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NUANCE!!! o pianista e compositor ÍRIO JÚNIOR lança seu 1° álbum autoral. Dia 18 de agosto, segunda-feira, chega às principais plataformas digitais, o primeiro álbum autoral do "pianista tatuado"

  • 16 de ago. de 2025
  • 6 min de leitura


NUANCE: 7 FAIXAS

Com sete faixas que entregam a versatilidade  do artista, o álbum traz  Írio Júnior em piano-solo e Música Contemporânea. Gravado em piano um Yamaha - cauda inteira, o disco traz capa com foto e arte de Márcia Francisco. 

“Nuance” já tem pré-save disponível no link Quae Music:


NUANCE, por Írio Júnior 

Eu já pensava em fazer um trabalho próprio, quando tocava com Nenê trio. Sempre fui um pianista que se tornou conhecido pela habilidade dos improvisos.


Neste trabalho fui instigado a criar improvisos menos convencionais no âmbito do Jazz. Essa experiência começou a me apontar o caminho das minhas composições.


O trabalho no Nenê Trio me deixava livre para permitir fazer fluir todas as minhas influências - da Música Erudita (desde o Barroco, Classicismo, Impressionismo, moderno, contemporâneo...), da Música Brasileira (Tom Jobim, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal...) e, logicamente, o Jazz (em especial,  os pianistas mais modernos - Herbie Hancock, Chick Corea, artistas visionários).


E foi através dos improvisos que minha musica foi surgindo. 


Como eu já toquei muita Música Brasileira, defini escolher um caminho à contramão: criar sem me preocupar com rótulos. 


Assim, busco meus próprios caminhos melódicos, meu jeito de construir, as cadências. A minha maneira de criar a forma da música. A intuição é o que me guia nessa trilha. Vou sendo fiel ao que está dentro de  mim. 


Assim é com o improviso e, naturalmente, com a composição. Afinal, o improviso é uma composição.  


A faixa titulo deste álbum foi o norte para  todas as demais. Apontou a direção e as demais vieram em consequência. 


Meu pai foi muito importante na minha formação musical. Era um grande compositor, exímio multi-instrumentista e um líder nato.


Essa soma de qualidades fazia do homem, um ser de profunda determinação e habilidades para gerenciar, criar, agir, fazer. Era autodidata, buscava conhecimento por ele mesmo, muito inteligente. Sinto que trago dele, essas características, inclusive. 


Quando percebeu meu interesse pela música, logo me ensinou teoria e piano e sempre acompanhou minha formação. Ao lado dele - maestro da orquestra que criou -, fiz muitos bailes. 


Vida afora, a música se tornou parte da minha vida. Profissão e caminho.  Nuance -  a primeira música chega - nessa memória e valor essencial do amor entre filho e pai. 


O foco do disco se contrapõe aos trabalhos, anteriormente, executados, no trio. Se antes, o olhar era o virtuosismo, escolho, aqui, entregar um disco recheado de melodias.


Essa esfera mais melódica me encaminhou ao conceito do disco. 


As músicas foram nascendo com claro propósito de conexão entre si.


Cada contexto, na minha visão de compositor permitiu a escolha dos elementos musicais. Me interessa instigar sensações emotivas diversas e possíveis aos ouvintes. Isso é algo que me interessa muito e tem muita importância para mim.


A conexão entre as faixas, nesta "nuance" passeia pelo contexto das trilhas sonoras.


TRAJETÓRIA DO ARTISTA

Nasci em Lavras/MG. Iniciei meus estudos musicais com meu pai.


Aos 12 anos, comecei a tocar na orquestra de baile criada por ele. E foi aí que se deu meu contato real com a Música  Popular. 


Entre 15 e 22 anos, estudei Música Erudita com a professora Eldah Rezende e o pianista Flávio Augusto. Ambos me  prepararam para diversos concursos brasileiros deste gênero musical. 


Entre 1996 e 2007, morei em Belo Horizonte. Então, segui para São Paulo, onde permaneci até 2010, retornando à Lavras, minha terra natal. Em 2017, escolhi a capital mineira para fixar residência. 


As experiências musicais fervilharam em interpretação e criação, durante todos estes anos. 


Aos 29 anos, comecei  a tocar com o grande saxofonista Vinicius Dorin. Juntos, estivemos em diversos festivais pelo país. Esta vivência resultou na gravação  do álbum “Revoada”, de autoria do artista. 


Foi em 2007, que ingressei no grupo do grandioso baterista Nenê – o Nenê trio. Então, gravei seis discos de autoria deste respeitável artista:  “Outono”, “Inverno”, “Verão”, “Primavera” e  “Mudando de rumo”. 


Em 2021, lancei  o disco Jamba Trio, em  parceria com o baixista Enéias Xavier, premiado como melhor disco no Prêmio BDMG Cultural de Música Instrumental – Marco Antônio Araújo. 


O trio  se completa com um  baterista convidado. Nele, apresentações em importantes festivais como Savassi Festival, Tim Jazz Festival, Ipatinga Live Jazz e Savassi Jazz Festival. Além de projetos diversos como Seis e Meia e casas brasileiras de Jazz, como o Clube de Jazz do Café e Conservatório UFMG. 


Em minha trajetória contínua, além de Nenê e Dorin, toquei com nomes luminosos da Música. Entre eles: Toninho Horta, Carlos Malta, Marcio Bahia, Itiberê, Márcio Montarroyos.


