de energia e da emergncia das estradas de ferro como meio de transporte, na primeira metade do sculo XIX. Podemos dizer que essa a fase do capitalismo industrial.
    Houve uma enorme mudana na mentalidade das pessoas. Elas deixaram, paulatinamente, de viver no campo e passaram a viver em cidades.
    O mundo ainda era dos homens, mas as mulheres davam continuidade luta por direitos iguais e ganhavam importantes simpatizantes no lado masculino.
    A relao com o tempo mudou. No era mais a natureza que ditava o ritmo do trabalho. Era o relgio. Mudou tambm a relao com o espao.
    Tal como a Internet, as ferrovias reduziram as distncias relativas de forma estonteante. Uma viagem de dias passou a ser uma viagem de horas e de melhor qualidade.
    Alm das ferrovias, podemos afirmar que uma das primeiras formas de comunicao virtual se inaugura com o surgimento do telgrafo. Ou seja, mudaram as condies de consumo, de produo, de comunicao e as relaes sociais.
    A segunda grande transformao de nossa sociedade ocorreu na virada do sculo XIX para o sculo XX. Alguns historiadores a chamam de fase do capitalismo imperialista. Outros a descrevem como a fase do capitalismo trustificado.
    De fato, as principais economias capitalistas da poca passaram a ser dominados em importantes setores por poucas, grande e poderosas empresas. As grandes corporaes surgem como uma resposta nova dinmica dos negcios e crescente complexidade da inter-relao entre tecnologia e cincia.
    O vapor substitudo pelo petrleo como a principal fonte de energia. A eletricidade ilumina casas, ruas e fbricas, alm de permitir que as pessoas comuniquem entre si em tempo real, independente da distncia que as separa. Mais um passo na direo da massificao da comunicao virtual. Mais tarde viria o rdio.
    Obviamente, o automvel tambm encurta espaos menores que as ferrovias no eram apropriadas e nem econmicas para percorrer. O automvel d mais autonomia, mais flexibilidade e mais liberdade de escolha ao indivduo. Paralelamente, as mulheres no Ocidente, paulatinamente, garantem seu direito de votar e vo para as fbricas substituir os homens que se enfrentam no "front". Mudou-se a relao com o tempo e o espao. Mudou-se a mentalidade. Mudaram-se as relaes sociais. Inexoravelmente mudou o cotidiano e a privacidade das pessoas.
    Depois da Segunda Grande Guerra, Elvis Presley surgiu cantando um estilo de msica mal visto nos EUA: o Rock'n Roll. Tratava se de uma msica negra, mais agressiva com seus acordes mais radicais, usada para contestar a discriminao racial naquele pas.
    Elvis rebolava enquanto cantava e as mulheres iam, em massa, ao delrio. Talvez este tenha sido o primeiro movimento feminino espontneo de massa. Na dcada de 1960 elas enchiam estdios e desmaiavam em bandos, vtimas de crises histricas em massa por conta de uma certa banda de rock: os Beatles. A liberao da plula encontrou uma mulher disposta a rasgar o suti e estender os seus direitos para as relaes amorosas e profissionais. Na esteira do movimento feminista vieram os movimentos reivindicatrios de outros grupos, at ento, marginalizados, como os movimentos raciais, tnicos e de diferentes orientaes sexuais.
    A vida social nunca mais seria a mesma e as mudanas seriam radicais e ocorreriam em menos de uma gerao, fato indito e estonteante. A introduo da televiso e, posteriormente, das transmisses via satlite j apontava o espao que a comunicao virtual iria ocupar na vida das pessoas.
    Depois da ressaca econmica dos anos 70 (incluindo a dbcle do movimento hippie), o surgimento do computador pessoal na dcada de 1980, o uso em larga escala da Internet e da Web na dcada de 1990 colocou de pernas para o ar as nossas relaes com o tempo, o espao, com a sociedade e entre as pessoas.
    Mais uma vez mudou, tambm, o nosso cotidiano e a nossa concepo de privacidade. Tem incio uma nova fase do capitalismo. Este passa a ser globalizado numa escala nunca antes vista.
    A globalizao das comunicaes no s transformou por completo os meios de comunicao, como os multiplicou enormemente. Alm disso, essa exploso dos meios de comunicao disponibilizou uma enorme quantidade de informaes para os mais longnquos rinces do planeta. Com isto estavam estabelecidas as bases para um mundo cada vez mais pluralista. A cincia, o senso comum, a tradio e a revelao religiosa no s competem entre si para dar uma explicao e um sentido do mundo e da vida, como dentro de cada uma destas formas de conhecimento h diversas correntes que competem entre si tambm. As relaes ficaram mais fluidas.
    O descasamento e o desemprego deixaram de ser estigma social, apesar do alto custo para os envolvidos. Ao mesmo tempo, emerge um amplo mercado virtual (muito bem organizado, por sinal) para o encontro do "amor da vida", "da outra cara metade", "do par perfeito".
    Sabemos exatamente o querem quer dizer esses clichs? Ser que estamos em meio a novas utopias? Mas somos mais reflexivos pelo simples fato de termos mais acesso a informaes. Isto quer dizer que estamos tendo que questionar o que era inquestionvel numa rapidez assombrosa.
    Esta , sem dvida, uma das caractersticas dos nossos tempos. Temos mais dvidas do que certezas acerca de quase tudo.
    Isto torna o antagonismo entre sociedade e indivduo mais complexo. Em um mundo de poucas certezas, em que as estruturas esto se derretendo em processos, as pessoas esto sendo obrigadas a enfrentar constantes mudanas nos seus relacionamentos, no seu cotidiano e na sua privacidade. Um mundo de menos certezas um mundo mais plural.
    Mas a pluralidade traz consigo a liberdade. Mas que liberdade? Liberdade de escolha. Mas escolher implica em comprometer-se, em abrir mo de uma coisa em prol de outra, por sua conta e risco. Isso nos obriga a refletir. Por sinal, um dos ltimos refgios da natureza humana.
    Mas para refletir necessrio ter uma mente aberta e uma grande curiosidade. Nada disso indiscutvel e/ou indolor. Lembre-se sempre da mxima dos economistas: "No h sanduche de graa". Que pena que os porcos-espinhos tenham tantos espinhos.

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    Quarta-feira, Setembro 10, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo nosso amigo Padre Wagner Portugal. Ele destaca o livro "Causas e Causos de um Juiz do Interior - tributo ao saudoso desembargador AYTON MAIA. Um mineiro de Juiz de Fora - que estoudou na Academia de Comrcio com o presidente Itamar Franco - e que como reprter poltico, privei da amizade dele, quando o desembargador foi presidente do TRE de Minas. CVale conferir o artigo do pe. Wagner.

                                                                         ARTIGO ESPECIAL

                                                                             
                                                                        Pe. Wagner Portugal.

                                                                     Acabo de receber o livro
                                                                      CAUSAS E CAUSOS
                                                                DE UM JUIZ DO INTERIOR
                                            TRIBUTO AO DESEMBARGADOR AYRTON MAIA,
                                     editado pelos seus filhos, o Engenheiro FRANCISCO MAIA NETO
                                             e a Desembargadora CLUDIA REGINA GUEDES MAIA.

    O livro, delicioso de ler, que nos traz uma alegria de viver prpria do que foi a vida do Desembargador Ayrton Maia composto por quatro partes: a primeira parte que narra os casos do Desembargador Ayrton Maia, desde jovem Magistrado em Tombos, passando pelo seu ofcio de Juiz das Comarcas de Eugenpolis, de Muria e por fim em Belo Horizonte.
    Coroou a sua carreira como Juiz do extinto Tribunal de Alada e, por merecimento, foi promovido ao excelso Tribunal de Justia do Estado de Minas Gerais, aonde ocupou os mais altos cargos, sempre com a sua humildade, bom humor e conciso da palavra e do voto ou da sentena, prpria de uma alma devotada aos princpios que hauriu no lar abenoado nascido em Juiz de Fora pelo amor e pela comunho de vida de seus venerandos pais Rosa Falci Maia e Francisco Maia.
    A segunda parte enumera as mximas de nosso homenageado. Entre todos os seus conceitos de vida, vale a pena ressaltar, a que eu vejo mais apropriada para um mundo eivado de inveja, de disputas de todas as ordens e de ingratides: "Nunca esquea da gratido, trao de carter que o homem jamais pode abandonar".
    A terceira parte relata a grande paixo do Desembargador Ayrton Maia: o Mercado Central de Belo Horizonte, por ele freqentando religiosamente todos os sbados para os abastecimentos necessrios de gneros para a sua casa e, tambm, para a cerveja gelada e o bom tira-gosto no Joo do Bar Rei da Feijoada.
    Eu mesmo, tive a ventura de acompanh-lo certa feita nesta sua liturgia sabtica.
    A quarta parte vem recheada de verdadeiros DEPOIMENTOS dando um retrato do que foi a figura do filho, do esposo, do pai, especialmente do amigo, e da sua atuao como Juiz de Direito, Desembargador, Advogado, Professor e Auditor Geral do Estado de Minas Gerais.
    Personalidades como o Presidente Itamar Franco,
    o Ministro Patrus Ananias de Souza,
    o Vice-Governador Antnio Augusto Junho Anastasia,
    o Prefeito Fernando Pimentel, o Senador Arlindo Porto,
    o Ministro Carlos Mrio da Silva Velloso,
    os Desembargadores Alvimar de vila, Antnio Armando dos Anjos, Antnio Marcos Alvim Soares, Fernando Botelho Neto, Gustavo Capanema, Isalino Lisboa, Joaquim Herculano, Lcio Urbano Silva Martins, Nilson Reis, Osmando Almeida, Paulo Roberto Pereira da Silva, Pedro Carlos Bitencourt Marcondes,
    o jornalista Dr. Edson Zenbio, o advogado Dr. Walter Santos Neto, todos eles, sem distino, demonstrando que o homem Ayrton Maia manteve a mesma simplicidade e o esprito de f que hauriu no abenoado lar juiz-forano.
    F e determinao, duas palavras de seu carter, aliado a uma vida extremamente honrada. A quinta parte enumera os artigos do Desembargador Rogrio Tolentino, analisando a sua judicatura; o de Dcio Freire ressaltando o seu compromisso com a tica; o de Antnio Orfeu Brana ressaltando o bom e leal amigo; e, por fim, o nosso modesto perfil do saudoso amigo publicado no site do, j saudoso jornalista Mrcio Bertola.
    Esse o tomo que li, de uma nica vez, como se come doce de leite com queijo: de joelhos. De joelhos, sim, para dizer a Santssima Trindade, obrigado pela vida e pela amizade de Ayrton Maia. Ele no morreu, na comunho dos santos junto de Deus, ele abre o seu sorriso largo e feliz, constituindo-se nosso intercessor junto de Deus. Obrigado, Senhor pela sua vida, amm!



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    Quinta-feira, Setembro 18, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso blog pelo economista Srgio Birchal,do IBMEC em BH.









                                                                         CRISE? QUE CRISE?

                                                                               Srgio Birchal

    O que se passa com a economia mundial? uma crise econmica ou financeira? Mas muitos economistas usam a expresso "ajuste de mercado"? Alguns falam ainda em "acomodao de mercado"? tudo a mesma coisa? Ser possvel termos alguma certeza em meio a tantas incertezas?

    Vou comear pela ltima pergunta. a mais fcil de responder. Infelizmente, a resposta para ela no. A nica certeza que ainda temos neste mundo que um dia morreremos. Mas em economia (como de resto em todos os ramos das cincias sociais e humanas) h percepes e perspectivas diferentes. Algumas partem de diferentes concepes de mundo.
    Outras incorporam uma perspectiva de longo ou curto prazo. Essas diferenas de percepes e perspectivas mudam a forma de entender a causa das crises econmicas e das suas perspectivas de durao.

                                                     Voltaremos a este assunto mais frente.
                                            Por ora, vamos nos concentrar nas demais perguntas.

    No tudo a mesma coisa. Crise econmica, ajuste e acomodao de mercados so fenmenos econmicos distintos. Uma crise econmica uma depresso acentuada e generalizada da atividade produtiva. Ela costuma ser mais ou menos prolongada. Ela afeta a maioria das pessoas e das empresas por um longo prazo. Um ajuste de mercado um realinhamento dos preos relativos.
    algo que ocorre sempre que a economia cresce ou diminui. Uma acomodao de mercado quando h uma menor volatilidade dos preos, sinalizando que o mercado caminha para um novo ponto de equilbrio entre preos e quantidades produzidas e consumidas.

    O que se passa com a economia mundial uma crise econmica. Nos ltimos tempos ela tem se expressado atravs da alta volatilidade dos mercados em geral, do baixo crescimento e alta da inflao nas economias mais ricas e, mais espetacularmente, da insolvncia de grandes e prestigiosas instituies financeiras mundiais.
    Comeou com a crise imobiliria nos Estados Unidos h mais de um ano. Espalhou-se pelo sistema financeiro e ningum mais arrisca a afirmar quando ela chegar ao fim. Trs dos cinco maiores bancos de investimentos dos Estados Unidos j quebraram.
    As duas restantes esto numa situao difcil. A maior seguradora dos Estados Unidos, e a terceira maior do mundo, a AIG, foi estatizada. Os crditos interbancrios esto praticamente congelados.
    Muito dinheiro (pblico e privado) j foi gasto e/ou perdido ao redor do mundo na tentativa de se evitar o pior dos cenrios: um pnico generalizado. As economias mais ricas do mundo (Estados Unidos, Japo, Alemanha, Gr-Bretanha e Espanha, principalmente) j esto em forte retrao da atividade econmica.
    A economia indiana est umbilicalmente atrelada economia norte-americana. Rssia, frica do Sul, Austrlia e Brasil sofrem muito com a retrao dos mercados de commodities.
    A China j sofre com a retrao do mercado internacional. A situao parece estar perigosamente saindo de controle, apesar de todos os esforos conjuntos de bancos centrais.
    O medo j se espalhou a tal nvel que a cotao do ouro sofreu a maior alta em quase dez anos.

    Voltemos primeira pergunta. A causa desta crise no o endividamento desenfreado. O endividamento foi o estopim da crise, assim como a Crise do Petrleo na dcada de 1970.
    A causa desta crise est nos fundamentos da economia. A economia tem sido constantemente sacudida por crises causadas pela difuso de inovaes nos ltimos 200 anos. Essas crises mudam definitivamente os pontos de equilbrio do mercado. O crescimento da economia mundial nas ltimas dcadas foi largamente impulsionado pelo florescer da revoluo da informtica.
    Mas o mundo no tem condies de manter um crescimento econmico robusto e prolongado, dadas as restries tecnolgicas em energia. a que mora o problema.

    O que vai mover a economia mundial (como o petrleo fez de maneira eficiente por tantas dcadas), agora acrescida de bilhes de asiticos e interligada em tempo real, sem inviabilizar de vez a vida no planeta? Qual o substituto energtico, de ampla aplicao nos demais setores produtivos e econmica e ambientalmente vivel, nossa disposio? Onde estar a sada desde beco sem sada tecnolgico da economia mundial do incio do sculo XXI?

    So essas as perguntas que precisam ser respondidas. O crescimento acelerado dos ltimos tempos precipitou o descompasso entre a exploso do mundo virtual da Internet e a infra-estrutura real de energia e logstica.
    Ou seja, o mundo real da economia no sofreu inovaes suficientes para dar sustentao ao rpido crescimento do mundo virtual. Sem estas inovaes, a economia mundial estava fadada a chegar rapidamente ao seu ponto de exausto.
    Qualquer crescimento marginal se traduziria em elevao generalizada dos preos; ou seja, inflao seguida de crescente estagnao econmica. Alguns pases ou regies econmicas podem estar mais ou menos preparados e, por conseqncia, sofrer de forma mais ou menos aguda a crise.
    Mas todos sofrero.

                                                                            Srgio Birchal
                                                                Economista, prof. IBMEC-MG



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    Sexta-feira, Outubro 31, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. Vem do site do experiente advogado tributarista Dalmar Pimenta. As reflexes que ele faz sobre a "eterna" reforma tributria brasileira valem a pena de ser lidas e anotadas.











    ARTIGO ESPECIAL

    Algumas Reflexes Sobre
     o Novo Projeto
    de Reforma Tributria

                                                                                         


                                                                              * DALMAR PIMENTA

     Enviada ao Congresso Nacional, a Proposta de Reforma Tributria, PEC 233/08, volta a ser, assunto de primeira linha para todos os parlamentares. Segundo exposio de motivos que acompanha o Projeto, os objetivos a serem alcanados com mais essa proposta de Reforma Tributria so (i) a simplificao do sistema tributrio nacional; (ii) a eliminao da guerra fiscal entre os Estados; (iii) implementao de medidas de desonerao tributria; (iv) correo de distores dos tributos que hoje incidem sobre bens e servios; (v) aperfeioar a poltica de desenvolvimento regional; e, (vi) melhorar a qualidade das relaes federativas, ampliando a solidariedade entre a Unio e os entes federados.
    Da simples leitura do projeto, verifica-se que a proposta apresentada pelo Governo Federal no tem como objetivo verdadeiro uma reforma estrutural do nosso sistema tributrio atual, nem tampouco, a esperada reduo da elevada carga tributria.
    Prope a criao de um imposto denominado de Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA-F), que unificar as contribuies ao PIS, COFINS e CIDE-Combustiveis. Entretanto, aproveita-se para alargar a sua base de clculo, em relao base de clculo anterior dos tributos unificados, visto que incidir sobre "operaes com bens e prestaes de servios, ainda que as operaes e prestaes se iniciem no exterior".
    Segundo o projeto, esse novo imposto ser regulamentado por Lei Complementar que fixar sua abrangncia e forma de cobrana. Haver um perodo de transio entre o sistema atual para o novo de 24 meses, aps a promulgao do P.E.C. Pelo texto do projeto, v-se que o IVA-F no um imposto sobre valor adicionado, mas sim, um imposto sobre operaes e servios no-cumulativo, muito semelhante ao IPI e ao ICMS, abrangendo tambm, fatos hoje tributados pelo ISS. o verdadeiro imposto sobre o consumo.
    A PEC pouco adianta sobre sua regulamentao, outorgando Unio competncia para institu-lo. O novo imposto (IVA-F), como dito, ser no-cumulativo, e o PEC consagra expressamente a sua tributao por dentro, o que transforma uma alquota nominal de 25% em uma alquota real de 33,35%, ou, uma alquota de 18% em 21,38%.
    Esta sistemtica, ao nosso sentir, tornar menos transparente o sistema tributrio. Pelo novo texto, permite a bi-tributao em relao aos bens corpreos (IVA-F e IVA-E) e a tri-tributao jurdica em relao aos servios (IVA-F, IVA-E e ISS). O grande receio de todos que no h no PEC, qualquer restrio Unio de se (re)criar novos impostos e contribuies. Teme-se que essas contribuies suprimidas (PIS, COFINS e CIDE), grande fonte dos vrios recordes de arrecadao do Governo Federal venham depois a serem re(criadas) novamente.
    Devemos lembrar que continuar em vigor a competncia da Unio para instituir contribuies residuais por meio de lei complementar. Um dos poucos pontos positivos do Projeto de Reforma Tributria se refere incorporao da CSSL pelo IRPJ, simplificando o atual sistema. Com esta incorporao, alm de se aumentar a alquota do IRPJ, o projeto prev a instituio de adicional do imposto de renda por setores de atividade econmica, entretanto, pecando pela ausncia de definio das hipteses de incidncia desse adicional.
    Da mesma forma que o IVA-F, a transio desta mudana se dar 24 meses aps a promulgao do PEC.
    Outra boa noticia representada pela extino da contribuio do salrio educao, representando um pequeno avano em termos da desonerao da folha de pagamento das empresas.
    O restante da desonerao da folha est, evidentemente, sendo utilizada pelo Governo Federal como moeda de barganha para aprovao do Projeto de Reforma Tributria, pois conforme anunciado, se houve a aprovao o Governo se compromete a enviar ao Congresso lei especifica desonerando a folha em um prazo mximo de noventa dias.
    Finalmente, chegamos ao ICMS, tributo que, pelo projeto, sofrer as maiores modificaes estruturais. Como o referido imposto atualmente garante 83% das receitas dos estados brasileiros, acreditamos que estas alteraes sero o grande obstculo para aprovao do projeto de emenda constitucional.
    Segundo nos diz o projeto as alteraes a serem realizadas no ICMS, visam a reduo da chamada "guerra fiscal". Para isto, esto propondo a federalizao do ICMS, com a uniformizao, atravs de lei complementar federal, das atuais vinte e sete legislaes estaduais, sendo que doravante o atual ICMS passar a denominar-se Imposto sobre o Valor Adicionado Estadual IVA-E.
    Caber a um rgo que acreditamos ser o CONFAZ, a regulamentao do novo imposto, tratando, inclusive dos incentivos e benefcios fiscais. Merece especial ateno, a modificao proposta do tratamento constitucional conferida ao princpio da no-cumulatividade. Isto porque, a proposta retira do texto constitucional a forma pelo qual deve ser alcanado a no-cumulatividade, devendo referido principio ser reescrito por lei complementar.
    Quanto s alquotas, em regra, sero definidas pelo Senado Federal, no havendo nmero fixo, entretanto, haver uma alquota padro para todos os estados. Ao mesmo tempo em que a proposta fala em extino da guerra fiscal, o PEC prev a definio, por lei complementar, de mercadorias e servios que podero ter sua alquota aumentada ou reduzida por lei estadual.
    A arrecadao do IVA-E, corretamente, salvo excees expressas, ser devido ao Estado de Destino, reservando-se 2% sobre o valor da base de clculo, que pertencer ao estado de origem. Haver forma de compensao ao Estado de Origem, com criao de Fundo para compensar possveis perdas que alguns estados tero com a implementao do novo IVA-E. Inclusive, est previsto a possibilidade de exigncia integral do imposto pelo Estado de origem, mediante transferncia da parte que caberia ao estado de destino, por meio de uma cmera de compensao. Com referncia s operaes com petrleo, lubrificantes, combustveis lquidos, gasosos e deles derivados e energia eltrica, o projeto previa inicialmente que o imposto caberia integralmente ao Estado de Destino. Porm, o relator do projeto na Comisso de Constituio e Justia da Cmara Federal, conseguir em seu parecer alterar o projeto, destinando tambm aos estados de origem 2% da base de clculo.
    Segundo o projeto, a transio do atual sistema para o novo sistema IVA-E, se dar aps oito anos da promulgao do PEC. Apesar de entendermos necessria a ocorrncia de um prazo de transio, entendemos ser muito longo o prazo estipulado, podendo a proposta neste prazo se tornar letra morta.
    Durante este longo perodo de transio, pretende o Governo reduzir gradualmente o percentual das alquotas interestaduais e, tambm, do tempo de apropriao dos crditos referentes aos bens destinados ao ativo fixo, passando dos atuais quarenta e oito meses para apenas oito meses. Por fim, na tentativa de desestimular os incautos, o Projeto prev, em seu artigo 9, o estabelecimento, por lei complementar, de limites e mecanismos de conteno da carga tributria.
    No se v seriedade na proposta da criao deste "gatilho" a ser institudo por Lei Complementar daqui a oito anos. mais um projeto de Reforma Tributria que servir de "desencargo" de conscincia do Governo Federal perante o Legislativo e a sociedade em geral, pois sabe-se que no h vontade poltica de todos os entes da federao.
    Entretanto, j se pode notar que o que de fato quer o Governo Federal manter os atuais recordes de arrecadao e garantir instrumentos para aument-la quando bem entender, eliminando as salvaguardas dos contribuintes e limitando seu poder de reao.

    * Advogado Tributarista, mestrando em Direito Empresarial pelas Faculdades Milton Campos, Scio do Escritrio DALMAR PIMENTA ADVOGADOS ASSOCIADOS.
     


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    Segunda-feira, Novembro 17, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo advogado mineiro MARCOS TITO ex-deputado estadual.

                                                                
                                                                               
                                                                          Advogado Marcos Tito 
                                                                                  ex-deputado.
                                                                          Atuou com competncia 
                                                                                 na presidncia
                                                                     da Junta Comercial de Minas. 


                                                                           ARTIGO ESPECIAL                      
                                                                  Educao em Tempo Integral

    Quem conhece a periferia de Belo Horizonte e mesmo as ruas do Centro v com muito pesar e sofrimento um grande nmero de crianas, jovens e adolescentes sem nenhuma perspectiva de futuro, vendendo balas, pedindo esmolas, cheirando cola e exibindo pendores circenses.
    Essa massa populacional por certo engordar as estatsticas da delinqncia e do crime.
    Quando se preocupa em construir presdios sobre a forma de P.P.P. - Participao Pblica Privada, iniciativa discutvel sob a forma da metodologia, pois a guarda e segregao de presos prerrogativa e dever do Estado, que no pode de forma alguma deixar de investir na segurana pblica e coibir, com energia e eficcia, o crime.
    Por outro lado, a Educao, tambm dever do Estado, no pode de forma alguma ser relegada a um segundo plano pelos membros dos municpios, estados e Unio Federal.
    A educao em tempo integral por certo ir melhorar a vida de milhares de pequenos brasileiros, afastando-os de delinqncia e possibilitando-os um futuro melhor. Os custos so insignificantes, levando-se em conta os benefcios que traro a uma massa de brasileiros deserdados da cidadania!
    Quanto custa um prato de comida e dois lanches? Trs a quatro reais no mximo! Leonel Brizola, quando governador do Rio de Janeiro, tendo como secretrio Darcy Ribeiro, investiu pesado na educao em tempo integral, construindo os CIEPs na periferia das cidades do estado, melhorando a qualidade de vida da populao carente.
    Porm, os governos seguintes a Brizola no tiveram a sua sensibilidade, no dando continuidade a esse projeto to importante para mudar a qualidade da Educao.
    Os dados fornecidos pelas estatsticas mostram nmeros que envergonham o mundo civilizado, pois no Brasil existem milhares de escolas sem energia eltrica, muitas sem instalaes sanitrias adequadas, bibliotecas, salrios decentes e segurana para seus professores vtimas de alunos delinqentes e de criminosos, que colocam em risco os mesmos, alm disso, falta material didtico, mobilirio, etc.
    Quando iremos acordar deste descaso e letargia.




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    Sbado, Dezembro 13, 2008

    O EFEITO MANADA... ou Maria vai com as outras...

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pelo consultor financeiro Wagner Gomes.

                                                                                      
                                                                        O EFEITO MANADA.

                                                   
                                                                                Wagner Gomes

                                                   "A imprudncia costuma anteceder a calamidade." 
                                                          Appiano de Bello
    O planeta terra est atento aos ndices Dow Jones e Nasdaq que, atravs de suas oscilaes, comandam o sobe e desce das Bolsas de Valores do mundo inteiro.
    Em tempo no muito distante, a mania do pontocom provocou a irracionalidade de se atribuir valor ao que no tinha, como agora ocorreu. Companhias de tecnologia abriam capital na Nasdaq e, da noite para o dia, aquele mercado lhes atribua valores superiores aos das empresas gigantes do capitalismo mundial.
    E j naquela poca, o efeito manada fez com que o ndice Nasdaq ultrapassasse os 5000 pontos ao final do primeiro trimestre de 2.000 para, um ano e meio depois, despencar para menos de 1400 pontos.
    Hoje patina em volta de 2200 ou pouco mais. Esse mercado ilusrio, do faz de conta, esteve novamente na crista da onda. O congresso americano, acuado, aprovou um pacote de ajuda aos irresponsveis, no valor inicial de 850 bilhes de dlares, a Europa injetou U$2 trilhes em sua economia e agora a China anuncia U$586 bilhes para atenuar a desacelerao em seu crescimento. O crdito bancrio, banalizado pela liquidez abundante e por uma poltica monetria frouxa por parte dos americanos, saiu em busca de rentabilidade amparado pelo ambiente falsamente identificado como positivo e tornou-se displicente com o risco. Nesse contexto formou-se o ambiente para uma exagerada avaliao dos ativos e, agora, a exemplo da crise dos pontocom e tantas outras, como a que aconteceu no Japo nos anos 80, tambm provocado por um boom imobilirio, a economia mundial se v abalada.
    E a raiz do problema sempre a mesma: economia globalizada em franco e acelerado crescimento e abundncia de recursos a juros baixos levam os bancos a buscarem maiores rentabilidades.
    Atravs de executivos que se transformam em gnios altamente remunerados, descobrem o ovo de Colombo em negcios mais rentveis, aos quais do o charmoso nome de derivativos, porm com um pecado capital em sua concepo: tornam-se lenientes com o risco.
    O resultado de tudo isso a est. Alguns fatos, porm, j se tornam irreversveis: A Walt Street que conhecemos nunca mais ser a mesma e a falta de crdito internacional reduzir, em muito, o ndice de crescimento da economia nos prximos anos.
    A grande lio extrada da presente crise nos ensina que as aplicaes em aes negociadas nas bolsas devem levar em conta a noo de valor. No podem se submeter s sensaes de euforia ou ao pnico coletivo que subvertem valores e provocam o estouro da boiada, tambm chamado efeito manada.
    A dificuldade de crdito internacional provocar maior remessa de recursos pelas multinacionais aqui instaladas s suas matrizes e a queda nos preos das commodities diminuir o valor de nossas exportaes.
    Esses argumentos esto por a, a rondar o cenrio macroeconmico. O Banco Central, em resposta imediata, flexibilizou os depsitos compulsrios e, atento ao desenrolar da crise, foi acionando um elenco de medidas para minimizar os seus efeitos, incluindo a a abertura de crdito de U$30bilhes pelo FED americano ao nosso BACEN.
    Agora, ao eliminar parte do IPI em automveis, alivia as montadoras. E ao flexibilizar o Imposto de Renda dos assalariados, tenta estimular o consumo. Tambm destina parte de suas reservas para emprstimos diretos s empresas com dvidas em dlar, visando compensar a ausncia de crditos internacionais.
    H quem diga que a indstria brasileira esteja suficientemente capitalizada para sustentar grande parte de seu desenvolvimento, em funo dos R$175 bilhes captados atravs de IPOs nos ltimos dois anos.
    E que o mercado interno, agora vigoroso o suficiente para agentar esse perodo de transio, contribuir para atenuar os efeitos dessa crise no Pas. Pelo sim, pelo no, o BACEN decidiu que no mais remunerar 75% dos depsitos compulsrios.
    Isso na prtica equivale a dizer que se os banqueiros no repassarem esse valor, sob a forma de emprstimos, deixaro de ganhar, no mnimo, o equivalente taxa selic sobre o montante desses recursos.
    Eis a o dilema dos bancos: vale a pena correr o risco nesse ambiente? Essa a razo da seletividade no crdito. Mas bom estar atento aos sinais recebidos da economia mundial: a China que detm 20% da populao mundial -, com o recuo de modestos 2,2%, tem sua primeira queda em exportaes para o resto do mundo, levando-se em considerao o ms de novembro atual sobre o do ano passado. Em contrapartida suas importaes decresceram 17,95% em igual perodo.
    Os Estados Unidos esto em recesso. Na Europa, a Itlia j anuncia, tambm, sua recesso, com o PIB encolhendo 0,9%. No me surpreenderia, nesses tempos de crise, que as partes envolvidas em negcios venham a desenvolver mecanismos que permitam renegociarem contratos j firmados, em funo do desequilbrio econmico financeiro vigente. Afinal, isso o que pretende o Paraguai, com relao a Itaipu.
    E toda empresa tem que estar atenta a pleitos desse tipo, pois, certamente, em futuro no muito distante, sero procuradas por seus clientes e devedores pra viabilizar, sob essa nova tica, uma reviso das bases contratadas.
    Esse o cenrio que se avizinha. De outra forma, o efeito manada seria prenncio de concordatas ou falncias, em massa.
    Como vem, aquela marolinha anunciada pelo nosso Presidente, h poucos meses, ganha contornos inimaginveis, e j se configura como uma ameaa real ao espetculo virtuoso do crescimento que o Pas comeou a vivenciar at o terceiro trimestre deste ano.
    Como diria o Millr Fernandes: "Vocs a que sempre economizaram tanto para os dias piores, podem comear a gastar: os dias piores j chegaram." 
     







