Escala 6x1. Comércio propõe adiar mudança na escala de trabalho para janeiro. Empresários temem impactos nas vendas de Natal e pedem prazo para adaptação
Brasil terá período de transição menor que o adotado por outros países!!!
Empresários do setor de comércio e serviços de BH defendem que a implantação da nova escala de trabalho, que prevê dois dias de descanso semanal e a redução gradual da jornada, ocorra a partir de janeiro de 2027.
A CDL/BH reforça a necessidade de um prazo que permita ao setor se adaptar às novas regras sem comprometer o período natalino. A entidade pretende unir forças com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para acompanhar a regulamentação da lei e propor, junto ao Congresso Nacional, medidas que reduzam possíveis prejuízos.
A preocupação está relacionada ao impacto que a mudança na organização das equipes pode provocar durante o Natal, considerado o período mais importante do ano para o varejo.
De acordo com a lei, o fim da escala 6 x 1 começa a valer no próximo dia 16 de dezembro, em pleno período de maior movimento do Natal.
A necessidade de reorganizar escalas, adequar horários de funcionamento e, eventualmente, ampliar o quadro de funcionários pode trazer dificuldades adicionais aos estabelecimentos quando o fluxo de consumidores e a demanda por atendimento aumentam.
“O comércio se prepara durante todo o ano para o Natal, que é decisivo para o faturamento das empresas, a geração de empregos e a movimentação da economia.
Não somos contrários à melhoria das condições de trabalho, mas precisamos de um período de adaptação que considere a realidade das empresas.
Nossa proposta é que a nova escala comece a valer em janeiro, permitindo que os empresários atravessem o Natal com o planejamento já realizado e tenham condições de se organizar para as novas exigências”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.
O dirigente destaca que os pequenos negócios podem enfrentar desafios ainda maiores para reorganizar as equipes em um prazo curto.
Diferentemente das grandes empresas, muitos estabelecimentos têm estruturas enxutas e menor capacidade financeira para realizar contratações adicionais, o que torna o planejamento fundamental para manter o funcionamento.
Vamos buscar o diálogo com a CNDL para levar essa reivindicação e defender um cronograma que respeite o momento mais importante do calendário varejista”, ressalta Souza.
“Nosso objetivo é contribuir para que essa transição aconteça de forma organizada, com segurança para os trabalhadores e condições para que as empresas continuem gerando emprego e renda.
O Natal não pode ser prejudicado por uma mudança para a qual os empresários precisam de tempo para se preparar. Com diálogo e planejamento, é possível construir uma implementação mais adequada - conclui o presidente da CDL/BH.
ATENDIMENTO À IMPRENSA
Cristina Reis / Najela Bruck






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