O ex-presidente da República Michel Temer foi o convidado do Almoço-Palestra do LIDE MINAS GERAIS BH. Foi no Espaço de Eventos da CDL/BH. À frente a presidente Patrícia Leiva.
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Manoel Mário presidente da Alagro e Marcelo Souza presidente da CDL/BH

A palestra de Michel Temer no evento do LIDE MG- Belo Horizonte, seguiu a linha característica do ex-presidente: a defesa do semipresidencialismo, a exaltação da segurança jurídica e o foco na pacificação política.
Pontos centrais abordados por ele:
1. Defesa do Semipresidencialismo
Temer reiterou que o sistema político brasileiro atual vive em uma "crise de funcionalidade". Ele sugeriu a transição para o semipresidencialismo, onde o Presidente da República atua como Chefe de Estado (foco na estabilidade e relações internacionais) e um Primeiro-Ministro, apoiado pelo Congresso, assume a chefia do Governo. Segundo ele, isso evitaria processos traumáticos de impeachment.
2. Segurança Jurídica e Investimentos
Voltado para a plateia de empresários mineiros, o ex-presidente enfatizou que a previsibilidade é o combustível da economia.
Criticou a volatilidade das decisões que alteram regras do jogo após investimentos feitos.
Defendeu a manutenção das reformas estruturantes (como a Trabalhista e a do Ensino Médio) iniciadas em sua gestão.
3. Pacificação e Diálogo Institucional
Com seu tom habitual de "conciliador", Temer pregou o fim da polarização extrema.
Afirmou que as instituições (Executivo, Legislativo e Judiciário) precisam cumprir rigorosamente os limites da Constituição de 1988.
Defendeu que o crescimento do Brasil depende de um ambiente de "harmonia", sem o qual o capital estrangeiro se afasta.
4. O Papel de Minas Gerais
Temer elogiou a tradição política mineira de moderação e destacou a importância do estado para o equilíbrio da federação, reforçando que a interlocução entre o setor produtivo de MG e o governo federal é vital para a retomada do crescimento sustentável.
Em resumo: A fala de Temer foi um chamado à estabilidade institucional. Ele se posicionou como um fiador da responsabilidade fiscal e das reformas, argumentando que o Brasil só avançará quando substituir o "conflito" pelo "cumprimento estrito da norma jurídica".





