Sensibilidade Empresarial em tempos de Pandemia!!!

Veja a análise de Guy Peixoto Neto

mentor de empreendedorismo, com experiência na criação, expansão e reestruturação de empresas.


Em meio a pandemia de Covid-19, empresas refletem sobre seus papéis na sociedade e colaboram com ações para o bem estar da população


Veja exemplos altruístas de empreendedores que estão fazendo a diferença na crise


O risco de contágio do novo coronavírus entre a população trouxe desafios e crises que vão além da sistema de saúde.


Dentre as muitas áreas da vida em sociedade, a economia é uma das que mais sofre com o impacto do isolamento social, uma das medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para frear a curva de contágio da doença entre a população.


Em três meses, a suspensão de parte das atividades comerciais fez com que profissionais e empresas de diversas categorias fossem prejudicados.


De acordo com Guy Peixoto Neto, mentor em empreendedorismo e empreendedor com experiência na criação, expansão e reestruturação de empresas, o cenário que aparenta ser de sobrevivência, no entanto, pede não só uma reinvenção dos métodos de trabalho, como também dos valores.


“Mais do que nunca, é necessário unir forças e entrar em clima de união coletiva em prol da sociedade em geral, através de ações que ajudem a construir uma rede de solidariedade, com o objetivo de ajudar os menos favorecidos que estão sofrendo com a falta de renda durante essa pandemia", explica.


1. No Brasil, há alguns exemplos de grandes empresas que tomaram iniciativas e se dispuseram a colaborar com esse cenário, como a gigante da indústria alimentícia Nestlé, que doou cerca de 500 toneladas de alimentos, bebidas e comida para pets, com a finalidade de suprir as necessidades de diversas famílias brasileiras.


2. Entre os beneficiados, estão cerca de 2,5 mil famílias ligadas às cooperativas de reciclagem da cidade de São Paulo e região, em uma parceria com a plataforma Cataki, sendo 1,5 mil cestas básicas destinadas às famílias de cooperativas parceiras que atuam na reciclagem de cápsulas de café.


3. Já a marca de cerveja Stella Artois criou o movimento "Apoie um restaurante", uma maneira de unir a comunidade do ramo e outras marcas para ajudar os estabelecimentos prejudicados e que correm o risco de encerrar suas atividades - tudo por meio de uma plataforma colaborativa para gerar caixa à esses locais, especialmente os menores, a fim de que eles consigam manter o funcionamento durante o período de baixa demanda.


4. Há também quem anunciou a produção de produtos de higiene, com a finalidade de melhorar a escassez que artigos como máscara e álcool em gel sofreram desde o início da pandemia. A Natura&Co, empresa que abrange marcas como Natura, Avon e The Body Shop, realizou uma parceria com o Grupo São Martinho (um dos maiores do setor de sucroenergético) para a produção de 15 mil quilos de álcool em gel e 150 mil litros de álcool 70%, que foram doados à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.


5. Seguindo com este mesmo exemplo, as fabricantes de produtos para higiene pessoal e cosméticos L’Oréal e Nívea, controlada pela Beiersdorf, iniciaram em abril a produção de 280 toneladas de álcool gel em suas fábricas instaladas em São Paulo, para distribuir a hospitais, lares de idosos, faculdades de medicina e comunidades carentes, além de doar shampoos, condicionadores e cremes hidratantes.


Diante do nova realidade social frente à pandemia e seus impactos que atingem os mais variados setores, não há mais como fugir do assunto e permanecer em silêncio.


É necessário refletir sobre o papel financeiro e humano das companhias perante esse cenário, que pede mais do que redefinição de metas.


“É extremamente importante que as empresas tenham sensibilidade para uma atuação responsável e cooperativa, começando internamente através de ações de incentivo para engajar seus colaboradores, tendo a empatia de conscientizá-los da gravidade do momento.


Essa atitude, inclusive, é altamente positiva para que eles entendam como responder aos desejos, angústias e necessidades de seus clientes e da população como um todo perante a crise.


Esses valores com certeza deixarão marcas positivas para a sociedade e devem permanecer no hall de ações das companhias mesmo quando a situação da pandemia for solucionada", finaliza Guy.


Guy Peixoto Neto

é mentor de empreendedorismo, empreendedor com experiência na criação, expansão e reestruturação de empresas.


Aos 22 anos fundou a Operalog Transportes. Também é o fundador da startup Saly, plataforma de automatização dos processos de compras.


Atualmente Guy está dedicando-se ao seu novo projeto, a GPX. Uma plataforma de conteúdo voltada para pessoas que querem se transformar em empreendedores ou que já são e querem continuar evoluindo.


Fonte

Digital Trix

Comunicação