                             Comentrios

    #1. rogerio sottili
    Como sempre o ilustre WAGNER Gomes, consegue com poucas e objetivas palavras tocar o ponto, neste caso, sobre a crise mundial. Gostaria de ter lido, em sua anlise, um breve reconhecimento sobre a responsvel poltica adotada com que o Governo enfrenta a crise. Se verdade que o movimento para alm de marolas, tambm verdade que o Brasil est melhor preparado para enfrentar a crise global. Se a poltica econmica do governo Lula fosse a mesma dos governos anteriores, possivelmente estariamos acompanhando as dificuldades "tsunmicas" que os demais paises enfrentam.
    parabns
    rogerio sottili


    Prezado Joo Carlos:


    Olha o nvel dos amigos que mandam mensagem para o seu blog, comentando os meus artigos. Nesse ltimo o Rogrio Sottili, se manifestou. Veja um discurso dele, representando o Ministro dos Direitos Humanos. O Sottili, por sua funo, responde interinamente, pelo ministrio, nas ausencias do titular. , portanto, o Vice-Ministro.

    Grande abrao

    Wagner Gomes.




    Discurso do Dr. Rogrio Sottili
      no lanamento da Seleo Pblica de Projetos 2006


    Discurso proferido por Sua Excelncia o Secretrio Adjunto da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Dr. Rogrio Sottili, na Sesso Solene de Lanamento da Seleo Pblica de Projetos 2006 do Programa PETROBRAS Fome Zero 25 de maio de 2006.

    Senhoras e Senhores, bom-dia.

    1 - Primeiramente, gostaria de agradecer, em nome do Ministro Paulo Vannuchi, o convite para participar do lanamento da Seleo Pblica de Projetos 2006 do Programa PETROBRAS Fome Zero.

    2 - com satisfao que a Secretaria Especial dos Direitos Humanos recebe a notcia de que, mais uma vez, a PETROBRAS lana um edital de apoio a projetos sociais. Isso contribui para o fortalecimento das polticas pblicas de combate misria e fome, de educao e qualificao profissional, de gerao de emprego e renda e de garantia dos direitos da criana e do adolescente.

    3 - Essa iniciativa fundamental no apenas porque contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida da populao brasileira. Mas tambm porque d um importante passo na consolidao e disseminao do conceito de Responsabilidade Social.

    4 - importante ressaltar o quo importante para a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidncia da Repblica estar presente neste Lanamento.

    5 - Nesses trs anos e meio de governo Lula, a SEDH sempre buscou articular sua poltica de defesa dos Direitos Humanos nas esferas federal, estadual e municipal, alm de organismos e agncias internacionais, universidades e empresas, como a PETROBRAS. O dilogo e a busca do consenso so as caractersticas mais marcantes deste governo. E a colaborao dos mais diferentes setores da sociedade que tem nos ajudado a construir um pas mais justo, para todos.

    6 - E a PETROBRAS sempre foi parceira. Sempre est presente.

    7 - Entre 2002 e 2005 a PETROBRAS aplicou mais de trinta e dois milhes de reais em projetos de garantia dos direitos das crianas e dos adolescentes por meio de doaes ao Fundo Nacional da Criana e do Adolescente.

    8 - Alm disso, desde outubro de 2003, a PETROBRAS mantm o Projeto Siga Bem Criana, que desenvolve aes especficas de combate explorao sexual de crianas e adolescentes e ao trabalho infantil. Aes que so discutidas em conjunto por representantes da rea social da companhia, do Conselho Nacional dos Direitos da Criana e do Adolescente e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

    9 - Por fim, desde 2004, o Disque-Denncia Nacional de Combate ao Abuso e Explorao Sexual contra Crianas e Adolescentes, conta com o apoio fundamental da PETROBRAS. O servio acolhe denncias de violncia contra crianas e adolescentes, buscando interromper ou evitar a situao de violncia revelada. De maio de 2003 a abril de 2006 a SEDH recebeu e encaminhou mais de 17.000 denncias. Sem o apoio da PETROBRAS, este servio no teria o formato, as dimenses e a importncia que tem hoje.

    10 - O relato do apoio e da parceria da PETROBRAS para com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, alm de fundamental para ns, para a garantia e defesa dos Direitos Humanos, apenas uma das inmeras iniciativas da companhia pelo desenvolvimento do Brasil.

    11 - Ao lanar, pelo terceiro ano consecutivo, a Seleo Pblica de Projetos do Programa PETROBRAS Fome Zero, a empresa, alm de ter conseguido a vitria da auto-suficincia em petrleo em 2006, assume definitivamente a vanguarda na rea de responsabilidade social.

    12 - Por tudo isto quero, em nome do Ministro Paulo Vannuchi, reafirmar a nossa satisfao e disposio de continuarmos juntos nesta grande luta em defesa dos direitos humanos de todos os brasileiros e brasileiras. E quero reafirmar o nosso reconhecimento por todo apoio que temos recebido da PETROBRAS. Muito obrigado.
    Dr. Rogrio Sottili
      

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    Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS pela Assessora de Comunicao da Boriola Consultoria., Tain Senhorini. O artigo "BRASIL: O FALSO PODER DE COMPRAS? - de autoria do consultor financeiro Claudio Boriola. Vale conferir!

                                                            ARTIGO ESPECIAL

                                         BRASIL: O FALSO PODER DE COMPRAS?!

                                                      
                                                           *Claudio Boriola

    O povo brasileiro encontra-se entusiasmado com o seu poder de compras. Em vspera de Natal e Ano Novo, como se estivssemos nos antigos dias de antanho O Dia da Derrama (dia em que, os Bandeirantes, pagavam o dzimo Coroa Portuguesa), e voc, nesta poca, paga ao Sistema Capitalista Selvagem!!! 
     

    Observamos milhares de brasileiros que, como formigas, afluem, s lojas para satisfazerem seus desejos e necessidades de todo um ano de trabalho, como se estivessem a conquistar o topo da montanha e, enfincar nele, a Bandeira da satisfao e da Glria. 
     

    Vem, nesse gesto, o retorno do beijo da esposa, o abrao dos filhos, dos avs e, porque no, entram nessa corrente eletrizante todos os pobres da Nao Brasileira, que sorriem, porque iro presentear, nas Festas de fim de ano amada, inesquecvel, que merece o carinho do chefe da famlia e dos filhos, em derredor.
     

    As cabecinhas brancas, curtidas pelo tempo, hoje, j trazendo, na constituio fsica, as rusgas do passado, o emborcamento provocado pela coluna etc.; ainda que, enxergando pouqussimo, divisam, l no comeo da rua, ou das estradas, seus entes queridos, que se aproximam com um sorriso, nos lbios, dizendo -: Feliz Natal, Papai! Feliz Ano Novo e, os ancios(s), vem, naquele gesto eufrico, a transparncia da filiao, do grau de parentesco e o liame da amizade verdadeira.
    Quanta iluso, em torno destes gestos!  Quantas artimanhas existem, na aquisio desses presentes! 
      

    Descem-se as cortinas e, por de trs delas, existe o Amor dos presenteadores para com os presenteados. 

    Mas, tambm, existe o famigerado drago do comrcio, que hoje, no est representado, no topo das grandes naves, dos grandes barcos, das grandes gaiolas dos antigos Fencios, Egpcios e tampouco Caldeus.
    Hoje, o smbolo desses drages ou deuses da mercadncia, foram convertidos, em grandes lojas, com vidraas transparentes, com mercadorias expostas, com focos de luzes e reflexos, que do ao ambiente a sensao do bem estar e da permanncia dos compradores, nos grandes centros, que se sentem, verdadeiros deuses, no mundo encantado do mercado colorido e, agraciados com as gentis atendentes, vendedoras, lojistas, alm do doce refresco e dos gostosos cafezinhos brasileiro. 
     

    s crianas, balinhas, bolachinhas e bombons. 

    Chega hora da famosa indagao. Quanto custa? Em quantas prestaes?  

    Responde o vendedor.

    - Isto custa uma migalha, que pode ser pago, a perder de vista. Em cinco pagamentos, dez pagamentos, enfim, so tantas formas de pagamentos, quanto capacidade econmica dos donos do comrcio.  

    Pouqussimas prestaes, se ele fraco.  

    Mdias prestaes, se ele um comerciante mediano.  

    Longussimas prestaes, se ele for um comerciante abastado, mas que, quanto maior o parcelamento, maior ser a sua renda, porque no preo esto embutidos os juros famigerados, muito alm de 1% ao ms, como determina a Lei e, na hora de pagar, se houver atraso, no ser de 0,5% (meio por cento) ao ms, mas sim, conforme o potencial econmico, pretendido pelo comerciante, nas vendas feitas, que lhe iro engordar as bissacas.   

    Alm de tudo, falam os patres, atravs dos seus comercirios, que o preo precisa ser naquele montante, porque ele paga luz, gua, contador, aluguel da loja ou ainda, gastou fortunas para fazer seu prdio comercial.  

    Na realidade, quem paga tudo isso, alegado pelo comerciante ou patro, somos ns, os consumidores, que pagamos embutido, nas parcelas, as migalhas trazidas pelas abelhinhas (compradores), todavia, esquecendo-se de que o enxame de abelhas (o povo), composto, um a um, de grandes colaboradores.  

    Alertamos que, os juros legais, no passam de 12% (doze por cento) ao ano, e os juros moratrios, pelo pagamento, fora do prazo avenado, so de 0,5% (meio por cento) ao ms, perfazendo um total anual de 6,0% (seis por cento).  

    Lembrem-se, em todo o caso, as parcelas vencidas, s so pagas embutidos os juros legais e de mora, no mximo, com 2% (dois por cento) ao ano. Isto est, na Lei.  

    Do modo como so cobrados os carns, aps o vencimento, os compradores ou contribuintes, chegam a pagar 120% (cento e vinte por cento) ao ano e, sendo comerciante muito bonzinho, 36% a 60% ao ano, quando, na realidade, o mximo seria de 24% ao ano (2% ao ms), no seu total. Esse modo de agir prprio do Sistema Capitalista famigerado, que vive a engolir os mais fracos, satisfazendo sua ganncia econmica.  

    Outro fator importante, da mercadncia, que, nenhum comerciante compra uma calcinha de mulher, pagando, no mximo, R$0,50. Mas, a pe venda, por R$3,00, no mnimo. Um sapato que paga R$30,00, o pe venda, por R$60,00 e, o que custa R$100,00 posto, venda, por R$200,00, que no jogo das prestaes, mais o embutimento dos juros, chega ao patamar de R$150,00 a R$200,00, no seu final.  

    Amigo consumidor, estamos, em poca de recesso, em virtude da influncia do irresponsvel Sistema Capitalista, que derrama, distribui seus mandos, seus desmandos, seus dlares de guerra, aos pases, menos desenvolvidos, seus devedores ou do terceiro mundo.  

    Vamos ao exemplo. O dlar americano valia, pouco menos de R$3,00; veio abaixando, at menos de R$1,30; agora, com o alarde da economia americana, j est encostando aos R$3,00.  

    Sabe o que aconteceu? - Os americanos, com a segunda moeda, mais forte do Mundo, abusaram deste mesmo Mundo, sob a batuta de um governante tresloucado! No precisa-se dizer o nome, voc sabem-o, muito bem. 

    Veja o que acontece, para ns, do outro lado do Oceano Atlntico e, demais pases, delimitados, por outras guas, por outros mares como o Oceano Pacfico, o Indico, etc.; o Brasil, e demais pases do Mundo, tidos como subdesenvolvidos, ou emergentes, devemos aos americanos, ex-maior potncia econmica Mundial, hoje o Japo. Todavia, os que devem aos Estados Unidos da Amrica do Norte, como ns, pagamo-lhes, em dlar. Eles majoram o dlar e ns e, outros povos, pagamos a conta dos que gastaram, indevidamente, no Vietn, Iraque, recentemente.  

    Fica aqui, a nossa impugnao a tal maneira de agir, do Sistema Capitalista Selvagem, das grandes Potncias Mundiais contra os, economicamente, mais fracos. 

    Observamos que, Brasil, Argentina, Bolvia, Paraguai, Uruguai, Colmbia, Venezuela, os povos Africanos, Indianos, todos ns, "pagamos o pato", de uma forma impositiva e financeira, muito cruel, com a imposio do valor da moeda americana.  Os grandes do G-8, recentemente, o presidente recm eleito, Barack Obama, no exitou, em dizer que, a Nao americana, impe sua moeda nas transaes comerciais, evitando-se o caos econmico Milhes, Bilhes e Trilhes de dlares, so feitos em sua Casa da Moeda.  

    Pergunta-se, sabem por qu? Porque o dlar americano feito nas oficinas do Tesouro Nacional da Amrica do Norte. Logo, fazer o dinheiro de papel para os outros povos endividados, ou menos inteligentes, pagarem tudo o que devem, com base nesse mesmo dlar, uma verdadeira moleza?! Eles fazem, de forma comparativa, os contratos com os outros povos, mas tendo embutida, a alavanca originria de sua prpria moeda. Pagar assim fcil.  

    Voc que brasileiro ou estrangeiro, ao adquirir qualquer produto importado, com a chancela Made In U.S.A., estar contribuindo para pagamento dos nus da guerra, com o pas da moeda, chamada dlar.  

    Concluso?! O ano vindouro, depois dos gastos do Natal, do Ano Novo, do Carnaval e da Pscoa, vir a Recesso, que ser inevitvel.  

    Ao amigo Idoso alertamos ter muito cuidado no gastar com os emprstimos, que lhe so oferecidos, na porta de sua casa! Voc estar cavando sua prpria sepultura econmica e, ter, na certa, srias dores de cabea, com o Cartrio de Protestos e, incluso do seu nome, na lista dos maus pagadores, contribuindo com o aniquilamento do seu crdito e honorabilidade.  

    Aquele foco, de luz multicor, aquele cafezinho, aquele bom trato, aqueles elogios feitos, no dia das compras para as festas, poder pichar sua imagem, como verdadeiro mau pagador, indgno de confiana e de crdito, em geral.  

    Recomendamos, todo cuidado possvel, com o "FALSO PODER DE COMPRAS", com a facilitao das parcelas e, dos juros baixos, supostamente praticados, que so, como "Bombons" na boca das crianas, por fora, chocolate branco ou escuro, por dentro, um gostinho de bolacha ruim, com um acre-doce, envolvente do seu dia-a-dia, com noites mal dormidas e, no poder satisfazer, futuramente, o pedido de seus filhos, de sua esposa, o suprimento de suas prprias necessidades bsicas.

    Tenha calma, pacincia, cuidado, pesquise, porque "Caldo de Galinha", no far mal a ningum, e seu sono, ser mais reparador, sua sade psicolgica e mental, mais suave. Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Livrando-se, sempre, desses monstros do comrcio, que podero trazer-lhe, perturbaes mentais, de sade, roubando-lhe a Paz necessria a todo o homem de bem. 
                                                                *Cludio Boriola
                                          Consultor Financeiro, conferencista,
                                          especialsta em economia domstica
                                                   e direitos do consumidor,
                                  autor do Projeto Educao Financeira nas Escolas. 




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    Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTCIAS. Vale conferir!

                                                                DEPRESSO MUNDIAL
                                                                Srgio Birchal, economista,
                                                                  prof. do IBMEC Minas.

    muito pouco provvel que um problema no setor imobilirio nos Estados Unidos tenha desencadeado, sozinho, toda a crise que se abate sobre a economia mundial.
    As estatsticas revelam que a economia norte-americana, que puxava as compras mundiais, j vinha enfrentando crescentes problemas de crescimento.
    Portanto, a crise (que s agora com o desemprego crescendo rapidamente que os brasileiros acreditam) no trivial.
    Ao contrrio da maioria dos analistas, acredito que as possibilidades da economia mundial caminhar para uma depresso em 2009 so muito grandes.
    Muito menos acredito que as polticas econmicas (de orientao neo-keynesiana) que esto sendo adotadas consigam atacar o epicentro da crise.
    O problema que ela foi gerada pela prpria difuso da internet. Este mundo virtual forou a economia real a girar numa velocidade para qual ela no est preparada e insustentvel, tanto do ponto de vista econmico quanto ambiental.
    A internet gerou uma dinmica e velocidade de resposta da economia real sem precedentes. Na ausncia de novas tecnologias energticas e de matrias-primas (principalmente commodities metlicas) a economia real foi sendo esgarada at o limite. Este superaquecimento da economia real foi gerando custos marginais crescentes.
    Como a difuso da internet uma realidade inexorvel, os benefcios marginais de sua difuso foram ficando cada vez menores quando comparados com os custos marginais gerados na economia real.
    Por volta do ano de 2006 surgiram os primeiros sinais de que os custos estavam superando os benefcios e impondo limites muitos estreitos para um crescimento continuado. Paralelamente, a manuteno de um ambiente de crescimento robusto por muitos anos alimentou a gerao de crdito fcil, abundante e barato.
    Por isso as polticas econmicas adotadas at ento amenizam os efeitos da crise, mas no atacam a causa.
    Incentivar o consumo ou a produo neste momento uma tarefa quase que incua. No houve mudanas tecnolgicas significativas (como as que ocorreram no setor de comunicaes) no padro de produo e de oferta de energia e de matrias-primas. Insistir no crescimento sobre as mesmas bases tecnolgicas aprofundar os problemas da economia real.
    Alm disso, os governos no so sacos sem fundo, no so to eficientes quanto a iniciativa privada no curto prazo e no tm como substituir o mercado.
    Assim, desperdiam uma montanha de dinheiro pblico. Esta farra vai cobrar o seu preo na forma de uma crise de financiamento do setor pblico ou de uma crise monetria internacional ou das duas coisas juntas. Melhor seria se o esforo fosse sobre novas fontes de energia e novas tecnologias de materiais.
    Sem elas a internet continuar a se difundir e a criar gargalos cada vez maiores na anacrnica economia real. Junto a estes fatores faz se necessria que a sociedade contempornea se organize sobre novas bases.
    Tarefa muito difcil e longa. So necessrias novas formas de trabalho, de moradia, de consumo, de convivncia... Leva tempo, assim como o desenvolvimento e a difuso de novas tecnologias. Portanto, a crise longa e ser mais grave ainda, antes que as coisas melhorem de fato.
    Uma depresso mundial um cenrio muito provvel e ela afetar muito negativamente a economia mundial, inclusive a brasileira.


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    Domingo, Fevereiro 1, 2009

    ECONOMIA. Artigo Especial.

                                                                PARA ENTENDER A CRISE MUNDIAL.

                                                                                          Srgio Birchal
                                                                                            Economista.

    Por que esta crise diferente das outras? Por que uma crise provocada pela destruio criativa de que falava Schumpeter, um economista austraco da primeira metade do sculo XX.
    Schumpeter foi um dos poucos economistas a entender a diferena entre crescimento e desenvolvimento.
    Crescimento o que vimos acontecer com as vendas de automveis no Brasil at setembro de 2008. Se continussemos crescendo naquele ritmo, ano aps ano, as cidades brasileiras parariam. O carro Flex um desenvolvimento.

    Crescimento sem desenvolvimento apenas o aumento das quantidades produzidas e consumidas, da mesma forma, dos mesmos bens e servios (incluindo infra-estrutura fsica e institucional).
    Crescimento sem desenvolvimento acaba se transformando em custos mais elevados e presso inflacionria. Crescimento e desenvolvimento no correm necessariamente juntos. Cada um desses fenmenos econmicos obedece a lgicas prprias, mesmo que interdependentes.

    O desenvolvimento fruto de grandes e transformadoras inovaes como a microeletrnica. A difuso da microeletrnica trouxe imensos ganhos para a sociedade da virada do sculo XXI.
    Tanto para pessoas fsicas quanto para pessoas jurdicas (apesar de no necessariamente distribudos da forma mais equnime).
    Ela penetrou os lares, os ambientes de trabalho, os locais pblicos, transformando toda a lgica de funcionamento do sistema scio-econmico-institucional (Esta ltima entendida como as regras explcitas e implcitas que condicionam as relaes sociais).
    No fundo, ela transformou a nossa relao com o tempo e o espao. Mas a microeletrnica no trouxe apenas benefcios. Trouxe problemas novos e agravou outros tantos, existentes e latentes. A estrutura scio-econmico-institucional na qual a microeletrnica surgiu foi construda em outra realidade, a partir de outra mentalidade e conhecimento acumulado.

    A causa da atual crise que os benefcios da crescente (e inevitvel) difuso da microeletrnica foram sendo superados pelos crescentes custos e gargalos de uma infra-estrutura fsica e institucional irremediavelmente anacrnica.

    Se o receiturio neo-keynesiano (agora dominante) desse certo o resultado seria um aguamento ainda maior entre o descompasso da difuso da microeletrnica e a capacidade de resposta da infra-estrutura fsica e institucional. O grande risco deste receiturio ele quebrar os Estados.

    A microeletrnica pede novos desenvolvimentos em outras reas na sua inescapvel evoluo; principalmente, na rea energtica e de materiais. No existem solues disponveis para estes e outros gargalos. Ser necessria uma longa, profunda e dolorosa mudana nos padres de produo e consumo. Estes, por sua vez, dependero de um novo status quo.
    Isto significa uma sociedade assentada sobre bases muito diferentes das que mal estamos acostumados. O objetivo principal das polticas pblicas deveria ser a de criar a infra-estrutura fsica e institucional desta nova sociedade.
    O governo brasileiro vem deitando em bero esplndido enquanto a crise avana a passos largos para uma sria depresso mundial.



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    Domingo, Fevereiro 15, 2009

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo Conselheiro Empresarial, Wagner Gomes. Vale conferir!!!

                                                                  A crise, por outro ngulo

                                                                         Wagner Gomes

                                                     
                                                                               

    Est em cartaz um filme carregado de mensagens polticas e filosficas e, por isso mesmo, atemporal.

     o aliengena, protagonista do filme "O dia em que a Terra parou", logo ao chegar Terra manda uma dura mensagem aos humanos: se continuarem sendo uma ameaa prpria terra e a outros planetas, toda a raa humana dever ser eliminada.

    Na poca de sua primeira filmagem, em 1951, o grande medo da humanidade era o de que as armas nucleares pudessem destruir o mundo.

    Esse "remake", que ora chega s telas, pode, sem muito esforo, ser enquadrado no momento poltico e econmico atual.

    Estamos vivendo em um planeta sufocado pelas emisses de gs carbnico, somos responsveis por alterar o clima, conforme nos atesta o cientista Paul J. Crutzen, vencedor do Prmio Nobel de Qumica de 1995, por seu trabalho sobre a diminuio da camada de oznio.

    A analogia que fao com o filme mostra-nos que o personagem aliengena moderno esteja representado pela economia.

    Vejamos as previses recentes, para o meio ambiente em nosso planeta: o gelo nos polos se derreter, o nvel do mar se elevar, a camada de oznio tende a desaparecer, e a temperatura na terra se elevar gradualmente.

    Sacolas de plstico e nylon, jogadas ao mar, ajudam a degradar a flora e fauna marinhas. Ou seja, o mar no mais est para peixe, eis que ele se transforma em uma imensa lata de lixo.

    As guas cobrem mais de dois teros da superfcie terrestre e so responsveis por mais de 50% do oxignio que os seres vivos consomem. Estima-se que sete bilhes de toneladas de dejetos so lanados anualmente nos oceanos. Para efeito de comparao, isso corresponde a trs vezes mais do que ali pescado no mesmo perodo.

    A desacelerao no crescimento pode, pois, tornar bem menos devastador esse fardo ambiental que vinha sendo gerado por uma evoluo desordenada e inconsequente. Esse fenmeno, em escala mundial, certamente ajudaria a pr um freio na emisso de gases do efeito estufa, ao tempo em que provocaria uma melhor utilizao dos recursos energticos.

    Fruto da desacelerao econmica, o Parlamento Europeu encontrou clima para aprovar, em dezembro, um acordo para reduzir as emisses de gases do efeito estufa, prevendo-se que, at 2020 possam estar 20% abaixo do que ocorreu em 1990. O mesmo parlamento aprovou medidas para cortar em 18% as emisses de CO2 nos carros novos, at 2015.

    Nesse contexto, o mundo identifica um marco na posse do Presidente Barack Obama, por julg-lo detentor de um carisma cujo estro se mostre capaz de bem conduzir esforos para que se reduzam as emisses de CO2 que vinham se elevando em 3% ao ano.

    Por exemplo, o seu plano de recuperao econmica prev eficincia energtica com energia limpa e est atrelado reduo do impacto ambiental motivado pela atividade produtiva.

    Sarkozy, da Frana, tambm investe contra o capitalismo pervertido, ao constatar que essa lgica imoral, ento vigente no mercado, a tudo perdoava. Hoje prega que se deve moralizar o capitalismo e no destru-lo.

    O que vinha ocorrendo em larga escala, na economia mundial, foi magistralmente previsto pelo economista sueco Thorstein Veblen, em seu livro A Teoria da Classe Ociosa, mais precisamente em um captulo que se intitula Consumo Ostensivo (Conspicuous Consumption).

    O que ele nos mostra, com sua viso, diferentemente do que Marx apregoava - os explorados se organizariam e expropriariam os seus expropriadores -, que as classes dominadas se aplicariam de tal forma em busca de objetivos que as tornassem iguais s dominantes e, assim, obteriam um espao junto a elas.

    Esse comportamento gerou a progresso endmica da economia, fazendo surgir um emaranhado de caminhos que levavam a uma falsa riqueza, por desprezar os riscos.

    Ao ruir essa engrenagem, o mundo se encontra diante de uma nova chance. Ser que vai saber aproveit-la?

    Eis a questo.


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    Tera-feira, Maro 31, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

       HONRA A QUEM TEM HONRA!

         


    Wagner Gomes


    A honra a bssola dos homens de bem. 


    Quem a tem no assimila conceitos maleveis, alm de exigir que os rumos por ela apontados sejam to consistentes quanto os indicados pelo sol e pelas estrelas.

    Essa palavra - honra - ganhou evidncia quando o Vice-Presidente da Repblica, afirmou, em entrevista, no ter medo da morte, mas, sim, da desonra. Ao abominar o oprbrio, Jos Alencar mostra-nos que a fora de seu carisma est em seu exemplo de vida. 


    Nesse desrtico mundo da poltica, no qual os castelos escondem segredos inconfessveis e mal-assombrados, encontramos, nessa notvel figura pblica que honra Minas e o Brasil, um osis de valores, de tica e de carter. 


    Eu o conheci, pessoalmente, poca em que fui Superintendente Estadual do Banco do Brasil S.A. em Minas Gerais e ele Presidente da Fiemg.

    Logo em nossa primeira conversa, ele revelava todo o seu conhecimento sobre a estrutura do Banco do Brasil, ao tempo em que lhe revelei que, por muito pouco, deixei de ser empregado de sua empresa, Coteminas, quando foi fundada em Montes Claros, em 1967, a convite de seu scio, Luiz de Paula Ferreira, muito amigo de meu pai.

    Chegamos a promover alguns eventos em parceria, visando a disseminar o crdito s indstrias de Minas Gerais. 


    Ao abraar a vida pblica, continuou sua trajetria de perseguir o progresso, atravs do bem comum. Elegeu-se Senador e Vice-Presidente da Repblica, enriquecendo o seu currculo. 


    Quando me fixo na imagem que esse homem me transmite, sempre a associo, em sentido inverso, a uma das mensagens da histria infantil que se conta em Alice no Pas das Maravilhas: Alice, ao diminuir de tamanho, tomou um camundongo por um hipoptamo. 



                                                   

    Jos Alencar em nenhum momento de sua vida se torna menor. Ao contrrio, agiganta-se aos olhos da Nao. E ao assim se tornar, transmite-nos a exata noo de seu rico e complexo modo de ver as coisas em sua real dimenso.

    Nunca transforma o grande em pequeno ou vice-versa.


    Jamais se rendeu ao sofrimento pessoal, colocando um claro limite fronteirio sua prpria dor.
     
    Quer viver a sua vida como exemplo aos descendentes, mas a vive com tal intensidade que se torna exemplo para todos ns.


    Em sua cruzada contra o alto custo do dinheiro, como bom fanqueiro que hoje j no mais precisa do crdito, satiriza os preceitos da economia brasileira transformando-os em moinhos de vento e, tal como um paladino da era moderna, faz dessa luta a sua bandeira, visando a fazer com que o Pas pratique uma taxa de juros civilizada em suas relaes comerciais.


    Recentemente, tive uma demonstrao de seu apreo e de sua amizade pessoal.
    Em encontro no Palcio do Itamaraty, quando se comemoravam os 200 anos de fundao do Banco do Brasil, fui, gentilmente, por ele conduzido e apresentado ao Presidente Lula. Gesto simples e emblemtico de quem no se deixa seduzir pelo poder. Gesto de quem tem luz prpria.


    Por tudo isso, o Brasil deseja-lhe foras para continuar dando o exemplo de coragem e superao que tem servido de modelo para o Pas.
















    Comentrios

    #1. Vera Laponez
    Meu Amigo!
    Eu nem sei o que ti dizer, pois o 'Honra a quem tem Honra'!, no Mundo atual, so caracteristicas de inteligencia, que aclamam e reclamam principios, mesmo sabendo que esses so frutos de quem tem Honra!
    preciso aprender para saber!
    Parabns com carinho!