Como compositor, meus caminhos de influência são vastos e passam pela Música Erudita, pelo Jazz Contemporâneo, pela Música Brasileira e pelo Rock.


John Coltrane, Herbie Hancock, Maccoy Taynner, Egberto  Gismonti, Tom Jobim, Milton Nascimento, Beethoven, Bach, Stravinsky,  Debussy e Brahms, estão entre os pilares admiráveis que me inspiram. 


Mas, percebo que as criações autorais fluem através de parâmetros harmônicos, melódicos e estruturais bem próprios.


Penso que a minha música soma o conhecimento às as influências. É  fruto de um caminho de vida. Algo que vivi, influencia. Talvez, isso seja o que dá mais profundidade. Mais verdade. Porque, sempre, podemos colocar mais verdade. E o que eu vivo, portanto, expresso com minha música. 


Me interessa o que soma sentimento e alma. Essa sensação é muito superior a tudo: a dinheiro, ego, vaidade... Vai muito além disso tudo. E é uma coisa única. É espiritual.


Fecho os olhos e, ao lado do conhecimento, das experiências e influências, abro portas e a coisa vem. Nessa essência e verdade, o que eu fiz naquele momento - a nota - , foi o que senti ali. Em outro, será outra coisa. E, assim, nascem improvisos, composições...


Um dos meus trabalhos autorais – “Nuance”, composto em 2011, ganhou show, com casa lotada no  Amazonas Green Festival – Festival que reúne os principais nomes do Jazz nacional e mundial na Amazônia - , no Theatro Amazonas, além de me apresentar na Argentina e em São Paulo, através Projeto Sesc Instrumental, entre outros eventos.


Este trabalho,  já documentado em áudio no Estudo Cachuera (SP), está sendo adequado para levar a vocês, em breve, ao lado de outras  produções recentes. 


A Moda chegou para mim, há pouco tempo. Mas, não por acaso. Meu estilo de vida e hábitos ritualizados há anos, foram gerando uma assinatura visual que têm despertado interesse deste universo artístico.


As tatuagens chegaram, fortalecendo um estilo que se une à minha expressão física, à escolha peculiar de me vestir, aos parâmetros comportamentais e à minha personalidade. 


É especial, no entanto, ver que apesar de, aparentemente, específico, meu perfil chega para a Moda e agências em visão capilar e abrangente. Se com o visual esportivo, tatuagens, traços, corpo e rosto atendo a um público, faixa etária, campanha ou cliente, ao colocar um terno, por exemplo, a visão executiva ou formal se instala. Tatuagens ocultas, vestuário afim...  E tudo muda. O modelo aqui, camaleão,  dialoga com a diversidade e possibilidades incontáveis. E isso é bom.   


No encontro das Artes, uma agrega à outra e este artista segue atento ao que melhor possa expressar em essência. 

Írio Júnior - pianista | compositor | modelo

IG @iriojunioroficial 



O PIANISTA TATUADO 

A força e a coragem de Írio Júnior para cravar a pele com agulhas e vestir-se na capa de um super herói de si mesmo, traduz muito sobre alguém que, comprometido com a retidão de caráter e índole, poderia parar aí.


Mas, sua conduta é abrangente, segue os passos com olhar para o todo, para o ser, para os seres e além deles. Isso habita distante da vaidade e do ego. 


Entender a arte como um processo de construção ininterrupta, onde o ser se revela em conexão com a plenitude e a essência do universo... Se o artista parte da academia, passeia, incansável pela experiência do traço em seu fazer.


Conhecendo e recebendo influências da ancestralidade histórica da Música, que determina estilos, gêneros e tendências de cada tempo, Írio edifica e se desconstrói, tantas vezes, a si próprio, até compor, em contemporaneidade, algo que transcenda o ordinário. Evoca e faz lembrar essa ou aquela influência, sem, contudo, apropriar-se ou dela fazer a condução da melodia.


Aperfeiçoa a palavra final, com propriedade que, sim, abre espaço para sutis referências, mas, se faz presente por si mesmo, criando, executando, emocionando. 


Como um pintor que domina ferramentas, conhecimento acadêmicos e cada vez mais refina o traço, seu abstrato, definitivamente, não é rabisco. É evolução de conceitos próprios, aliados à intensidade que tem consigo o intelecto, os estudos e seu exercício ostensivo. Até que a esponja ou o pincel que deslizam sobre papel ou qualquer outro suporte, imprimam a conexão do conhecimento com a essência de uma expressão.


A arte toca, assim, o mais profundo do ser, transcende o ordinário, transforma, cura, cria sua rubrica e nos presenteia. E, claro, é atemporal.  Improvisos tornam-se irretocáveis e podem ser transcritos, integralmente, tornando-se novas composições. 


A execução, aqui, faz o pianista ser mais que um, com o instrumento que escolheu. É como se veias se estendessem dos seus dedos cravando - feito teias e raizes -, teclas e madeiras do piano, cauda afora. É assim que vejo e escuto, Írio Júnior e cada nuance deste grande, virtuoso, sensível, disponível em experiência, verdadeiro em suas conexões e notável artista. 


Em seu tempo, Írio Júnior é sua marca e nos entrega algo, profundamente novo, diverso, intenso na força ou na suavidade, preciso, incomum na verborragia dos tempos das plataformas digitais, necessário como referência contemporânea legitima. Faz e é Música. 


FONTE:

MÁRCIA FRANCISCO,

jornalista e escritora.

 
 
 

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