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CDL/BH solicita à Prefeitura de BH explicações sobre aumento da passagem



“As alterações no valor da tarifa são determinadas pelas regras do contrato de concessão firmado entre a Prefeitura e as empresas que operam o sistema. Portanto, é indispensável saber se este aumento de 30% está respeitando as cláusulas contratuais”, argumentou Marcelo de Souza e Silva.


Entidade teme forte impacto negativo no comércio e prestação de serviços

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) solicitou nesta quarta-feira, 6, à Prefeitura informações que esclareçam o possível aumento da tarifa do transporte coletivo na capital.


A expectativa é que, nas próximas semanas, a tarifa passe de R$ 4,50 para R$ 5,85, um aumento de 30%.


Em ofício enviado à administração municipal, a entidade destacou que, em 2017, quando o ex-prefeito Alexandre Kalil tomou posse, o valor da tarifa era de R$ 4,05.


“Nos últimos cinco anos, entre 2017 e 2021, a inflação acumulada no período foi de 22,07%, ou seja, se houvesse um aumento de acordo com o índice inflacionário, a tarifa seria de R$ 4,95.


Caso haja um aumento de 30%, teríamos, em cinco anos, o valor da tarifa aumentando de R$ 4,05 para R$ 5,85, o que significa 44,4%, mais que o dobro da inflação”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Em documento, o dirigente alerta ainda para o impacto que o reajuste pode causar ao setor de comércio e serviços. “Os trabalhadores desses setores são a maioria dos usuários do sistema de transporte coletivo em nossa capital.


Um aumento de 30% na tarifa certamente vai provocar um enorme impacto negativo tanto para os empregados quanto para os proprietários de estabelecimentos do setor”, destaca.


“O setor de comércio e serviços foi a atividade econômica mais impactada pela pandemia. Milhares de estabelecimentos foram obrigados a ficar mais de seis meses de portas fechadas.


Muitos deles não conseguiram sobreviver e encerraram suas atividades, levando, consequentemente, milhares de trabalhadores ao desemprego”, completa Souza e Silva.


Ainda segundo o presidente da CDL/BH, o aumento pode prejudicar o processo de recuperação econômica. “Um reajuste de 30% na tarifa do transporte coletivo, neste momento, é um tiro certeiro na pretensão de quem está lutando para sobreviver e voltar a gerar emprego e renda em nossa capital”, enfatiza.


A entidade também questiona a administração municipal sobre o cumprimento das regras do contrato do transporte coletivo em vigor.


“As alterações no valor da tarifa são determinadas pelas regras do contrato de concessão firmado entre a Prefeitura e as empresas que operam o sistema. Portanto, é indispensável saber se este aumento de 30% está respeitando as cláusulas contratuais”, argumentou Marcelo de Souza e Silva.


Por fim, a entidade se colocou à disposição da Prefeitura para discutir não somente o valor da tarifa, mas, também, o modelo de gestão do sistema de transporte coletivo.


“Entendemos que é absolutamente necessária a total transparência sobre este assunto.


Até porque, durante o mês de março, foi criada uma enorme expectativa na cidade quanto ao valor da tarifa do transporte coletivo que poderia, inclusive, ser reduzida”, finalizou o presidente da CDL/BH.