    #2. Adolpho Nogueira
    A cada trabalho jornalstico do nosso querido Amigo Wagner, mais se solidifica (como se necessrio fosse), a sua veia de analista puro, isento, fiel, sensvel, das coisas e pessoas que nos rodeiam.
    Extremamente felizes e plenamente vlidas suas referncias quanto ao nosso admirvel compatriota Jos Alencar. Trazendo a lume toda a sua grandeza moral, o Wagner presta importante servio queles que precisam se convencer de que a virtude continua a ser o pilar mais importante para que nosso Pas encontre o destino de paz e progresso que lhe est reservado.


    #3. Jos Luiz Gomes Rlo
    Carssimo Wagner:
    Seu ilustre conterrneo hoje, sem dvida alguma, algum que pode ser considerado um dos ltimos baluartes da honra e retido de carter, exemplo aos mais novos e sinal de esperana no futuro desta nossa Ptria.
    Saudaes do amigo Jos Luiz

    #4. Edson Mendes de Araujo Lima
    Companheiro Wagner.
    Gostei do seu texto, que homenageia um grande homem.
    Gostei de sua lembrana sobre o compromisso de honrar Pai e Me...
    E por isso me sinto feliz em dizer que o admiro desde sempre, e espero
    que voc continue com muita sade e disposio para, como Digenes,
    continuar iluminando nosso caminho...
    Abraos.
    Edson Mendes.


    #5. Fernando Tomaz Ferreira
    Parabns Wagner, nosso vice-presidente realmente um grande homem e um grande brasileiro, e de grande simplicidade como voce3 bem o retratou!













    #6. Antonio Polati
    Parabns Wagner pela sua oportuna e bonita crnica, em homenagem ao nosso vice-presidente Jos de Alencar.
    Um abrao,
    Antonio Polati


    #7. Sasulo Cavalcanti
    Wagner, parabens mais uma vez. Que pena ele ser "apenas" o vice.
    Abs
    Saulo


    #8. Rogrio Sottili
    Wagner,

    Muito bom o artigo. Parabns. O Z Alencar um grande homem e acima de tudo um grande brasileiro. mais uma prova da sabedoria do Presidente Lula (e do prprio Jos Dirceu) que convidou o Z Alencar para compor a chapa em 2002 e 2006, inclusive contra uma parte significativa da esquerda brasileira e da intelectualidade de nosso Pas. mais uma prova que sensibilidade, sabedoria e liderana poltica no est diretamente vinculada ao grau de instruo e de intelectualidade.
    Parabns e um grande abrao
    Rogerio Sottili
    Secretrio Adjunto da Secr. Especial de Direitos Humanos

    #9. Amaury Machado
    Wagner,

    Muito grato pela remessa do belssimo texto, que ser levado ao Presidente (em exerccio) no primeiro despacho que tiver com
    ele (eu estou no anexo do Planalto e ele no CCBB).
    Tenho certeza de que ele ficar muito sensibilizado com os conceitos que voc emitiu.
    Um abrao.
    Amaury Machado.
    Assessor de Comunicao Social
    Vice-Presidncia da Repblica

    PS - Um abrao pro nosso Joo Carlos.









    #10. Tercio Pascoal
    Wagner,
    Parabens pelo artigo. O nosso vice presiente Jos de Alencar tem dado uma lio de vida ao nosso Pas, resgatando como voce mesmo afirma, o sentido da honradez, certamente entre os maiores atributos que um homem de bem pode e deve levar para a eternidade.
    Grande abrao.

    #11. Bernardo
    Prezado Wagner:
    Simplesmente fantstico o seu artigo. Em um mundo conturbado, no qual predominam os falsos valores, reconhecer os mritos de quem os tem, se torna um grito de alerta a quantos teimam em se locupletar na vida pblica. Parabns por reconhecer e divulgar aos quatros cantos, o inegvel valor desse fantstico homem pblico, nosso vice presidente Jos Alencar.

    #12. Jos Zacarias Nunes
    isso a, Wagner. Infelizmente a sade do nosso Jos Alencar parece claudicar de forma irreversvel. Isso fatalemente, em vrios matizes,faz parte de nossa vida. O que depende de cada um manter ou no a personalidade, o carter, no se deixar levar pelo poder e pelas "facilidades" do mundo, que no Brasil vemos com corres ainda mais forte. E disso o nosso Vice Presidente tem dado exemplo, no arredando de suas convices, no importando quem o rodeia.
    Parabenizo-o pelo brilhante e oportuno artigo. Vida longa ao nosso vice, ainda que no pretendamos que ele dispute umas 3 eleies, como ele mesmo brincou em uma de suas reportagens, dando mostra de que no devemos perder o humor.

    #13. Clarindo Anacleto de Pua Netto
    Ol Wagner,

    muito agradvel ver um grande homem enaltecer as qualidades de outro grande brasileiro e da forma elegante como voc o fez.
    Um abrao.


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    Quarta-feira, Abril 1, 2009

    ARTIGO saboroso, enviado ao nosso BLOG pela expert em gastronomia Regina Queiroga, que andou l pela Tailndia conhecendo a extica e gostosa cozinha daquele pas.


    Sabores da Tailndia

    Regina Queiroga

    J pensou em viajar para a Tailndia, conhecer sua cultura, seu modo de viver, sua sabedoria atravs da culinria? Pois, existem adorveis roteiros gastronmicos para quem quer participar desta rica experincia. O exotismo do antigo Reino do Sio, onde a culinria perfumada, colorida, saborosa, equilibrada e capaz de harmonizar, num mesmo prato, o amargo, o doce, o salgado, o azedo e o picante, literalmente um "prato cheio" para o viajante de bom paladar.

    Para os mais curiosos e atirados a comida de rua, na Tailndia, faz parte da viagem. A cada esquina encontra-se uma infinidade de opes saborosas e baratssimas refletindo bem o esprito deste povo.

    O uso de ervas e da pimenta chili (prik khii noo), introduzida na sia pelos portugueses, varia em cada regio da Tailndia. Ao sul se come mais frutos do mar e peixes. Ao norte, a carne de porco mais presente, assim como o leite de coco. Como as carnes j so picadas e cozidas, no se usa facas. por isso que o tailands utiliza apenas garfo e colher mesa.

    O galangal, da famlia do gengibre, est em quase todos os pratos da Tailndia. So comuns, tambm, o alho, o coentro, o baslico, o bulbo do capim-limo (no utilizam a folha), a folha de lima kafir (espcie tailandesa), o nam pla (molho de peixe que salga os pratos), os molhos de ostra e de tamarindo (l existe o doce e o azedo) e o famoso curry em pasta. O curry thai uma mistura de vrios ingredientes pilados - pimenta, alho, chalota (cebola pequena), galangal, raiz de coentro, capim limo e ervas naturais do pas. Obtem-se, assim, uma pasta utilizada em vrios preparos. Alis, este curry no tem nada a ver com o curry indiano em p. E, cuidado ao pedir spicy food, pois pimenta para poucos.

    As sopas tambm fazem parte de todas as refeies. De frango, tom kha ga, ou de camaro, tom yum koong, so preparadas com galangal, capim limo e, claro, pimenta. Outro ingrediente, que no falta mesa Thai o arroz de jasmim (conhecido por exalar odor de jasmim na hora do cozimento). Preparado sem tempero, ele neutraliza o excesso de picncia. Variados tipos de frutas e legumes desconhecidos de ns se somam a esta rica culinria. Sobremesa comum so as frutas frescas entalhadas em criativas formas e desenhos.

    O uso de especiarias, ervas, frutas, flores e molhos, que transformam um simples frango, num prato surpreendentemente rico mostra a sabedoria e o delicado paladar do povo Thai.

    Receita: Peixe ou frango agridoce.

    Ponha o fil de peixe, ou de frango para marinar numa mistura de molho de soja e xerez. Passe na farinha de trigo e frite at dourar. Fatie finamente e frite por um minuto uma cebola, uma cenoura, uma pimenta fresca (malagueta substitui a chili) um pouquinho de gengibre e capim limo.

    Molho: misture um pouco de acar mascavo, ketchup, vinagre e xerez. parte, dissolva a farinha de trigo com gua e junte ao molho e aos legumes fritos. Leve ao fogo at engrossar. Acrescente os fils. Sirva acompanhado de um molho bem picante com folhas de baslico levemente fritas e fatias de abacaxi. sucesso garantido!

    Regina Queiroga viajou a convite da Autoridade de Turismo da Thailandia e da Princess Travel Operadora. www.princesstravel.com.br Repr. em M.G.: Turisplan Operadora - 31 32278785.

    Regina Queiroga viajou a convite da Autoridade de Turismo da Thailandia e da Princess Travel Operadora. www.princesstravel.com.br Repr. em M.G.: Turisplan Operadora - 31 32278785.

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    Quarta-feira, Abril 8, 2009

    Artigo Especial.

                                                O MUNDO CONTINUA PLANO. 

                                        


                                                                   Wagner Gomes


     

    Para Thomas Friedman, autor do best-seller "O Mundo Plano", a globalizao atravessou trs grandes eras, sendo que a ltima delas achatou e encolheu o mundo definitivamente, redistribuindo o poder de fazer acontecer.

    Globalizao um termo que foi cunhado na era Bill Clinton, para descrever as relaes entre governos e grandes empresas. Determinados empregos agora se do no espao ciberntico, profissionais interagem com outros nos diversos cantos do mundo, bens e servios so gerados, a um s tempo, por cadeias produtivas formadas em diversos lugares. Crises tambm.

    A rapidez e a amplitude dessass crises, nesse contexto, tornam-se fulminantes. Mas o que est acontecendo hoje um fenmeno muito mais amplo e profundo: a recesso, em cascata, provoca um gigantesco processo de averso ao risco, direcionando as reservas monetrias para os ttulos considerados mais seguros - os do tesouro americano, por exemplo -, causando o chamado empoamento da liquidez e trazendo impacto negativo ao dinamismo das economias emergentes, a exemplo do Brasil.

    O Banco Central j promoveu uma forte queda na taxa Selic, poltica que, aliada possvel mudana na taxa que remunera a caderneta de poupana, visa a incentivar o consumo interno e reativar a Economia.

    A queda livre na arrecadao de impostos j equivale a dois por cento do PIB em um ano, afetando o andamento do PAC, to caro ao Presidente Lula e, tambm, motor propulsor da candidatura Dilma Rousseff Presidncia da Repblica. At os Prefeitos Municipais, angustiados, reclamam da queda na arrecadao no Fundo de Participao dos Municpios.

    Outrossim, um por cento de queda na taxa Selic representa uma economia nos gastos pblicos, via pagamento de juros, equivalente a 0,23%(vinte e trs centsimos por cento) do PIB em um ano.

    Como a macroeconomia sempre responde em conformidade com as indagaes que os fatos microeconmicos lhes so apresentados, continua rondando por a um imposto disfarado, embutido no preo da gasolina, que no acompanhou a queda significativa no preo internacional do petrleo. Isso ajuda que se persiga o supervit primrio.

    Ainda no se sabe se esses remdios aplicados foram ministrados na dosagem suficiente para que o Brasil sofra menos com uma desacelerao da atividade econmica.

    Inflao sob controle e o supervit que, aos poucos, volta balana comercial, podem ajudar na continuidade do processo de reduo da dvida/PIB.

    Como o mundo plano, surgem fatos novos: o FED surpreendeu ao abrir linha de US$ 300 bi para o Tesouro da Amrica e US$700 bi para aquisio de ativos mais antigos das carteiras podres dos Bancos, atravs de leiles que os precificaro, estimulando os investidores institucionais a voltarem a um mercado de risco que renasce com perspectiva de gerao abundante de lucros.

    Essa medida se soma aquisio de ativos que o tesouro americano j vem realizando e, sem sombra de dvida, ao aumentar a liquidez do sistema financeiro, como um todo, diminui a onda de incertezas.

    Outro fato diz respeito aos resultados obtidos na reunio do G20, em Londres, que promete injetar mais US$ 1,1 trilho na economia mundial, a maior parte atravs do FMI.

    Ainda que a era dos profetas continue restrita Bblia, pode estar se iniciando, efetivamente, a recuperao da credibilidade perdida.



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    Domingo, Abril 12, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. Para ler e PENSAR!!!

                                                O MUNDO CONTINUA PLANO. 

                                        


                                                                   Wagner Gomes


     

    Para Thomas Friedman, autor do best-seller "O Mundo Plano", a globalizao atravessou trs grandes eras, sendo que a ltima delas achatou e encolheu o mundo definitivamente, redistribuindo o poder de fazer acontecer.

    Globalizao um termo que foi cunhado na era Bill Clinton, para descrever as relaes entre governos e grandes empresas. Determinados empregos agora se do no espao ciberntico, profissionais interagem com outros nos diversos cantos do mundo, bens e servios so gerados, a um s tempo, por cadeias produtivas formadas em diversos lugares. Crises tambm.

    A rapidez e a amplitude dessass crises, nesse contexto, tornam-se fulminantes. Mas o que est acontecendo hoje um fenmeno muito mais amplo e profundo: a recesso, em cascata, provoca um gigantesco processo de averso ao risco, direcionando as reservas monetrias para os ttulos considerados mais seguros - os do tesouro americano, por exemplo -, causando o chamado empoamento da liquidez e trazendo impacto negativo ao dinamismo das economias emergentes, a exemplo do Brasil.

    O Banco Central j promoveu uma forte queda na taxa Selic, poltica que, aliada possvel mudana na taxa que remunera a caderneta de poupana, visa a incentivar o consumo interno e reativar a Economia.

    A queda livre na arrecadao de impostos j equivale a dois por cento do PIB em um ano, afetando o andamento do PAC, to caro ao Presidente Lula e, tambm, motor propulsor da candidatura Dilma Rousseff Presidncia da Repblica. At os Prefeitos Municipais, angustiados, reclamam da queda na arrecadao no Fundo de Participao dos Municpios.

    Outrossim, um por cento de queda na taxa Selic representa uma economia nos gastos pblicos, via pagamento de juros, equivalente a 0,23%(vinte e trs centsimos por cento) do PIB em um ano.

    Como a macroeconomia sempre responde em conformidade com as indagaes que os fatos microeconmicos lhes so apresentados, continua rondando por a um imposto disfarado, embutido no preo da gasolina, que no acompanhou a queda significativa no preo internacional do petrleo. Isso ajuda que se persiga o supervit primrio.

    Ainda no se sabe se esses remdios aplicados foram ministrados na dosagem suficiente para que o Brasil sofra menos com uma desacelerao da atividade econmica.

    Inflao sob controle e o supervit que, aos poucos, volta balana comercial, podem ajudar na continuidade do processo de reduo da dvida/PIB.

    Como o mundo plano, surgem fatos novos: o FED surpreendeu ao abrir linha de US$ 300 bi para o Tesouro da Amrica e US$700 bi para aquisio de ativos mais antigos das carteiras podres dos Bancos, atravs de leiles que os precificaro, estimulando os investidores institucionais a voltarem a um mercado de risco que renasce com perspectiva de gerao abundante de lucros.

    Essa medida se soma aquisio de ativos que o tesouro americano j vem realizando e, sem sombra de dvida, ao aumentar a liquidez do sistema financeiro, como um todo, diminui a onda de incertezas.

    Outro fato diz respeito aos resultados obtidos na reunio do G20, em Londres, que promete injetar mais US$ 1,1 trilho na economia mundial, a maior parte atravs do FMI.

    Ainda que a era dos profetas continue restrita Bblia, pode estar se iniciando, efetivamente, a recuperao da credibilidade perdida.



    7 comentrios                       

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    Comentrios

    #1. Clarindo Anacleto de Pdua Netto
    Caro Wagner,

    Sem dvida, uma fotografia em alta resoluo do cenrio economico mundial atual. Sua anlise permite, tanto aos mais como aos menos entendidos, tecerem suas particulares previsoes. Parabns!

    #2. Jos Carlos Gomes
    isso a mano, parabens pela sua grande viso e siga em frente enchendo-nos de orgulho.

    #3. Carlos Roberto de Alvarenga
    Prezado Wagner,
    Concordo com o seu ponto de vista. Penso que estamos saindo do fundo do poo. O otimismo fundamental nesses momentos de crse. Parabens pelo artigo.

    #4. Marcelo
    Simples, claro, objetivo, conciso. Um texto to curto e to denso. Parabens ao autor.
    Marcelo Monteiro

    #5. Virginia Abreu de Paula
    Confesso no entender nada de economia, mas nas palavras de Wagner, tudo se torna mais fcil, pelo seu dom de expressar com simplicidade e clareza de idias. Parabns.

    #6. #5. Aparecida Gandra
    A clareza e objetividade de seu texto , me fez mais animada quanto situao do mundo e, sobretudo a nossa.Obrigada pelo discurso.Abraos e Parabns.

    #7. Manoel Neto Filho
    Prezado Wagner,

    Pela lucidez do texto e a pedido do Fabiano, estou repassando ao grupo de comunicao que tenho o privilgio de coordenar.


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    Segunda-feira, Abril 13, 2009

    FAZENDO ESCOLA. Nosso BLOG DE NOTCIAS - criado h 3 anos - est fazendo escola na blogosfera. Nosso colega blogueiro, Renato Alves Pereira nos enviou E-mal sobre a deciso dele montar o blog dele inspirado na nossa iniciativa. Agradeo os elogios ao nosso trabalho e publico artigo dele sobre o FPM - Fundo de Participao dos Municpios. EM TEMPO: Renato, siga em frente e todo o sucesso do mundo para voc!!!

    Joo Carlos, Bom dia!


    Sou leitor assduo do seu blog. Inclusive, no comeo e muito menos termino o dia sem l-lo.
    Aproveito a oportunidade para parabeniz-lo pelo timo blog. Aproveito tambm para dizer que o seu blog, o do Ricardo Noblat e o da Lcia Hipplito serviram de inspirao e exemplo para a criao do meu (www.politicamineira.blogspot.com).


    Encaminho-lhe abaixo artigo de minha autoria sobre a queda do repasse do Fundo de Participao dos Municpios (FPM). Caso queira public-lo em seu blog, fique vontade. Ser uma grande honra para mim.


    Agradeo antecipadamente.
    Abraos, Renato Alves Pereira 


                                                                                ARTIGO ESPECIAL

                                                                                     [Renato+Alves.jpg] 
                                                                                Renato Alves Pereira

                                                      FPM: Crise e oportunidades


    Na prxima quarta-feira (15/04), os prefeitos prometem fechar as portas das prefeituras mineiras em protesto queda de arrecadao de receitas nos trs primeiros meses do ano, principalmente pela reduo significativa das cotas do Fundo de Participao dos Municpios (FPM). Portanto, esta semana decisiva para os municpios mineiros.
    Os prefeitos, conforme a promessa, paralisaro todas as atividades administrativas das prefeituras, e mantero apenas os servios bsicos de sade, educao e limpeza urbana.
    Por que o FPM reflete tanto nos cofres municipais mineiros? Acredito ser esta a pergunta da maioria dos cidados neste momento.

    Em Minas Gerais, segundo estimativas da Associao Mineira de Municpios (AMM), o FPM a principal fonte de receita de 75% dos municpios. E para se ter uma idia do impacto, at o primeiro repasse de abril deste ano o FPM contabiliza uma perda acumulada de 9,5%. Pelos nmeros percebemos a representatividade do FPM nos cofres municipais, ou seja, o principal meio de sobrevivncia da maioria dos municpios mineiros.
    A AMM apresentou ao presidente Lula uma proposta interessante para reverter a queda nos repasses do FPM. A proposta consiste na criao de um piso, onde o mnimo a ser pago pelo governo federal a mdia paga no ano passado. Com este piso o repasse do FPM renderia mensalmente R$ 590 milhes aos municpios mineiros.
    At tera-feira (14/04), o governo federal apresentar uma proposta com medidas para solucionar as perdas dos municpios.
    evidente que se a proposta da Unio for satisfatria a paralisao ser cancelada, embora a luta por melhor participao dos municpios no bolo tributrio continue.
    Com ou sem paralisao importante ressaltar que "o FPM apenas a ponta de um grande iceberg", como bem disse o presidente da Confederao Nacional dos Municpios (CNM), Paulo Ziulkoski. H outros fatores que tambm influenciam no oramento dos municpios como as contrapartidas para os programas dos governos federal e estadual, a correo da dvida com o INSS, alm da herana de administraes anteriores.
    Vale pena lembrar que no municpio que os servios pblicos so efetivamente prestados e onde as pessoas vivem. Por isso todos clamam por uma soluo definitiva e no paliativa.
    De qualquer forma essa situao, se bem entendida, proporcionar um aprendizado significativo a todos.
    Lembro que so nos momentos de turbulncia em que aparecem os grandes gestores. Como se diz na Administrao, "toda crise proporciona oportunidades". E esta frase til para todas as esferas de governo - seja municipal, estadual ou federal.
    Enfim, para os municpios e estados esse o momento da gesto eficiente, ou seja, fazer mais com menos, produzir melhor com menos recursos. a oportunidade de reduzir custos desnecessrios e gerir melhor os servios imprescindveis sociedade. Para a Unio, o momento de rever certos paradigmas e adotar medidas eficientes com o objetivo de reduzir o aperto financeiro dos municpios.
    a oportunidade de um novo Pacto Federativo.










    Comentrios

    #1. Cssia Meira
    Grande artigo! de artigos assim que precisamos ler sempre: realistas e crticos atual situao no Brasil. Parabns ao Renato e ao Joo Carlos por permitir o acesso do pblico a esse tipo de reflexo!


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    Segunda-feira, Abril 13, 2009

    "MEMRIAS DE UM REPRTER DE TV"

                                                                     
                                                                             ARTIGO ESPECIAL. 
                                                                             Joo Carlos Amaral

                                                             Uma plula que vai compor nosso livro
                                                 e que voc tem a oportunidade de ler em primeira mo.

    Praa da Estao, em BH. Eleio presidencial de 1989. Era comeo da noite. Como reprter poltico da Rede Globo, l estava eu participando e ajudando a fazer histria da democracia em nosso pas.
    No palanque estava todo o batalho de choque do PT, tendo frente seu comandante, o ex-operrio pernambucano Luiz Incio Lula da Silva. Era um momento importantssimo para os rumos da campanha,afinal Minas era e , o segundo maior colgio eleitoral do pas, poca com mais 10 milhes de votos. Tudo ia bem.
    De repente, uma supresa, que ia ajudar a mudar todo o roteiro da campanha presidencial daquele ano. Foi assim: receb um recado, via rdio (celular ainda era um produto que no existia). O recado era do diretor de jornalismo, Lauro Diniz. Pedia que repercutisse com o candidato Lula, a denncia, que o seu adversrio Collor de Melo mostraria no horrio eleitoral - onde a ex-namorada de Lula, Mriam Cordeiro dizia que tinha uma filha com Lula, a LURIAM.
    Fiz a pergunta ao candiato petista. Lula ficou perplexo. Se recomps, tentou argumentar que era um golpe baixo de seu adversrio, uma apelao covarde... O restante da fala no me recordo mais. S o que ficou daquele momento histrico, que acabou pesando e muito para a derrota de Lula, foi expresso do rosto dele. Refletindo a amargura que se instalou na alma dele. Raiva, decepo, perplexidade, revolta... Um estado de esprito que prevaleceu na campanha e que culminou no debate com Collor pela Globo no final da disputa, antes da eleio.
    Olha bem, Lula chegou para o debate decisivo -j que a Globo detinha a audincia de 80 milhes de pessoas - parecendo ausente, titubeante em muitos momentos e com a cabea no outro mundo. O mundo psicolgico. Mundo abalado pela denncia de Mriam Cordeiro.
    Estava to preocupado,traumatizado, que no ouviu e nem rebateu a fala de Collor, que o acusou de ter adquirido um aparelho de som muito caro,que nem ele, Collor tinha recursos para comprar. Perplexidade geral! Lembram-se? Pois . Ele poderia - diriam os chamados "profetas do fato consumado" - como Brizola fazia. Chamar o candidato do PRN, Collor de Melo, de filho da elite. 
    E dizer mais. Afinal era Collor e no ele Lula que tinha origem na classe abastada. Pois : Lula ficou do lado ruim da espingarda - como diz meu amigo o cientista poltico Carlos Alberto Penna - e no conseguiu reagir. O trauma no deixou. Lula perdeu a eleio - claro que no s por causa disso - mas que pesou, ah! pesou.
    Concluso: como reprter tenho a obrigao profissional de contar aquilo que ocorreu nos bastidores, que no coloquei no ar e que morreria comigo. Mostrar que era uma outra poca, com pouca tecnologia  e bota pouca nisso. O jornalista no contava com celular, notebook, blog de notcias.
    O espelho s tinha uma face. Nos restava a memria seletiva que se perde com o tempo, que levamos para o tmulo. Afinal,o reprter apenas um coadjuvante, uma escada para que os poderosos cheguem populao. Mas, o sentimento dele um fato, que s fica na cabea dele. Aqui passo o que v e ouv de um flash da nossa democracia que comeava a se firmar  l pelo comeo dos anos 90. isso!


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    Quarta-feira, Abril 15, 2009

    Recebemos E-mail do Administrador de Empresas, Jos Aparecido Ribeiro, estudioso dos problemas da capital mineira. Vale ler e PENSAR o ARTIGO ESPECIAL dele sobre a BHTRANS e as multas aplicadas nos motoristas de BH.

                                                          ARTIGO ESPECIAL             
     
                                    
                                                         Z Aparecido Ribeiro,
                                                   Administrador de Empresas.

    Passaram-se 100 dias desde que o novo governo assumiu a Prefeitura de Belo Horizonte e o transito da Cidade continua SEM solues. A BH trans, mais uma vez e de forma equivocada, coloca a culpa do caos nos motoristas mal educados que no respeitam as Leis de transito.


    Ningum contra multas, para quem de fato merece multas. Motoristas mal educados merecem punio e corretivo para aprender a respeitar as leis de transito. Mas no h quem concorde e aceite multas que so meras aparncias para justificar a FALTA DE UMA GESTO COMPETENTE do transito.


    Uma observao atenta aos nmeros divulgados ontem pela BH Trans fica fcil constatar que est havendo um equvoco: Os limites de velocidade da Cidade esto errados, isto por que um aumento de 10KM/horrios nestes limites j seria o suficiente para fazer o transito fluir um pouco melhor e as multas por "excesso" de velocidade, carem 83%. Acredite, 83% das multas aplicadas por excesso de velocidade so por uma diferena de 2 a 13Km horrios, o que prova o equvoco e a INDSTRIA DA ARRECADAO encapuzada de cordeiro.


    O que significa 10KM/horrios em um carro com freio a disco nas quatro rodas? (Todos os carros fabricados hoje no Brasil possuem freio a disco nas 4 rodas).

    Experimente andar a 70KM ao invs de  60KM e frear o seu carro bruscamente. Faa a experincia usando as duas velocidades e vc se surpreender, pois no perceber diferena significativa que coloque em risco a vida de pessoas em uma eventual necessidade de freada brusca. Tal diferena no entanto significa quase 60 mil multas a menos no caixa da BH Trans.

    .

    Os limites de velocidade utilizados em BH foram estabelecido h 50 anos atrs, quando os veculos possuam freios a tambor ou as "charretes eram a pedal". Nada parecido com os veculos de hoje que possuem tecnologia e podem frear com muito mais eficincia dos que aqueles fabricados a 50 anos atrs. Se no bastasse, os locais onde esto localizados os "pardais eletrnicos", no so locais de transito de pedestres. O radar que mais arrecadou para a BH Trans foi aquele que est localizado embaixo do Viaduto Castelo  Branco na Av. do Contorno. Por curiosidade, passe por l e veja se vc consegue identificar alguma "alma viva nas imediaes?"


    A BH Trans esconde-se em estatstica para justificar a ausncia de um PLANO DE EMERGNCIA eficiente, enquanto as 136 obras que a Cidade precisa no saem do papel. Obras que evitariam os estrangulamentos que transforma o ato de deslocar em um verdadeiro MARTRIO nos horrio de pico.


    Martrio que vale para quem usa o transporte pblico, que, diga-se de passagem se resume ao nibus com 44 graus a bordo e o metr, que transporta uma quantidade pequena de passageiros para a demanda de uma Cidade de 3 milhes de pessoas (140 mil pessoas apenas).


    Quem pode usar o carro, por uma questo de bom senso, no convidado a utilizar o transporte pblico, aumentando o caos e o estresse nos horrios de pico. Dos 136 pontos de estrangulamento, 70 precisam de intervenes nos prximos 4 anos, evitando assim o colapso total do transito. No entanto, nada indica que tais obras sero feitas, pois os argumentos para o caos, seguindo a lgica dos nmeros apresentados pela BH Trans responsabilidade minha e sua que me l.


    No h nenhuma razoabilidade associar que 134.734 multas, que foram aplicadas em trs meses, so as causas para o caos. Ao contrrio, se multa resolvesse o problema, elas estariam caindo e no aumentando.


    Tal notcia no resolve e no resolver jamais o n do transito de BH. Com efeito, o que resolve so medidas de curto, mdio e longo prazo, utilizando ferramentas cientficas de gesto, com criatividade, ousadia, capacitao e eficincia, detalhes que at agora no conseguimos perceber no rgo que parece continuar o mesmo do governo passado...


    Fluidez possvel
    se algumas medidas simples forem adotadas. 
    Deixamos algumas sugestes:


    • Criao de rotas alternativas, bem asfaltadas e sinalizadas que retirariam 25% do trfego das vias arteriais.

    • Uma readequao dos limites de velocidade da Cidade em 10KM/horrios, aumenta a fluidez e diminui em 83% o nmero de multas por excesso de velocidade.

    • Sincronia dos sinais, que travam o transito nos grandes corredores.

    • Intervenes humanas nos 70 pontos de estrangulamento, com aes coordenadas por rdios e cmaras, possibilitando a fluidez.(TREINAMENTO DOS AGENTES PARA QUE OS MESMOS INTERFIRAM COM INTELIGNCIA E NO COM TRUCULNCIA)

    • Mudana de traado e abertura de ruas que hoje so fechadas para atender a interesses particulares, especialmente na regio centro sul.

    • Eliminao de estacionamentos faixa azul em algumas ruas que recebem fluxos pesados, aumentando a capacidade destas ruas. So aproximadamente 60 ruas que so coletoras e que tem a sua capacidade diminuda por causa do estacionamento faixa azul. (Ex: Timbiras, Gonalves Dias, Bahia, Esprito Santo, Rio Grande do Norte, Conselheiro Lafaiete, Pouso Alegre, Padre Eustquio, Par de Minas etc)

    • Continuao do programa de recapiamento em pelo menos 138 roteiros alternativos que a Cidade possui e que alm de no serem utilizados por causa da pavimentao asfaltica que ruim, no so sinalizados para o incentivo do seu uso.

    • Eliminar sinais que podem ser substitudos por passarelas nas grandes avenidas e aqueles que significam excessos como no caso da Praa Raul Soares que possui 12 sinais, quase todos sem sincronia.

    • Tirar do centro pelo menos 30% dos nibus que circulam vazios, utilizando as estaes do BH Bus para baldeaes.

