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Um paulista que conquistou o mercado mineiro. O engenheiro Reynaldo Passanezzi presidiu um ícone mineiro na área de energia elétrica, a CEMIG criada em 1952 pelo presidente JK.

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura


Detalhe:

Espera-se para esta semana o anúncio do nome do novo presidente da CEMIG.


BALANÇO

A gestão de Reynaldo Passanezzi Filho à frente da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), iniciada em 2020, tem sido marcada por um perfil técnico focado em eficiência operacional, desinvestimento de ativos não estratégicos.


​Aqui está um resumo dos principais pilares do seu balanço

​1. Foco no "Core Business" e Desinvestimentos:

​Passanezzi implementou uma estratégia agressiva de vender participações em empresas que não faziam parte do coração do negócio da Cemig. O objetivo foi reduzir a complexidade da holding e focar em Distribuição e Transmissão.


​Saída da Light: Um dos marcos foi a venda da participação na distribuidora carioca.


​Venda da Renova Energia: Esforços para tirar a companhia de investimentos problemáticos em energia renovável.


​Gasmig: Movimentações para a oferta pública de ações (IPO) ou venda da fatia na companhia de gás.


​2. Plano de Investimentos Recorde

​Diferente de gestões anteriores, a administração Passanezzi anunciou o maior plano de investimentos da história da companhia (estimado em cerca de R$ 42 bilhões até 2028).


​Projeto Minas Trifásico: Substituição de redes monofásicas por trifásicas no campo para apoiar o agronegócio.

​Digitalização: Investimento pesado em automação de redes e modernização de subestações para reduzir indicadores de interrupção (DEC e FEC).


​3. Eficiência e Redução de Custos

​A gestão foi austera no controle de despesas.


​Programas de Desligamento Voluntário (PDV): Redução do quadro de funcionários para adequar a empresa aos parâmetros regulatórios da ANEEL.

​Revisão de Benefícios: Reestruturação de planos de saúde e previdência (Forluz), o que gerou embates constantes com sindicatos, mas melhorou as margens de lucro.


​4. Desempenho Financeiro

​Sob seu comando, a Cemig apresentou lucros consistentes e uma política de dividendos atrativa para os acionistas.

​Desalavancagem: Redução drástica do endividamento líquido.


​Valorização de Mercado: As ações da companhia (CMIG4) apresentaram uma trajetória de recuperação e estabilidade, refletindo a confiança do mercado na gestão profissional.


​5. O Debate da Federalização e Privatização

​Embora Passanezzi atue como um braço técnico do governo de Romeu Zema, sua gestão enfrentou a turbulência política do debate sobre a privatização.


​Recentemente, o cenário mudou para a possibilidade de federalização da Cemig como forma de abater a dívida de Minas Gerais com a União, um tema que foge ao controle operacional da diretoria, mas impacta diretamente o valor da empresa.


​Em suma, o balanço de Reynaldo Passanezzi é de uma Cemig muito mais saneada financeiramente, mais enxuta e focada em Minas Gerais.



 
 
 

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