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Pesquisa CDL/BH. Comércio varejista de BH começou 2021 com queda de 5,48% nas vendas



• Pesquisa da CDL/BH revela que retração é a maior desde 2015

e foi impulsionada pelo longo período de fechamento


• O comércio de Belo Horizonte iniciou 2021 com uma forte queda nas vendas.


• A pesquisa ‘Termômetro de Vendas’ da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) revelou que o mês de janeiro registrou recuo de 5,48% frente ao mesmo mês do ano de 2020.


• “Ao longo de 2020, o comércio da capital ficou por cinco meses de portas fechadas. Isso impactou diretamente nas vendas.


• O reflexo desse fechamento, o desemprego, o fim do auxílio emergencial e a pressão inflacionária levaram a uma mudança no comportamento do consumidor.


• As pessoas estão fazendo uma reserva financeira, evitando comprar bens que não sejam de primeira necessidade e procurando não contrair dívidas por um longo período”, analisa o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.


• Queda e crescimento por setores

Na comparação anual (Jan.2021/Jan.2020) o setor de vestuário e calçados foi o que mais sofreu queda, com recuo de 9,73%.


• Em seguida, papelarias e livrarias (- 9,1%), veículos e peças (- 8,57%), eletrodomésticos e móveis (- 8,56%) e informática (- 8,23%).


Cresceram:

• Os segmentos que registraram crescimento foram artigos diversos (4,85%), material elétrico e de construção (3,32%), supermercados (2,56%) e drogarias e cosméticos (0,35%).


• Na análise mensal (Jan.2021/Dez.2020), os destaques de crescimento na capital ficaram com os setores de drogarias e cosméticos (2,36%), artigos diversos (1,49%), supermercados (1,02%) e material elétrico e de construção (0,71%).


Cairam:

Já a retração foi puxada por vestuário e calçados (- 7,84%) e papelarias e livrarias (- 3,79%).


• Políticas econômicas

De acordo com a pesquisa, essa é a pior retração desde 2015, quando o país estava em recessão econômica.


• Com o fechamento do comércio, a queda da renda da população e a mudança no comportamento dos consumidores devido às incertezas, o indicador quebrou a tendência de avanço.


• “A pandemia do coronavírus desencadeou uma crise econômica que impactou negativamente as expectativas do comércio.


• Tivemos um aumento do desemprego, fechamento de empresas e, infelizmente, maiores índices de desigualdade social.


• Entretanto, a vacinação faz com que as expectativas para este ano sejam melhores.


• Teremos, sim, grandes desafios na economia e precisamos que as reformas estruturais sejam aprovadas”, analisa o presidente da CDL/BH.


• Ainda segundo o dirigente, somente com novas políticas econômicas focadas no setor de comércio e capazes de aumentar a confiança interna e externa e atrair capital produtivo, será possível gerar emprego e renda e, por consequência, crescimento econômico.


Fonte

Ascom CDL/BH