    • Incentivar e criar campanhas que permitam que Pais se revezem na tarefa de levar e buscar filhos nas escolas.

    • Incentivar o uso da bicicleta e da caminhada para crianas com mais de 12 anos e que poderiam ir para a escola a p.

    • Existem pelo menos outras 20 pequenas aes que podem significar grandes impactos na fluidez do trnsito, que dispensam grandes somas de recursos em um momento de crise na arrecadao como o  que estamos vivendo.


    Caneta mal utilizada s causa revolta, sobretudo quando a multa tem como fim no a educao no trnsito, mas a arrecadao.

    J a inteligncia e a firmeza na gesto do transito educa e promove fluidez que o que a Cidade precisa URGENTEMENTE.


    Atenciosamente

    Jos Aparecido Ribeiro

    Administrador/Consultor

    Estudioso de Assuntos Urbanos


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    Domingo, Abril 19, 2009

    Vale LER e Pensar sobre o artigo feito pelo jornalista Ricardo Kotscho em seu blog "Balaio do Kotscho" na internet. Confira!!!

    Por que tanta gente
    quer ser jornalista?


    Faz muitos anos que os cursos de comunicao social que formam jornalistas so os mais cobiados nos exames vestibulares. Faculdades de jornalismo pipocam por todo pas, so centenas por toda parte.
    Por isso, eu me pergunto: por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profisso to criticada pelo conjunto da sociedade?
    Alm disso, estamos prestes a ter uma deciso do Supremo Tribunal Federal, provavelmente acabando com a obrigatoriedade do diploma, o que, na prtica, significa que qualquer um poder ser jornalista, como j vem acontecendo.
    Claro, eu sei que com o crescimento das novas mdias eletrnicas ningum mais precisa ter diploma nem emprego para ser jornalista, pois cada um pode fazer seu prprio jornal na internet.
    Mesmo assim, uns 50 mil jovens, ningum sabe ao certo quantos, esto hoje cursando faculdades de comunicao para ter um diploma. Daqui a pouco vamos ter um contingente maior de estudantes do que o conjunto de profissionais em atividade.
    Cada vez que fao uma palestra ou participo de debates em faculdades, vejo aquele mundo de gente no auditrio e me preocupo com o futuro profissional daqueles jovens. Haver emprego e trabalho para todos?
    Emprego bom, no sei, mas trabalho certamente quase todos tero se quiserem mesmo ser jornalistas. Mudaram tanto as relaes de trabalho que voc hoje j no sabe quem patro e quem empregado de quem diante dos milhares de ttulos de impressos e de assessorias de imprensa, sites e blogs na internet.  
    O mais difcil saber por que e para que eles querem ser jornalistas. Fiz esta pergunta aos meus alunos quando dei aulas por um perodo na USP e na PUC/SP no sculo passado e poucos souberam responder.
    Cheguei concluso de que a maioria estava ali porque jornalismo era a profisso da moda, sem a menor idia do que gostaria de fazer na profisso, alm de aparecer na tela da TV Globo, claro, ou ter uma coluna na Folha ou na Veja.
    Aquela velha histria de idealismo, compromisso social, mudar o mundo, e todos os sonhos dos meus tempos de estudante, acabou. A grande maioria quer mesmo se dar bem, fazer sucesso e ganhar uma boa grana, sem saber como.
    Fico impressionado com a quantidade de estudantes que me procuram para dar entrevistas, fazer palestras, dar depoimentos para seus TCC (Trabalho de Concluso de Curso, uma praga que inventaram para atazanar a vida de velhos jornalistas) ou simplesmente conversar sobre a profisso.
    Muitos deles buscam apenas uma palavra de estmulo, um alento, j que em suas escolas os professores os desanimam tanto diante das dificuldades que encontraro no mercado de trabalho que muitos desistem antes mesmo de tentar alguma coisa.
    E, no entanto, a cada encontro com estudantes de jornalismo me surpreendo no s com a quantidade, mas tambm com o entusiasmo e a qualidade de alguns deles, dispostos a encontrar nesta profisso no apenas uma opo profissional, mas uma opo de vida.
    Foi o que aconteceu na ltima segunda-feira, na Universidade So Judas, na Moca, em que tive dificuldades at para sair do auditrio. Estava com pressa porque tinha um outro compromisso naquela noite, mas eles queriam fazer mais perguntas at no caminho do banheiro.
    Eu at agora no sei responder  pergunta que fiz no ttulo deste post. Se algum leitor tiver a resposta, por favor me diga. Ricardo Kotcho, do blog "Balaio do Kotcho".
       

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    Tera-feira, Junho 9, 2009

    ARTIGO ESPECIAL sobre deciso do Conselho Nacional de Transporte Pblico em relao aos nibus.

                                                       PRIMEIROS PASSOS...
                                                       Jos Aparecido Ribeiro


    O Conselho Nacional de Transporte Pblico d sinais de que comea entender o drama de milhes de brasileiros que enfrentam diariamente nibus lotados e desqualificados para o clima e a topografia das nossas Cidades. Ao anunciar ontem normas que estabelecem espaos mnimos para acentos, largura de corredores etc, apresenta avanos, mas no resolve o desconforto dos coletivos, pois esqueceram do principal, que a circulao e a renovao de ar dentro dos nibus.


    O assunto que teve pouco destaque na mdia, pela sua importncia precisa ser debatido exaustivamente com fabricantes de carrocerias, usurios, prefeituras, autoridades da sade  e operadores do transporte pblico... Ou simplesmente importar  o modelo de carrocerias que atendem cidades como Madrid, Seul, Cidade do Mxico, Bogot, San Francisco e outras que resolveram este problema h mais de 20 anos, pois entenderam que a soluo para o caos no transito est no transporte coletivo DECENTE.


    Os fabricantes e as autoridades brasileiras desconsideram o fato de que o modelo de carrocerias fabricados em Joinville e Caxias do Sul, onde esto localizadas as duas maiores fbricas do Pas, facilitam a transmisso de doenas respiratrias, so desconfortveis e esto ultrapassados. Se no bastasse o risco de infeces, a temperatura mdia dos nibus, quando lotados,  de 44 graus a bordo, nas 22 capitais Brasileiras que no esto na regio sul, durante praticamente 10 meses do ano.


    Com efeito as pessoas que possuem carros no so incentivadas a deix-los em casa para usar este modelo de transporte que alm de insalubre, muitas vezes sujo e mal cheiroso. Somada a insalubridade e o desconforto a falta de obras e planos de emergncia por parte dos rgos que administram o transito das cidades, agravam o drama da mobilidade urbana. O ato de deslocar virou um pesadelo nas nossas cidades.


    A ttulo de informao, os estudos que indicam datas para o colapso do transito nas capitais, embora tenha sido feito por uma fundao respeitada de Belo Horizonte, est TOTALMENTE EQUIVOCADO. Tais prazos podem ser reduzidos pela metade... BH por exemplo conviver com o colapso no trnsito, nos horrios de pico, em menos de 6 anos.


    Jos Aparecido Ribeiro

    Administrador/Consultor

    Especialista em transito, transporte e assuntos urbanos


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    Quinta-feira, Junho 11, 2009

    Furo na madrugada. Memrias de um reprter de TV.


    Tnel do tempo: o ento secretriode Educao de Minas,
    Walfridodos Mares Guia; o vice, Arlindo Porto;
    o governador HlioGarcia, e o ex-governador e atual
    senador Eduado Azeredo,
    que Hlio escolheu como candidato. sua sucesso.

    Duas e meia da manh. Telefone de casa toca. Acordo. Do outro lado da linha,o jornalista Eduardo Guedes, da assessoria do governo de Minas, diz que o governador Hlio Garcia queria falar comigo.

    Com aquele jeito paternal o governador  Hlio Garcia nos disse.
    Amaral, o Israelzinho ( deputado IsraelPineheiro Filho) noser mais o candidato ao senado. Ser o Arlindinho 9 o vice-governador de Minas, Arlindo Porto,ex-prefeito de Patos de Minas).

    Pode dar no Bom Dia Minas - que  eu apresentava na Globo, quela poca s 7h30m da manh.
    Belo furo na madrugada. Tambm era um tempo sem internet, blogs, twitters,you tube. Nem celular havia aqui no pas. Ns da Globo reinvamos livres e soltos.

    Dei a notcia, claro, em primeira mo.
    Se fosse hoje, eu teria dado no s 7h30m da manh, e sim na hora no nosso blog.


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    Sexta-feira, Julho 10, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. do empresrio Antnio Eduardo Baggio presidente do SINPAPEL.










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    Desde os primrdios da civilizao o ser humano sempre teve preocupao em como melhorar e otimizar o transporte de artigos de sua necessidade, que inicialmente se resumiam a pedras a serem lavradas, ossadas a serem trabalhadas, madeiras diversas e obviamente frutos, caas e alimentos variados alm da imprescindvel gua potvel. Com o tempo foram sendo consagrados alguns materiais e algumas formas disponveis na natureza como as mais apropriadas funo desejada.

    Passamos ao longo dos anos, desses ltimos, aos objetos trabalhados e adaptados, para finalmente chegarmos aos artefatos produzidos integralmente pela mo do homem com uma finalidade especfica.Surgiram a os embornais de papiro e/ou couro, os tonis e caixas de madeira, as nforas de barro e depois de vidro e os embrulhos inicialmente executados com tecidos, palhas tranadas e papiros. Embora o papel j fosse conhecido e estivesse em uso - porm restrito - na sia desde 105 DC, foi s posteriormente, quando levado pelos rabes para a Pennsula Ibrica e a Itlia que se impulsionou a sua fabricao e utilizao, culminando depois de 1440 com o incio de uma grande demanda em decorrncia da inveno da imprensa por Gutemberg.

    Nos sculos seguintes assistimos uma evoluo das formas de embalar e transportar produtos e gneros diversos e ao aparecimento de novos materiais e novas aplicaes e formas de antigos materiais. Neste contexto apareceram as latas, as garrafas e frascos, os papis para embrulhos diversos, as caixas de papelo(massa), os sacos de papel, as caixas de papelo ondulado, as embalagens de papel e papelo micro-ondulado, as sacolas de papel e as caixas de papel-carto. At culminarmos hoje com as infinitas variedades das 7 famlias oficiais de plsticos, o que dificulta sua identificao para efeito de reciclagem, fazendo vir tona todo um debate ecolgico e despertando nos consumidores a curiosidade pelas caractersticas de cada um dos produtos e embalagens que hoje nos rodeiam, certos que poderemos no futuro restringir o uso de materiais no-ecologicamente amigveis, somente suas aplicaes indispensveis, substituindo o seu uso por outros materiais adequados ao uso requerido, que sejam ao mesmo tempo mais scio-ambientalmente corretos e que no gerem impactos negativos ao meio-ambiente. Hoje quando vamos s compras nem nos damos conta da infinidade de embalagens e produtos com origens to diversas e que um dia desejavelmente devero ser separados para reciclagem, sob pena de permanecerem poluindo o nosso meio-ambiente. Por isso consumidor procure por produtos e/ou embalagens fabricados com matrias-primas as mais naturais possveis porque eles que faro a diferena na sanidade futura do nosso planeta terra.


    Antnio Eduardo Baggio



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    Tera-feira, Julho 21, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                                               Que bem poderia ter o ttulo de
                                                                   "Botando o dedo na ferida".

                                                  

                                                                Spread bancrio que bicho este?

                                                                                  Wagner Gomes


    Sem sombra de dvida, a indstria bancria brasileira cobra os maiores juros do planeta, e sempre alega, como justificativa, com certa razo, que o grande vilo reside nos custos que compem a formao do "spread bancrio", termo difuso a ser dissecado. 
    O primeiro componente na formao desse bicho de sete cabeas est no custo financeiro das captaes. Quando o banco recebe aplicao, remunera esse dinheiro ao poupador, exceto nos depsitos vista, alm de sofrer a incidncia de depsito compulsrio e outras exigibilidades, que ajudam a formar o custo financeiro primrio.
    Logo, somente um determinado percentual desse montante poder ser emprestado a taxas livres de mercado. A residem fortes argumentos para que essa remunerao seja to menor do a que ele cobra ao emprestar o dinheiro captado.
    Existe, ainda, uma cadeia relevante de custos que os bancos embutem na taxa de juros que praticam. Eles precisam, por exemplo, repassar os tributos sobre receitas que recolhem aos cofres da Unio.
    Exemplificando: 0,65% mais 4% sobre a Receita Lquida de intermediao financeira so recolhidos ao PASEP e ao COFINS, respectivamente, enquanto 5% sobre a receita de servio remuneram o ISS. Tem muito mais.
    No ato da contabilizao do emprstimo, o Banco obrigado a fazer provises para garantir os pagamentos de emprstimos de liquidao duvidosa, alm do denominado risco de crdito, que se traduz em perdas efetivas. Essa inadimplncia ainda se retroalimenta e se perpetua na lentido da justia brasileira.
    Quando um devedor no paga ao Banco, a taxa de juros tem em seu bojo um componente que o livra desse prejuzo. As provises levadas a efeito no ato da concesso do emprstimo impedem um maior alavancamento, via conta retificadora, no Patrimnio Lquido. Difcil entender?
    Em bom portugus, os devedores que pagam em dia, no deixam os caloteiros contriburem com prejuzo para o setor bancrio. Na fixao das taxas praticadas existe um componente percentual que se transforma em aval aos chamados devedores recalcitrantes. Pensam que acabou? Ainda no.

    Agora entra em cena a margem de contribuio, que traduz o retorno financeiro da operao, antes que dela se reduzam os custos e despesas, bem como os tributos sobre resultados. Os custos administrativos, que se assemelham aos custos fixos, independem do valor da operao e registram os custos de contratao e custos de manuteno.
    J os tributos sobre o resultado envolvem 25% mais 15% sobre o lucro tributvel para o Imposto de Renda e para a CSLL, respectivamente. Nesse particular, aqui existe um refresco: aqueles custos que l atrs foram definidos como tributos sobre receitas, agora so dedutveis dos tributos sobre resultados.
    Pronto, agora a equao est montada para que o banco especifique sua margem real de ganho que, enfim, vai representar o retorno financeiro da operao ou lucro lquido, j com todos os custos da cadeia produtiva deduzidos. A, acrescenta-se mais um dado a ser ponderado: a expectativa de juros futuros. Simples, no?

    8 comentrios                       

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     Comentrios

    #1. Fernando Tomaz Ferreira
    Muito bem explicado! Parabns

    #2. Paulo Jose Soares
    Estou aguardando a sua vinda a BSB.

    #3. Paulo Jose Soares
    Parabns.....T explicadinho..
    No circo quando o leo d um urro os que esto na frente se levantam....e os logo atrs tambm vo se levantando.
    Cada um olha para o seu umbigo.

    #4. Otvio
    Grande Wagner,

    Show de bola, com linguagem simples e de facil entendimento - principalmente pelos que no militam na rea - a explicao acima poderia ser de grande utilidade para quem precisasse efetuar palestra sobre o mister.

    Parabens.

    #5. Paulo Henrique Souto
    Parabns Wagner, eu entendo pouco do riscado, tenho alma de artista, mas evito pedir dinheiro aos bancos e vou levando a vida. Abs. Paulo Henrique Souto

    #6. ALICE FRIZA
    Parabns, Eustquio Wagner, o artigo bem didtico e elucidativo. Obrigada.

    #7. AGOSTINHO NETTO
    Dr. Wagner,

    Excelente texto, didtico e elucidativo, como hbito do Autor.

    #8. Isa Musa de Noronha
    Como de hbito, simples - claro e excelente o texto.

    Como sou "esprito de porco", permita-me comentar um pequeno pedao texto.

    Wagner escreveu (muito bem) "Existe, ainda, uma cadeia relevante de custos que os bancos embutem na taxa de juros que praticam. Eles precisam, por exemplo, repassar os tributos sobre receitas que recolhem aos cofres da Unio."

    exatamente por isso que muitos de ns somos totalmente contrrios idia de que um Patrocinador possa se beneficiar de eventuais supervits de Fundos de Penso. Os relevantes fundamentos de justia social e de valores ticos e morais acolhidos pelo legislador para no admitir a participao do patrocinador na distribuio de supervit (e disso que se trata) so bem diferentes dos que prevalecem na burocracia do Ministrio da Previdncia com a edio da Resoluo 26 que autoriza o patrocinador participar do supervits dos fundos de penso.

    Razes ticas e morais situam-se nas vantagens que o patrocinador usufrui na gesto dos investimentos do fundo patrocinado; no sistema de formao de custos e preos; na poltica tributria e fiscal, relacionada com os incentivos fiscais concedidos aos entes patrocinadores, estatais e privados; bem como nos relacionados com os fundamentos de justia social e nos valores ticos e morais agredidos pelo artigo 15 da Resoluo CGPC 26/09.

    Com o sistema de formao de custos e preos, as empresas privadas e estatais do setor produtivo e de prestao de servios, apropriam todos os seus custos fixos e variveis, inclusive salrios e contribuies sociais (INSS e previdncia complementar), acrescendo-os dos impostos e do lucro e os transferem, nos preos de venda, (taxas sobre servios, etc) ao consumidor final, zerando seus custos.

    , portanto, o cidado quem paga, como consumidor e como contribuinte, os custos de produo, de prestao de servios, de comercializao, o lucro e os impostos que lhe so repassados nos preos pela empresa estatal ou privada.

    E h indcios de que paga mais do que seria normal por ser a atividade econmica ainda fortemente oligopolista, de concorrncia imperfeita, e o poder pblico no dispor de instrumentos adequados para controlar o processo de formao de custos e de sua incorporao aos preos e transferncia para o consumidor final.

    Por isto mesmo, o carter regressivo dos custos nos preos pode ser maior do que deveria ser, prejudicando, sobretudo, os assalariados de menor renda, os quais consomem tudo o que ganham.

    Aps zerar seus custos, via transferncia para o consumidor/contribuinte as empresas estatais ou privadas, patrocinadoras de fundo de penso, equiparadas quanto aos direitos e obrigaes civis, comerciais, trabalhistas e tributrias (artigo 173, II, e 2 da Constituio Federal) passam a ganhar com a concesso de incentivos de natureza previdenciria, via reduo da base de clculo, mediante lei especfica (artigo l50 6, da Constituio).

    A partir da lei n 9.532/97 a deduo ficou limitada a 20% do total dos salrios dos empregados e da remunerao dos dirigentes da empresa, mas em compensao, foi autorizada a deduo da contribuio para os Fundos de Aposentadoria Programada Individual - FAPI, limitada aos mesmos 20%.

    So tantas as vantagens que numerosas empresas nacionais e estrangeiras patrocinam fundos de penso e no cobram contribuies de seus beneficirios.

    Mas... Como difcil argumentar tudo isso com os Patrocinadores de Fundos de Penso...


    Isa Musa


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    Tera-feira, Julho 28, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                      Enquanto poltica de resduos slidos no for aplicada, 
                                                                no haver soluo

                                                              *por Ana Paula Chagas

    Recursos naturais so transformados em produtos de consumo, que ao serem descartados geram os resduos. O problema gerado pelos resduos surge no momento da produo. Antes da gerao dos resduos, j se tem em vista impactos ambientais como desmatamento, gerao de efluentes lquidos e atmosfricos, entre outros. Aps a gerao do resduo, surgem problemas relacionados sua disposio, pois menos de 39% dos municpios brasileiros do destino e tratamento adequado aos seus resduos slidos.
    Grande parte dos municpios ainda utiliza os lixes como forma de destinao dos resduos coletados, o que ocasiona graves, e irreparveis, problemas ambientais como poluio atmosfrica, poluio hdrica, poluio do solo e proliferao de vetores de doenas.
    Esse panorama envolve dois aspectos primordiais: primeiro, a necessidade de se responsabilizar toda a cadeia produtiva, e segundo, o valor econmico dos resduos.
    O primeiro aspecto a traduo do princpio "correction de la pollution, par priorit, la source"[1], extremamente difundido na Comunidade Europia. Como explicado anteriormente, os resduos so a conseqncia do processo de produo e consumo. Ento, nada mais justo que aquele que produz uma mercadoria que eventualmente, em algum momento de sua vida, ir gerar um resduo, se responsabilize pelo mesmo. Na mesma linha de raciocnio, tem-se a responsabilidade daquele que consome a mercadoria, pois ele quem estimula a produo.
    O que no se pode admitir que nessa cadeia, a coletividade arque com os custos e danos irreparveis, tanto sociais, quanto econmicos e ambientais, da gerao do resduo, e aqueles diretamente responsveis pelo resduo no tenham qualquer nus direto. Infelizmente, o que vem ocorrendo no Brasil.
    De acordo com esse princpio, menos custoso e mais simples suprimir a poluio na fonte, ou adotar as medidas para evitar o risco de poluio, do que adotar medidas corretivas para despoluir ou reparar um dano.
    O princpio da correo na fonte, ainda pouco falado e conhecido dos brasileiros, se aproxima muito do princpio de preveno. Na verdade, podemos dizer que o primeiro princpio um desdobramento do segundo, pois ao se responsabilizar e transferir os custos da destinao e tratamento corretos dos resduos ao produtor e ao consumidor, desenvolve-se, necessariamente, o comportamento preventivo, em que, desde a produo, se evitar, ao mximo, a gerao do resduo.
    O princpio da correo na fonte tambm determina que o resduo seja tratado na sua origem, suprimindo, dessa forma, o transporte do mesmo para outra regio. Evita-se, assim, a transferncia do problema de um lugar para outro.
    Apesar desse princpio ser tratado na Resoluo Conama 358/05, imprescindvel para a sua consolidao a edio de uma poltica nacional de resduos slidos, qual se encontra, ainda, em fase de projeto de lei, aguardando a sua votao no Plenrio da Cmara dos Deputados.
    Enquanto essa poltica no for instituda e efetivamente aplicada, no haver soluo para a questo dos resduos slidos.
    Com relao ao valor econmico dos resduos, a descoberta do seu valor agregado por vrios pases tem levado a uma mudana de postura na gesto dos resduos: reaproveitamento e reciclagem so as palavras de ordem.
    No reaproveitamento, um determinado material ser beneficiado em outro, com caractersticas diferentes do original. Na reciclagem, os materiais podem voltar ao estado original, e serem transformados em um produto igual em todas as suas caractersticas.
    Para ficar clara a diferena entre os dois, vamos citar os exemplos da reutilizao do papel e da reciclagem das latas de alumnio. No caso do papel, apesar do nome utilizado ser "papel reciclado", ele um exemplo do reaproveitamento, pois ele no tem as mesmas caractersticas do papel beneficiado pela primeira. No s a cor diferente, mas a gramatura e a textura tambm. No possvel retornar o material ao seu estado original, resultando em um material com caractersticas diferentes.
    J as latinhas de alumnio, elas sero fundidas e resultaro num produto com as mesmas caractersticas do original. No haver nenhuma diferena entre um e outro.
    Observando-se esses dois aspectos, e incluindo-os nas polticas de gesto dos resduos slidos, a presso exercida no meio ambiente pela gerao de resduos diminuiria sobremaneira, no s quanto quantidade de rejeitos, o que repercutiria na dimenso dos lixes e aterros sanitrios, onde os resduos slidos so simplesmente depositados, aguardando-se a sua decomposio, sem nenhuma triagem, reutilizao ou reciclagem dos mesmos.
    Portanto, de fundamental importncia, e certamente inevitvel soluo de grandes problemas ambientais, a adoo de poltica nacional de resduos slidos, tendo como princpio basilar a correo na fonte (como medida preventiva), bem como a aplicao do reaproveitamento e reciclagem aos resduos, dado o interesse econmico e ambiental que envolvem o tema.
    [1] Princpio da correo prioritariamente na fonte, dos danos ao meio ambiente: incorporado ao Direito Comunitrio pelo Ato nico Europeu de 1986.

     * Ana Paula Chagas gerente da rea ambiental
    do escritrio Dcio Freire e Associados


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    Sexta-feira, Agosto 14, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                                                                                                          O LULA POP

                                                                                    
                                                                                                                           Wagner Gomes

    Apesar de ser, constantemente, enxovalhado por jornalistas de renome na mdia, definitivamente, o Presidente Lula Pop e se tornou um Super Star.
    Os escndalos sucessivos que abalaram o mundo poltico, em torno de seu governo, no minaram o seu inegvel prestgio, notadamente naquela camada social que o ex Presidente Collor chamava de descamisados. No se trata, aqui, de emitir juzo de valores, mas, sim,
    de render-se  evidncia dos fatos.
    Ele caiu no agrado do povo, como se uma imensa egrgora se formasse em sua volta, propiciando-lhe uma mstica proteo no imaginrio popular. Ele se tornou "o cara", na viso de Barack Obama, e paira muito acima dos presidentes bufes da Amrica do Sul.
    Uma srie de evidncias atesta essa popularidade, tambm, pelo mundo afora, onde os holofotes sempre o acompanham. Em abril deste ano, a srie South Park, que vai ao ar nos Estados Unidos, apresentou Lula como um dos lderes que ajudam o personagem Stan a esconder, de aliens, dinheiro no espao.
    No site
    http://www.southparkstudios.com  possvel assistir ao episdio. O argentino Ricardo Carpena, do La Nacion, descreve Lula como o homem que conquistou um lugar privilegiado no mundo, e, ao lhe atribuir virtudes de negociador nato, afirma que ele levou pragmatismo ao poder, tornando-se um lder sem fronteiras.
    J a "Foreign
    Policy", do Washington Post, publicou foto de Lula, indagando na legenda: "O primeiro presidente no americano do Banco Mundial?".
    Pesquisa realizada a pedido do International Herald Tribune, que buscava identificar o lder internacional, de fora da Europa, mais popular em pases ocidentais, atribuiu-lhe a faanha de obter 54% na Espanha, derrotando Jos Luiz Zapatero, chefe do governo local, que tinha apenas 46%. Itlia, Frana, EEUU, Alemanha e Inglaterra tambm se rendem a esse charme que j conquistou o planeta, com ndices que variam de 17% a 31% de popularidade.
     
    De fato, o Lula surfa, com desenvoltura, por uma enorme onda de simpatia, tendo construdo um apoio globalizado, como nunca antes, na histria deste Pas, presidente nenhum conseguiu.
    No Brasil, j supera 80% de aprovao, embasada em conquistas importantes, algumas inditas para a vida da populao brasileira.  O salrio mnimo j supera os duzentos dlares.
    A taxa Selic, por exemplo, desde que foi criada em 1979, pela primeira vez expressa em apenas um dgito percentual. Esse fato, ao refletir a eficincia estrutural de nossa economia, alavanca os investimentos no pas, ajudando a virar essa pgina da crise econmica, em um ritmo bem mais acelerado que o previsto pela maioria de nossos analistas econmicos.
    A gerao de brasileiros, que ora chega ao mercado produtivo, no tem memria inflacionria, em funo do crculo virtuoso da economia, iniciado nos tempos de Itamar Franco. Ao preencher os vazios deixados pelos seus antecessores, com um discurso nitidamente popular e populista, Lula transmite aos seus simpatizantes o sentimento de que ele fez essa histria acontecer.
    Ciente do capital eleitoral que construiu, no se deixou seduzir pelo canto da sereia que tentava lhe induzir a um terceiro mandato, atravs de modificaes casusticas na Constituio. Preferiu bancar, com alguma chance de xito, uma candidatura alternativa, que impulsionada, exclusivamente, pelo seu carisma.
    Hoje, j se especula que ele integra a lista de provveis candidatos ao prmio Nobel da Paz. Ser?


     

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    Segunda-feira, Agosto 17, 2009

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo doutor e Direito Pblico da UFMG, Paulo Adyr Dias do Amaral.

                          REFORMA TRIBUTRIA, FADAS,
                                                        DUENDES E GNOMOS 

                                            

                                                   *Paulo Adyr Dias do Amaral

    Consideremos o perfil da tributao hoje praticada no Brasil: a suposta retribuio estatal (sob a forma de servios pblicos) no ocorre (ou sucede em mnima medida) o que agrava a tenso j naturalmente existente na relao jurdica tributria. Nos tempos que correm, no nosso pas, as receitas derivadas (advindas da tributao) se destinam, em sua maior parte, ao pagamento do servio da dvida. Quase nada retorna ao cidado-pagador.

    Temos o Sistema Tributrio mais complexo do mundo, com 85 tributos. Conforme os dados do INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTRIO IBPT, entre leis, medidas provisrias, decretos, portarias e instrues, a "organizao" desse sistema resultou em 3.200 normas tributrias, com a criao de 56 normas tributrias a cada dia til. Acompanhar a evoluo da legislao tributria brasileira tarefa extremamente difcil para os estudiosos da rea e impossvel para o empresrio e o cidado comum.

    A carga tributria brasileira, que era de 13,5% do PIB em 1947, hoje resvala em 40%. Esse intervalo de tempo sessenta e dois anos , historicamente, curtssimo para uma elevao to brutal. um sinal claro de que a carga jamais caiu e nem tampouco cair.

    A comparao internacional mostra que temos a 12 maior carga tributria do mundo, atrs apenas de: Sucia, Dinamarca, Frana, Holanda, Itlia, Israel, Hungria, Canad, Alemanha, Polnia e Reino Unido. Estes so os pases comparveis a ns no que tange ao montante da carga. E com que pases poderamos nos comparar quanto ao desempenho administrativo? A esses mesmos? bvio que no. Portanto, a concluso clara: nossa carga tributria, embora no seja a mais alta, , seguramente, a mais desfavorvel do mundo. Ou seja: nenhum pas paga tanto por to pouco.

    Tudo isso fica mais claro quando nos comparamos com os pases "comparveis" a ns: Argentina (carga tributria: 21% do PIB), Mxico (18,5%/PIB), Chile (18%/PIB), ndia, China e Rssia (16%/PIB). Nossa carga a mais alta entre os pases emergentes. Precisamente, o dobro.

    Cargas elevadas so bem suportadas por pases de economia forte. Porm, num pas pobre como o Brasil, tendo em vista nossa capacidade de produzir riquezas, o limite suportvel estaria situado em aproximadamente 25%. A tributao que ultrapassa o marco da nossa realidade econmica desgua na informalidade, na ilegalidade, na sonegao e na inibio do crescimento. precisamente o que est a ocorrer.

    Desde a instaurao da nova ordem jurdica brasileira, em 05-10-1988, ansiamos pela REFORMA TRIBUTRIA estrutural (aquela que envolve as trs pessoas polticas da Federao: Unio, Estados e Municpios) que no foi e nem ser feita. E profetizo que passaremos as prximas dcadas (ou sculos) discutindo a reforma da reforma...

    Reformas tributrias so feitas pelos governantes. Ns, cidados comuns, no a fazemos. Por isso mesmo, desde que comecei a ter contato com questes tributrias, nunca vi nenhuma reforma que no tivesse como nica finalidade o aumento da arrecadao.

