Minascon!!! MEGATENDÊNCIAS DEBATE NOVAS PERSPECTIVAS DE CIDADES INTELIGENTES AO REDOR DO MUNDO


No último dia de Minascon, seminário reuniu profissionais para avaliar mudanças no conceito e na vida das pessoas2


Repensar os espaços urbanos em busca de conforto e qualidade de vida. Com a necessidade de manter o isolamento social para frear os casos de contaminação com o novo coronavírus, o conceito de Smart City precisou ser reinterpretado, afirmou o expert em Cidades Inteligentes e autor do livro A Cidade StartUp, Renato de Castro, durante o seminário Megatendências, dia 19/11.


O evento foi realizado no último dia da programação da 17ª edição do Minascon, o maior evento da cadeia produtiva da construção.

“Não adianta pensar em projetos para mudar toda cidade, planos para longos anos, pois é tudo dinâmico e as coisas mudam muito rapidamente. Vemos essencialmente que é preciso ter cidades mais resilientes.


As cidades mais tecnológicas do mundo como Barcelona, Londres, Madri, Nova York, por exemplo, sofreram muito nesta pandemia, pois também é preciso resiliência”, contextualizou Castro, que mediou o debate que envolveu especialistas nacionais e dos Estados Unidos, Holanda, Portugal e Israel.

Tendências Fernanda Basques, arquiteta e urbanista e diretora de Projetos da Viabile, falou sobre os desafios que a Arquitetura precisa resolver para proporcionar mais qualidade de vida para as pessoas que redescobriram a necessidade de buscar melhores habitações.

m “A tendência é termos edificações mais democratizadas. Em alguns prédios e até no mercado corporativo percebemos a valorização de ter espaços compartilhados e ao ar livre. Acreditamos que essa solidão nos fez valorizar esses espaços compartilhados e públicos trazendo benefícios para as cidades”, contou Basques.

Segundo a arquiteta, a pandemia evidenciou problemas de saneamento, de hábitos de higiene e moradia. “As cidades são um desafio para a arquitetura que tem que trazer respostas e novas tendências.


Temos que pensar na moradia digna para todos, no saneamento básico para proporcionar melhores condições de higiene e bem-estar. O desafio é enorme”, reforçou.

Gestão urbana O vice-presidente da FIEMG e presidente da Câmara da Indústria da Construção Civil, Teodomiro Diniz Camargos, falou sobre os desafios que Belo Horizonte enfrenta para se tornar uma cidade mais atrativa para os cidadãos e também para os negócios.


Segundo o empresário, a capital mineira precisa se preparar. “Belo Horizonte tem grandes desafios, tanto na qualidade de vida da população, quanto para quem quer investir.


Nas comunidades ainda é preciso agregar ações para que os bairros ofereçam qualidade de vida. No ponto de vista do morar, temos grandes diferenças e isso precisa ser equacionado para termos maior resiliência para enfrentar a pandemia e o que tiver pela frente”, sinalizou Diniz Camargos.

Em relação à infraestrutura para negócios, o vice-presidente da FIEMG destacou que a transformação digital deve ser prioridade.


“A cidade está preparada para eventos, mas precisa de uma transformação digital mais forte.


A infraestrutura da digitalização para corresponder às demandas que a pandeia nos trouxe ainda precisa de mais investimento. A fibra ótica, toda aparato deve ser mais robusto para que a cidade possa fazer sua presença no mundo”, destacou.

O Megatendências trouxe diferentes visões sobre as tendências e o futuro da construção civil.  Além de Castro, Diniz Camargos e Basques, contribuíram Thomas Tong, Jonathan Reichental, Hila Oren, Frans-Anton Vermast e Jorge Saraiva.

Minascon Fruto da união entre a FIEMG e o Sebrae Minas,  o evento reuniu representantes de toda a cadeia produtiva da construção com o objetivo de promover negócios entre os dias 16 e 19 de novembro.


A programação contou com palestras ministradas por nomes relevantes do mercado nacional e internacional, além da participação de diversos órgãos, entidades e instituições profissionalizantes ligadas ao setor.