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Encontro Nacional dos Municípios Mineradores reúne cidades mineradas e impactadas para debater o marco regulatório, justiça tributária e governança sustentável. No auditório do Tribunal de Contas/BH

  • 20 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

O prefeito de Nova Lima (MG) e diretor Financeiro da AMIG, João Marcelo, reforçou a necessidade de maior conscientização sobre os impactos da mineração.


“Muitas vezes, as cidades mineradoras são vistas como ricas, mas poucos enxergam o ônus social e as despesas que a mineração causa, seja na saúde, educação ou infraestrutura. Esses impactos são negligenciados e invisíveis”, alertou.


ABERTURA

Gestores públicos, parlamentares, juristas, técnicos e representantes da sociedade civil de todo o Brasil se reuniram, na manhã desta quarta-feira (20), no auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), para a abertura do VI Encontro Nacional dos Municípios Mineradores.


Promovido pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil).


O evento é considerado o maior do setor público minerário no país, reunindo representantes de municípios mineradores e impactados pela atividade mineral.


POR DOIS DIAS

Com uma programação que se estenderá por dois dias, o encontro inclui painéis técnicos, palestras e debates com especialistas de referência nacional.


META

O tema central deste ano é a construção do Marco Regulatório Municipal da Mineração, iniciativa que busca fortalecer a autonomia dos municípios diante dos desafios econômicos, ambientais e jurídicos impostos pela atividade minerária.


"Chega de extrativismo, não aceitaremos migalhas", defende a associação

O presidente da AMIG Brasil e prefeito de Itabira (MG), Marco Antônio Lage, abriu o evento com um discurso contundente, destacando a urgência de justiça tributária no setor.


“Crescimento real vemos nos lucros de quem extrai, enquanto as cidades ficam com os passivos e problemas.


Temos a ilusão de tempos melhores, mas poucos percebem que há mais barragens, mais rejeitos e mais impactos irreversíveis para as famílias atingidas e o meio ambiente. A mineração traz mais ônus do que bônus”, afirmou.


NOVA POLÍTICA

Lage também ressaltou que a AMIG está pronta para colaborar na construção de uma nova política para o Brasil, que garanta legados duradouros para as cidades e suas populações.


“Chega de extrativismo, não aceitaremos migalhas em troca do que entregamos”, completou.


Homenagens e reflexões

Durante a abertura, os participantes assistiram a um vídeo que contou a trajetória da AMIG Brasil, em homenagem às pessoas que contribuíram para a entidade ao longo dos anos.


Marco Antônio Lage também prestou uma homenagem ao ex-presidente da AMIG, José Fernando Aparecido de Oliveira, entregando uma placa de agradecimento por sua expressiva colaboração em três mandatos à frente da associação.


DESAFIOS

A vice-presidente da AMIG e prefeita de Canaã dos Carajás (PA), Josemira Gadelha, destacou que os desafios enfrentados pelos municípios mineradores permanecem os mesmos ao longo dos anos.


“Estamos discutindo justiça tributária, marco regulatório e outros temas que já eram debatidos na criação da AMIG, mas sem avanços significativos”, lamentou.



O prefeito de Nova Lima (MG) e diretor Financeiro da AMIG, João Marcelo Dieguez Pereira, reforçou a necessidade de maior conscientização sobre os impactos da mineração. “Muitas vezes, as cidades mineradoras são vistas como ricas, mas poucos enxergam o ônus social e as despesas que a mineração causa, seja na saúde, educação ou infraestrutura. Esses impactos são negligenciados e invisíveis”, alertou.


POEMA DE DRUMMOND

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Durval Ângelo, também participou da abertura do evento e trouxe uma reflexão poética ao ler o poema Confidência do Itabirano, de Carlos Drummond de Andrade.


“O poema retrata a essência de Itabira e de tantas outras cidades mineradoras, que acabam se tornando apenas uma fotografia na parede. Precisamos mudar essa realidade e garantir que a mineração deixe legados positivos para as comunidades”, afirmou.

 
 
 

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