    Curiosamente, h consenso geral acerca dos princpios a serem adotados para a REFORMA TRIBUTRIA. Todos acham que se deve: manter descentralizao de competncias e receitas; preservar o ajuste fiscal do setor pblico; desonerar exportaes, investimentos e emprego; minimizar danos sofre eficincia e competitividade; harmonizar mercado interno e abrir a economia; promover justia fiscal; simplificar o sistema tributrio etc. So estes, basicamente, os pontos pregados em todos os discursos. A divergncia ocorre quanto aos caminhos a serem tomados para atingir tais objetivos.

    A meu ver, ilusrio e fantasioso qualquer programa de REFORMA TRIBUTRIA que no ataque diretamente o cerne do problema: a crescente DESPESA PBLICA. Quem prega reduo de carga tributria divorciada de reduo da despesa provavelmente acredita tambm em fadas, duendes e gnomos...

    um problema bem mais econmico que jurdico. O Direito pode regular relaes obrigacionais, mas no tem como alterar o curso das leis naturais que regem as cincias especulativas, seja na fsica, seja na economia.

    Por isso mesmo, economistas tm sustentado que lutar pela reduo da carga tributria uma causa perdida. No esto destitudos de razo. Sob diversos aspectos, o Estado brasileiro realmente no tem como reduzir a despesa pblica. Recentemente, o Prof. Stephen Kanitz exibiu os dados: o nmero de aposentados dobrar em trinta anos, aumentando em 100% nossa maior despesa pblica; com o aumento da longevidade, o gasto com sade pblica poder triplicar etc. Dele colho as seguintes palavras: "Quem acha que os atuais 36% do PIB so o limite mximo de impostos est redondamente enganado. Minha estimativa a de que nos prximos vinte anos os impostos subiro inexoravelmente para 48% do PIB, e h estimativas muito piores do que a minha por a. E no apenas no Brasil, isto um fenmeno mundial" (KANITZ, Stephen. Os Impostos vo aumentar. Disponvel em: <www.kanitz.com.br>).

    No obstante, claro que algumas medidas podem (e devem) ser tomadas nesse sentido. Uma delas (talvez a mais importante) seja o combate corrupo e moralizao nas contas pblicas. O problema que os sucessivos escndalos financeiros envolvendo malversao do dinheiro pblico no tm sensibilizado devidamente a opinio pblica, nem tampouco o eleitor brasileiro.

    *Paulo Adyr
    Dias do Amaral

    Doutor em Direito Pblico UFMG. Mestre em Direito Tributrio UFMG. Diretor da Associao Brasileira de Direito Tributrio ABRADT. Membro do Grupo de Estudos da Associao Brasileira de Direito Financeiro ABDF/Minas. Membro da Associao Latino-Americana de Direito Comparado. Professor nos Cursos de Ps-graduao em Direito Tributrio: - da PUC/Minas; - das FACULDADES MILTON CAMPOS; - do Centro de Estudos na rea Jurdica Federal CEAJUFE; - do Centro de Atualizao em Direito CAD (em convnio com a Universidade Gama Filho).


     



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    Segunda-feira, Agosto 17, 2009

    Para LER E PENSAR. ARTIGO sobre as aes da BHTRANS, enviado ao nosso BLOG pelo administrador de empresas e estudioso dos problemas da capital mineira, Jos Aparecido Ribeiro.


    *Jos Aparecido Ribeiro.

    A BH Trans bate recordes na arrecadao com o dinheiro das 370 mil multas e os hbitos dos motoristas no mudam, numa prova inequvoca de que a pedagogia da multa no educa, e de que as aes precisam ser re pensadas pelo Prefeito da terceira maior cidade do Brasil.

    Sobra truculncia e justificativas para o caos na mesma proporo que falta engenharia, atitudes e bom senso na gesto do trnsito. Vamos as dez sugestes para o rgao, ja que ele pede a recproca do povo, mas no faz a sua parte:

    1 - A cidade possui 136 pontos de estrangulamentos que precisam de tratamento, obras e intervenes humanas nos horrios de pico. Pelo menos 50 destes pontos esto na regio centro sul da cidade e acabam afetando quase toda a Capital.

    2 -Existem pelo menos 130 rotas alternativas que ningum conhece e que no so sinalizadas, que se bem asfaltadas, e sinalizadas, poderiam tirar das vias "arteriais", pelo menos 20% do fluxo e distribu-lo para dentro dos bairros.

    3 - Os sinais precisam ser sincronizados em ondas verdes nas principais rotas de fluxo intenso, mas so em apenas algumas. Podemos contar nos dedos quais so elas.

    4 - A cidade precisa rever os seus limites de velocidade, que hoje de 60KM, para 70 KM, nas avenidas principais. O que aumentaria a fluidez e faria o numero de multas por radares cair 83%, j que este o percentual de multas aplicadas por uma diferena de 3 a 13KM horrios.
    Um indcio inequvoco de que a "indstria da multa" existe e vai bem obrigado.

    5 - O traado da cidade e o sentido de dezenas de ruas, em especial as da regio centro sul, precisam de mudanas. Existem ruas sacrificadas em detrimento de outras que, "sabe se l por que razo" so poupadas de movimento. Exemplo: Timbiras e Gonalves Dias, que recebem um fluxo maior do que a sua capacidade.

    6 - O piso asfaltico da Cidade, sobretudo em ruas de grande movimento, e nas "rotas alternativas", precisam estar em boas condies sempre. Existem pelo menos 200 ruas, que recebem trafego pesado, que esto com seus pisos destrudos e so evitadas pelos motoristas, sobrecarregando as vias arteriais. A cidade precisa de um programa de recapiamento funcionando, ininterruptamente, nos horrios noturnos, durante todo o ano e no s em perodos eleitorais.

    7 - O gestor do trnsito precisa liderar um programa de escalonamento de horrios com escolas e empresas, tanto na entrada, como na sada de turnos, de modo a fazer com que haja distribuio do volume de carros em horrios escalonados e alternativos.

    8 - A explorao do transporte pblico uma concesso do municpio e cabe a ele indicar o modelo de carroceria de nibus, considerando o clima e a topografia da cidade, tendo o cuidado de oferecer um transporte que incentive o usurio do carro, a trocar o privado pelo pblico.(nibus). O modelo atual um caso de sade pblica e extremamente desconfortvel.

    9 - Face ao grande volume de carros e novos emplacamentos todos os meses, as operaes do trnsito precisam ser descentralizadas, de modo a tornar as aes dos agentes de trnsito mais rpidas e eficazes. Sobretudo nas situaes de emergncia. Perde-se tempo no deslocamento e a criao de comandos estratgicos tende a maximizar sobretudo a atuao dos recursos humanos.

    10 - Eliminao de estacionamentos faixa azul em dezenas de ruas, sobretudo na regio centro sul, em vias de trnsito pesado. O modelo de faixa azul injusto, inadequado e precisa ser revisto, quem sabe nos moldes utilizados pela cidade do Rio de Janeiro...

    Existem pelo menos 20 outras alternativas para dar fluidez ao trnsito que no so consideradas pela BH Trans, pois s vale para o transito da nossa Capital o que ela acha...

    A BH trans perdeu a credibilidade e deveria dar lugar a um depto de engenharia de trnsito e transporte com foco em solues e no em arrecadao.
    Sem a interferncia de partidos.

    Isso explica o por que mesmo multado e revoltado, o motorista continua agindo da mesma forma. Quando as solues no aparecem, o que poderia ser pedaggico, perde o sentido e a eficcia.

    Solues existem, falta gesto, e sobretudo menos ideologias, todas inapropriadas para o momento histrico, afim de encontrarmos solues para o caos do trnsito de BH. Ressalta-se que todos somos contra os carros ocupando os espaos pblicos com apenas um Cidado, desde que exista um transporte publico decente e que atenda a todas as classes sociais... No s a uma parte delas.

    *Jos Aparecido Ribeiro
    Especialista em trnsito e assuntos urbanos
    ONG SOS Mobilidade Urbana
    BH - MG



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    Quinta-feira, Agosto 20, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.


     
                                Assdio moral


                                                         Flvio Martins da Costa

    Flvio Martins da Costa
    Administrador de Empresas com Ps-Graduao em Org. Sist. e Mtodos. Autor dos Livros "Socorro, No Tenho Tempo!!", "Socorro, Meu Dinheiro Est Sumindo!!" e "Excelncia no Atendimento ao Cliente". Foi professor universitrio no UNI-BH e do Curso Tcnico de Gesto Empresarial do SENAC. Como consultor atua nas reas de Adm. Geral, Org. e Mtodos, Preparao para a Certificao IS0 9000 e Resp. Social, Rec. Humanos, Cargos e Salrios e Planej.Estratgico. instrutor e palestrante, atendendo a entidades como a Federao do Comrcio do Estado de Minas Gerais, SESCOOP/Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e FEDERAMINAS-Fed Associaes Comerciais, Industriais e Agropecurias de Minas Gerais.

    + textos de Flvio Martins da Costa

    - "Fulano de Tal, mais uma vez voc se atrasou na entrega de seu servio. Sua capacidade de fazer com atraso e com baixa qualidade nos deixa decepcionados. Acredito que em tudo voc lerdo, talvez at em casa..., no por acaso que sua mulher te largou... Veja s os colegas que esto aqui nesta reunio. Toda a equipe com a qual estamos reunidos. O atraso dos outros muito menor que o seu.Voc muito fraco mesmo! Por isso que eu sempre coloco servios mais elementares para voc, e mesmo assim d nisso".
    - "Mas chefe, os prazos colocados so muito inferiores ao mnimo que eu precisaria".
    - "Acorda... se ficar reclamando vai ser demitido. Veja os outros aqui presentes na reunio. Os atrasos deles so mnimos".
    - "Mas chefe, eles tm mais prazo para o mesmo servio".
    - "Calado ou rua!".

    Fala-se muito em assdio sexual, tendo o assunto sido at tema de filmes de sucesso e, assim, por estar na mdia, despertou a conscincia de muitos, sendo at objeto de muitas aes na justia.
    Apesar disso, o assdio sexual continua ainda a ocorrer com freqncia, e a assediada (na maioria das vezes) ou o assediado (tambm acontece muito), costuma esconder o fato por no ter provas ou por medo de perder o emprego.
    Assim como o assdio sexual, o moral muito comum no Brasil e considerado corriqueiro. to comum que muitas vezes faz parte da cultura das "brincadeiras", das "gozaes no trabalho" que so normalmente relevadas por todos, sendo muito comum as vtimas ou os que assediam no terem noo do que significa.
    O assdio moral ocorre mais do que se pensa e tem srias conseqncias quando acontecem no trabalho, envolvendo motivao, respeito humano e implicaes at legais. Este tipo de ato corresponde a ocorrncias em que o empregado submetido a situaes abusivas, humilhantes, constrangedoras, de carter freqente no local de trabalho e no exerccio de suas funes.
    Consultando fontes importantes como o "Jornal do Senado", de 25 a 31 de julho de 2005, verificamos que diversas situaes podem ser vistas como assdio moral e, pasmem, so muito comuns e consideradas, pela maioria das pessoas, como corriqueiras.
    comum, por exemplo, verificarmos aes de assdio moral como marcar tarefas com prazos impossveis, criticar com persistncia e subestimar esforos, passar algum de uma rea de responsabilidade para outra de funes triviais, provocar desestabilizao emocional e profissional que ocasione perda de autoconfiana e o interesse pelo trabalho, isolar a vtima do grupo de trabalho, impedir que o profissional se expresse, ridicularizar, inferiorizar ou menosprezar diante dos pares, culpabilizar/responsabilizar o funcionrio publicamente.
    No podemos deixar de mencionar: fazer comentrios pblicos negativos em relao capacidade do funcionrio; invadir o espao familiar; desviar de funo; retirar material necessrio execuo de tarefas, impedindo o trabalho com o objetivo de prejudicar moralmente o colaborador; exigir que se cumpra horrio fora da jornada de trabalho; trocar a pessoa de turno sem que a mesma seja avisada e mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador.
    O agressor, o colega ou o superior hierrquico comporta-se das mais variadas maneiras para rebaixar o outro. Tal conduta pode causar severos danos sade fsica e mental da vtima, com sintomas como depresso, distrbios do sono, hipertenso, alterao da libido, entre outras. O cotidiano sofrido pode levar a situaes extremas de, at mesmo, pensamentos ou tentativas de suicdio. E, s vezes, elas levam o assediado a se demitir do trabalho.
    J existe jurisprudncia sobre o assunto e o agredido pode reclamar ou denunciar para a rea de Recursos Humanos da empresa, caso considere que ter apoio. Se necessrio, pode at reclamar na justia, desde que rena provas, chegando inclusive argir a resciso do trabalho e pleitear as devidas indenizaes.
    Conforme citado no jornal, a lei diz que o empregado poder considerar rescindido o contrato de trabalho e pleitear a devida indenizao quando forem exigidos servios superiores s suas foras, se for tratado com rigor excessivo, quando as obrigaes do contrato no forem cumpridas, em caso de atos lesivos moral e boa fama, em razo de ofensas fsicas e caso o empregador reduza o trabalho de forma a afetar sensivelmente a importncia dos salrios.
    Assim, necessria uma reviso da conduta por parte de muitos supervisores e colegas de trabalho, para que possamos evitar o assdio moral, e melhor, criar um ambiente mais harmnico e motivante no trabalho.


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    Sexta-feira, Agosto 21, 2009

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                            RODOVIA DA MORTE
                                                                 (trecho BH-Governador Valadares)

                                                                       
                                                                      *Petrnio Souza Gonalves
                                                                                      (escritor)

                                                                  Caminho da morte: At quando?

    A estrada no assassina. a imprudncia e a omisso dos homens que a fazem assim. Seu traado original apenas facilita a morte de famlias inteiras, dia-a-dia. Com a indiferena das autoridades competentes, enquanto o amigo leitor finaliza esta leitura, mais uma vtima fatal estar estendida nas curvas das nossas lamentaes, s margens da BR 381.
    Com as obras de recuperao da BR 381, os acidentes aumentaram e ficaram mais violentos, pois a recuperao da estrada se deu apenas em sua linha torta, ou seja, em sua recapagem, em sua maquiagem e no em seu traado original, em sua via de rolagem, de viagem. Isto aumentou apenas o risco, ampliado pela velocidade e multiplicado o perigo existente em suas inmeras curvas sinuosas e perigosas. Meu Deus, quantos ali ainda morrero? Quantas famlias ainda sero mutiladas? Quantas vidas decepadas? Tudo isso j vem h muito tempo e sinais concretos de uma futura melhora, nenhum! Um erro com milhes de cmplices e milhares de silenciados.
    A cada final de semana, a cada feriado prolongado, contabilizamos novo recorde de acidentes, mortes e feridos. Amanh, todos os jornais noticiaro as mesmas mortes, acontecidas em uma das curvas da BR 381, entre os municpios de Belo Horizonte e Governador Valadares, dentro de seus 310 quilmetros de extenso e seus 62 trechos de perigo permanente. O que mais frustrante constatar que alm das incontveis tragdias e de vrios trabalhos realizados apontando os trechos mais perigosos e os erros do seu traado anacrnico, ao longo dos seus mais de 50 anos de existncia, nada foi feito at aqui para alterar essa triste realidade que vai consumindo a vida de quem obrigado a passar por ela.
    S no ano de 2008, 138 mortes foram contabilizadas em sua faixa asfltica, no local do acidente, alm daquelas que aconteceram no hospital, no caminho para o hospital e no foram registradas, alm de tantos outros que ficaram paralisados para sempre. Acredita-se que, a cada ano, mais de 800 pessoas morrem em decorrncia de acidentes na BR 381. Se a gripe suna mobiliza milhes para as poucas mortes registradas em todo o Brasil, a questo da BR 381 poderia mobilizar fundos para acabar com esse martrio atemporal e dirio, que tem endereo e lugar certo para matar e mutilar quem se aventura por ela.
    Hoje foi assim, amanh ser assim e depois e depois tambm. Nas frias, muitos meninos que saram para a sua primeira viagem, levando na bagagem sonhos, juventude e a vontade de aproveitar o dia, no puderam contar suas histrias para os amigos de escola. As mes ficaram tristes, famlias ficaram rfs e a estrada continua a sua repugnante e revoltante sina: a de esmagar gente entre carros, levando pessoas ao encontro prematuro da morte inesperada e precipitada.
    Eu, que sempre passei por ela, hoje procuro no passar mais. Cansei de chegar em casa amargurado. No me lembro de feriado algum, na sada ou chegada a Belo Horizonte, que no tenha visto vidas estraalhas s margens da BR 381, o endereo da morte pontilhado em minhas retinas. Agora, alm dos engarrafamentos rotineiros dos incontveis acidentes, temos os protestos honestos e sofridos e, lamentavelmente ainda infrutferos, das populaes martirizadas pela consagrada Rodovia da Morte.
    Entre mim e os amigos que moram depois dela, h, alm da distncia, o medo e o pavor. Pena! Enquanto isso, os jornais j tm a sua pauta pr-fixada, pr-agendada, a notcia estampada em suas primeiras pginas. At quando, no sei. Sei apenas que tenho, humildemente, que duelar com a minha caneta contra esta triste verdade, que far entre ns, mais algumas de suas vtimas, que podem ser parentes, amigos e pessoas muito prximas. Infelizmente!

                                                        *Petrnio Souza Gonalves escritor

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    Quarta-feira, Agosto 26, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

     

    sombra do tempo


                                                 *Petrnio Souza Gonalves
    Hoje, amanheci querendo viver um mundo que no existe mais. Um tempo que ficou guardado na memria, com canes que embalaram pocas, filmes que marcaram geraes e cenas que no vejo aqui. Faz saudade e sinto que neste mundo de imediatismo e globalizao, as coisas mais intrnsecas ao ser humano vo ficando em segundo plano, e a habilidade especial de cada um sendo apenas um mero detalhe, no um diferencial.

    As canes so a voz do passado, nos trazendo sensaes e emoes de um tempo de urgncias e necessidades. No h mais o contgio da poesia diferente de um novo nome em nossa msica popular. s vezes penso que a fonte se secou, ou que a alma humana se esfacelou. Quando irei ouvir novamente um canto negro de Milton Nascimento reboando por todos os cantos da Amrica? Ou mesmo dentro dos coraes estudantes? Entendo que a nossa msica popular ficou mais triste, enquanto muitos contam em casa o seu vil metal.
    No cinema, as grandes produes seguem as grandes bilheterias, tendo um Oscar como prmio principal. E os filmes inovadores, de beleza incontestvel? Poucos, quase nada. Robert De Niro nunca mais foi o touro indomvel dos primeiros anos, restritos s dcadas de 70 e 80. At hoje, seus primeiros filmes esto a, revelando os gnios de De Niro e Scorsese. Enquanto isso, tantos filmes esto l, e to poucos c! Infelizmente.

    A arte assim, reflete o seu tempo, o mundo que h cerca. o espelho, o fundo da alma. Quanto mais perto dela, mais perto de Deus e da beleza original, como no renascimento, no impressionismo, no barroco e no florescer da aurora de nossos dias...   Ela o pulsar do pensamento, dos questionamentos, das desiluses de um tempo, de uma era. O que a molda a criatividade humana, essa que aguada pelas nossas crenas, sonhos, valores, e a irremedivel necessidade de nos aproximar de Deus, aquele que tudo toca e tudo transborda.

    A vida um recriar constante de nossos sonhos, de nossos anseios, um atestado dirio de nossa existncia. preciso repensar o mundo e dar a ele um doce frescor de primavera, aquele que brilhou no renascer da idade mdia e iluminou o pensamento quando a escurido acendeu a idia.

    preciso paz para poder criar, preciso leveza para deixar o pensamento abrir suas asas e nos resgatar das mesmices desse mundo to pobre de poesia e to igual. Sejamos ns um pouco mais ousados e um pouco menos comuns. Vivamos em ns o nosso outro lado, aquele voltado para as coisas do esprito, do corao, da alma, e que tanto nos faz bem e nos transforma...

    Viver uma fonte inesgotvel de absurdos e excentricidades, no sejamos to redundantes em nossa estril compresso das coisas desse mundo - to finito e to cinza - em nossa limitao de um mundo pueril e aptico. Sejamos mais manhs do pensamento, mais noites de grandes estrelas em lua cheia. Faamos hora, faamos acontecer, enquanto um mundo novo se explode em paixes pelos cabos que ligam o pensamento humano ao muito alm daqui, to virtual quanto plural, impregnado de sabias e vs quimeras.  

    A vida e o mundo nos esperam... Vamos dar a eles a nossa melhor e mais bela parte, aquela emoldurada pelas cores do mundo que um dia ainda iremos viver, enquanto o pintamos com poesia, sonhos, canes e uma poro de outras coisas mais...
     

                                                 *Petrnio Souza Gonalves 
                                                       jornalista e escritor
                                               


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    Quinta-feira, Agosto 27, 2009

    TURISMO na Estrada Real. O ARTGO ESPECIAL de Arthur Vianna, diretor da Belotur.

                                                                  ARTIGO ESPECIAL

                                                                Pela Estrada Real afora
     
    Muitos so os caminhos que levam o turista a navegar pela Estrada Real. Uma busca no Google leva-nos a quase 200 mil pginas pela Internet afora. Claro que nem todas elas dizem respeito ao caminho dos bandeirantes e tropeiros do nosso Brasil. Uma, pode rasgar elogios ao veculo Doblo Adventure Estrada Real, da FIAT. E, outra, pode conduzir o turista at a cidade francesa de Montlhery, prxima a Paris e famosa pela sua trilha Estrada Real Paris-Orleans.

    Mas a maioria mesmo nossa velha conhecida Estrada Real do mato adentro, com seus caminhos Novo, Velho, dos Diamantes e do Sabarabuu. Este ltimo, incorporado h poucos anos ao mapa do Instituto Estrada Real, liga Catas Altas a Ouro Preto, passando por Sabar e Caet.

    O introito acima para justificar uma dica aos cavaleiros, andantes e motoristas que desejam e merecem seguir Estrada Real afora. Entre as vrias pginas sobre o assunto na web, gostaria de recomendar duas, em especial: uma editada pelo SENAC-MG, www.descubraminas.com.br, e outra da FIEMG, www.estradareal.org.br. So as melhores e l podemos viajar pelas imagens e informaes antes de colocar o p da estrada.

    Para quem deseja conhecer as muitas cidades pelo caminho, outra dica importante procurar uma boa casa do ramo. Claro, voc pode perguntar ao Tullio Marques, que fez o Caminho Velho em abril de 2000, percorreu 500 quilmetros e sabe das coisas. Ou, ento, procurar uma agncia especializada em ecoturismo e turismo de aventura.

    A Primotur uma delas. Sediada em Belo Horizonte e h seis anos no mercado, a operadora coloca disposio do turista uma srie de atividades, como trekking, mountain bike, rapel, escalada e cavalgada.

    E tambm roteiros com transporte, carro de apoio, seguro e guias.
    Em abril, a Primotur oferece inmeros passeios e trechos imperdveis da Estrada Real. Certamente um deles vai caber em seu oramento e disponibilidade de tempo.

    Entre os roteiros anunciados:
    Trilhando a Estrada Real (Rio Acima e Raposos, margeando o Rio das Velhas),
    Expedio Serra dos rgos (caminhada de Petrpolis a Terespolis, no estado do Rio de Janeiro, atravessando durante 3 dias o Parque Nacional da Serra dos rgos),
    Expedio Lapinha e Tabuleiro (caminhada pela Serra do Cip com destino fantstica Cachoeira do Tabuleiro),
    Passeio Ecolgico (de So Bartolomeu a Ouro Preto, passando por 5 cachoeiras) e ainda o Conhecer Melhor BH (travessia pela Serra do Curral, de Belo Horizonte a Nova Lima). No endereo www.primotur.com.br, a relao completa.
    E bom proveito.
     
     


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    Domingo, Agosto 30, 2009

    TWITTER...TWITTER...TWITTER...O QUE ? Para que serve o TWITTER? (O nosso jcamaralnews ) *OLHA vale conferir abaixo artigo pinado do BLOG do advoigado mineiro Alexandre Atheniense.

    twitter_logo_3

    O blog O DIREITO E AS NOVAS TECNOLOGIAS surgiu da iniciativa do Dr. Alexandre Atheniense, advogado e professor, pelo interesse em prover aos seus leitores aficcionados pelos diversos temas relacionados sobre o Direito e a tecnologia no Brasil e no exterior, com atualizao diria atravs do relato de opinies, tendncias, notcias, jurisprudncia e legislaes, propiciando uma rica e atualizada fonte de pesquisa

    Vrios advogados tem me perguntado recentemente
    quais as vantagens de utilizar o Twitter,
    diz o advogado Alexandre Atheniense no blog dele:


    Resolvi publicar este post para divulgar uma excelente compilao sobre o tema, escrito por Claudio Torres, onde h meno das vrias funcionalidades e uma lista sobre alguns programas aplicativos para incrementar uso deste meio de comunicao

                                                                              Artigo Especial

                                                                      TWITTER PARA LEIGOS
                                                                               Claudio Torres

    O Twitter tem ganho espao no Brasil, e nas conversas nas mdias e redes sociais. Mas para usar o Twitter com eficincia, principalmente se voc pretende um uso profissional, empresarial ou para marketing digital em sua empresa, voc tem que conhecer ferramentas que complementar o Twitter e ajudam a usar melhor esta ferramenta de comunicao on-line, que invade a Internet.

    O Twitter, como muitos sites de mdias sociais, permite agregar aplicaes de terceiros, atravs da API do Twitter. Assim outras empresas podem desenvolver software para o Twitter e criar aplicaes adicionais para a ferramenta.

    Muitas empresas ao redor do mundo tem criado ferramentas teis, que voc pode utilizar para seu uso pessoal, empresarial, corporativo, ou at para o gerenciamento de marca e publicidade de algum cliente. Seja voc uma empresa, um advogado, um mdico, um engenheiro, um empresrio, um msico, ou at mesmo um diretor ou gerente de marketing ou marca, voc vai achar as 7 ferramentas que separei para voc.

    Para usar o Twitter : Embora voc possa usar o seu navegador para acessar o Twitter,  existem duas ferramentas que servem para voc acessar o Twitter, com a tecnologia Adobe Air, diretamente do seu computador : o Twhirl e o TweetDeck.

    Para quem usa o navegador Firefox, h um plugin chamado Twitbin. So gratuitos e voc baixa e instala no seu computador, e pode usar o Twitter de uma forma mais eficiente, visualizando ao mesmo tempo os tuits que voc segue, as pessoas que respondem a voc, ver perfis, e mensagens diretas, sem ter que mudar de pgina como no navegador.



    1. Para pesquisar no Twitter : Use o Tweetscan, Twitdir ou o Twitter Search para pesquisar e saber o que esto falando de voc, da sua marca, ou de um tpico de seu interesse. Por exemplo, posso pesquisar o que esto falando do meu livro no Twitter digitando "Bblia do Marketing Digital".

    2. Para seguir conversas no Twitter : O Friendfeed permite concentrar todo o contedo disponvel em RSS em uma nica pgina. A aplicao tambm permite que se responda diretamente, sem a necessidade de navegar pelo Twitter.

    3. Para criar discusses e promoes : Tambm chamados de hashtags, o uso do smbolo # antes da palavra, permite acompanhar um tema que voc ou outro usurio criou. Seu uso permite uma srie de aplicaes complementares ao Twitter, como explicado em meu artigo "O que o Twitter e como funciona".

    4. Para usar o Twitter localmente : Se voc est interessado em uma regio especfica, por exemplo o local onde mora, o Twitterlocal filtra os tuits baseado no perfil do usurio e seu local de origem. Para negcios localizados, como lojas e restaurantes, a aplicao ideal.

    5. Para seguir o Twitter com Alertas:  Muitas vezes conversas que comeam no Twitter acabam indo para os blogs e outras redes sociais. Para acompanhar isso voc pode usar o Google Alerts com o seu Twitter, como @publicidadeweb ou publicidadeweb. Assim o Google ir enviar para seu e-mail atualizaes peridicas sobre as referencias a seus tuits na rede.

    6. Para integrar o Twitter com outras mdias : Existem duas ferramentas importantes para integrar o Twitter com outras mdias. O TwitPic uma ferramenta que permite que voc tuite fotos. Seus seguidores vem a descrio e o link para a foto. J o Tinyurl uma ferramenta que permite transformar URLs grandes,  em pequenos links, que aparecem no Twitter, economizando os escassos 140 caracteres.

    J existe inclusive uma lista de advogados
    e juzes no Brasil que divulgam os seus endereos
     no twitter no site Forensepedia.


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    Sbado, Setembro 12, 2009

    ARTIGO ESPECIAL do presidente do Instituto Mrio Penna, advogado CSSIO RESENDE.











