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Comércio reage à economia e consumidores mantêm cautela. Já confiança do empresário expandiu.


Enquanto a confiança do empresário expandiu 11,5 pontos, alcançando 90,6 pontos em junho, o consumo das famílias variou dentro da margem de erro, atingindo 61,8 pontos

O primeiro semestre de 2021 foi marcado pelo agravamento da crise sanitária de Covid-19, que forçou a adoção de medidas mais restritivas, como a implantação da onda roxa. Com a melhoria nos indicadores da pandemia, a flexibilização do comércio foi autorizada, mas o desemprego, a inflação e a dificuldade de acesso ao crédito mantiveram a cautela da população de Belo Horizonte.

Esse cenário exigiu de empresários e consumidores a se readaptar novamente à pandemia, como mostram dois indicadores da Fecomércio MG. Enquanto o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou 11,5 pontos percentuais (p.p.), alcançando 90,6 pontos; o Índice de Consumo das Famílias (ICF) variou negativamente dentro da margem de erro, atingindo 61,8 pontos em junho.

As duas análises foram elaboradas pela Federação, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Nessa avaliação, ambos os índices permaneceram no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do empresário e do consumidor.

Para o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, a expansão do Icec reflete a manutenção da abertura do comércio e os resultados de datas comemorativas, como o Dia das Mães.


"Esses fatores contribuíram para elevar o otimismo dos empresários na capital mineira. Porém, o achatamento da renda, o desemprego, a dificuldade de acesso ao crédito e o ritmo lento da imunização freiam as expectativas dos consumidores, impedindo uma retomada constante.”

O Icec reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas.


Além de servir como referência para decisões relativas ao desenvolvimento local, ele subsidia os empresários em investimentos e na geração de novos empregos.

Na avaliação, todos os itens que compõem o Icec tiveram alta. O destaque foi o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), que alcançou 57,3 pontos, uma expansão de 14,9 pontos. O subindicador avalia a evolução das condições atuais da economia do país, do setor e das empresas, além do momento atual nos estabelecimentos em Belo Horizonte.

Já o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) registrou 125,9 pontos. A confiança na expansão das vendas da própria loja (80,7%), na evolução do setor (77,9%) e na melhora da economia brasileira (66,9%) contribuíram para melhorar as impressões do setor para os próximos meses. Responsável por retratar os planos de melhoria na loja, ampliação de estoques e quadro de funcionários, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) fechou em 88,5 pontos.

Famílias seguem em cautela

O ICF, por sua vez, é capaz de medir, com precisão, a avaliação mensal dos consumidores sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

Na avaliação, todos os itens que compõem o ICF tiveram queda ou mantiveram estabilidade, como é o caso do emprego atual (de 90,9 pontos para 90,4); perspectiva profissional (de 79,9 para 79,7); renda atual (de 79,1 para 76,7); acesso ao crédito (62,1); nível de consumo (de 40,8 para 40,4); perspectiva de consumo (61,6) e intenção de consumo de bens duráveis (de 25,0 para 21,8).

“O atual cenário ainda exige cautela das famílias, que convivem com a incerteza, o achatamento da renda e o desemprego. Diante dessa situação, o consumidor passa a optar por itens essenciais. Em relação a 2020, 69,7% dos entrevistados estão comprando menos e 54,6% devem reduzir o consumo”, pontua Almeida.

Acesse aqui o relatório do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) – junho/2021

Confira, na íntegra, o relatório da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – junho/2021

Fonte:

Fecomércio MG – Assessoria de Imprensa

imprensa@fecomerciomg.org.br