1/2

Entidades, entre elas CDL/BH, reivindicam da PBH medidas para conter o avanço da Covid-19


Marcelo Souza e Silva,

presidente da CDL/BH


• As entidades representativas de diversas atividades econômicas da capital manifestam compreensão diante da decisão da Prefeitura de Belo Horizonte, anunciada na última sexta-feira, 5 de março, de mais uma vez fechar o comércio da cidade.


• Neste momento, quando o país vive o maior pico da pandemia, temos que reunir todos os esforços para que possamos salvar vidas. Porém, é necessário lembrar que Belo Horizonte foi a cidade brasileira onde o comércio ficou mais tempo de portas fechadas durante o ano passado.


• E no início deste ano a Prefeitura mais uma vez obrigou o comércio a fechar suas portas, o que dificultou ainda mais a sobrevivência de estabelecimentos e a manutenção de empregos.


• Entendemos que para enfrentar este momento crítico da pandemia, o fechamento do comércio não deve ser a única alternativa.


• A população de Belo Horizonte precisa do empenho da Prefeitura na implantação de outras medidas e políticas públicas para combater o avanço da pandemia em nossa cidade e seus impactos. Diante do exposto, fazemos os seguintes pedidos e proposições.


• Ampliação do número de leitos

Neste um ano de pandemia, uma das principais reivindicações das entidades foi a abertura de leitos para o tratamento da doença.


• No primeiro fechamento do comércio, que durou mais de dois meses, havia a promessa de que aquele período de paralisação era necessário para que a Prefeitura pudesse preparar o sistema de saúde para atender a população. No boletim da última terça-feira, 9 de março, tínhamos apenas 364 leitos de UTI e 868 de enfermaria na Rede do Sistema Único de Saúde no município.


• É necessário lembrar que em agosto tínhamos 424 leitos de UTI e 1.115 de enfermaria. Atualmente, outras capitais com poder econômico bem menor que o nosso possuem mais leitos do que a capital.

Intensificação da fiscalização


• Outra medida bastante pertinente no momento é a intensificação e melhoria da fiscalização sobre quem não está respeitando os protocolos, em especial para evitar as aglomerações. E não estamos falando apenas de festas clandestinas em locais privados.


•Lamentavelmente, as aglomerações estão acontecendo em espaços públicos. Quase todos os dias, veículos de comunicação registram aglomerações que estão acontecendo com recorrência em conhecidos locais da cidade. Hoje, ao se realizar uma denúncia pelo telefone de atendimento da Prefeitura, o serviço apenas garante que o local será vistoriado em um prazo de cinco dias.


• Entendemos que a fiscalização precisa ser feita no momento da denúncia, para que a aglomeração denunciada possa ser reprimida e seus promotores sejam devidamente penalizados.


Fonte

Ascom CDL/BH