     









    Como os governos podem ajudar com mais recursos para o Terceiro setor

    Como os governos podem ajudar com mais recursos para o Terceiro setor Diante das dificuldades e impossibilidades cada vez maiores de o Poder Pblico seja a Unio, sejam os Estados-membros, sejam os municpios cumprir, de forma exclusiva e satisfatria, seu papel de promover o bem-estar e o desenvolvimento humano e social, o Terceiro Setor (a includos as fundaes, as associaes e os institutos, pessoas jurdicas sem fins lucrativos) assume relevante papel, com suas redes e atividades, no s complementando, mas suprindo, muitas vezes, carncias e omisses do Estado. Cabe a este fiscalizar a atuao das entidades do Terceiro Setor para que atuem com seriedade, probidade e eficincia. Por outro lado, deve apoi-las para bem cumprirem suas finalidades, estabelecendo com elas uma relao saudvel e cooperativa, para potencializarem, juntos tambm com o Segundo Setor (o mercado), o desenvolvimento econmico eficiente, com o mximo de justia social. So vrias as formas pelas quais o Poder Pblico pode colaborar para o fortalecimento do Terceiro Setor, que se confunde com a prpria sociedade civil organizada, em atitude de cidadania, no s jurdico-formal, mas econmico-social, com a insero e a promoo da felicidade temporal de todos. A renncia fiscal bem aplicada e conduzida constitui-se numa forma adequada e eficaz de obteno de recursos pelo Terceiro Setor, que desenvolve atividades no atendidas satisfatoriamente pelo Estado, como sade, educao, assistncia social, pesquisa e outras. Segundo Hely Lopes Meirelles, "modernamente, o Estado de Direito aprimorou-se no Estado de Bem-Estar (Welfare State), em busca de melhoria das condies sociais da comunidade. No o Estado Liberal, que se omite ante a conduta individual, nem o Estado Socialista, que suprime a iniciativa particular. o Estado orientador e incentivador da conduta individual no sentido do bem-estar social. A finalidade precpua da Administrao a promoo do bem-estar social, que a Constituio traduz na elaborao e execuo de planos nacionais e regionais de ordenao do territrio e de desenvolvimento econmico e social (art. 21, IX, Constituio Federal). Bem-estar social o bem comum da coletividade, expresso na satisfao de suas necessidades fundamentais" (in Direito Administrativo Brasileiro, 22 ed., So Paulo: Malheiros Editores, p. 511, 640 e 641). O Brasil necessita de um Terceiro Setor forte e organizado, a bem do desenvolvimento humano e social de seu povo. Para tanto, deve contar com o imprescindvel apoio, fomento do Poder Pblico. Nesse sentido, oportuna a lio de Maria Sylvia Zanella di Pietro: "O fomento abrange a atividade administrativa de incentivo iniciativa privada de utilidade pblica. Fernando Andrade de Oliveira (RDA 120/14) indica as seguintes atividades como sendo de fomento: auxlios financeiros ou subvenes, por conta dos oramentos pblicos; financiamento, sob condies especiais, para a construo de hotis e outras obras ligadas ao desenvolvimento do turismo, para a organizao e o funcionamento de indstrias relacionadas com a construo civil, e que tenham por fim a produo em larga escala de materiais aplicveis na edificao de residncias populares, concorrendo para seu barateamento; favores fiscais que estimulam atividades consideradas particularmente benficas ao progresso material do pas; desapropriaes que favoream entidades privadas sem fins lucrativos, que realizem atividades teis coletividade, como os clubes desportivos e as instituies beneficentes" (in Direito Administrativo, So Paulo: Atlas, 1997, p. 55). preciso instrumentalizar e organizar as entidades do Terceiro Setor (fundaes, associaes e institutos) para que elaborem bons projetos e captem, com o melhor resultado, recursos do Poder Pblico, de seus fundos (para a educao, para a incluso digital e outros), da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Devem, outrossim, preencher os requisitos para fruio dos benefcios fiscais e tributrios (imunidades e isenes). Ressalte-se que a imunidade a vedao a que se institua tributo pelo Poder Pblico em face de determinadas pessoas jurdicas, por fora de dispositivo constitucional. J a iseno um favor conferido por lei, liberando certas pessoas jurdicas, sob certas condies, de pagar o tributo. A imunidade dos impostos relativos ao patrimnio, renda e servios das instituies de educao e de assistncia social consta do art. 150, inciso VI, letra "c", da Constituio da Repblica. Outra hiptese de imunidade (assim entendida pela opinio majoritria da doutrina e parte da jurisprudncia) est prevista no art. 195, 7, da Constituio Federal, no que se refere contribuio previdenciria patronal. No obstante constar do texto a palavra iseno, trata-se de imunidade, por ter sede constitucional e natureza de imposto (pago sem contrapartida, sem contraprestao). Com relao s hipteses de iseno, destacam-se a Lei de Incentivo Cultura (Lei Rouanet); o Fundo da Infncia e da Adolescncia (FIA), previsto no Estatuto da Criana e do Adolescente, com abatimento no imposto de renda para pessoas fsicas ou jurdicas que destinarem recursos para o referido fundo; a iseno do imposto de renda de empresas que canalizarem recursos para suas atividades sociais e assistenciais; e os arts. 22, 23 e 55 da Lei Orgnica da Previdncia Social (Lei n 8.212/91), que regula a iseno da cota patronal para a Previdncia Social. As entidades do Terceiro Setor podem, ainda, qualificar-se como organizaes sociais ou organizaes da sociedade civil de interesse pblico, segundo as Leis Federais n s 9.637, de 15 de maio de 1998, e 9.790, de 23 de maro de 1999, para que possam firmar contrato de gesto ou termo de parceria, respectivamente, com o Poder Pblico, recebendo e gerindo recursos deste. Merece realar, finalmente, que possvel o repasse de recursos do Poder Pblico para as instituies privadas do Terceiro Setor nas seguintes hipteses: art. 213 da Constituio Federal: para as escolas comunitrias, confessionais ou filantrpicas de finalidade no-lucrativa (por meio de subvenes); art. 199, 1 e 2, da Constituio da Repblica: podero ser repassados recursos por meio de convnios ou subvenes para as instituies privadas de sade e sem fins lucrativos; art. 204, II, da Carta Magna: prev a possibilidade de repasse de recursos pblicos para entidades beneficentes com atuao na rea de assistncia social; arts. 79 e 80, IV, do Ato das Disposies Constitucionais Transitrias da Carta Poltica: prev a constituio do Fundo de Combate e Erradicao da Pobreza, com a participao do Terceiro Setor, cuja manuteno se far, entre outras fontes, com dotaes oramentrias. Em breves consideraes, registro diversas formas de cooperao que devem ser conhecidas, estimuladas e implementadas entre o Poder Pblico (Primeiro Setor) e o Terceiro Setor, para a consecuo do mais alto grau de desenvolvimento, que beneficie a todos, ou seja, socialmente justo, e com pleno respeito ao meio ambiente.

                                               

    Dr. Cssio Eduardo Rosa Resende, Presidente da Fundao Mrio Penna, Federao Mineira de Fundaes de Direito Privado (Fundamig) e da Confederao Brasileira de Fundaes (Cebraf)



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    Tera-feira, Setembro 15, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. Enviado ao nosso BLOG pelo empresrio Antnio Eduardo Baggio, presidente do SINPAPEL. O ARTIGO de Regina Brett. Gostei e reparto esse verdadeiro banquete de poesia e filosofia profunda sobre a vida, com voc que nos acessa.


                                                 ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS.....

    "Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lies que a vida me ensinou. a coluna mais requisitada que eu j escrevi.
    Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, ento aqui est a coluna mais uma vez:

    1. A vida no justa, mas ainda boa.
    2. Quando estiver em dvida, apenas d o prximo pequeno passo.
    3 A vida muito curta para perdermos tempo odiando algum.
    4. Seu trabalho no vai cuidar de voc quando voc adoecer. Seus amigos e seus pais vo. Mantenha contato.
    5. Pague suas faturas de carto de crdito todo ms
    6. Voc no tem que vencer todo argumento. Concorde para descordar.
    7. Chore com algum. mais curador do que chorar sozinho.
    8. Est tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
    9. Poupe para aposentadoria comeando com seu primeiro salrio.
    10.. Quando se trata de chocolate, resistncia em vo
    11. Sele a paz com seu passado para que ele no estrague seu presente. ( UMA DE MINHAS FAVORITAS )
    12. Est tudo bem em seus filhos te verem chorar.
    13. No compare sua vida com a dos outros. Voc no tem ideia do que se trata a jornada deles..
    14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, voc no deveria estar nele.
    15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas no se preocupe, Deus nunca pisca.
    16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
    17. Se desfaa de tudo que no til, bonito e prazeiroso.
    18. O que no te mata, realmente te torna mais forte.
    19. Nunca tarde demais para se ter uma infncia feliz. Mas a segunda s depende de voc e mais ningum.
    20. Quando se trata de ir atrs do que voc ama na vida, no aceite no como resposta.
    21. Acenda velas, coloque os lenis bonitos, use a lingerie elegante. No guarde para uma ocasio especial. Hoje especial.
    22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela mar..
    23. Seja excntrico agora, no espere ficar velho para usar roxo.
    24. O rgo sexual mais importante o crebro.
    25. Ningum responsvel pela sua felicidade alm de voc.
    26. Encare cada "chamado desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
    27. Sempre escolha a vida.
    28. Perdoe tudo de todos.
    29. O que outras pessoas pensam de voc no da sua conta.
    30. O tempo cura quase tudo. D tempo.
    31. Indepedentemente se a situao boa ou ruim, ir mudar.
    32. No se leve to srio. Ningum mais leva...
    33. Acredite em milagres
    34. Deus te ama por causa de quem Deus , no pelo o que vc fez ou deixou de fazer.
    35. No faa auditoria de sua vida. Aparea e faa o melhor dela AGORA!
    36. Envelhecer melhor do que a alternativa: morrer jovem
    37. Seus filhos s tm uma infncia
    38. Tudo o que realmente importa no final que voc amou.
    39. V para a rua todo dia. Milagres esto esperando em todos os lugares
    40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e vssemos os de todo mundo, pegaramos os nossos de volta.
    41. Inveja perda de tempo. Voc j tem tudo o que precisa.
    42. O melhor est por vir.
    43. No importa como vc se sinta, levante, se vista e aparea.
    44. Produza.
    45. A vida no vem embrulhada em um lao, mas ainda um presente!!!


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    Tera-feira, Setembro 15, 2009

    ANEL DA MORTE. Artigo enviado ao nosso BLOG pelo Especialista em Trnsito e Assuntos Urbanos, Jos Aparecido Ribeiro. para LER e PENSAR...

                                           

                                                                          ANEL DA MORTE

                                                                        Jos Aparecido Ribeiro.
    Alguns "especialista de ltima hora" costumam reduzir as causas de acidentes velocidade, transferindo para o motorista, a responsabilidade das tragdias e ajudando os responsveis pelas solues ficarem de braos cruzados...
    A realidade no bem essa. Isto por que o Brasil possui um dficit estrutural gigantesco na questo da infra estrutura de vias, incluindo as urbanas e sobretudo as Rodovirias.
    O Pais produz hoje automveis de primeiro mundo com potncias cada vez mais elevadas, mas as nossas estradas continuam as mesmas de 5 dcadas passadas, quando a potncia e a segurana dos carros eram bem menores, bem como a engenharia de construo de estradas.
    Aliado a isso ainda tem a facilidade para se adquirir um carro e a deficincia do transporte pblico que incentiva cada vez mais o crescimento da frota.
    O exemplo serve para nos mostrar o descompasso entre o que a funo do Anel Rodovirio e a prtica do dia a dia;
    O anel uma "Auto Pista" que atravessa a cidade com 26,5 KM e uma fluxo de 90 mil veculos dia, e crescente, o que significa um numero de veculos maior do que a sua capacidade, com o agravante do trfego de caminhes pesados e uma topografia acidentada.
    Se no bastasse, ele liga as duas principais Rodovias Federais do Estado, BR 381 e BR 040, onde estes 90 mil veculos disputam espao na Via que possui 9 estreitamentos de pistas sem sinalizao adequada e tempo para diminuir a velocidade nos gargalos formados por estes estreitamentos, sendo esta a principal causa de acidentes naquele local.
    Com efeito a tese de que a velocidade a causa principal dos acidentes, por incrvel que possa parecer, no se sustenta, j que estamos falando de uma auto pista com velocidade mdia de 110km horrios.
    Se todos andassem a 110km, que a velocidade compatvel para a via, se as barreiras eletrnicas fossem adequadas esta realidade, ou seja 90KM ao invs de 70KM, se a "Auto Pista" tivesse reas de escape para panes ou paradas emergenciais, e no existisse os estreitamentos sbitos de Via, pelo menos 70% dos acidentes com mortes no teriam acontecido.
    A soluo definitiva para o Anel, mesmo que alguns achem que estou "viajando e sendo um pouco idealista" como em outros tempos ao sugerir a construo da Linha Verde, a sua verticalizao aumentando a sua capacidade de 6 para 12 pistas a exemplo de alguns trechos da Linha Vermelha no Rio de Janeiro e dezenas de outras Cidades que conseguiram evoluir junto com a tecnologia e a demanda por "Auto Pistas"...
    O nmero de emplacamentos s aumenta e as obras paliativas no resolvero o problema do auto fluxo do Anel Rodovirio de Belo Horizonte.
    Para agravar a situao o DNIT de Minas Gerais to somente um rgo executor e no possui em sua estrutura profissionais preparados para pensar o futuro das vias Federais que atravessam Minas Gerais, incluindo as Rodovias e o Anel Rodovirio. O rgo inclusive no possui nenhum tipo de planejamento, seja de curto, mdio e longo prazo.
    Portanto, mesmo com os 700 milhes que sero investidos nas obras do Anel, a Via continuar defasada e em breve demandar novas obras para aumentar a sua capacidade de receber veculos de passeio e de carga.
    Jos Aparecido Ribeiro
    Especialista em trnsito e assuntos urbanos
    Administrador, consultor


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    Sexta-feira, Setembro 18, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                                    Artigo publicado no caderno de opnio
                                              do jornal Estado de Minas, no dia 06/08/2009


    Planejamento metropolitano
     
    FBIO CALDEIRA CASTRO SILVA
    Doutor em direito (UFMG), diretor de Planejamento da
    Agncia Metropolitana RMBH


    Em se tratando de planejamento metropolitano,a preocupao maior, devido ao retrato federativo brasileiro e intensa e desordenada urbanizao iniciada na dcada de 1950, proporcionando graves problemas relacionados ao uso e ocupao do solo, de saneamento pblico, ao atendimento sade e mobilidade, por exemplo.
    Da maior relevncia as cidades modernizarem suas leis ansticas, atentando para o momento atual e com um olhar para o futuro. Nefastas para a coletividade aquelas que importaram planos diretores de outras cidades, mediante consultorias contratadas, sem um estudo mais profundo das caractersticas locais.
    Temos exemplo de cidade da regio metropolitana que, em seu plano diretor, trata de proteo a reas de mangue, sendo que no h qualquer espao do gnero no municpio. Outra tem um cdigo de posturas que probe a entrada de pessoas com chapu no cinema, s que, alm de a uso do chapu ter sido praticamente abolido na cidade, nela no h cinema h um bom tempo.
    Por fim, para um satisfatrio planejamento urbano, cinco premissas so indispensveis: vontade poltica envolvendo e integrando agentes polticos, gestores pblicos e sociedade civil, fortalecendo a democracia participativa; um corpo tcnico que conhea e seja sensvel realidade e s potencialidades locais, evitando os enlatados, que, infelizmente, no so incomuns quando se trata de legislao urbanstica; um marco regulatrio moderno, com leis adequadas ao que almeja a coletividade e a cidadania; eficincia no exerccio do poder de polcia, fazendo valer o cumprimento dos ditames legais; e uma objetiva, concreta e cristalina poltica de financiamento, compartilhada entre os trs nveis da Federao.
    Combinando estes fatores com os princpios constitucionais do artigo 37 da Constituio Federal, realando a legalidade e a moralidade, estar sendo dado um grande passo rumo ao desenvolvimento sustentvel brasileiro, partindo dos municpios e das regies metropolitanas.


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    Sexta-feira, Setembro 18, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.


    Homenagem memria de

    Antonio Olinto, o dono da histria
    Um mineiro na Academia Brasileira de Letras,
     que morreu recentemente.


    Petrnio Gonalves,
     jornalista e escritor.

    Aos poucos, vamos tendo a ntida sensao de que nossa vida vai-se acabando, como cacos de vidas e histrias que vo ficando beira do caminho, perdidas nas pginas amarelas da memria. Silenciosamente, o tempo vai nos levando a nossa melhor parte, nos deixando mais pobres em ns mesmos, mas com uma certeza inconfundvel do sonoro gosto da aurora.
    Assim, quando a noite pintava a manh de sbado, dia 12 de setembro, o tempo nos levou Antonio Olinto, o mineiro que no Rio de Janeiro aprendeu a ser imortal, edificando no mundo das letras um cabedal de conhecimentos e glrias, ganhado altar eterno na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira n 8.
    Nascido em Ub em 1919, estudou no Seminrio Catlico de Campos, no Rio, aprimorou-se no Seminrio Maior em Belo Horizonte, depois no Seminrio Maior de So Paulo, at se tornar um cidado do mundo, chegando a ser adido cultural na Nigria e em Londres.
    poca de sua nomeao para a Nigria, sendo indicado pelo amigo Tancredo Neves, dentro do governo parlamentar de 1962, a esposa Zora foi ao embate com o primeiro-ministro. Presidente, o senhor quer mandar o meu marido para um pas em que a poligamia cultural!
    O velho poltico, como quem bem conhece a alma humana, respondeu: - Zora, querida, em qual pas no mundo ela no ?
    Na frica, entre muitas descobertas, Olinto se encontrou, sendo batizado com o nome de Adond, que, em iorub, quer dizer: o dono dos cavalos. Ah, a sua vida foi uma devoo diria, constante e renovada ao povo e cultura africana, nos deixando suas melhoras obras, a magnfica trilogia "A casa da gua", "Trono de vidro" e "O rei de Keto".
    O seu apartamento, na rua Duvivier, em Copacabana, no Rio, era uma verdadeira embaixada africana, com mascaras (gueleds), pinturas, esculturas, livros, por todos os lados, por todos os cantos. Em seu quarto, as surpreendentes figuras africanas como altar, ao lado da cama, no alto do guarda-roupa, nas paredes.
    Era de uma beleza impar, comovente. L, com um orgulho de quem mostra as melhores obras, ele ia apontando uma a uma e dizendo a histria, o autor, o local de origem. Eu bebendo o seu fascnio por aquelas imagens, por aquelas figuras que eram, verdadeiramente, parte dele. Como atestou o nigeriano Wole Soyanka, prmio Nobel de Literatura, "ele um dos nossos", era!
    Dos seus milhares de livros, tomando as salas e corredores do apartamento, me explicava: Este prdio foi construdo por ingleses, ento, os quartos dos serviais ficam l em cima, cada apartamento tem um quarto l, e o quarto do nosso apartamento est todo tomado por livros... A sua idia era doar todo aquele acervo garimpado ao longo dos anos ao Instituto Cultural Antonio Olinto.
    Ao final de nosso encontro, depois de rememorar a sua coluna de crtica literria batizada de Porta de Livraria, pedi a ele Antonio, se um dia eu tiver uma coluna sobre crtica literria eu posso dar este nome? na hora, respondeu! Mas claro, ser para mim uma honra! Honra maior era a minha, e mais uma vez pude comungar com sua generosidade, sua grandiosidade, aquelas coisas que fazem os homens maiores....
    Em Belo Horizonte, do alto dos seus 89 anos, j me falava das comemoraes dos seus 90 anos, dizendo sonhos, idias, projetos, o futuro por se fazer. Era de uma juventude rejuvenescedora. Em Ouro Preto, depois de subir e descer ladeiras com dificuldade, me disse: - Ah, temos que voltar aqui com mais tempo! Sua secretaria, Beth Almeida, a quem ele chamava de filha, sentenciou: - A juventude dele eterna! Entendi tudo. Ele sempre fazendo planos, imaginando aes, fatos.
    No foi toa que no carnaval deste ano, desfilou como um menino pela Marqus de Sapuca, nos carros alegricos da Mocidade Independente de Padre Miguel. At que adoeceu. Ficou em coma, se recuperou, e foi para casa no ltimo dia 3.
    De volta ao velho lar, para todas as coisas que escolheu para ficar ao seu lado, e com a mesma leveza com que viveu, partiu, na certa, ao encontro de Zora, que sempre amou, e que seu nome quer dizer aurora.
    Para as comemoraes de seus 90 anos, a Academia iria lanar uma revista especial sobre sua vida e obra. Entre os amigos escolhidos que escreveriam sobre ele, mandei um poema, acreditando nas coisas que ele vivia imensamente: "Antnio Olinto/ Nos deu o Olimpo/ Traduzido em palavras e sentimentos./ Fez de sua vida,/ Uma longa e proveitosa jornada./ Ao lado de Zora,/ Colheu primaveras e auroras,/ Montados no lombo do cavalo do tempo,/ Enfeitiando o agora.../ Guardou tudo dentro do ub das horas, E veio navegando por entre as eras,/ Bem depois das primaveras./ Sentinela.../ um africano,/ Que por detrs de seu guelede de brasileiro,/ Conquistou o mundo inteiro...".
    Agora estou aqui, mirando o infinito e lendo as palavras que ele um dia pintou nas paredes de nossos coraes e de nossa histria: "S a palavra no morre. Vai alm de tudo e cria mundos, capazes de sustentar o nada que nos habita", que assim seja!


                                                

                                                

                                                

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    Segunda-feira, Outubro 12, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                            Momentos de Verdade

                                  


                                                                                 Flvio Martins da Costa   
     
    (*) Escritor, palestrante e consultor
    Autor de diversos livros,
     entre eles "Excelncia no Atendimento ao Cliente"
      Contatos com o autor; 031 97 05 74 28
                                                                   

    Muitas vezes, apesar de toda uma seqncia de aes de sucesso no atendimento a um cliente nos deparamos com sua insatisfao. Causa-nos espanto: fizemos tudo certo e, por um episdio apenas, perdemos o cliente...

    Da mesma forma na nossa relao com amigos e familiares fazemos tudo que est ao nosso alcance, acertamos em nossas aes e palavras. Mas por apenas um pequeno fato, ao ou palavra, tudo posto a perder... 

    E por que ser que isto acontece? Um nico fato pe toda uma seqncia positiva a perder.

    Primeiro precisamos entender que nossos amigos e familiares devem ser considerados como clientes. Clientes Especiais...

    Assim, podemos estender a todos de nosso relacionamento (clientes, amigos e familiares) o entendimento do que foi estabelecido por Karl Albrecht para a relao com o cliente com sendo conceito de MOMENTO DE VERDADE: "Qualquer episdio no qual o cliente entra em contato com algum aspecto da organizao, e obtm uma impresso de seus servios"  (Albrecht, 1993, p.108)

    Pelo conceito acima, qualquer tipo de contato do cliente com o prestador de servios ou a empresa um "Momento de Verdade". No importa se ele ocorre atravs do contato humano direto ou atravs de outro meio (carta, telefone, internet, boleto bancrio, etc.). Isto porque, at mesmo no subconsciente, ele est testando a "verdade" do relacionamento.  

    Momentos de Verdade acontecem quando o cliente, por exemplo:

    -Liga para a empresa.

    - atendido no caixa, no balco de informaes, etc.

    -Compara as promessas de campanha do poltico com o seu comportamento depois de eleito.

    - atendido pelo advogado.

    -Negocia com o vendedor.  

    Momentos de Verdade, nas relaes familiares e de amizade acontecem quando, por exemplo:

    -Algum liga para um amigo ou familiar.

    -O namorado manda flores para a amada.

    -A criana apresenta o boletim com as notas da escola.

    -Algum recebe um olhar de censura.

    -Um casal se desentende em um ponto.

    -O namorado falta ao encontro marcado.

    -Ele se lembra da "data especial".

    -Ela diz que est grvida.

    -Ele se esquece de dar "bom dia" para ela por mais uma vez.  

    Fica estabelecido em nosso entendimento, que familiares ou amigos (as) so tambm clientes e sero referidos como tal





    Existem trs tipos de Momentos de Verdade:  -Encantador   -Automtico ou Mecnico   -Trgico

    1-Encantador 

    Ocorre quando o cliente fica satisfeito com o episdio.

    Exemplos:

             O produto entregue atende ou mesmo supera as expectativas.

             O atendimento telefnico da empresa acontece rpido e de qualidade.

             O namorado manda flores para a namorada.

             O amigo liga para o outro convidando para uma festa.

             O empresrio trata o fornecedor com se fosse seu melhor cliente.  

    O momento de verdade encantador deve ser permanentemente alcanado. Para a excelncia no atendimento somente esse tipo de momento de verdade o que mais importa 

    nesse tipo de momento de verdade que a pessoa, empresa ou prestador de servio tem a oportunidade de fechar bons negcios ou ter bons momentos. 

    Para encantar um cliente preciso ter em mente a necessidade de surpreender, de dar um atendimento superior s expectativas dele, um atendimento muito melhor que o prestado pelos concorrentes, algo que o entusiasme, que o faa feliz: um atendimento cada vez melhor que surpreenda o sempre.

    2-Mecnico ou automtico:  

    Ocorre quando o atendimento se faz mecanicamente, sem uma cortesia, sem um gesto que venha a ser simptico ao cliente.

    Exemplos:

             O Caixa da Loja que recebe o controle de venda do cliente, pega o seu dinheiro e carimba o controle e entrega-lhe para que este possa buscar a compra na seo de embrulho sem ao menos lhe dar um "bom dia", um sorriso...

             O cumprimento to formal que parece algo apenas para cumprir exigncias da cortesia ou protocolo.

             A atendente que indica de maneira muito formal onde o interessado pode encontrar o responsvel por determinado servio ou informao dentro da instituio.

             A esposa que indica ao marido onde a lavadeira deixou suas roupas.

             Todo o atendimento eletrnico de ligaes telefnicas.  

    3-Trgico:  

    Ocorre quando o cliente tem uma decepo com o atendimento:

    Exemplos:

             O produto ou servio que no est conforme solicitado.

             O depsito que no foi feito na data marcada.

             Uma promessa no cumprida.

             Uma expresso que foi inadequada.

             Uma nota ruim que constava do boletim.

             O marido que esqueceu uma data importante.

             O poltico que parecia honesto, mas que apareceu na lista de corruptos.  

             A embaraosa troca de nome.  

    Cabe dizer que o momento de verdade mecnico ou automtico tende a se tornar momento de verdade trgico, pois a lembrana que fica no cliente no de um atendimento que o deixou feliz.  

    CICLO DE MOMENTOS DE VERDADE  

    Na relao da empresa ou profissional liberal com o cliente, ou at mesmo nas relaes familiares e de amizade ocorrem diversos momentos de verdade na seqncia de um ciclo.  

    Exemplos:

             Quando o cliente entra na loja para comprar e sai, ele tem ali diversos momentos de verdade como ao ver a apresentao da loja, ai ver os produtos para venda, ao ver os preos, ao ser atendido, ao ir ao caixa pagar ou quando recebe a mercadoria.

             Quando o homem sai para jantar com a esposa, namorada ou amiga tambm ocorrem diversos momentos de verdade, envolvendo a todos os gestos de cortesia e etiqueta, bem como de expresso e de seu comportamento.  

    Em todos esses momentos de verdade, ele teve uma percepo. Se em todos os momentos de verdade aconteceram momentos encantadores, timo. Mas se, por exemplo, aconteceram cinco momentos de verdade encantadores e apenas um nico momento de verdade trgico, o que tende a marcar o trgico.  Isto prprio da natureza humana. 

    Assim, importante que se tenha a preocupao de causar somente momentos de verdade encantadores. Porque um nico momento de verdade trgico poder por tudo a perder. 

    Os momentos de verdade so praticados por todos: os prestadores de servio como o mdico, o dentista, a psicloga, o advogado, a nutricionista, entre outros. Na empresa, praticado pelo diretor, gerente, secretria, telefonista, recepcionista, engenheiro, administrador, operador de produo, faxineira, assessor da diretoria, etc. Nas relaes familiares pelo pai, me, filho (a), marido, esposa, namorado (a), etc.  

    Todos, independentemente do seu nvel, praticam momentos de verdade a todo tempo e a responsabilidade de cada um muito grande, porque cada um desses momentos de verdade pode ser encantador, trgico ou automtico.  

    Na empresa se, por sua vez, algum causar um nico momento de verdade trgico, anular todos os momentos de verdade encantadores que podero ter sido promovidos pelos demais membros da empresa. Ser ento responsvel pelo desencantamento do cliente e, muitas vezes, pela perda dele.  E esta responsabilidade muito grande, pois, ele causou a perda dos esforos dos demais.  

    O mesmo acontece nas relaes familiares e de amizade: uma pessoa pode, em uma relao com outra, ter proporcionado diversos momentos de verdade encantadores, mas se acontecer apenas um momento de verdade trgico o resultado final poder ser desastroso.  

    No atendimento ao cliente, amigo, familiar ou a pessoa de relaes sentimentais, o nico momento de verdade admitido o "encantador", pois, a ocorrncia de momento de verdade mecnico ou automtico tende a levar anulao de todos os momentos de verdade encantadores e conduzir um desastre.  

    importante que se possa explorar melhor os momentos de verdade encantadores, transformando-os em momentos at mesmo mgicos, quando se ter a oportunidade de cativar ainda mais o cliente, mostrando que o prestador de servios ou a empresa a melhor para ele. Os momentos de verdade encantadores devem ser tratados como oportunidade nica de potencializao, de explorao mxima de oportunidades at mesmo de novos negcios.  

    Repetir em uma nova oportunidade um atendimento que foi mgico em um momento no significa obrigatoriamente que ele ser mgico nesse novo momento, pois o cliente est cada vez mais exigente e, provavelmente, no passar de um atendimento esperado. Da a necessidade da melhoria contnua e superao permanente de expectativas.  

    E no se esquea mesmo de aplicar o conceito de momento de verdade com seus familiares ou com pessoas de suas relaes proporcionando no apenas momentos de verdade, mas superaes de expectativas a todo instante: ISTO SER MGICO!!!


     



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    Segunda-feira, Novembro 2, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. Adequado para hoje, dia 2, DIA DE FINADOS. Confira...



                                                                 UM AMOR DO OUTRO MUNDO


                                                                     
     

                                                                             Wagner Gomes

    Sempre que me assalta a dvida se existe vida aps a vida, e pelo significado enigmtico e simblico, me lembro de um artigo do Professor Jos de Souza Martins - professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia na USP, publicado, h tempos, no "O Estado de So Paulo" e intitulado "ltimo Adeus", que se referia a uma escultura de Alfredo Oliani.

    O que me chamou a ateno, alm da histria, foi a foto de autoria de Srgio Castro, que ilustrou a reportagem, retratando o conjunto escultrico ltimo Adeus, que est fincado no Cemitrio de So Paulo, logo  direita de quem entra pelo porto principal, na Rua Cardeal Arco Verde.
    Ali se localiza o tmulo de Antnio Cantarella, falecido prximo ao Natal de 1942, com 65 anos, e de sua esposa Maria Cantarella, dez anos mais nova, que somente veio a falecer em 1982.

    De uma ternura dilacerante, a escultura de Oliani foi descrita pelo Professor Jose de Souza Martins, como sendo uma das nossas mais finas e mais belas representaes da dor da separao, pois a nega na intensidade carnal do encontro entre um homem e uma mulher.

    Ainda nos dizeres do professor, o motivo principal do conjunto escultrico de Oliani uma comovente expresso de sentimento de amor na vida dos dois.

    Um homem atltico, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela, para beij-la.

    Ela est morta.

    A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentido profundo de sua unio com o marido, reconhecendo-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela prpria morta sem a companhia dele.

    No reluta na confisso de sua paixo. 
    A relao se inverte: a viva declara-se morta e declara o marido de seu imaginrio conjugal ainda vivo e no seu pleno vigor.

    A extraordinria beleza do tmulo do Casal Cantarella est na eloqente recusa da anulao do corpo e da sexualidade pela morte, e na comovente declarao de amor sem disfarce, de Maria por Antnio, o Antonino, o Nino.

    Por curiosidade, li os dizeres ali inscritos, que traziam essas informaes:

    " Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto. Tributo de Maria".

    "Aqui repousa Maria Cantarella ao  lado de seu inseparvel e amado esposo". 

    Isso me fez lembrar do autor Achille Campanile, que brincava com a morte em seus textos, dela extraindo momentos cmicos, mas tambm de ternura.

    Creio que, sob sua viso, Maria Cantarella, ao perder o amado, internalizou a sensao de que ele viveria por todo o resto de sua eternidade. Quando Maria morreu, pensava-se que sua morte colocaria um ponto final naquela histria, dissolvendo o encantamento daquele amor.

