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O comércio em Minas encerrou 2025 com crescimento moderado e sinais de resiliência. Apesar da queda de 0,3% em dezembro, o varejo avançou 1,8% no acumulado do ano.

  • 26 de fev.
  • 3 min de leitura

O varejo restrito em Minas Gerais, que comercializa bens essenciais, registrou queda de -0,3% em dezembro de 2025 em relação a novembro, conforme análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG utilizando os dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE.


MELHOR QUE EM 2024

Apesar do desempenho negativo no mês, o varejo restrito no estado teve desempenho positivo na comparação com dezembro de 2024 e no acumulado em 12 meses.


O varejo ampliado conseguiu se manter com taxas positivas em todas as frentes de análise para dezembro no estado, com destaque para a elevação de 5,4% registrada na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.   


O resultado para o cenário nacional também foi negativo para o varejo com queda de -0,4% no último mês do ano. 


Os únicos grupos com alta em dezembro no Brasil foram: “Combustíveis e lubrificantes” (0,3%) e “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” com (6,0%).


O varejo obteve crescimento no estado na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024 quando teve alta de 1,7%.


As atividades com melhor desempenho no período foram: “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (18,9%) e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico “(10,9%).


Na mesma base de comparação, o país registrou elevação das atividades do varejo de 2,3%, taxa superior à registrada em mesmo período de 2024 (1,4%).


Os grupos de “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (31,1%) e “Móveis e eletrodomésticos” (6,9%) foram as atividades de destaque no âmbito nacional.


O resultado positivo do Estado no ano sinaliza a resiliência de determinados segmentos das atividades, apesar dos desafios impostos pela conjuntura econômica, tais como as altas taxas de juros.


O Brasil teve alta de 1,6% nos 12 meses do ano passado indicando aceleração moderada com destaque para o comércio “Móveis e eletrodomésticos” (4,5%), e “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (4,5%).


Comércio ampliado

O comércio ampliado teve alta de 0,1% no mês de novembro em relação ao mês anterior em Minas Gerais enquanto a média nacional registrou desaceleração de -1,2%.


As atividades: “Veículos, motocicletas, partes e peças” (2,4%) e “Material de construção” (-2,8%) foram as que apresentaram as maiores retrações no país.


O melhor resultado no comércio ampliado do estado foi registrado na comparação do resultado de dezembro de 2025 com dezembro de 2024 quando foi registrada alta de 5,4%.


No mesmo período de 2024, o estado registro desaceleração de -0,1%.


O comércio de “Veículos, motocicletas, partes e peças”, com alta de 7,5%, “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”, com desempenho de 22,4% e “Material de construção”, que teve elevação de 3,9%, foram os melhores resultados para o ampliado do estado na comparação anual.


Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, explica que apesar da retração pontual observada em dezembro, esse movimento está muito mais associado a um ajuste de curto prazo do que a uma reversão de tendência.


“Quando ampliamos a análise para a comparação com dezembro do ano anterior e para o acumulado em 12 meses, percebemos que o comércio mineiro segue apresentando crescimento, ainda que em ritmo moderado.


No comércio ampliado, Minas Gerais demonstra desempenho relativamente mais consistente do que a média nacional, especialmente em veículos e no atacado de alimentos.


Isso indica que, mesmo diante de juros elevados e de um ambiente de crédito mais restritivo, o varejo mantém resiliência, sustentado por setores específicos e por uma demanda que segue ativa, embora cautelosa”, descreve Gabriela Martins.


SOBRE A FECOMÉRCIO/MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos.


DIÁLOGO

Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade.  


AÇÃO INTEGRADA

Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais.


A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.


Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais.


A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal.


A Federação busca melhores condições tributárias para o setor e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio.  


Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira. 


Fonte:

Wagner Fernando Liberato

Comunicacão

 

 
 
 

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