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Antes de cuidar do corpo, caminhando no Anel da Serra, tributo a memória de Aristóteles Atheniense


Eu e o advogado Carlos Alberto Penna na Praça Aristóteles Athenisene no Anel da Serra do Curral no alto do Mangabeiras na capital mineira.


Ao fundo o busto do saudoso doutor Aristóteles, que foi presidente da OAB Minas e vice da nacional, um dos maiores juristas do país.


Detalhe: nos finais de semana o dr. Aristóteles, mineiro de Rio Novo na Zona Mata, caminhava na pista do Anel da Serra.


Depois o dr. Aristótels ficava papeando com os amigos na pracinha, que hoje com justiça, leva seu nome.


E simbolicamente seu busto fica apreciando nossa bela Serra do Curral.


Aqui relembro o slogan "Olhem bem as Montanhas"

A propósito pinçei do site da Academia Mineira trecho do texto de Ângelo Osvaldo (atual prefeito de Ouro Preto):

"Olhem bem as montanhas. A palavra de ordem que se fez ecoar, no decorrer dos anos 70 e 80, anunciava a desaparição iminente das montanhas mineiras. Os artistas da imagem foram os primeiros a seguir o alerta que surgia no para-brisa dos carros. Assim como Cézanne mirou obsessivamente a Sainte-Victoire, no Sul da França, pintores, desenhistas, gravadores e fotógrafos voltaram-se para a montanha de Minas Gerais e a contemplaram como a um ícone ameaçado.

Carlos Drummond de Andrade já chorara diante da pulverização do Pico do Cauê, a itabira do mato dentro transformada em dolorosa fotografia na parede: …” foge minha serra, vai/ deixando no meu corpo e na paisagem/ mísero pó de ferro, e este não passa”.


A exemplo do profeta Jeremias, o poeta subiu a Serra do Curral e, em lágrimas, mais uma vez lamentou o extermínio da montanha e o sequestro do próprio nome da cidade.


Em agosto de 1976, escreveu “Triste Horizonte” para abrir os olhos que ainda se fechavam à mutilação da paisagem e à destruição do território.


Os trágicos desastres de Bento Rodrigues, em 2015, e Brumadinho, em 2019, trouxeram para o século 21 aquele apelo do final do século 20.