    Mas que nada, tornou-se um elemento mstico e lendrio na famlia, que ajuda a divulgar a crena, erigida no sangue que perderam, que aquele amor cresceu e fortificou, sobrepondo-se prpria morte. 


                                                                       INFORMAES
                                                                abaixo pinadas da pgina 
                                                            de Josy Marmello na internet, 
                                                                 ajudam a ilustrar o artigo 
                                                           do nosso amigo Wagner Gomes:




    Nota da Josy: Essa foto mostra um beijo caliente entre duas esttuas no famoso cemitrio francs de Pre-Lachaise (em Paris). Aqui em SP, no cemitrio So Paulo (na Rua Cardeal Arcoverde) temos uma verso tupiniquim, to bonita quanto. A escultura paulistana se chama O Ultimo Adeus, obra de Alfredo Oliani. Ali o tmulo de Antnio Cantarella, falecido nas antevsperas do Natal de 1942, com 65 anos de idade, e de sua esposa, Maria Cantarella, dez anos mais moa. Ela faleceria muitos anos depois do marido, em 1982.
    O sentido da obra de Oliani uma comovente expresso do sentindo do amor na vida dos dois. Um homem atltico, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela para beij-la. Ela est morta. A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentimento profundo de sua unio com o marido, reconhecido-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela prpria morta sem a companhia dele.
    O que sei que essa escultura causou o maior rebolio na antiga So Paulo da dcada de 40. Gente defensora da "moral" chegou a promover um abaixo-assinado pedindo a retirada daquela escultura "infame" enquanto outros pediam pela manuteno daquele "manifesto ao amor". O fato que a escultura (nessa ltima foto) permanece l, onde o casal repousa lado a lado. Passe por l e confira. linda!




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    Sexta-feira, Novembro 13, 2009

    ARTIGO ESPECIAL pinado do site da Prefeitura de BH. Vale conferir!!!

                                                   Artigo publicado no jornal "Estado de Minas"
                                                                de 12 de novembro de 2009

                              

                                                                     Marcio Araujo Lacerda
                                                                    Prefeito de Belo Horizonte

    Desde a dcada de 70, ainda em pleno regime militar, Belo Horizonte j se destacava no cenrio nacional pela intensa atividade dos seus movimentos sociais. J naquela poca, a principal bandeira de luta era a ampliao dos direitos da populao, defendendo os princpios de incluso, justia social, igualdade, democracia e participao cidad.
    Passados quase 40 anos, hoje a capital mineira tem uma grande rede de colaborao, com os conselhos municipais, as Comisses temticas e regionais, as conferncias setoriais e outros fruns que viabilizam a participao da sociedade na gesto pblica. So mais de 80 canais institucionais de participao popular.
    Esses espaos de participao atravessam a estrutura organizacional da PBH e voltam-se para os diversos papis e focos: participao no oramento; formulao, implementao, acompanhamento das polticas, programas ou projetos e controle pblico. Podemos dizer com total certeza e segurana que o cidado belo-horizontino tem voz firme e ativa nas decises que definem os rumos da cidade.
    Essa grande rede colaborativa tem como pilares a transparncia e a justia social, o que gera um respeito mtuo entre o Municpio e seus cidados. Ao lanarmos este ano o programa BH Metas e Resultados e o Planejamento Estratgico de Belo Horizonte 2030 A cidade que queremos, elegemos como um dos projetos sustentadores a Cidade Compartilhada.
    Um dos nossos objetivos permanentes agregar as mais modernas ferramentas de gesto, para que Belo Horizonte ganhe em eficincia e, nos prximos 20 anos, alcance a excelncia em gesto pblica democrtica e participativa.
    O nosso grande desafio para os prximos anos ampliar ainda mais e qualificar a participao da sociedade na gesto da cidade. Temos a certeza que isso se dar a partir do momento em que incorporarmos ao processo novos segmentos e investirmos em mobilizao e capacitao da representao social. Com o reforo da cooperao entre as diversas instituies, tambm ganharemos na qualidade, na transparncia e no controle social das iniciativas empreendidas pelo governo municipal.
    Dentro desta rede de colaborao e participao popular, um dos destaques , sem dvida nenhuma, o Oramento Participativo, smbolo da mudana no modo poltico de governar a cidade a partir da dcada de 1990. Com o OP, a populao passou a participar ativamente das decises sobre uma parcela dos investimentos pblicos, incluindo a o acompanhamento e a fiscalizao de planos, projetos, obras e servios.
    A estimativa que mais de 80% das obras de infra-estrutura realizadas nos ltimos 15 anos pela Prefeitura de Belo Horizonte tenham sido definidas pelo OP. 
    Em 2006, a Prefeitura de Belo Horizonte criou o OP Digital, fazendo uso da Internet como mais uma ferramenta de participao popular. Nos prximos anos, como resultado das aes que sero desenvolvidas, esperamos ampliar a participao popular no OP, facilitar o acesso da populao s informaes municipais, capacitar os conselheiros e membros de comisses municipais com cursos de gesto estratgica e participativa.
    O modelo de gesto compartilhada adotado em Belo Horizonte hoje referncia para outras cidades no Brasil e no exterior. O Seminrio Democracia Participativa, que a Prefeitura de Belo Horizonte realiza nesta quinta e sexta-feira, dias 12 e 13 de novembro, dentro das comemoraes do Ano da Frana no Brasil, ser mais um momento de debate e reflexo sobre o modelo de gesto municipal.
    a oportunidade para que os gestores pblicos e a sociedade compartilhem seus conhecimentos, suas experincias e resultados do que tem sido desenvolvido no Brasil e Frana.
    As conquistas em Belo Horizonte nos ltimos anos no campo da Democracia Participativa so perenes.
    Mas precisamos, com o apoio e a participao de todos os setores sociais e, principalmente, da populao, aprofundar estas conquistas, ampliar o espao de exerccio da participao e fazer da capital mineira uma cidade para todos, uma cidade cada vez mais cidad.
    Essa a Belo Horizonte que queremos construir para o futuro, com eficincia, respeito e compromisso social.


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    Domingo, Novembro 22, 2009

    ARTIGO ESPECIAL

                                                            Qualidade necessita de liderana

                                                                   

                                                                   Flvio Martins da Costa 

    No dia-a-dia das organizaes, a importncia da qualidade j se tornou clara para todos. A maioria dos seus dirigentes no questiona isso e sabe que sem produtos ou servios a companhia ter a sua sobrevivncia ameaada. Os que ainda querem competir sem esta condio precisam ter noo de que com isso as suas empresas esto perdendo ou caminhando para perder mercado e at mesmo encerrar suas atividades.
    Entre os que se conscientizaram da necessidade de um "sistema de qualidade", boa parte j trabalha na constituio de normas que geram resultados efetivos, como o preconizado pela NBR ISO 9001:2000. Esses trabalham com profissionalismo e determinao, colocando-se como "agentes efetivos no processo"; pondo-se como comprometidos com o sistema, investindo na sua implantao, disponibilizando os recursos de material e pessoal interno ou externo que se fizerem necessrios. E, fundamentalmente, exercendo a sua liderana pelo exemplo.
    Porm, ainda existem dirigentes que "querem a qualidade", mas adotam a pior forma de conduzir a estruturao do sistema; os quais podem ser chamados de "executivos bl bl bl". So aqueles que ficam divulgando a necessidade dos atributos na empresa com discursos inflamados, determinando a colocao de faixas e cartazes, exortando a todos para o comprometimento e ao pela melhoria e eles prprios no executam as aes quotidianas.
    E assim agindo, comprometem todo o processo pela diferena entre o discurso e a prtica. Logo depois de fazerem a propaganda, tomam atitudes contrrias aos princpios elementares que ela preconiza, tais como:
    * Priorizam o preo sobre a qualidade, tomando-o como determinante na aquisio de matria-prima, na contratao de prestadores de servio, na remunerao de seu pessoal e em tudo que significar investimento ou despesa.
    * Burlam a legislao trabalhista e negligenciam as questes como as de segurana no trabalho.
    * Evitam "gastar" com treinamento.
    * No procuram motivar suas equipes.
    No se preocupam em melhoria de processos, porque acham que j tm uma organizao com procedimentos consolidados e no precisam melhorar nada.
    * Rechaam toda proposta de melhoria que envolva investimentos.
    * No querem saber de apoio externo, como visitas a empresas que esto evoluindo e nem consultorias externas para absorver conhecimentos, porque a sua experincia pessoal suficiente para implantar todas as melhorias.
    * No ouvem as reclamaes ou sugestes de seus clientes, sempre esto prontos para contra-argumentar toda reclamao para justificar suas falhas e ainda taxam seus clientes de exigentes ou "chatos".
    * Deixam para o segundo plano as decises e aes sobre qualidade e priorizam outras emergentes. At mesmo questes pessoais triviais acabam sendo prioritrias.
    * Criam uma equipe da qualidade e praticamente dizem que "assunto de qualidade com eles" e ainda no do a devida ateno a ela.
    * Se esquecem de que qualidade um processo mais amplo e importante, que deve envolver a todos.
    Tudo isso que acontece com o pessoal de sua empresa desinteresse, sentimento de baixo apoio, pouco envolvimento e comprometimento, resistncia s mudanas, descrena na qualidade etc. Ele ainda tem a coragem de reunir a equipe para reclamar da inexistncia de resultados, da situao de desvantagem da organizao em relao quela concorrente que ganha mercado ou recebem a certificao de qualidade. E dizem a eles que a culpa da "absoluta incompetncia de sua equipe".
    Porm, o problema est nele mesmo, porque a partir do comportamento do executivo que as aes vo se desencadear. So pelas atitudes que ele toma no dia-a-dia que passa a sua viso, os seus valores, a todos que com ele trabalham.
    Se a qualidade no passar do discurso no vai fazer efeito. Sem o efetivo envolvimento e liderana dos dirigentes no se consegue sucesso da implantao na organizao. O exemplo pessoal e profissional de cada liderana mostra que o comprometimento institucional, ajuda a vencer as resistncias que surgem em todo processo de mudana, mostra que a liderana se identifica com a qualidade.
    necessrio aos diretores que partam para a ao e exemplo:
    * Divulgando a cultura da qualidade e mostrando que eles tambm esto imbudos dela.
    * Dando e buscando apoio externo ou interno para a implantao e melhoria contnua de processos e atitudes da qualidade.
    * Tendo atitudes de melhoramento na conduo dos trabalhos da organizao.
    * Buscando desenvolvimento tcnico e gerencial contnuo deles prprios e dos recursos humanos de sua organizao.
    * Monitorando a satisfao de seus clientes e, deles, buscando informaes para melhoria contnua de seu sistema de qualidade.
    * Motivando seu pessoal.
    * Estabelecendo ampla e permanente agenda para a qualidade.
    * Agilizando a tomada de deciso nos assuntos ligados melhoria
    Entrando "para valer" na qualidade, o lder trar junto de si todo o corpo funcional da organizao e ver que ela no apenas para se mostrar, para se praticar e envolver a todos, da ponta base da pirmide organizacional.
    E que seus resultados no esto apenas no "se ver" um certificado de sistema da qualidade, mas na racionalizao e padronizao de processos, na reduo de custos, na motivao e bem estar de seu pessoal, na melhoria da imagem organizacional, no crescimento de vendas, no aumento da lucratividade e finalmente na consolidao e perpetuao da organizao.
    E evitar ser enquadrado na principal causa de frustrao da implantao de sistemas de qualidade nas empresas: a liderana sem o comprometimento e atitudes exemplares e efetivas para a qualidade.
    PERGUNTAS, MARCAO DE PALESTRAS, CONSULTORIAS, COMENTRIOS E OUTROS CONTATOS COM FLVIO MARTINS:
    31 9705 7428 ou email flaviomartins@flaviomartins.com.br www.flaviomartins.com.br


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    Domingo, Novembro 29, 2009

    ARTIGO do nosso amigo Wagner Gomes - consultor empresarial - publicado na edio da Revista VIVER BRASIL.

                                                               O COLAPSO DO DLAR

                                                         

                                                                          Wagner Gomes

    Estaria o Euro desafiando a reputao do dlar americano? Avinash Persaud, presidente da consultoria financeira britnica Intelligence Capital Limited, expe assim seu ponto de vista: acredito que a atual crise financeira vai apressar o fim do dlar como a moeda de reserva do mundo.

    Efetivamente, contra ele, conspiram fatos como a fragilidade dos bancos americanos que, aliada aos abalos das instituies reguladoras, a exemplo do Federal Reserve, fragiliza a liderana poltica dos EUA.
    A Europa desenvolveu sua prpria moeda e ao v-la em permanente processo de valorizao, mostra sua competncia frente moeda americana. Seus lderes, no entanto, no mostram predisposio de a transformarem em reserva mundial.
    Uma potncia em franca ascenso econmica, como a China, poderia candidatar-se a ter sua moeda como eventual sucessora do dlar? Dificilmente isto ocorreria, pois a China no tem o mercado aberto ou instituies, com credibilidade, para assumir esse papel, embora Avinash Persaud lembre que essa era a mesma situao dos EUA no sculo passado, eis que at 1913 no possuam, ainda, um Banco Central.
    Algumas poucas dcadas aps, sua moeda j desafiava a libra esterlina em todo o mundo. H que se considerar que a China, aps ultrapassar a marca de US$ 1 trilho em bens lastreados em dlar, tem enorme interesse em mant-lo forte, tornando-se, pois, um fiel da balana nesse frgil equilbrio financeiro que vivenciamos.
    J o gigante americano, que muitos julgam ferido de morte, tem fatores de peso que o resguardam nesse cenrio favorvel a mudanas: uma formidvel posio geopoltica, amparada por forte presena militar e por sua conhecida capacidade de superao e renovao de conceitos e valores.
    Por tudo isso os grandes fruns econmicos tentam adivinhar o futuro do dlar, cuja viso mais se assemelha a uma gangorra em seus movimentos de sobe e desce, em desconcertante oscilao. O seu uso como moeda internacional resultou do sucesso militar da Amrica na Segunda Guerra Mundial e, desde ento, reina soberano e absoluto, respondendo hoje por mais de 40% do comrcio internacional. Lembrem-se de que o euro tem atendido Unio Europia, e a dupla iene japons com yuan chins domina ao sul da sia.
    O fato que os produtores americanos esto em verdadeira lua de mel com esse quadro, pois, com sua moeda mais fraca melhoraram, significativamente, as exportaes, que vm reanimando sua combalida economia.
    O mais provvel, a exemplo do que j vem ocorrendo quase imperceptivelmente, que, em breve, no mais haver um nico pas sendo o guardio da ordem econmica mundial como vinha ocorrendo nas ltimas dcadas e, tampouco, reinar uma moeda nica. As reservas dos pases formar-se-o com uma cesta de moedas, determinando uma nova forma de equilbrio das potncias econmicas.
    E o dlar que hoje parece, a um s tempo, no ser a moeda dos Estados Unidos, mas sim um problema mundial, tornar-se-, apenas, uma das moedas do mundo, e, substancialmente, um problema americano por excelncia. 


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    Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

    ARTIGO ESPECIAL do administrador de empresas WAGNER GOMES, que est na edio de janeiro da excelente Revista VIVER BRASIL do jornalista Paulo Csar de Oliveira. Vale conferir.

                   O intrincado xadrez poltico


    Tudo isso aqui ocorre,
    porque no existe
    em um nico pas no mundo,
    exceto o Brasil,
    que oferea tamanha rede de proteo
    aos seus marginais, de quaisquer espcies.




    Texto: Wagner Gomes
    Envie seu comentrio






        "A poltica de sorte,
    de eventualidade e,
    sobretudo,
    de infidelidades."
    (Ea de Queirs)


    Sem que isso se constitua em trocadilho infame, a pergunta que se faz esta: O DEM est demolido? Muito dificilmente levantar-se- do golpe que o nocauteou, a tempo de se tornar parceiro confivel para qualquer aliana em 2010.
    O seu mensalo suplantou, em criatividade, os do PT e do PSDB. Copiaram o dinheiro na cueca e inovaram com o vil metal na meia, que por sinal, a cueca do sapato. Produziu, de quebra, uma verdadeira blasfmia, denominada orao do mensalo. Dois privilegiados beneficirios se atracaram ao secretrio Durval e, contritos, formularam pattico agradecimento aos cus, como se Deus pudesse contribuir com uma barbaridade daquelas.
    Tudo isso aqui ocorre, porque no existe um nico pas no mundo, exceto o Brasil, que oferea tamanha rede de proteo aos seus marginais, de quaisquer espcies. Quem vai querer uma aliana capaz de gerar passivo eleitoral em troca de alguns minutos no rdio e na TV?
    Os governadores Acio e Serra admitiam e estimulavam essa hiptese. Mas e agora? Tanto um quanto o outro possuem inegveis virtudes como homens ntegros, sabem se cercar de pessoas capazes e so confiveis aos olhos do grande pblico. Manejam, com eficincia e maestria, a conciliao entre a arrecadao e os gastos pblicos.
    No cenrio que se avizinha, qualquer um dos dois teria que cooptar parcela significativa do PMDB.
    Acio, mais catalisador, se apresentava sem arrogncia e sem prepotncia, at comunicar sua desistncia de concorrer Presidncia.
    A  exemplo de seu av Tancredo que em 2010 estaria completando, emblematicamente, 100 anos de pura matreirice, que o transformou na maior raposa poltica de toda nossa histria republicana , sabe que esse gesto no o impede de se movimentar por outros caminhos.
    Ao desistir, com discernimento, mostra ao pas que o seu estilo no atropela e, tambm, no se intimida.
    O rumoroso escndalo do DEM em Braslia aponta que esse partido perde seu poder de fogo em uma aliana eleitoral, mesmo que o governador Arruda tenha dele se desligado. Novos caminhos devero ser perseguidos nesse intricado xadrez poltico e, para isso, o tempo grande aliado.
    O governador Acio, ao se encontrar em sua encruzilhada da estrada de Damasco, reconheceu como justo o pleito de seu colega governador Serra, mas entendendo que o PSDB no poderia mais postergar sua deciso, colocou sua legenda com um nico candidato, polarizando a contenda.
    O governador Serra, que fincou seu ninho em cima do muro, logo perceber que essa sua atitude, antes considerada virtude mineira, hoje revela ao eleitor uma postura indecisa, tpica daqueles que no confiam em seu prprio valor.
    E o eleitor est atento a todos os movimentos que revelam indecises. Isso pode ser fatal, no embate poltico.
    Com essa percepo, tenta anular o risco dessa sinuca de bico em que foi colocado,
    sonhando ter o mineiro Itamar Franco como vice em sua chapa, j que o governador Acio abomina ocupar essa posio.
    Agora, ele apenas aguarda que as nuvens se movimentem em seu eterno bal poltico.



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    Sexta-feira, Fevereiro 5, 2010

    ARTIGO ESPECIAL do empresrio Srgio Cavaleiri, enviado ao nosso BLOG pela assessoria da ADCE, entidade que ele preside em Minas. Vale conferir.

                                                            

                                                                           "Agenda tica" 

                                                                          Srgio Cavalieri
                                                                 presidente da Associao
                                                                      de Dirigentes Cristos
                                                               de Empresas de Minas Gerais

    Passada a fase mais aguda da crise financeira e econmica internacional, lderes polticos e empresariais apressam-se em apresentar as perspectivas para o ano que est comeando.
    So previses otimistas: a economia voltar crescer, no mundo, no Brasil e tambm em Minas Gerais, a taxas iguais e at superiores s registradas no perodo pr-crise.
    Significa que teremos mais investimentos, mais produo, maior gerao de riqueza e renda, mais empregos.
    um cenrio alentador, mas revela uma abordagem mope na medida em que omite uma varivel fundamental na agenda de 2010 a questo tica que, necessariamente, precisa avanar junto com as atividades poltica e com o crescimento econmico.
    Lamentavelmente, nos ltimos anos o Brasil tem se revelado prdigo em e xemplos pouco edificantes, dos quais o "Mensalo do Arruda" apenas a face mais recente, denunciando absoluta falta de compromisso com princpios e valores que devem nortear relaes sadias entre os diversos segmentos da sociedade.
    um desafio enveredar neste tema, sobre o qual muito se tem escrito e falado.
    Assumo o risco de faz-lo, com a crena de que o comportamento e a postura dos nossos lderes na poltica, na economia e na sociedade que moldam o mundo que estamos construindo e que desejamos tico, sustentvel e comprometido com as geraes futuras.
    O que temos hoje no modelo a ser seguido: posies de liderana so ocupadas por pessoas desprovidas de condies mnimas para exerc-los, na maioria das vezes pela absoluta ausncia de valores, princpios e compromisso com a tica.
    So pessoas que "esto se lixando" para a opinio pblica. Isso precisa mudar.
    Independentemente do pas, da religio, da cultura e da posio hierrquica, as principais caractersticas de um lder devem ser a sua retido, sua atitude comprometida com a verdade, com a justia, com o desejo de servir e de inspirar pessoas para o rumo correto e tico, edificando uma comunidade embasada em fundamentos slidos, ordeira, respeitosa e que cresa e evolua alicerada no bem e no amor ao prximo.
    Este o alerta que nos faz o livro "Liderana baseada em Valores", recentemente lanado pelo casal de professores Marco Tlio Zanini e Carmen Migueles, da Fundao Dom Cabral, com a participa&ccedi l;o de um grupo de pensadores, acadmicos, executivos e empresrios do qual tive a honra de participar.
    Indignados diante da desastrosa postura dos nossos atuais lderes claro, h excees -, os autores cumprem o objetivo de mostrar o que a sociedade espera deles, bem como os princpios e valores sobre os quais devem fundamentar sua atuao.
    O livro tem o propsito de mostrar que as profundas transformaes sociais das ltimas dcadas romperam vnculos com o passado sem criar novos e quebraram paradigmas sem estabelecer sucedneos.
    Enfim, desorganizaram as instituies e as empresas, trazendo incertezas sobre os caminhos a seguir. Neste vcuo, muitos lderes tm fraquejado diante das tentaes.
    Nos momentos mais crticos, justificam suas decis ;es e aes com um relativismo sem precedentes, em um vale tudo interpretativo, seguindo maus exemplos de outros que os antecederam.
    Predomina a ambio desmesurada e o egosmo extremado, ultrapassam-se limites e regras da boa convivncia, rompendo o princpio mais importante para o desenvolvimento das pessoas, das instituies e da sociedade: a confiana.
    Neste ambiente marcado por tantas mudanas tecnolgicas, comportamentais e culturais, hora de construir novos paradigmas, com a conscincia de que o que ancora a sociedade e assegura solidez e perenidade s relaes so os princpios e valores.
    So eles a bssola que indica o norte verdadeiro, motiva as pessoas, d significado existncia humana, fazendo com que os indivduos se sintam inseridos no processo de const ruo de uma nova realidade, permitindo que ajam de maneira independente, mas interdependente, e de forma responsvel.
    Esta a mensagem central do livro Liderana baseada em Valores, que guarda total alinhamento de idias com a Associao de Dirigentes Cristos de Empresas de Minas Gerai ADCE.
    Na poltica, no mundo empresarial e em todas as reas da sociedade, precisamos de lderes que se empenhem em construir uma sociedade do bem.
    Os lderes que queremos devem abandonar o atalho da esperteza, da desonestidade, da corrupo, das vantagens obtidas, por exemplo, com as doaes ilegais de campanha e com os servios superfaturados.
    A sociedade civil organizada est cada vez menos tolerante com esses esquemas e conchavos.
    Entendemos, na ADCE, que a moderna liderana empresar ial deve ser inspiradora e atuar segundo princpios cristos.
    , tambm, o entendimento do livro dos professores Zanini e Migueles, que apresentam um novo perfil de liderana, que no mais apenas tecnicista, mas busca sensibilizar e mobilizar seus liderados para uma participao espontnea, solidria e tica.
    Neste ano de 2010, to importante e de tantas expectativas em funo da retomada do crescimento da economia e das eleies presidenciais, para governos estaduais, Congresso Nacional e parlamentos estaduais, o Brasil precisa, como nunca, de grandes lderes empresariais e de grandes estadistas.
    Enfim, precisa de lderes que entendam as verdadeiras aspiraes da nova sociedade e dos novos homens que habitam as empresas e o nosso pas.
    Fonte: Jornal Estado de Minas, Caderno Opinio 23.01.2010


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    Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010

    BOLSA DA VIDA. Vale conferir o a matria enviada ao nosso BLOG pela "COM VOC COMUNICAO", que atende o Instituto Mrio Penna, que tem frente o experiente e competente gestor, Cssio Resende. A matria foi publicada h pouco tempo nos jornais Dirio do Comrcio e Edio do Brasil. Confira!!!

                              INSTITUTO MRIO PENNA ANUNCIA INVESTIMENTO
                                                       DE R$ 10,5 MILHES EM 2010

                
                                    Cssio Resende, superintendente do Instituto Mrio Penna

                                    Com expectativa de um investimento bastante significativo, 
                                       Instituto acredita que ampliar em 10% os atendimentos
    O Instituto Mrio Penna (IMP) inicia 2010 com grandes expectativas e investimentos em suas unidades, os hospitais Mrio Penna, Luxemburgo e Casa de Apoio Beatriz Ferraz.  De acordo com a superintendncia do instituto, est previsto um aporte de R$ 10,5 milhes em obras e equipamentos. "Fechamos 2009 com um investimento de pouco mais de R$ 5 milhes, vamos dobrar neste ano", garante o superintendente-geral do IMP, Cssio Eduardo Rosa Resende. 
    As benfeitorias vo alcanar diretamente os pacientes do SUS, j que 60% do atendimento do Luxemburgo e 100% do Mrio Penna so direcionados a esse pacientes, sendo que a ateno e a qualidade dedicadas rede particular so idnticas direcionada rede pblica (SUS).
    Entre os investimentos, Resende detalha que sero adquiridos aparelhos e acessrios para a radioterapia; equipamentos cirrgicos, equipamentos de endoscopia; de ressonncia magntica; o PET CT - aparelho com tecnologia de ponta para o diagnstico e tratamento do cncer; entre uma srie de outros. "Apenas em equipamentos, o investimento ser da ordem de R$ 7.811.076,00". 
    Para receber tantos equipamentos, os hospitais do IMP recebero tambm obras, pois h muitos aparelhos que precisam de salas diferenciadas, apropriadas com rdio proteo devido radiao que alguns aparelhos emitem.
    "Fazemos constantemente uma renovao do nosso parque tecnolgico, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes e possibilidades cada vez maiores de cura", destaca o superintendente administrativo.

                                                                        Atendimentos
    Para 2010, o Instituto estima que o nmero de pacientes atendidos seja 10% superior ao de 2009, quando 114.436 pessoas fizeram consultas, houve 9.824 cirurgias dos mais variados tipos de cncer e outras doenas, foram realizadas 23.539 sesses de quimioterapia e 179.595 aplicaes de radioterapia.
    Dentre as mulheres, de acordo com dados do Instituto Mrio Penna, os cnceres de mama e colo do tero foram os que mais acometeram as mulheres e, nos homens, o cncer de prstata foi o de maior incidncia. 

                                                             Sobre o Instituto Mrio Penna 
    O Instituto Mrio Penna, que abrange os hospitais Luxemburgo e Mrio Penna, referncia no tratamento de pacientes com cncer. Muitos dos pacientes acolhidos vm do interior e buscam tratamento de qualidade.
    Por isso, o instituto sentiu a necessidade de criar uma unidade especfica para receb-los com amor e solidariedade: a Casa de Apoio Beatriz Ferraz. Sua estrutura fsica dividida em dois lares: Lar Clia Janotti para receber adultos; e o Lar da Criana Janurio Carneiro.  

                                                    Dados de 2009 do Instituto Mrio Penna 
    114.436 consultas
    9.824 cirurgias
    23.539sesses de quimioterapia
    10.189 hospedagens na Casa de Apoio Beatriz Ferraz
    1.548 mamografias
    179.595 aplicaes de radioterapia
    402.309 exames de patologia clnica
    10.506 transfuses de sangue


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    Sbado, Maro 6, 2010

    ARTIGO ESPECIAL.


    O mistrio da f


    Dia desses promoveu uma missa sertaneja surpreendendo os fiis que chegam de longe para tentarem descobrir o que ali ocorre, em termos de envolvimento e participao


    Texto: Wagner Gomes 

                                                               Wagner Gomes - Administrador de empresas




    Em Nova Iorque, a igreja batista Abyssinian Church se transforma em um templo ecumnico e apresenta aos turistas, em sua missa gospel, a mais famosa cerimnia do antigo gueto negro do Harlem.
    Os cultos ocorrem nas manhs de domingo, e a igreja no consegue atender demanda dos que a querem visitar. Mais que um programa turstico, essa romaria tem sua origem no mistrio da f. Robert Crosbie, importante teosofista, nos diz que "a vida feita de f e confiana, mas discernimento tambm indispensvel".
    Entendi isso a partir de meu primeiro contato com a parquia Nossa Senhora Me Rainha, do Belvedere, durante o casamento de minha filha naquela igreja, em setembro de 2008. Difcil hoje imaginar que, h uns 11 anos, profetas de ocasio anunciavam o esvaziamento da parquia, fruto do desencanto com o comportamento de seu pastor.
    Os fiis sumiram, como se fizesse presente o que preconizam os Atos 5:11 "E sobreveio grande temor a toda a Igreja, e a todos quantos ouviram a notcia destes acontecimentos". Essa histria comeou a ser reescrita por meio do entusiasmo do seu atual proco, principal responsvel por formar uma das mais slidas e carismticas comunidades catlicas de Belo Horizonte. Igreja em grego ekklesia tem entre os seus significados o de convocado.
    O padre Alexandre Fernandes de Oliveira entendeu isso como ningum e, ao professar o amor com respeito pelo outro, trouxe o seu testemunho de vida como filho de Deus, convocando os fiis a manterem com Ele um relacionamento, atravs de Cristo.
    Cedo entendeu o que dom Albino Cleto j pregava: "O que faz uma parquia a corresponsabilidade dos seus membros". Assim, com o tempo, transformou-os em uma grande congregao, tornando-os corresponsveis na evangelizao, nos cultos e na prtica da caridade. Mas no para por a.
    Dia desses promoveu uma missa sertaneja surpreendendo os fiis. Participar de missa no domingo requer chegar cedo, pois a igreja lota e mais gente a assiste por televisores colocados em suas laterais externas. Fiis chegam de longe para tentarem descobrir o que ali ocorre, em termos de envolvimento e participao.
    O padre Alexandre tem o dom da catequese e incentiva a formao de novas pastorais, ao tempo que estimula novos ministrios de msica, que ali se apresentam aos domingos, razo pela qual me veio mente a analogia com a igreja Abyssinian Church.
    Vozes belssimas, coadjuvadas por instrumentos modernos, agora impulsionados pela correo da acstica levada a efeito pelo seu proco, ali se apresentam, como uma atrao parte, e entoam os cnticos que mais nos aproximam de Deus, sob os aplausos dos fiis.
    Com o crescimento do rebanho, o padre Dalmo Riggio se integrou a esse projeto social inovador, que embala a evangelizao e desperta a ateno de todos ns. E os dois, ao se transformarem em receptores e emissores de energia condensada, incentivam-nos ao dilogo com Jesus. E voltando aos Atos 9:31, pode-se agora afirmar: "A igreja, na verdade, tinha paz..."



