PBH mantém fechado o comércio não essencial em BH. Reação da CDL, ACMinas e Fecomércio!!!


Portas fechadas!!!

PBH mantém fechado o chamado comércio não essencial em BH.

Confira posição da CDL/BH, ACMinas e Fecomércio.


Posição da CDL/BH

CDL/BH repudia postura cruel e desumana da Prefeitura de Kalil

Desde o início da pandemia, o prefeito Alexandre Kalil virou as costas para o comércio. Tomou decisões de forma autoritária e sem diálogo com o setor da nossa economia que mais se sacrificou para salvar vidas, o de comércio e serviços, que representa 72% do PIB da nossa cidade e emprega mais de um milhão de trabalhadores. Tomou decisões arbitrárias e sem coerência até mesmo com a Ciência que ele diz tanto se amparar.


Nosso sentimento é de indignação. Porém, a notícia da permanência do comércio fechado e sem previsão para reabertura não é nenhuma surpresa. Afinal, Kalil não cumpriu a sua promessa de abrir leitos – 729 de UTI e 1.752 de enfermaria. Promessa que foi feita no início de maio. Caso a promessa do prefeito tivesse sido cumprida, hoje teríamos 52% de taxa de ocupação nos leitos de UTI e 43% nos de enfermaria, índices que permitiriam a reabertura segura do nosso comércio. A fala do Secretário de Saúde do prefeito Kalil, Jackson Machado, na coletiva de hoje foi muito clara. A Prefeitura poderia abrir estes leitos. Mas não investe nessa abertura dos novos leitos e faz a clara opção por manter o comércio fechado.


Enfim, a Prefeitura economiza, mas quem paga a conta é o comércio. Somente lembrando, a Prefeitura recebeu mais de R$ 130 milhões do Governo Federal para investir no combate à doença. O Secretário ainda desdenhou da situação. Falou com um ar de deboche “que mais 15 dias fechado não mata ninguém”, postura bem típica do seu chefe.


Trata um assunto tão sério com requintes de crueldade. Chega a ser desumana e tirânica a postura insensível da Prefeitura diante da quebradeira de milhares de negócios em nossa cidade, diante de milhares de trabalhadores perdendo seus empregos e tantas famílias sem o sustento, passando por necessidades. O pior e mais grave de tudo é que nem vidas estão salvando.


Nos últimos 30 dias, período em que o comércio ficou fechado, o número de mortes em Belo Horizonte teve um aumento de mais de 300%.


Lamentavelmente, passamos de 129 para 528 óbitos. Belo Horizonte foi a primeira a fechar e será a última a abrir o comércio. É hora de todos refletirem sobre quem é o culpado dessa triste e deprimente situação que vivemos hoje em Belo Horizonte.

Fonte

Ascom CDL/BH


Posição da FECOMÉRCIO

Fecomércio MG diverge sobre decisão da Prefeitura de BH que mantém o funcionamento apenas dos serviços essenciais


A entidade manifesta a sua indignação e destaca preocupação com a recuperação financeira do setor de comércio, serviços e turismo e o crescente número de postos de trabalho extintos na capital

Vários seguimentos econômicos do comércio de bens, serviços e turismo em Belo Horizonte encontram-se há mais de 130 dias fechados. E, por decisão unilateral da Prefeitura, esse prazo se estenderá por mais algum tempo. Na tarde desta sexta-feira (31/07), o órgão manteve apenas os serviços essenciais funcionando na cidade. A medida vai na contramão das inúmeras reivindicações da Fecomércio MG, de empresários e entidades representativas de comércio, serviços e turismo.

A Federação manifesta sua indignação com a postura do Poder Executivo Municipal, que penaliza não apenas o setor terciário, responsável por 88,37% dos negócios na capital.


A decisão sacrifica milhares de empregos na cidade, achata a renda de famílias inteiras e expõe a população a diversos problemas financeiros. Enquanto esse cenário perdura, empresários continuam amargando prejuízos e se veem na iminência de encerrarem suas atividades definitivamente.

O setor mantinha a expectativa que houvesse uma flexibilização das atividades nesta sexta-feira (31/07). A medida, se não recuperaria os prejuízos incontáveis já acumulados, serviria de alento às empresas. Elas poderiam aproveitar o Dia dos Pais – a ser comemorado em 9 de agosto – para circular estoques, prestar serviços, melhorar o fluxo de caixa e ganhar mais fôlego frente à crise, obtendo resultados mais satisfatórios que na Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Investimento e orientação

Fonte de renda de 61,2% da mão de obra formal de Belo Horizonte, o setor de comércio, serviços e turismo não pode ter a si atribuído o aumento no número de casos confirmados de Covid-19. Pelo contrário, mesmo com o fechamento das atividades na cidade, o índice de transmissão continuou a crescer.


Nos últimos 30 dias, os casos confirmados da doença subiram 342%, passando de 5.915 para 20.276, no dia 30 de julho. A tendência também foi acompanhada pela taxa de ocupação de leitos: 87% dos leitos, há um mês, contra 90,7% ontem (30/07).

A Federação lembra que, embora a maior parte do setor de comércio e serviços esteja fechada, a circulação de pessoas pelas ruas da capital continua expressiva. Por isso, a entidade defende que, atuar com restrições à atividade empresarial por tempo indeterminado não é medida eficaz, sendo preciso orientar a população e investir em saúde pública de qualidade, um dever do Poder Público. Porém, o munícipio alega que a criação de novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) dependente da evolução da doença, decisão que sacrifica o funcionamento do comércio de bens, serviços e turismo e responsabiliza indevidamente os setores.

A preocupação da Fecomércio MG e seus representados com mais uma semana de estabelecimentos fechados se encontra nos dados de junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Ministério da Economia, apenas no mês passado, mais de 2,3 mil trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego em Belo Horizonte. No acumulado de janeiro a junho, mais de 39 mil postos de trabalho já foram extintos na capital.

Sinergia em favor de BH

Desde o início da pandemia de Covid-19, a Fecomércio MG defende o diálogo com uma ferramenta indispensável para a mediação de conflitos. Porém, a entidade já tentou, por diversas vezes, contato com a Prefeitura. A Federação deseja contribuir na busca por soluções que contemplem as necessidades econômicas e sanitárias, garantindo uma retomada gradativa e segura das atividades, não uma aceleração dos índices de desemprego na capital.

A Federação sabe que só assegurando a manutenção da renda e das empresas, Belo Horizonte poderá garantir condições mínimas para continuar no caminho do desenvolvimento. Nesse sentido, a colaboração entre a Prefeitura e as entidades representativas dos setores empresariais é o melhor caminho para que, juntas, possam unir forças, analisar dados, reunir propostas e planejar com cautela e segurança a retomada da flexibilização do comércio na capital mineira.

A Fecomércio MG sempre esteve – e estará – aberta ao diálogo com a Prefeitura de Belo Horizonte. Afinal, acredita que equilibrar as demandas sociais e econômicas, sem perder o controle em relação ao avanço da doença, é um dever de todos.

Fonte

Ascom Fecomércio