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Corrida pelo Planalto. A aposta de Zema. Trem de mineiro.

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    joaocarlosamaral
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura
Politica. A aposta de Zema. Trem de mineiro!!!
Politica. A aposta de Zema. Trem de mineiro!!!

Artigo do jornalista

e blogger JOÃO CARLOS AMARAL


Na vida, tudo é uma questão de ângulo e de luz. O segredo, quase sempre, se esconde no detalhe.


Na política, essa máxima não é apenas estética; é sobrevivência.


​Em meados de 2025, chamei a atenção neste mesmo espaço para a necessidade de o meio político nacional manter os olhos fixos em um "outsider" que, de fora do eixo tradicional, já mostrava a que veio.


O governador de Minas, Romeu Zema, para muitos foi um empresário que em sete anos de gestão provou que sabe "fazer bonito", como dizemos por aqui, deixou de ser uma promessa regional para se tornar uma variável incontornável.


E mais: desde a redemocratização para chegar à Presidência da República tem que ganhar aqui. É fato!!!


​Alertamos lá atrás: as montanhas de Minas guardam mais do que minério. Elas abrigam um metal que vale mais que ouro ou terras raras: o voto.


Com um colégio eleitoral de mais de 16 milhões de eleitores — superado apenas pelos 34 milhões de São Paulo — Minas não é apenas um estado; é o fiel da balança nacional.


​A SOPA PELAS BEIRADAS

​Agora, em pleno 2026, o cenário mudou. Zema, fiel ao estilo mineiro de "comer sopa quente pelas beiradas", decidiu que era hora de soprar o prato.


Em entrevista de 30 minutos à CNN Brasil, o tom foi de uma clareza que assusta os incautos: ele é pré-candidato à Presidência da República. E o recado foi direto: Vice, não!


​Nós, mineiros, temos um ritual próprio de decisão. Não nos apressamos. Só batemos o martelo depois de prosear com a mineirada espalhada pelos nossos 853 municípios.


É entre um "cafezim com queijo artesanal" e um "cigarrinho de paia" que o juízo se forma.


Ajeitamos o chapéu, olhamos para o horizonte desse nosso mar de montanhas e sentenciamos: "É, cumpadre, vale o fio do bigode. Vamos para a luta."


GANHAR OU PERDER?

Isto é do jogo, da política e da própria vida. Mas o gesto está feito.


​O CAVALO ARREADO

​Simbolicamente, Zema montou no cavalo que está passando. Ele sabe que o voto é arisco e caro, mas entende a aritmética do poder. Como costuma brincar o cientista político Ricardo Guedes, editor-chefe deste portal: "A corrida será ganha por quem tiver mais votos". Parece óbvio, mas na política a obviedade é a última coisa que se alcança.


​O TABULEITO ESTÁ POSTO:

​Se vencer: Será um fenômeno de transição do setor privado para a cúpula do poder público.


​Se perder: Sairá com a bagagem de quem testou a temperatura das turvas águas nacionais, em um meio onde até o fato consumado pode ser moldado pelo tempo.


​Zema está aplicando na prática a lição do seu mestre e conterrâneo, Guimarães Rosa: "A vida quer da gente é CORAGEM".


​As cartas estão na mesa, as montanhas estão de vigia. Senhores e senhoras, façam suas apostas!


JOÃO CARLOS AMARAL

jornalista e blogger


 
 
 

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