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    Quarta-feira, Junho 16, 2010

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                                                   MINAS E A FIEMG

                                                     

                                                                                                         Wagner Gomes

    Com um discurso demonstrando conhecer a realidade mineira muito alm do segmento industrial, tomou posse, como Presidente da FIEMG, o empresrio do setor eltrico Olavo Machado Jnior. Com a Serraria Souza Pinto completamente lotada, o evento foi prestigiado pelo Governador Antnio Augusto Anastasia e pelo ex Governador Acio Neves.
    Em sua fala Olavo Machado Jnior focou sua atuao na capacitao do empresariado, atravs da qual se buscaria a competitividade, principalmente a internacional. Se levarmos em considerao que Olavo Machado se torna o lder maior de mais de 120 mil empresas que geram mais de um milho de empregos, percebe-se que a tarefa a que se prope torna-se gigantesca.
    A parceria, at ento levada a efeito, com o governo de Minas Gerais, tornou-se uma aliana mantida pelos atuais gestores de duas das principais foras que alimentam o processo produtivo de Minas Gerais: o Governo do Estado e a FIEMG. Ao realar que pretende continuar trilhando o mesmo caminho j percorrido, o Presidente Olavo Machado ouviu do Governador Anastasia o solene compromisso de juntarem foras para perseguirem objetivos comuns, incrementando aes conjuntas.
    Tal estratgia, testada e aprovada pelo empreendedorismo do empresrio Robson Andrade e do Governador Acio Neves, mostrou-se extremamente proveitosa ao estimular os interesses convergentes, gerando um vigoroso modelo estruturante que impulsionou e alavancou a indstria mineira.
    Ao herdar toda essa conjuntura, Olavo Machado realou o trabalho dos presidentes da FIEMG que o antecederam, discorrendo, tambm sobre sua trajetria frente de sua empresa e nas entidades de classe, onde sempre ocupou cargos de destaque, com verdadeiro esprito agregador.

    Para levar adiante seu propsito, o novo presidente da FIEMG conta com outro aliado de peso, qual seja o novo presidente da Confederao Nacional da Indstria, Robson Andrade. Olavo Machado destacou em sua fala que a construo dessa aliana estratgica entre o Governo e a iniciativa privada, levada a efeito com grande sucesso em Minas Gerais, poderia ser o embrio de um movimento semelhante a nvel nacional, eis que o seu maior artfice comandaria, agora, a CNI.

    Suceder a Robson Andrade, sem sombra de dvidas, um grande desafio. Mas certamente Olavo Machado Jnior tem capacidade de sobra para isso. Seu jeito simples abriga, tambm, uma mente brilhante e um raro carter. Sabe, como poucos, formar equipes, incentiv-las e comand-las, com grande talento.


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    Sbado, Junho 19, 2010

    ARTIGO ESPECIAL. Para ler e pensar!!!

                                                        OPINIO

                           Vida e morte: aspectos ticos e jurdicos

                  
     
                                            Cssio Rosa Resende
                        Superintendente geral do Instituto Mrio Penna


    Falar sobre a morte constitui um tabu, um pavor, uma fuga deliberada do assunto, ou uma alienao, sobretudo em uma sociedade que cultiva a cultura do hedonismo, de prazer a todo custo, da luxria e da onipotncia tecnolgica. Ningum deseja a morte, nem se deve fazer proselitismo a respeito de tal evento.
    Entretanto, ela natural e inevitvel e, como tal, deve ser aceita e enfrentada. Vida e morte so duas faces dialticas da existncia humana. Por isso, muito se tem discutido, ultimamente, sobre os aspectos ticos e jurdicos dos pontos e dos limites que tangenciam, separam e aproximam os dois eventos: vida e morte.
    Tratemos dos conceitos eutansia, ortotansia e distansia. Eutansia, etimologicamente, significa boa morte. Trata-se de expresso literal, porque, a rigor, no h boa morte.
    A eutansia um homicdio piedoso, praticado por compaixo, a pedido de um doente terminal e que padece de grande sofrimento. a eutansia ativa, que consiste na prtica de um ato lesivo, dentro de certas circunstncias e condies, com o fim de provocar a morte desejada pelo prprio paciente (injeo letal, por exemplo, asfixia etc.).
    Caso se consiga provar relevante valor social ou moral (sentimento de compaixo diante do sofrimento da vtima, morte digna a ela proporcionada etc.), a hiptese de verdadeira eutansia, tornando o autor passvel de condenao em homicdio privilegiado (art. 121 do Cdigo Penal), cuja pena varia de seis anos (mnima) a 20 anos (mxima), reduzida em at 1/3.
    Se o doente (ele prprio) pe fim sua vida, auxiliado, apoiado ou instigado por um terceiro, este comete o crime de instigao ou induzimento ao suicdio. A pessoa, no caso, pe-se como senhora do seu destino e de sua vida.
    J a ortotansia (tambm chamada de eutansia passiva e que, etimologicamente, significa morte correta, adequada ou no tempo certo) caracteriza-se pela limitao ou suspenso do esforo teraputico, ou seja, do tratamento ou dos procedimentos que esto prolongando a vida de doentes terminais, com vida vegetativa e artificial, sem chance de cura. O desligamento de aparelhos configura, sem dvida, a ortotansia.
    A ortotansia poder ser aceita se praticada com observncia dos princpios da no razoabilidade e da inutilidade do tratamento.
    Vale dizer: se o estado do paciente grave e irreversvel, em situao vegetativa e terminal; se est mantido vivo artificialmente, com equipamentos e aparelhos; se o sofrimento extremo e a teraputica intil; assim, no razovel insistir com nessa situao. justo, tico, conveniente que no se insista com esse tratamento intil, desnecessrio e cruel. Sobre os aspectos ticos e jurdicos, citemos posies de Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Cdigo Penal Brasileiro (CPB).
    Segundo o artigo 1, caput, da Resoluo 1.805/06, o CFM estabeleceu que " permitido ao mdico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurvel, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal".
    O anteprojeto de reforma do CPB, de 1998, prev, no artigo 121, pargrafo 4: "No constitui crime deixar de manter a vida de algum por meio artificial, se previamente atestada por dois mdicos, a morte como iminente e inevitvel e, desde que haja consentimento do paciente, ou na sua impossibilidade, de ascendente, descendente, cnjuge, companheiro ou irmo".
    Finalmente, a distansia consiste na v iluso da onipotncia da cincia, da medicina, por meio de instrumental e recursos tecnolgicos para o prolongamento desnecessrio e sofrido de uma vida vegetativa e sem dignidade. a obstinao teraputica, em que a cura se demonstra inverossmil e os procedimentos mdicos provocam mais sofrimento do que alvio para o paciente terminal.
    preciso compreender e aceitar que a vida e a medicina tm seus limites. De minha parte, prevaleo da publicidade escrita para, nesse aspecto, deixar meu testamento. No quero morrer em UTI, em uma cama fria de hospital, ligado em aparelhos e sob um agitado entreabrir de portas, burburinho, sussurros e passos apertados. Quero morrer em paz, em silncio, em casa, ao lado de minha famlia. Oportuna a observao da psiquiatra Elisabeth Kbler-Ross, na obra Sobre a morte e o morrer: "Aqueles que tiverem a fora e o amor para ficar ao lado de um paciente moribundo, com o silncio que vai alm das palavras, sabero que tal momento no nem assustador nem doloroso, mas um cessar em paz do funcionamento do corpo. Observar a morte em paz de um ser humano faz-nos lembrar uma estrela cadente.
    uma entre milhes de luzes do cu imenso, que cintila ainda por um breve momento para desaparecer para sempre numa morte sem fim. Ser terapeuta de um paciente que agoniza nos conscientizar da singularidade de cada indivduo neste oceano imenso da humanidade. uma tomada de conscincia de nossa finitude, de nosso limitado perodo de vida.
    Poucos entre ns vivem alm dos 70 anos; ainda assim, neste curto espao de tempo, muitos entre ns criam e vivem uma biografia nica, e ns mesmos tecemos a trama da histria humana".
    Concluo com o filsofo e poeta Rabindranath Tagore, in Pssaros errantes: "A pequena verdade tem palavras que so claras; a grande verdade tem grande silncio".


     


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    Sexta-feira, Junho 25, 2010

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                O fator Patrus/Pimentel

                                          

                                                                          Wagner Gomes

    Desde que Ciro Gomes, aps a interveno pessoal do presidente Lula, para evitar sua candidatura Presidncia pelo PSB, saiu de cena para, como ele prprio disse, ter um tempo para lamber suas feridas, todas as atenes do pas voltaram-se para desvendar o mistrio que ainda persiste: quem ser o vice do Serra?
    As insinuaes em torno do nome de Acio Neves recrudesceram, a tal ponto que o mesmo retruca sempre que o tema vem baila: "no me empurrem, porque a que eu no vou".
    Lembrem-se de que o PSDB no permitiu a realizao das prvias, nem dos encontros regionais sugeridos pelo ex-governador mineiro, para escolha de seu candidato presidncia. Tudo estava milimetricamente planejado para que o governador Serra viesse a ser o candidato naturalmente impingido. Ao produzir sua carta de desistncia da postulao de ser o candidato do partido, atravs da qual proclamava nao sua prpria identidade, Acio deixou bastante claro que, por ter luz prpria, no se submeteria a nenhuma liderana.
    Sua meta, dessa forma vigorosamente explicitada, passava a ser o Senado. Ao se ausentar, estrategicamente, em viagem de frias, deixou um vcuo, que veio a ser ocupado por muitas especulaes. Ao seu retorno, encontrou um cenrio, que se mantm revelado pelas mais recentes pesquisas, no qual o candidato de seu partido perdeu terreno, a ponto de ser ultrapassado, na preferncia dos eleitores, pela candidata Dilma Roussef, que cresce vertiginosamente.
    Fernando Pimentel, alijado da disputa pelo Governo de Minas, enxergou, com seu veloz raciocnio de lder emergente, hoje j reconhecido, que a dinmica poltica exigiria abrir os caminhos para a candidata presidencial de seu partido.
    Assim como Acio Neves j percebeu h algum tempo, Pimentel tambm imagina hoje, como no passado, que as eleies presidenciais sempre tendem a ser definidas por Minas Gerais. Assim, evitando novas escaramuas com Patrus Ananias, que se decidiu por integrar a chapa de Hlio Costa, ao aceitar ser o seu candidato a Vice-Governador, encabea um movimento que a torna to forte, que s um fato novo pode impedir a sua consagrao nas urnas.
    Por outro lado, Fernando Pimentel, ainda que no tenha se tornado candidato ao Governo mineiro, provou nos embates internos do PT e seus desdobramentos, que se tornou uma das estrelas polticas mais ascendentes no cenrio nacional. A um s tempo se transformou no candidato da coligao PMDB/PT ao Senado e em um dos coordenadores nacionais da campanha Dilma Roussef Presidncia.
    Aquilo que em recente artigo abordei, transforma-se no nico antdoto capaz de fazer o PSDB enfrentar em Minas, de igual para igual, a coligao PMDB/PT: o ex-Governador Acio Neves ter que usar sua influncia direta, fazendo aflorar, de vez, o nome de Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente na chapa encabeada pelo ex-governador Jos Serra.
    Muitos se lembram dos altos ndices de popularidade por ele alcanados ao final de seu mandato como Presidente da Repblica. Pegando um pas destroado pelos desmandos da era Collor, entregou-o, ao seu sucessor, pacificado e com uma moeda forte, tornando-se um marco em nossa histria, ao tempo em que propiciava o incio da recuperao econmica do Brasil.
    Ao lanar o Plano Real, finalmente, deu vigor nossa, at ento, frgil moeda. Itamar Franco sempre foi um homem de atitudes fortes e coerentes, no permitindo em seu governo que proliferassem atitudes no condizentes com a tica, com a moral e com os bons costumes. Ao menor sinal de qualquer irregularidade afastava o suspeito de suas funes, at que o tema fosse totalmente esclarecido.
    Acio Neves, assim procedendo, resgataria essa reserva moral da Nao, ao tempo em que daria uma leve estocada em FHC. E ao assim atuar, uma vez mais, indicaria que o Senado se torna o seu caminho estreme, e que ali pretende erigir sua nova trincheira, sem perder de vista recuperar, mais adiante, o que o destino roubou de seu av.
    O ex-ministro Hlio Costa, que j despontava na dianteira das pesquisas eleitorais em Minas Gerais, conta, agora, com o substancial reforo de campeonssimos de votos ao seu redor, ao consolidar, com rara habilidade, o cenrio de seu sonho, no qual Patrus Ananias o seu vice, e Fernando Pimentel, o seu candidato a Senador.
    Nesse contexto, sua candidatura se fortalece e adquire contornos definitivos de comprovada e testada densidade eleitoral, sem o temido risco da cristianizao.
    Para enfrentar esse trio parada dura e bom de votos, em um verdadeiro duelo de tits, o PSDB necessita de um nome catalisador no segundo maior colgio eleitoral do Pas. Por isso imagina-se cada vez mais real a possibilidade de Itamar Franco vir a ser o complemento ideal e capaz de impulsionar, a um s tempo, os candidatos Jos Serra e Antnio Anastasia, em Minas Gerais. De quebra, no plano nacional, seria um fato de enorme repercusso.
    Delineado esse quadro, tal como um moderno bandeirante, mas sem a crueza dos mtodos, Acio Neves cuidaria de fincar o nome de Anastasia nos rinces de Minas, ao tempo em que se tornaria um fiel escudeiro de Jos Serra. Dessa forma poderia retomar o comando da campanha em Minas Gerais, hoje, sem sombra de dvidas nas mos da coligao PMDB/PT.
    Como em Minas Gerais a poltica se torna, por excelncia, a arte do impossvel, no me surpreenderia, caso no vingue Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente, em dobradinha com o Jos Serra, que ele se torne candidato ao Senado, em lugar de Fernando Pimentel, fazendo com que o seu partido integre a coligao PT/PMDB.
    Ao ceder seu lugar na coligao por um objetivo mais nobre, Pimentel ao tempo em que consolidaria sua posio de liderana despreendida, tornar-se-ia candidato a Deputado Federal, arrastando com seu poder de voto, a eleio de outros companheiros, e pavimentando, desta forma, a eleio de Hlio Costa e Dilma Roussef. Difcil de acreditar?


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    Segunda-feira, Junho 28, 2010

    ARTIGO ESPECIAL


                                                                O fator Patrus/Pimentel

                                          

                                                                          Wagner Gomes

    Desde que Ciro Gomes, aps a interveno pessoal do presidente Lula, para evitar sua candidatura Presidncia pelo PSB, saiu de cena para, como ele prprio disse, ter um tempo para lamber suas feridas, todas as atenes do pas voltaram-se para desvendar o mistrio que ainda persiste: quem ser o vice do Serra?
    As insinuaes em torno do nome de Acio Neves recrudesceram, a tal ponto que o mesmo retruca sempre que o tema vem baila: "no me empurrem, porque a que eu no vou".
    Lembrem-se de que o PSDB no permitiu a realizao das prvias, nem dos encontros regionais sugeridos pelo ex-governador mineiro, para escolha de seu candidato presidncia. Tudo estava milimetricamente planejado para que o governador Serra viesse a ser o candidato naturalmente impingido. Ao produzir sua carta de desistncia da postulao de ser o candidato do partido, atravs da qual proclamava nao sua prpria identidade, Acio deixou bastante claro que, por ter luz prpria, no se submeteria a nenhuma liderana.
    Sua meta, dessa forma vigorosamente explicitada, passava a ser o Senado. Ao se ausentar, estrategicamente, em viagem de frias, deixou um vcuo, que veio a ser ocupado por muitas especulaes. Ao seu retorno, encontrou um cenrio, que se mantm revelado pelas mais recentes pesquisas, no qual o candidato de seu partido perdeu terreno, a ponto de ser ultrapassado, na preferncia dos eleitores, pela candidata Dilma Roussef, que cresce vertiginosamente.
    Fernando Pimentel, alijado da disputa pelo Governo de Minas, enxergou, com seu veloz raciocnio de lder emergente, hoje j reconhecido, que a dinmica poltica exigiria abrir os caminhos para a candidata presidencial de seu partido.
    Assim como Acio Neves j percebeu h algum tempo, Pimentel tambm imagina hoje, como no passado, que as eleies presidenciais sempre tendem a ser definidas por Minas Gerais. Assim, evitando novas escaramuas com Patrus Ananias, que se decidiu por integrar a chapa de Hlio Costa, ao aceitar ser o seu candidato a Vice-Governador, encabea um movimento que a torna to forte, que s um fato novo pode impedir a sua consagrao nas urnas.
    Por outro lado, Fernando Pimentel, ainda que no tenha se tornado candidato ao Governo mineiro, provou nos embates internos do PT e seus desdobramentos, que se tornou uma das estrelas polticas mais ascendentes no cenrio nacional. A um s tempo se transformou no candidato da coligao PMDB/PT ao Senado e em um dos coordenadores nacionais da campanha Dilma Roussef Presidncia.
    Aquilo que em recente artigo abordei, transforma-se no nico antdoto capaz de fazer o PSDB enfrentar em Minas, de igual para igual, a coligao PMDB/PT: o ex-Governador Acio Neves ter que usar sua influncia direta, fazendo aflorar, de vez, o nome de Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente na chapa encabeada pelo ex-governador Jos Serra.
    Muitos se lembram dos altos ndices de popularidade por ele alcanados ao final de seu mandato como Presidente da Repblica. Pegando um pas destroado pelos desmandos da era Collor, entregou-o, ao seu sucessor, pacificado e com uma moeda forte, tornando-se um marco em nossa histria, ao tempo em que propiciava o incio da recuperao econmica do Brasil.
    Ao lanar o Plano Real, finalmente, deu vigor nossa, at ento, frgil moeda. Itamar Franco sempre foi um homem de atitudes fortes e coerentes, no permitindo em seu governo que proliferassem atitudes no condizentes com a tica, com a moral e com os bons costumes. Ao menor sinal de qualquer irregularidade afastava o suspeito de suas funes, at que o tema fosse totalmente esclarecido.
    Acio Neves, assim procedendo, resgataria essa reserva moral da Nao, ao tempo em que daria uma leve estocada em FHC. E ao assim atuar, uma vez mais, indicaria que o Senado se torna o seu caminho estreme, e que ali pretende erigir sua nova trincheira, sem perder de vista recuperar, mais adiante, o que o destino roubou de seu av.
    O ex-ministro Hlio Costa, que j despontava na dianteira das pesquisas eleitorais em Minas Gerais, conta, agora, com o substancial reforo de campeonssimos de votos ao seu redor, ao consolidar, com rara habilidade, o cenrio de seu sonho, no qual Patrus Ananias o seu vice, e Fernando Pimentel, o seu candidato a Senador.
    Nesse contexto, sua candidatura se fortalece e adquire contornos definitivos de comprovada e testada densidade eleitoral, sem o temido risco da cristianizao.
    Para enfrentar esse trio parada dura e bom de votos, em um verdadeiro duelo de tits, o PSDB necessita de um nome catalisador no segundo maior colgio eleitoral do Pas. Por isso imagina-se cada vez mais real a possibilidade de Itamar Franco vir a ser o complemento ideal e capaz de impulsionar, a um s tempo, os candidatos Jos Serra e Antnio Anastasia, em Minas Gerais. De quebra, no plano nacional, seria um fato de enorme repercusso.
    Delineado esse quadro, tal como um moderno bandeirante, mas sem a crueza dos mtodos, Acio Neves cuidaria de fincar o nome de Anastasia nos rinces de Minas, ao tempo em que se tornaria um fiel escudeiro de Jos Serra. Dessa forma poderia retomar o comando da campanha em Minas Gerais, hoje, sem sombra de dvidas nas mos da coligao PMDB/PT.
    Como em Minas Gerais a poltica se torna, por excelncia, a arte do impossvel, no me surpreenderia, caso no vingue Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente, em dobradinha com o Jos Serra, que ele se torne candidato ao Senado, em lugar de Fernando Pimentel, fazendo com que o seu partido integre a coligao PT/PMDB.
    Ao ceder seu lugar na coligao por um objetivo mais nobre, Pimentel ao tempo em que consolidaria sua posio de liderana despreendida, tornar-se-ia candidato a Deputado Federal, arrastando com seu poder de voto, a eleio de outros companheiros, e pavimentando, desta forma, a eleio de Hlio Costa e Dilma Roussef. Difcil de acreditar?


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    Domingo, Julho 4, 2010

    ARTIGO ESPECIAL de Wagner Gomes, que est na ltima edio da revista VIVER BRASIL. Vale conferir!!!

    O lixo no tem limites


    Gerar-se-iam centenas de milhares de empregos diretos ao retirar-se da informalidade os catadores de lixo, que se transformariam em zeladores do meio ambiente


    Texto: Wagner Gomes
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    Wagner Gomes - Administrador de empresas





    O esgotamento dos aterros sanitrios, que gera dificuldades para os moradores do entorno, provoca, cada vez mais, a necessidade de que sejam implantadas coletas seletivas do lixo. Os moradores de um grande centro se transformam, ao mesmo tempo, em parte do problema e da soluo.
    O que se percebe nessas reas degradadas que o metano (CH4), ao subir para a atmosfera, e o chorume, que por ser lquido, desce pela terra abaixo, agridem a harmonia ecolgica, contribuindo para o agravamento dos danos ambientais, que ameaam o equilbrio ecolgico de nosso planeta. Incentivando uma mudana de postura, o Protocolo de Kyoto assegura substancial crdito, atravs da venda do carbono no emitido, aos pases que obtiverem energia por meios no poluentes.
    Esse conceito, denominado sequestro de carbono, ao ser consagrado pela Conferncia de Kyoto, em 1997, tinha por finalidade desacelerar ou mesmo conter a emisso de CO2 jogada na atmosfera, atenuando o efeito estufa.
    Dentre tantos fatores que contribuem para a reduo concentrada de CO2 na atmosfera, est a macia recuperao de reas degradadas pelos aterros sanitrios e por aquelas popularmente conhecidas por lixes. possvel, com a moderna tecnologia, dar um tratamento a esses resduos, inclusive queles armazenados h dcadas, por meio de processos que permitem extrair o lixo pesado, tipo ao, cobre, lato, alumnio, pet, papel, papelo, enfim o que se tornar interessante retornar atividade produtiva.
    Esse processo, de to abrangente, permite extrair composto orgnico para fazer adubo e, mesmo as cinzas da queima produzida podem destinar-se ao britamento de asfalto ou incorporar-se ao cimento e ao concreto. Gerar-se-iam centenas de milhares de empregos diretos ao retirar-se da informalidade os catadores de lixo, que se transformariam em zeladores do meio ambiente. A queima de todo esse lixo, ordenadamente capturado, produz energia e minimiza o impacto ambiental.
    Hoje, 35 pases conseguem a gerao de energia com biomassa e resduos de lixo, e mais de 650 termoeltricas funcionam, no mundo, com essa finalidade. A planta de uma usina que produz energia, com gerao pela caldeira e demais componentes, construda em rea prxima da indstria patrocinadora, que fica habilitada a obter crdito de carbono.
    Diversos elementos, tipo enxofre, xido de nitrognio, metais, enfim tudo o que tiver possibilidade de agredir o meio ambiente, tem que ser monitorado constantemente. Um projeto dessa envergadura tem que ter aprovao da Feam e da Seam, que o regula e estimula. Muito em breve, siglas como CDR (Combustvel Derivado de Resduos) e MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) incorporar-se-o ao nosso cotidiano, associadas ao conceito de reciclagem do lixo.
    Para se ter uma ideia da importncia desse tema, interessante saber o que Pan Yue, vice-ministro de estado e Proteo Ambiental da China nos informa:
    "Na verdade, a China fez o tipo de avano econmico em trs dcadas, que exigiria 100 anos nos pases ocidentais. Mas a China tambm sofreu um sculo de dano ambiental em 30 anos."


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    Segunda-feira, Julho 5, 2010

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelos especialistas em hotelaria, Jos Aparecido Ribeiro e Marteen Van Sluys.

    A HOTELARIA EM BH
    (uma lcida radiografia)


                      

     Da esquerda para a direita: 
     o expert em hotelaria,Marteen Van Sluys,
     a secretria de Cultura de Minas, rica Drumond 
     e o tambm especialista em hotelaria, Jos Aparecido Ribeiro.
     (foto arquivo Feijo Amigo).

    A hotelaria de BH vive um momento bastante positivo quanto aos resultados, por isso mesmo suas projees merecem especial ateno, cuidados redobrados da parte de quem vai investir e atitudes conscientes dos rgos governamentais no sentido de desenvolver aes que garantam perenidade ao setor.
    Aps uma crise que durou cerca de 10 anos e que significou o fechamento de pelo menos 10 hotis, entre 1995 e 2005, a hotelaria recuperou a diria mdia (valor mdio pago por seus hspedes ao longo de um perodo) e h cinco anos vem alcanando ndices de ocupao satisfatrios, capazes de remunerar investidores e cobrir os gastos de sua operao.
    A cidade hoje conta com 12 mil leitos capazes de atender a demanda normal e aos eventos de pequeno at mdio portes, em 8 mil quartos de nvel 2 a 5 estrelas.
    consenso que a cidade necessita de mais leitos sendo que os prprios hoteleiros reconhecem que basta ocorrer um grande evento para a hotelaria entrar em colapso.
    A razo para este desequilbrio positivo entre a oferta e a demanda deve-se a um conjunto de fatores como a construo do Expominas, o aquecimento da economia, as aes assertivas da Secretaria de Turismo do Estado, do BH Convention & Visitours Bureau, da Belotur e em especial ao crescimento do Estado de Minas Gerais, tendo BH como porta de entrada.
    Devemos lembrar tambm da transferncia dos vos para confins, a construo da Linha Verde e o incentivo s exportaes que movimentam Confins e como conseqncia a hotelaria de Belo Horizonte. Hoje existem mais hspedes do que camas para dormir e no raro os motis e hotis de cidades vizinhas serem ocupados em dias de eventos.
    Este cenrio confirma que a cidade est pronta para receber novos hotis. Contudo, no existem meios de afirmar quantos quartos a cidade precisar para manter um equilbrio capaz de fazer com que o investimento em novos hotis no se transforme em um mal negcio, como foi na primeira metade da dcada atual, se no atravs de um estudo srio e profundo acerca do tema.
    Numa anlise mais simplista avaliam-se apenas os ndices mdios de ocupao. Este mtodo tem sido defendido pela ABIH - Associao Brasileira da Indstria de Hotis em Cidades importantes como Rio, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Braslia, So Paulo e outras, atravs de parcerias entre as ABIHs regionais, Empresas Municipais ou Secretarias de Turismo e as Prefeituras destas cidades.
    No Rio, por exemplo, s se constri novos hotis quando a ocupao hoteleira ultrapassa a casa dos 70% em seu ndice mdio ao longo do ano. As informaes so repassadas pela ABIH para a Prefeitura e ela s autoriza novos alvars de construo, se o mercado indicar que so necessrios novos quartos. Isso garante o equilbrio entre oferta e demanda e demonstra prudncia do poder pblico sobre os impactos mercadolgicos que tal desequilbrio pode causar quando h oferta de leito maior do que a demanda de hspedes.
    Sabe-se porm que a analise de valores mdios apenas no expressam em si todas as verdades por trs destas projees. preciso avaliar-se mais elementos como por exemplo quantos dias do ano a praa hoteleira encontra-se lotada e qual a capacidade instalada para realizao de eventos na cidade alm de outras variveis que estudos especficos so capazes de demonstrar.
    H quem pense que Copa do Mundo e Olimpadas, somadas aos eventos paralelos e correlatos so apelos suficientes para garantir a ocupao e por conseqncia os resultados de investimentos em hotis. Esta concluso pode ser um equvoco, pois a hotelaria no vive de eventos pontuais mas de eventos constantes e sobretudo negcios permanentes no destino.
    Belo Horizonte no recebe turismo de lazer (at mesmo por no ser sua vocao natural) na proporo necessria para manter-se a ocupao hoteleira em nveis satisfatrios. Este segmento depende dos eventos, feiras e dos negcios do dia-a-dia que acontecem na cidade ou mesmo no seu entorno. (regio metropolitana onde concentra-se as indstrias e as grandes mineradoras).
    Belo Horizonte, ao que tudo indica, receber 15 novos empreendimentos at 2014 que totalizaro aproximadamente mais 4 mil novos quartos na hotelaria.
    Este nmero um alerta para que aes de captao de grandes eventos sejam permanentes, afim de evitar o que aconteceu recentemente, quando havia mais quartos do que hspedes gerando assim resultados pfios para o setor.
    Com efeito, hotis no podem ser construdos para atender a eventos pontuais ou sazonais, nem tampouco a caprichos de "A ou B", isto porque para construi-los necessrio investimentos massivos e investidores que almejam bons resultados (no mnimo 1,5% mensais sobre o valor total investido).
    Portanto o momento sugere cautela j que no ser a Copa do Mundo e seus desdobramentos nem qualquer evento pontual que garantiro o crescimento perene de hspedes.
    Espera-se o crescimento da Cidade, do Estado e do Pas, alm de aes firmes de captao de eventos, inteligncia de calendrios e um trabalho assertivo junto a divulgao do destino com sua inequvoca vocao para congressos e feiras.
    Mas para isso necessrio amealhar recursos que garantam a preparao da infra-estrutura de apoio e a construo de pelo menos mais 2 centros de convenes capazes de receber eventos de mdio e grande porte.
    Feito isso, BH ter hspedes na mesma proporo do numero de leitos oferecidos. Vale lembrar que 4 mil quartos significam em mdia 10 mil novos leitos que necessitaro de 10 mil novos hspedes pelo menos 4 dias na semana, para que a conta possa ser paga no final do ms incluindo as expectativas de investidores e proprietrios destes novos hotis e com isso toda a cadeia econmica (gerao de empregos, fornecedores e novos investimentos) garantindo um circulo virtuoso e perene ao setor.



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    Quarta-feira, Agosto 25, 2010

    L, gostei e recomendo conferir o ARTIGO ESPECIAL do socilogo Marcos Coimbra do Instituto VOX POPULI publicado na edio de hoje do jornal ESTADO DE MINAS, aqui de BH. Pinado da internet.

                                                         
                                                     PESQUISAS POLMICAS

                                                            By Marcos Coimbra