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Direto de Portugal. Presidente da Comissão de Rel. Internacionais da ACMinas, Claudio Mota, em ação.


O casal advogado e empresário Claudio Motta e a psicóloga Luciana Motta trabalhando para viabilizar negócios entre Minas e Portugal. Um das paradas foi em Miranda do D'Ouro. Uma agenda bem conceito do chamado "Ócio Criativo"


Cluadio Motta nos brinca com informações históricas da região, numa matéria exclusiva para nosso BLOG.








Miranda do Douro, sede do concelho, está situada num espigão que domina a pique a margem direita do rio Douro, no troço internacional que separa a província Portuguesa de Trás-os-Montes da província espanhola de Castilla y León.


A Vila de Miranda surgiu com o Rei D. Dinis que existia sobre as arribas do Douro e era banhado pelos rios Douro e Fresno.


É aquando do Tratado de Alcanices – celebrado entre D. Dinis, rei de Portugal, e Fernando IV, de Leão e Castela, que temos de fazer a leitura histórica da fundação da Vila de Miranda em 18 de Dezembro de 1286, elevando-a à categoria de vila e aumentando-lhe os privilégios antigos.


Um dos privilégios deste foral era Miranda nunca sair da coroa. A partir desta altura, Miranda torna-se progressivamente na mais importante das vilas cercadas de Trás-os-Montes.


Em 10 de Julho de 1545, D. João III eleva Miranda do Douro à categoria de cidade, passando a ser a primeira diocese de Trás-os-Montes (por bula do Papa Paulo III de 22 de Maio de 1545) que amputava a arquidiocese de Braga da maior parte do território transmontano.


Assim, Miranda ficou a ser a capital de Trás-os-Montes, sede do bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas bem como, militares e civis.


Em 1762, no contexto da Guerra dos Sete Anos, o exército franco-espanhol, liderado pelo Marquês de Sárria, cerca a cidade de Miranda do Douro.


O Paiol, localizado na alcáçova do castelo, com cerca de 500 barris de pólvora, explode atingindo as defesas do castelo e alguns bairros periféricos. Desconhece-se a causa da explosão.


Aproximadamente um terço da população da cidade – cerca de 400 pessoas – pereceram perante esta catástrofe, levando assim à ruína religiosa, demográfica e urbana de Miranda. Esta guerra ficou conhecida como a Guerra do Mirandum.


Quase dois anos depois, em 1764 D. Frei Aleixo Miranda Henriques (23º bispo) abandona Miranda, trocando-a por Bragança, que passava a ser outra sede episcopal definitiva e única a partir de 1780.


Duzentos anos depois, graças à construção das barragens de Picote e Miranda, o concelho assumiu-se como uma região em franco desenvolvimento e a cidade, mercê da perfeita harmonia entre o passado e o presente é, hoje, um verdadeiro museu vivo. A cidade vive de numerosos comércios (têxteis, calçado e ourivesaria) destinados aos vizinhos espanhóis, que atravessam a fronteira para fazer as suas compras.


Por isso, o concelho de Miranda do Douro é detentor de um vasto, diversificado e valioso património cultural e arquitectónico espalhado pelas suas freguesias, que continuam a preservar e divulgar parte da sua cultura por meio das suas peças manufacturadas como as Colchas feitas nos teares tradicionais, os tecidos de Saragoça e Buréis, os Bordados, Gaitas de Foles, Flautas, Castanholas e Rocas.


Fonte: Câmara de Miranda do Douro


Posso dizer, seguramente, que Miranda do Douro é uma pequena joia que vale a pena descobrir, para buscar toda história de muitas revelações.

Claudio Motta